Poema Sobre Solidão

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Estive tão só até te encontrar. Estive tão triste que ultimamente tudo é motivo de riso. Voltei para o mundo, me encontrei. Você trouxe luz e a acendeu em meio a escuridão que existia em mim. É tão bom te ter.

"Talvez eu precisasse parar e relembrar de todas as vezes em que meu travesseiro encharcou-se das minhas lágrimas. De todas as vezes que suspirei de cansaço físico e mental. Talvez eu precisasse novamente sentir, aquela dor no peito, fruto de angústia, decepção e solidão, para só assim aprender que devo confiar mais em mim. "

A verdade é que a gente tenta sorrir de novo, amar de novo, seguir em frente, mas algumas tristezas são simplesmente incuráveis.

Algumas pessoas vão dizer que você é "difícil de lidar", e vão colocar sobre você um peso que você não precisa carregar. Acontece que incomoda a elas o fato de você ser diferente do que elas querem que você seja.
Diz respeito apenas a elas, e não a você. Não perca seu tempo tentando se encaixar no quadrado dos outros.

Eu dei o meu máximo e ninguém viu. Eu estava no meu limite e ninguém me ajudou. Eu usei todos os meus recursos, toda força que tinha, todo pingo de dignidade, e ninguém ficou do meu lado.
Eu quis desistir, e ninguém me impediu. Eu tive medo, e ninguém me acalmou. Eu aprendi mais uma vez que só tenho a mim.

Eles não te entendem, teus amigos. Não entendem, se afastam de você sem ao menos saber que estás com o coração ferido, isso com certeza não é um amigo

⁠A fita é acreditar em você mesmo. Se ninguém te amar, se ame por um mundo inteiro.

Sozinho, junto a mim simplesmente o viver da Luz inerente. Repouso então os meus lábios nesse cálice, embriago-me na solidão, sinto um vazio, mas não em mim, no cálice. Apresso-me, e busco na Luz o meu perdão.

Basta dar uma passadinha nas redes sociais para constatar que o novo sentido de felicidade que se instalou é aquilo que os psicanalistas chamam de “Síndrome de Poliana”, onde o que importa é fazer o “jogo do contente” num contingente cada vez maior de eremitas modernos – isolados do mundo e impotentes para introduzir qualquer mudança em suas vidas – que sobrevivem publicando “selfies” felizes dos seus desejos frustrados, mas sem qualquer conexão com a realidade que enfrentam.

Queria tanto que tu fosse o meu Chimarrão, pra me esquentar nos dias frios e me fazer companhia nos dias de solidão.

Sofrer calado não te faz um Nobre Guerreiro, mas um solitário perdido na multidão...

As vezes quando nos encontramos sozinhos e percebemos que não temos mais ninguém, corremos para a nossa velha e fiel companheira "A escuridão".

Se olhar nos meus olhos verá uma garota meiga, mas se olhar profundamente nos meus olhos verá o quanto minha alma chora e implora por ajuda.

Chuva que lava meu rosto mas não lava minh'alma, chuva que devasta, leva, carrega mas me deixa a saudade dela. Chuva forte, barulhenta mais parece uma canção, som de chuva, trovoada, esse é o som do meu coração, ó chuva, lhe peço, leva do meu peito essa solidão, na noite fria o nome dela ecoa como um trovão e se mistura com meu grito de paixão. Chuva fria, gelada, que se iguala ao peito da mulher amada, leva minha paz e meu juízo na sua enxurrada, nessa chuva cada lembrança é uma 'pancada'; chuva, vento, sofrimento... Já não sinto nada...

Quando a alma gêmea vai embora, chora o coração. Desesperadamente sofre, sem saber se outra alma gêmea lhe tirará da solidão.

Todo dia que levanto para lutar e me deito ao por do sol, me repousando em derrota. Vivendo nesse ciclo vicioso entre Granizo,
me alimentando de dor e tristeza. Mesmo que eu queira sair disso não consigo, porque o vicio da lua e maior do que a minha alma. Alguns nasceram para ser como o Sol e brilhar intensamente, outros para ser a lua, sem brilho próprio, vivendo a margem da dor.

Quando estou só, penso que poderia ter alguém, seria tão bom.
Aí quando estou com alguém, penso porque não estou só, seria tão bom.

“O eu te amo só faz sentido se vem acompanhado de coro, não de eco.
Não se prenda a relações autônomas, ninguém deve amar só.”

⁠Eu falei quando poderia ter ficado em silêncio. Eu briguei quando deveria ter apaziguado. Eu toquei quando deveria ficar distante. Eu fugir quando a única coisa que ele tinha era meu abraço... No final das contas, percebo que a escolha tem seus dois lados, e a decisão só será analisada quando a primeira lagrima escorrer pelo seu rosto, transbordando um conjunto de emoções e sensações que nos envolve na mais pura delicadeza do nosso sentir, por mais complicado que seja sentir o do outro.

⁠Durante a madrugada, dois amigos vagueiam pelas praças e ruas, clima frio e chuva fraca que molhava lentamente os asfaltos, os detalhes das pequenas gotas tocando o chão ou cruzando a luz amarelada do poste, era admirada e atacada por elogio e comparações a sensações únicas de prazer em estar se sentindo vivo, a cada toque da gota ao chão um pensamento profundo na imensa solidão compartilhada que se vivia durante aquela madrugada. Sim! Durante aquela madrugada sombria que se assemelhava uma experiência fúnebre, era possível se sentir vivo ao toque da chuva.