Poema Terra
Está em tempo de aprender
a respeitar e de reconhecer
o legado da ancestralidade
da terra e da que cruzou o mar,
e que até o nosso idioma
por cada qual foi moldado,
sem criar um novo pecado.
Cultivar o olhar não limitado
pela cronologia e que encontra
na mata o Vassourão florido
sob o céu de novembro vestido.
Deixar-se levar pela festa do que é
de fato culturalmente enraizado,
e não mais se permitir seduzir
por aquilo que nos foi empurrado.
Enraizados na terra,
sabemos quem somos,
da onde todos viemos,
no final sempre ficamos,
e não nos impressionamos
com quem usa da ideia
de estar acima de nós.
Uns são aquilo o quê
deixaram para trás,
São sempre eles que
provocam apagamento
para ter como aliado
o nosso esquecimento.
O quê se comunica
nem sempre na vida
é tão profundo assim
ou é um Cajá-mirim
cheio de frutos doces.
Não se aceita a opção
que na foz é arriscada,
porque do dia para a noite
nunca cria ou se faz nada.
Por isso é importante
lembrar o quê se passou,
e o quê se conquistou.
Novembro de Pombeiro em flor,
encantamento com a chuva
molhando a terra com amor,
Não é preciso buscar nenhum
tipo de validação externa,
Quem ama esta terra
não a trata como opção
e nem pensa em substituição,
Falta aprender a olhar
com compromisso e coração.
(É sobre a nossa percepção).
Um refugiado não
escolhe para onde ir,
ele escolhe partir
porque na terra dele
não tem como seguir.
Se você não quer um
refugiado no seu país,
é um direito todo seu
que não vou discutir;
Tu só tens o dever
de não ferir quem não
teve o direito de escolher
da onde veio permanecer.
Se deseja fazer alguma
coisa por um refugiado,
Ajude para que tenha
condições de sobreviver,
ou até ficar, se ele escolher.
Ajudar a resgatar razões
para ao país de origem voltar,
E permanecer para de jeito
nenhum pensar em deixar.
As rotas construo de muito
longe desde o primeiro dia,
O silêncio é terra fértil
para crescer como Calabura
da América Tropical
para alimentar com ternura
os seus pássaros
da liberdade profunda,
para se unirem com os meus.
A glória do amor e da vida
nos pertencem com todos
os contornos de cobiça
incontrolável para que adiante
estejamos enlaçados com
tudo o que pede um romance.
O teu aroma de Via Láctea
tem servido a memória
de maneira voluptuosa,
Segredos foram superados
por certezas quentes
que pedem tempo,
zero censura e exibição pública
típica dos apaixonados.
Diante dos prazeres ondeantes
intermináveis que teremos,
O oceano luxurioso quando
for necessário ser sussurrado,
nos manterá bem ocupados;
em vez de nos preocupar se
estão tecendo ou não comentários.
Assim com golpes suaves
praticamente diários,
muitos foram mortos
em terra e em alto-mar,
Viramos sem pensar
um continente de desacordados,
três navios petroleiros roubados,
e o que fizemos foi nos calar.
(Um preço ainda mais caro,
sei que vamos pagar,
se nada por aqui mudar).
O espírito de Paineira-rosa
ainda se conserva nesta
terra que só pode contar
com os próprios olhos
para o nosso céu vigiar.
O desamparo austral é
um fato que ninguém mais
pode fingir que não há,
Não é de hoje que tem
gente fingindo que não
tem sido da própria conta,
este mal de ponta a ponta.
Aperte forte a minha mão,
que aos poucos vou te contar
sobre estes tempos que são
próprios para moldar o ter e o ser,
para ninguém -- nos derrubar.
Se o apelo é erótico sob a luz
do dia, das auroras e da noite,
digo as respostas conhecidas,
Porque em aspectos internos,
temos muitas coisas parecidas.
Somos feitos de terra, água e ar,
e o poder de fogo para o jogo,
é preciso por contar conosco
mesmos para unidos forjar,
para do que distrai nos preservar;
A glória inextricável pertence
somente a quem busca se alinhar.
O meu coração romântico
com raízes bem fincadas
na Mata de Terra Firme,
Desejo perpétuo e sublime
envolvido pelo capuz ebúrneo
íntimo que guarda secreto
o sonho de ver de perto
o seu semblante decidido.
Encanto perene e mútuo
de entrega o tempo atravessa,
Castanheira-do-pará em flor
confiante do seu amor celebra
por antecipação a entrega
que haverá de acontecer:
nas tuas mãos pacientes
sem nada deixar arrefecer.
Nem brasa e nem fumaça,
em nós há um fogo que
queima, arde e não se apaga,
Há em nós permissão ampla,
fina, incontida e deliberada,
É questão de tempo aberto
para a rota encaminhada
para encontrar a Via Láctea.
Venero-te como o Tingui-preto
finca as raízes na terra serena,
O teu olhar apolíneo me rega,
concede milhões de asas --
e ainda não nem é primavera.
Do Tingui-preto com carinho
preparo a surpresa de banhar,
O meu ser de Mata Atlântica,
é o teu paraíso de descansar,
entregar e de doce enredar.
Como a palma da minha mão
é o caminho para o coração
sem tempo e sem distância,
Porque de ti sou eu a ilustre
habitante sublime e romântica.
A alegria e a paz foram
sequestradas do povo
da Terra Santa,
Pelas bombas dolosas
lançadas em Gaza,
Não tem como
fingir que não está
acontecendo nada.
Enquanto o mundo
celebra o Natal,
De maneira brutal
os nossos irmãos estão
sendo massacrados,
e há reféns dos dois lados.
Os autores se gabam
publicamente dos crimes
e creem ser filhos da luz,
Na verdade são nada mais
do que nada menos,
homens pequenos
e vulgares filhos da morte.
Sim, os tais filhos da luz
estão a apagar as luzes
do pinheiro, da estrela
e milhares de olhares,
Eles destruíram
até sacros lugares
e ainda ditam leis.
Jerusalém e Belém
encontram restrições,
Os sinos dobram
em muitos corações,
Os poderosos do mundo
continuam nas suas
zonas de acomodações.
Não quero ser fiel
de uma fé subjetiva
rezando por uma mentira,
viver cultivando a ira
e seguir defendendo
uma guerra interminável,
Porque a fé só frutifica
onde for semeada
num solo onde tudo pacifica.
Quem crê nos valores
da vida e tem uma real
fé inscrita na sua alma
combativa só repousa
quando humaniza e reconcilia,
e Deus na sua infinita misericórdia
para quem quer aprender: ensina.
A MAGIA DO ENCONTRO
Quando o céu abraça a terra
As estrelas beijam o chão
As flores flutuam nas nuvens
Os rios adoçam o mar
Nessa empolgação
Tudo é magia
O amor perpetua e contagia
O homem abraça a vida
O tempo seca a ferida
No perfume do ar
A morte que era tristeza
Na simples natureza
Da terra abraçando o céu
As estrelas brotam na terra
E o homem brilha no céu
CAMINHADA
Estou situada na natureza
Nela sinto a vida
A inspiração, a renovação
Piso na terra e toco no céu
Meu pensamento voa
E os meus pés, tenho no chão
Dou vida em tudo que faço
Sou inteira,
Não sou pedaço
O Universo é grande
Na mesma proporção que sou pequeno
Minha presença é meu aceno
Minhas conquistas
São os meus acertos
Vibro com as vitórias e as derrotas
Escolho os meus caminhos
Seguindo a minha rota
Quando penso que estou partindo
Estou chegando
Muito mais viva do que morta
Chegou à primavera
Com perseverança e amor
Vingou sobre o lixo da terra
Mesmo que dure somente um dia
Mas com a esperança de ser eterna.
Paracatu
Terra amada e hospitaleira,
Onde repousam os mais belos colibris.
A serra da Boa Vista
abre as vistas a ela,
cidade cantada por Afonso Arinos,
Oliveira Melo, Lavoisier Albernaz,
Aparecida Teixeira e muitos mais.
Terra varrida pelos escravos,
em busca do ouro que brilha.
Aqui se fez muita história.
Aqui se faz muita glória.
Tem pequi, jatobá, murici e ingá.
No canto dos bem-te–vis,
Há alegria e poesia.
No sossego das fazendas,
no molejo das morenas
e no gosto da cachaça
fazem belas serenatas.
Paracatu...
Acumulo saudade
Num curto espaço de tempo.
Sou terra escondida embaixo
das folhas de outono - úmida.
A partir de hoje é guerra
O império das trevas não reina mais em mim
Não sou dessa terra
Sou de Jesus, sou de um reino sem fim.
Nordestinos saíram de sua terra ;
Porque só seca era.
Ao chegar em São Paulo,viam que arranjar emprego era difícil.
Exigia sacrifício!
Foram na rua pedir esmola.
Mas muitos voltaram pra sua terra com somente uma sacola
Se os frutos produzidos pela terra
Ainda não são
Tão doces e polpudos quanto as peras
Da tua ilusão
Amarra o teu arado a uma estrela
E os tempos darão
Safras e safras de sonhos
Quilos e quilos de amor
Noutros planetas risonhos
Outras espécies de dor
Muitas vezes me bate uma saudade dos velhos
amigos de infância, da minha terra, da minha
antiga vida. Saudades da inocência e da
esperança, saudade dos amores de infância,
saudade de sair correndo e gritando "quem
chegar por último é a mulher do padre!.". A
gente cresce e descobre que pega pega não é só
pega pega. Descobrimos que brincar também
dói, dói quando as pessoas brincam com nossos
sentimentos. Descobrimos que o mau não está
na cara de mau. Descobrimos que ser criança
era muito mais fácil. Descobrimos que crescer é
descobrir a vida e crescer é ver realmente que a
vida não é justa e que vemos humanos, mas não
humanidade. Num mundo onde presam pela
verdade, é tão descriminador ser você mesmo.
Quem me dera ser novamente criança.
Corvos covardes se corromperam se unindo aos abutres.
Invadiram no romper da aurora, minhas terras onde moro.
Ataques violentos incessantemente devastavam as esperanças semeadas
O espantalho não os intimidava, pois os aliados lhe garantiam impunidade.
Nas terras vizinhas o mesmo mal se abatia.
Em terras distantes com perdas enormes foi possível os afugentar.
Tal exemplo foi seguido por poucos que não suportaram a humilhação.
Mas não tiveram a mesma sorte, pois aqui sequer havia munição apenas coragem.
Nossos irmãos foram aniquilados sem piedade.
Alguns nem mesmo podem ser velados por ocultação de cadáveres.
Coube o tempo adubar o solo para as gerações futuras.
Ainda hoje somos obrigados a acatar uma determinação do Ministério da Agricultura...
É terminantemente proibido caçar corvos.
E na televisão os abutres ostentam seu poderio
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