Poema Terra

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MOCAMBO AMADO

Mocambo amado,
terra de grande esplendor
Fortalecer o cabloco com a fartura que vem das águas
e mata a sede do curumim
Que corre nas ruas, descalço, a infância que brilha nos olhos de uma criança..
Menino sonhador...
Que da orgulho e enche de lágrimas os olhos do pai e da mãe a cada conquista.
Mocambo, terra querida por quem mora e quem já morou e hoje visita, deixando aquela saudades no coração...do seus velhos...
Que fazem da arte uma magia..mocambo
fonte de inspiração...
de grandes artesãos que tem o dom da arte e a leveza nas mãos...
A Sabedoria inspirada no coração de quem faz
Panelas de barro, tecidos de palha, pinturas e arte da madeira passada a cada geração, para filhos e netos...
Amado lugar, que tem a simplicidade em cada morador pela alegria de brincar de boi
Povo humilde, são guerreiros nato, aqui desse chão...
Que enche os corações de quem visita e se apaixona pelo amarelo de espalha emoção
E senti aquele amor pelo laranja de touro branco
E trazem a cultura para brincar
Das quadrilhas e pássaros do folclore popular
Mocambo tu és amado, terra querida um legado, lugar hospitaleiro meu pedaço de chão.
Um sonho de quem acorda de manhã com um sorriso no rosto
Da fartura na mesa de quem toma o café
e da cambada de peixe no giral
Panela preta no fogão a lenha faz o cuzido do bodó
E a caldeirada no pirão de farinha para nos boiar na simplicidade que nos alimenta...
Esse é meu mocambo...abencoado por Deus e protegido por nossa senhora de Lourdes e são João Batista...

Inserida por rafha_dhemello


INFÂNCIA


Quem sabe um dia eu voltarei
Para terra onde eu nasci
Reviver minhas lembranças
De quando eu era criança
Do bom tempo que eu vivi

Quem sabe um dia eu voltarei
A morar no lugar onde cresci
Matar aquela saudade
Das brincadeiras
De todas as tardes
Que me fazia feliz

Quem sabe um dia eu voltarei
A pisar nesse chão
E sentir na pele a infância
Daquela boa lembrança
Que ficaram no coração

Quem sabe um dia eu voltarei
Para minha terra amada
Um lugazinho hospitaleiro
De um povo humilde e verdadeiro
Uma nação apaixonada

Quem sabe um dia eu voltarei
Para aquela terra encantada
Meu mocambo do Arari
Tenho muito orgulho de ti
Minha cidade abençoada

Quem sabe um dia eu voltarei
Sentir a Terra molhada desse chão
De quando choveia na estrada
Que boa a sensação
De sentir no coração.

Quem sabe um dia eu voltarei

Inserida por rafha_dhemello

⁠Essa distância entre eu e você
É da terra até a lua
Longe de mais sem poder tiver
É um mundo sem noção
Sem batidas no coração
Sem ar pra respirar
Sem forças para andar
É uma tremenda solidão
Que habita em mim
Sem te ter aqui me sinto só

Inserida por rafha_dhemello

⁠Mesmo que o mal suba ao pódia
E ganhar medalhas e trofeus
O bem sempre será exaltado
Aqui na terra e la no céu
Mesmo que exista o mal
Para atormentar a nossas vidas
O bem sempre vai granha, porque ele ainda é maioria.

Inserida por rafha_dhemello


CABURI


Caburi, minha grande inspiração!
Esmeralda verdejante de amor
Terra que fascina, lugar divino e hospitaleiro
Esplêndido de maravilhas é esse lugar
Que em teu burgo se fez infância
É canto de esperança, que brilha nos olhos
de cada criança um sonho a ressoar!
Caburi de maravilhas e belezas
Fruto, das grandes farturas e riquezas
Flor divina minha grande princesinha.
Colírio dos olhos de quem tem orgulho de amar,
sumptuoso de prodigalidade a origen desse chão...
Caburi, terra milenar, coração que abriga
e transforma a arte que pulsa forte dentro do peito.
Em teus lagos o alimento, e em teu povo
o suor e o lamento de lutar no dia dia
Onde a fé te permite acreditar e em tua religião exaltar,
aquém te abençoa!
Caburi tuas raízes se fez história, teu legado.
É inspiração de um povo que sonha
no alvorecer das manhãs...

Inserida por rafha_dhemello

Mulheres de Pano e Terra
Vieram de longe, cruzaram o mar,
trouxeram a cruz, o aço e a fome,
tomaram o chão, queimaram os nomes,
fizeram o sangue da terra jorrar.

Os povos caíram, as terras sangraram,
ergueram engenhos, correntes, senzalas,
o açúcar crescia, o latifúndio mandava,
e o povo do Nordeste aprendia a lutar.

Mas quando o homem partiu sem aviso,
quem ficou foi o ventre, a enxada e a dor.
Foram as mães que costuraram a vida,
fiando o tempo com linha e suor.

Lavadeiras de rio, rendeiras da sorte,
mãos que tecem, que lavram, que oram.
E enquanto o homem some na cidade,
elas seguram o sertão nos ombros.

O Nordeste é feito de suas pegadas,
de suas vozes, de suas lutas.
Se o passado arrancou-lhes a terra,
foram elas que ficaram — e criaram a vida.

Inserida por lilianmorais0803

Fosse eu meramente um ponto sobre a face da terra,
Restaria-me viver para morrer.
Assim vivem os desnaturados. Graças a Deus, sou lúcida!

Inserida por Erwelley

Virtudes

Deixarei o rio que me banha
Estes olhos afogados
Umedecendo a terra seca
Que prepara o amor...
Ainda é adormecida
A sementinha que plantei
No coração da minha amada menininha...
Regarei com lágrimas
Aguardando a estação
Do tempo oportuno
Que me germine o seu amor...
E do tempo que se vai
Aos teus dias adormecidos,
Ainda que demore o quanto for
Verei nascer o teu amor...
Deixaste a aparência de menina
Pra te tornares para mim mui mais bela
Que eu pudesse imaginar...
As minhas afeições são por ti a cada dia,
Cobrindo-lhe o tempo generoso
Com todas as virtudes
Que alimentam o meu amor.

Edney Valentim Araújo

Inserida por edney_valentim_araujo

Terra seca

Chorei...
Cada lágrima corrida
Deste rio de saudade,
Eu chorei...

Águas banham a terra seca
E não saciam a minha sede.
A semente do amor
Dorme tenra sem dar flores...

Mas cada gota destas lágrimas
Não se perde sem destino...
É gotas feitas o orvalho
Que alimenta o nosso amor.

Edney Valentim Araújo
1994...

Inserida por edney_valentim_araujo

Terra seca

Esse vento que sopra,
E de longe vem, para longe se vai,
Esse amor que chegou tão de repente.

Se for para ficar, fique.
Se for vendaval, que se vá.
Vá também essa tempestade.

Nessa terra seca da solidão
Onde a semente dorme,
As águas que banham são lágrimas.

Edney Valentim Araújo

Inserida por edney_valentim_araujo

A vida pede socorro. A terra, as pessoas , os animais. Pede porque ta faltando afeto, ta faltando bem querer, ta faltando cuidado, ta faltando o achego a Deus. Não deixe que seu amor esfrie também. Não deixe que a maldade de alguns te cerque de espinhos. Ainda existem muitos que se empenham em fazer o bem, em ajudar, em colaborar com um mundo melhor. Todos podemos fazer um pouco... todos devemos fazer um pouco. Palavras aquecem o coração, mas é importante agir também. Quantos estão ao seu lado, muitas vezes precisando de algo? Vamos dar afeto, vamos dar amor, mas vamos ser mais participativos ... Caridade é aquilo que se faz quando o amor transborda em ações. Vamos cuidar mais um do outro. Vamos deixar a alma doce e as mãos serem usadas como instrumentos de Deus. Ilumine sua vida e a vida dos que estão ao seu redor. É bom , encanta e faz bem!

Lene Dantas.

Inserida por LeneDantas

AMOR AO BRASIL


Minha terra é um paraíso
Verdes matas, céu de anil;
Sou feliz e não preciso
De outra, senão o Brasil.


Quem trabalha e tem bondade
Faz da vida uma canção
Com justiça e liberdade
Brasões da nossa nação.


Pois, com atitude rara,
Segue o rumo verdadeiro,
Resiliência é a cara
Do bom povo brasileiro.


Mesmo em tempos de porfia
Entre o bem e o mal hostil,
Deus protege, noite e dia,
Os destinos do Brasil.


PedrO M.

Inserida por poetapedromonteiro

⁠Ninguém sabe quanto tempo ainda tem nesta passagem pela terra, então busque por coisas que fazem sentido para sua alma.
Afaste o vazio!
Pense na vida como uma melodia e faça da vida a canção mais bela que puder e crie momentos memoráveis.
09/07/2022

Inserida por danielantoniosp

"⁠O tempo na Terra é o mesmo tempo no universo? Quando o homem se dá conta de que o seu tempo serve somente para seu mundo, ele se depara com a grandeza do universo e entende que o tempo é curto entre o homem e o universo."

Trecho do livro de Daniel Antonio

20/09/2023

Inserida por danielantoniosp

⁠AS CORES

"As cores são tão lindas e estão em todo lugar sob medida entre o céu, a terra e o mar.

Nem para lá nem para cá, está tudo em harmonia como deveria estar.

As cores das nuvens completam o céu, assim como o brilho da lua em uma noite de luar.

Mágico é pensar que tudo coopera para algo completar."

27/01/2024

Inserida por danielantoniosp

⁠NA TERRA DOS ESTARRECIDOS

Lá, na minha terra, gostam de mim,
Mas muito ao de longe,
Porque ao longe,
Assim
Feito num monge,
Não lhes calco os calcanhares
Nem lhes corto os discursos,
Iguais aos dos ursos
Arraçados de muares.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 23-11-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

A MENINA E A ÁRVORE

⁠Desprevenido, plantei-te!
Sem escavar sequer um palmo
De terra do fundo germinador.

Quando brotaste o tronco esguio
E os ramitos
Pequenitos
Numa manhã chuvosa,
Custosa e fanhosa
De um Março marçagão,
Colei a minha trémula mão
À tua tão pequenina,
Magrinha,
Comprida, de pianista.

Parece impossível!
Haverá alguém que resista...

Deste-me na minha um esticão,
Como a querer fugir de mim.

Tomei isso como premonição
Negra,
Amarga
E fúnebre.

Continuas com a tua mãozita pequena
Da tua árvore a envelhecer
De madura,
No tronco e nos ramos
Mas com as maçãs tão verdes,
Ácidas,
Intragáveis.

Tão inutilmente
No perto,
Longe
De mim.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 06-05-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

TERRA-MÃE

⁠Vinha o outono, de mansinho, a caminho.
Caíam chuviscos, ariscos, na terra-mãe.

Mostrava ela o interior do útero em ferida,
Naquela terra mártir em sôfrego revolvida,
Depois de lhe apararem os frutos do pão.

Daquele pão que ela nos dá airosa,
Famintos que somos do seu sabor
Que mata a fome da boca e do amor,
Mesmo quando a pedra nos sabe a rosa.

Era aquela terra, seio esventrado
Pela charrua crua e pelo arado,
Que depois serena acolhia a semente
Nas entranhas do húmus complacente.

Parecia-me uma mãe dolorosa
Que tinha acabado de dar à luz
Tantos filhos de uma vez só,
Que até o Criador celeste facundo
Em tom suave e místico, profundo,
Num clarão celeste que cega e seduz
Lhe começou a chamar de forma ardilosa,
Terra-mãe e avó-terra e eterna do mundo.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 16-09-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠OUTONO SEM COR

Dantes, eram cores e terra em sono.
Eram paletas de inebriar no outono.

Agora, não sei porquê,
Ele já não pinta nem dorme
Nem come com fome.

Será que ele vê
O mundo mais estarrecido,
Que já nem folhas deixa no chão,
Quase todas tombadas no verão?

Que outono este, tão distraído…

E eu que queria tanto pintar
Talvez mais até borrar
Uma tela,
Simples, singela,
Com cores mágicas de encantar.

A minha musa inspiradora
Do outono multicor,
Sumiu-se farta da pose,
Nervosa pela neurose
Do mau pintor
Plebeu,
Que sou eu.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 26-09-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠DAQUI

Desta terra em que vos falo,
Outros em tempos a habitaram.
Consta que dela também se fartaram
Dos mandadores crista de galo.

Ó terra amarga de que não calo
As injustiças tamanhas,
Dos que a roubam sem abalo,
Por ardis e artimanhas.

Os ouriços embrulham castanhas
Com a carapaça picante,
Assim me rasgam entranhas
Gentes do pior tratante.

E então logo num instante
E sempre que for preciso,
Peço aos mandões não obstante,
Que tenham melhor juízo.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro