Poema Terra
Noites Iluminadas
Noites que descem na Terra
Tormentos que a alma sente
Como se a alegria perdera
De uma forma permanente
O homem senta-se ao chão
Logo se deixa cair
Vêm as idéias, as lembranças
Coisas que jamais se alcança
E a alma se deixa sentir
A mãe chora o filho perdido
Quanta juventude ao leu
Não espera nada mais da Terra
Muito menos do céu
A moça enfurecida
Lembra o amor que não mais ama
Debruça-se na janela da vida
E se esquece na cama.
Jura não mais amar
Julga o homem cão traiçoeiro
Mas o coração querendo amar
Golpeia com desespero
Noites que descem na Terra
São noites que não se acabam jamais
Perdura um dia, um mês... Longos temporais
Nesse tempo pequeno e eterno o coração se esfacela
Bobagens são cometidas... Perdem-se a razão, o sentido a vida
A coragem de lutar e de fazer o que se espera
Se essa noite fizer-se em sua vida
Busque a Deus e mais nada
Para que todas as noites da Terra
Sejam iluminadas
BEATRIZ(letras do Raul)
A TERRA PAROU,
quando nosso amor brilhou
Me tornei um MOLEQUE MARAVILHOSO
Quando meus lábios os seus tocou
Você a LOBA linda e libidinosa
jamais vista
A BABY dos meus sonhos
Aguardarei no Trono do meu Apartamento
o dia em que juntos
e sem MEDO DA CHUVA
embarcaremos no TREM DAS SETE
Para num futuro bem próximo
desfrutarmos a MAGIA DO AMOR
Enquanto o sol raiar, e as estrelas brilharem
A Terra existir, o mar me alegrar
Eu te amarei, contigo eu sei e posso afirmar
Estarei , até o mundo acabar
"...saiba que meus pedaços estão espalhados nos fungos, na podridão, na terra e há alguns que nutrem as rosas e saudáveis goiabeiras deste cemitério. Isto quer dizer que alguém vai querer me comer. Estarei em um corpo novamente..."
(Texto Pelo ar que eu não respiro)
Eu Sou Mais Um Poeta
Me atiro na lua deserta.
Vago no seio da Terra.
Eu sou mais um poeta.
Cansado de andar em uma esteira estragada.
Gastando sola do meu sapato de cor amarela.
Eu sou mais um poeta.
Às vezes, corro contra a corrida.
Me desabo na decida, da ladeira mau cuidada.
Sem dó, nem piedade,
Arranco todos os dentes dos covardes.
Como faz um sádico e um psicopata.
Não tenho sangue frio, nem provoco calafrios.
Sou apenas mais um poeta.
Subo as escadas do meu passado sombrio.
Vejo uma mulher morrendo de lepra.
Sou mais um poeta.
Palavras marcantes eu sei escrever.
Coisas vazias, eu tenho a dizer.
Eu sou mais um poeta.
Às vezes, na escuridão, encontro a luz.
Corro pra cama e me escondo, embaixo da coberta.
Eu sou mais um poeta.
Me abrigo na cama daquela.
Que um dia rejeitou o poeta.
Que escreveu coisas lindas para a agradar.
Agora, não quero nem saber.
Vou escrever e escrever.
Sem medo de morrer.
Ou do dia amanhecer.
Pois, sou apenas mais um poeta .
Que você acabou de conhecer.
So com você
O céu eu posso ter
Estou louco pra sentir
Esse mito do qual nunca ouvi
Da terra te vejo brilhar
Minha lua, sem nem poder te tocar
Não sei o porque
So sei que estou louco por você
E do seu lado eu quero estar.
O céu extremece.
A terra balança.
E num sorriso de criança;
Ainda existe a esperança
de sermos felizes!
Ainda temos a sutil e essencial esperança de quem vive,
Que não apenas passa pela Terra e assiste ao espetáculo da existência,
Mas desempenha seu papel e muda vidas, constrói sonhos,
faz a diferença onde quer que passe e floresce o jardim de alguém e torna mais brilhante a luz das estrelas,
ainda que apenas em sua pequena imensidão...
Hoje é o dia em que abro meus pensamentos para que a imaginação caia como água em terra seca e produza ramos, hoje não há nada de errado, hoje é um dia comum como todos os outros que já passaram, é apenas mais um.
Hoje é um dia em que, em mim ha experiência por que sei o que é dor e o que é saudade, sei o que é fé e também sei o que é crueldade, sei o que é raiva sei também o que falsidade.
Também sei o que é lealdade, sei o que é amor sei o que é amizade sei o que há nas trevas e sei o que há na luz, mas o importante de tudo isso é saber que a vida ainda me conduz. Todo este livro tão belo e feio para muitos é apenas uma vida comum, mas para mim não, isto é tudo, é nada, é o que é, o que ainda será, sabia que o que hoje escrevo é o horizonte do lado de lá, minha alma brilha reluzente, porque consigo viver junto ao bom e onipotente junto ao não tão bom que acaba mais rápido a vida da gente.
O importante é entender que por tudo isso que passo é algo que me ensina e me faz fortalecer, uma força que entendida por mim continua e continuará a viver mesmo na morte o no sobreviver, é isso que me indica e o que eu possa dizer a você.
Hoje é o dia em que abro meus pensamentos para que a imaginação caia como água em terra seca e produza ramos, hoje não há nada de errado, hoje é um dia comum como todos os outros que já passaram, é apenas mais um.
Hoje é um dia em que, em mim há experiência por que sei o que é dor e o que é saudade, sei o que é fé e também sei o que é crueldade, sei o que é raiva sei também o que falsidade.
Também sei o que é lealdade, sei o que é amor sei o que é amizade sei o que há nas trevas e sei o que há na luz, mas o importante de tudo isso é saber que a vida ainda me conduz. Todo este livro tão belo e feio para muitos é apenas uma vida comum, mas para mim não, isto é tudo, é nada, é o que é, o que ainda será, sabia que o que hoje escrevo é o horizonte do lado de lá, minha alma brilha reluzente, porque consigo viver junto ao bom e onipotente e junto ao não tão bom que acaba mais rápido a vida da gente.
O importante é entender que por tudo isso que passo é algo que me ensina e me faz fortalecer, uma força que entendida por mim continua e continuará a viver mesmo na morte o no sobreviver, é isso que me indica e o que eu possa dizer a você.
Ser simplesmente a Raiz, nascer pequeno, frágil...
Procurar espaço entre os grãos da terra, da areia e pedras.
Encostar suavemente e com extrema delicadeza desviar, esgueirando-se entre minúsculos veios da terra, procurando alimento e água para dar sustento necessário à pequena planta que enfrenta o desconhecido e perigoso mundo exterior.
Diga que me espera,
Que eu largo tudo e já vou
Estamos na Terra
Para aprender sobre o amor
Tão longe da guerra,
Dádiva que nos abençou
Luz de lua cheia
Prata sobre o mar derramooou
E a todo mundo encantooou...
Quando natureza,
Sou só vida e percepção,
Sou a liberdade,
Sou só vento, sol, coração
Vendo a vaidade
Se perder na imensidão
Sou só vento, sol, coração
DEUS É O TUDO DE NADA OU O NADA DE TUDO?
Em uma terra totalmente devastada pelo nada,
Onde exatamente nada faz sentido,
Vivemos a procura de tudo que nada existe.
Enquanto o tudo se resume em nada
O nada nada mais é
do que tudo que se tem
Vidas vazias sem nada a acrescentar,
vivem vagando sobre o nada
sem perceber que nada sabem do nada
Na oculta ilusão de tudo nada saber,
mas com a certeza do que o nada é o tudo que se sabe,
achamos que o nada é tudo
Que detemos o universo
E que o universo nada detém,
inclusive não nos detém
Nas preposições do nada
Sinto apenas o vazio
que transformou em nada
o que para mim era tudo
O nada perde a razão de tudo
Derrepente eu que achava que minha vida possuia tudo
descubro que tudo é o nada
E que minha vida nada mais é do que nada
Seria o nada uma fatalidade?
Seria o nada o preço que pagamos
por achamos que somos tudo?
Diante do nada, percebo uma alma,
Inteiramente vazia de tudo, a minha
percebo que posso apenas agora
que estou vazia de tudo me encher de Deus
Somente agora tudo faz sentido
Pois somente agora descubro que tudo que tenho
sempre foi o nada que permeou minha vida
e o que antes era nada de tudo
agora é tudo de Deus.
POR TODA PARTE
Meus olhos como que varrem
Toda a extensão da terra
E pela reta do meu ponto
Ao teu olhar que se distrai
Faz da distância inatingível
Um porto pronto a me esperar.
Mas não me esperas e nem vês a mim
Por um sortilégio o vento é que traz
Estas visões dos mesmos jardins
A rosa, o cravo, dentro de mim fazem um vergel
Uma pintura suspensa, esta paisagem e o fim
Dessa esperança e da minha paz.
Todo alucinado enxerga esse cais.
Não, não é de vera esta primavera
Que antecipo ou adio na maluquice
Dos teus olhos flores, e dos meus, quimera
Porque só Deus torna à meninice
Só Ele pode refazer o que era
Que no tempo, vai e vem, resiste
Ao teu lugar. Ver-te quem dera
Poder de novo ver teus olhos tristes
Dentro dos meus na alegria mera
Olhando o cais que ainda resiste
CONTIGO
Qualquer dia, qualquer,
Que seja coberto de nuvem,
Ou que o sol se alastre na terra,
Ai, amor, contigo eu gosto.
Qualquer pranto, qualquer,
Que seja gerado em teus olhos,
Por esta paixão que se vê,
Ai, amor, a vida entorna.
Como ficam lúbricos,
Meus olhos quando te vêem,
Quero chorar mais ainda,
Quero chorar, vida inteira.
Como são de vida,
Sinais que vem dos teus olhos,
Hei de viver muito ainda,
O amor de Rosane, me consola.
naeno
Qualquer dia, qualquer,
Que seja coberto de nuvem,
Ou que o sol se alastre na terra,
Ai, amor, contigo eu gosto.
