Poema Sonho
Meninas usam preto..
Me disseram que usam preto pra esconder suas dúvidas, medos e imperfeições. Escondem seu eu e se mostra como nós, mal sabem elas que o preto nos atraem, destaca suas curvas e o mistério de seu olhar que bilha em nossos corações, mal sabe elas que seus defeitos muitas vezes são perfeitos, que seus medos não passam de histórias pra dormir e para deixar-los de lado precisa apenas de alguém para acorda-la, e que por mais estranhas possível, suas dúvidas só podem ser esclarecidas quando usarem mais branco.
Algo dentro de mim insisti em me dizer que ainda é possível sonhar, não quero perder a esperança, mais preciso acreditar.
Quer descobrir se está a viver os seus sonhos ou os seus medos?
Se não está a fazer o que gosta, estás a viver os seus medos.
Todos os dias me deparo, diante do espelho, com meu maior inimigo. Ele está sempre tentando me convencer que só quer o melhor, mas no fundo eu sei que ouvi-lo destruirá a minha vida. Tem sido uma batalha difícil de travar, algumas vezes eu ganho e outras e perco, mas eu nunca vou desitir.
Como é que um intelectual pode se negar tão profundamente? Passava os dias lendo jornais, fazendo planos para matar Eduardo e limpando ad nauseam meu revólver Taurus 38 que jamais disparei contra ninguém, mas que mantinha num estado impecável, como se me esperassem, a cada manhã, fantásticas batalhas campais, ali naquele apartamento de Ana, onde o único vestígio de luta eram as camas desarrumadas com a agitação dos nossos sonhos.
Me chama pra tomar um vinho, um café, uma cerveja. Tequila, vodca, cachaça, tanto faz. Me liga pra dizer oi, pra saber como foi o dia, pra ouvir minha voz. Me olha de rabo de olho, me encara, me come os olhos. Diz alguma coisa, sussurra meu nome, grita. Me fala dos seus sonhos, dos medos, das brigas. Se abre pra mim. Me manda uma mensagem, um áudio comprido, uma foto. Me escreve uma poesia, um texto, uma frase. Um ponto, ainda que seja final. Ri, sorri, gargalha. Pode chorar também. Me mostra sua música preferida, aquela série, o último filme que você viu. Me leva pra comer uma coxinha, uma dogão, um Bigmac. Eu topo. Pega na minha mão, toca meu rosto, passeia por mim. Beija minha testa, minha boca, meu eu. Me toma pra ti, me rende, me leva contigo. Faz qualquer coisa, só não some assim.
Um Ser sem Sonhos é vazio, em nada se transforma, em nada se deriva. Por nada se ocupar, nada o encanta e nem por si se atrai.
“Saio a rua se e dia o Sol arde , invade a alma me esquenta ... me faz lenta , se e noite procuro a lua fico enfeitiçada enamorada ... de novo fico lenta com calor . Do Sol ? Não...por AMOR, impossível seria não Amar ....”
Enquanto acompanhamos a história dos outros, deixamos de construir a nossa própria história, o que falta hoje é um pouco de sonho e uma pitada de ousadia.
Os seus desejos são seus; os sonhos também. Busque-os, realize-os. Não esperem que o façam por você, pois ninguém conhece os seus anseios tão bem quanto você próprio!
Se trazemos a Centelha Divina, que é um pedacinho de Deus dentro de nós, somos criadores da nossa história e podemos compor todas as etapas de nossa vida como uma música, numa dança infinita com o Universo que pode nos proporcionar tudo aquilo que aparentemente falta para que possamos vislumbrar a vida que tanto sonhamos.
Se você acredita nos seus sonhos e eles são exequíveis, não coloque restrição, coloque persistência, foco e fé!
Agora estavam me dando dinheiro para eu sentar e escrever. Eu ficava em dívida com eles. E a dívida era uma coisa invisível que se escondia em meu cérebro. Uma sucessão de imagens inter-relacionadas que deveriam sair da minha imaginação. Aquilo com que eu deveria pagar não existia, não estava em lugar nenhum. Era preciso inventar. Minha moeda de troca era uma série de conexões neuronais que iriam produzindo um sonho diurno, verbal. E se essa máquina narrativa não funcionasse?
Nossos sonhos podem nos paralisar e os nossos problemas nos arrastar, caso não os usemos como trampolim para saltos maiores.
