Poema Sobre Solidão

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'SONHOS'

'Há sonhos que duram pouco. Outros décadas. Outros duram o suficiente para serem chamados de vida. Nela tudo passa. Coisas boas e ruins. Prefiro as lembranças daquelas que sorri.'

'CORREDORES'

Mórbido, ele pede para respirar. Pular da cama. Sair do lugar hostil que é um quarto de internação. Patológica, a cadeira de rodas flutua entre corredores. Amontoados de pessoas em busca de dias melhores. Olhares de condolências percebem aquele pequeno ser...

A sonda nasogástrica incomoda. As veias do corpo superam coroas de espinhos. O estômago dispersa um líquido verde desencorajador. Todos dizem que não há esperanças para o agora limitado caucasiano de olhos chamativo e sorriso atraente, apaixonado por super-heróis...

O próximo corredor cheira remissão. Sem mãos tão necessárias para apaziguar a dor. Ele é involucrado sem saber do regresso. O choro distante corta a alma. Gritos de socorro aumentam o frio que percorre a espinha de quem o espera com olhos lacrimejando...

Olhos sem reação. A apneia tenta tirar o que há de mais precioso para um pai admirado pelo filho. Aparelhos ajudam os pulmões a serem valentes. Crianças ao seu lado partem a todo instante. Mas ele continuara suplicando vida, tentando trilhar seus passos...

Hoje é um dia especial e importante para esse guerreirinho. Cinco meses passaram-se após sua passagem pelo vale da sombra da morte. Agora com dez anos e um lenço de desbravador no pescoço, a representação não é apenas pela vida, mas por todo um caminho a percorrer...

[Uma breve homenagem ao meu pequeno atrapalhado, sempre Desbravador...] Escrito em 27/04/2019.

Felicidade ou não!?

Sabe aquela sensação de estar com alguém que abraça suas ideias, sem julgar, sem censurar ou fazer piadas veladas? Sabe que fica do seu lado só pelo prazer de estar ali e sentir seu cheiro? Sabe quando você tem aquele apoio, aquela vontade de seguir? Sabe toda aquela idealização de um relacionamentos pleno e feliz?
Nossa! Deve ser mágico e sensacional, ter tudo isso e não ter medo de ser você mesmo.

⁠Vivo

Vivo porque sinto tua energia
Vivo porque sei que não estou só
Vivo porque tenho a alegria
Vivo pra depois virar pó
Vivo porque só vós tem dó de mim
Vivo porque a humildade é tudo
Vivo porque o caminho não tem fim
Vivo porque me encontro neste mundo
Vivo porque sei que tenho Fé
Vivo porque tenho tua força
Vivo porque estou de pé
Vivo porque ninguém me coloca na forca
Vivo porque tenho o livre arbítrio
Vivo porque sou do bem
Vivo porque tenho o alívio
Vivo porque Deus me fez alguém

⁠"Andei pelo vale da sombra da morte e o Senhor estava comigo.
Senti a ausência do Deus, quando tu não estavas comigo.
É loucura, é devaneio, pecado é o que me acometeu, o tal cupido.
Quando te vejo, o coração palpita e a cada palavra, é um novo suspiro.
Tento imaginar o amanhã sem ti e não consigo.
Não sei o que faço, se és tu meu ar, em sua ausência, como respiro?
Eu não te olho mulher, eu te vislumbro, eu te admiro.
Um dia, imaginei-nos, em uma vida à dois, mas era miragem, era delírio.
Pesadelos de amor, foram os sonhos, que imaginei contigo.
Senti-me em total abandono pelo universo, quando jogou tudo que te ofereci no lixo.
Eu sou muitas coisas, mas não merecia isso.
E no famigerado vale, eu sou a sombra, eu sou a morte, refém de um coração, sob o julgo do Deus cupido.
Conversando com o Logos, ele confidenciou-me, ainda estar comigo..." - EDSON, Wikney

"Creio eu que, as lagrimas, são o combustível de um bom coração.
Acredito também que, todo aquele que chora, por vezes, merece o perdão.
Minhas lágrimas foram em vão.
Minhas palavras de perdão.
Nada valeram, desde sempre então.
Eu vivo apaixonado por ti, mas desde então, flerto com a solidão.
Do teu amor, seria indigno, meu coração?
Seria eu, digno de perdão?
Eis a questão.
O frio da madrugada, sempre desperta esse tipo de reflexão.
Com o tempo, sua indiferença, me ensinou uma importante lição.
Não se deve perdoar quem não é capaz de nos dar perdão..."

Quando feliz, que o vento te traga
Quando triste, que o vento me leve
Quando em bando, que nunca me esqueça
Quando só, que eu sempre apareça
Quando te acharem, que não se desencontre
Quando perdida, que eu sempre te encontre
Quando desejar, que seja mais cedo
Quando renunciar, que seja ao seu medo

Deserto

Autor: Elias Torres

O deserto que entrei
Deixou-me triste e cansado
Chorei, gritei e tive saudade
do seu gosto e do beijo molhado.

O sol escaldante me judiava
Tive desejos da sombra
e da água da sua presença,
mas sua lembrança me saciava.

Quando estive solitário
desenhei a sua imagem
no céu que me cobria
Eu ficava admirando
a sua beleza junto as estrelas
simplesmente, eu sorria.

O deserto me dominou, porém não me venceu
Forte anseio me estremeceu,mas
aprendi a não sofrer de pieguice
mesmo desejando a sua meiguice.

O deserto machuca, mas educa
Aprendi a não ser um fraco com meu vazio
Diante das minhas necessidades e saudade
Sempre a amarei e nunca serei um baldio.

Quanto mais o tempo passa, mais nos frustramos com as pessoas. Com as atitudes que são diferentes do que esperamos, com a forma com a qual conduzem suas vidas, com as regras que estabelecem para si próprias.
Nos queixamos dos abandonos corriqueiros. Consequentemente, nos afastamos, nos pondo num pedestal que, a julgar pela nossa própria percepção, nos distingue dos outros.
Entretanto, como temos agido com as outras pessoas? E se as outras pessoas se sentem exatamente da mesma forma? O que afasta dois indivíduos que se sentem da mesma maneira, um em relação ao outro, mas não conseguem dialogar em busca desse denominador comum?

À beira da praia, sentado na areia,
Vejo as águas, vivas, que dançam em volta de uma sereia
Brilhante horizonte que acorrenta o meu olhar
Se eu seguir a linha do sol eu vou te encontrar?

O vento que transcorre no meu rosto incolor
Canta canções perfeitas, perfeitas pra quem chorou
O brilho está por aí, minha alma desbotou
Já tentaram me pintar, mas a tinta não secou

Se meu anjo decidisse vim tentar me ajudar
Pediria suas asas pra o mar atravessar
Não tenho barco, não tenho braços que consigam aguentar
A cada dia que passa mais distante você está.

⁠⁠Quando me reconstruir
quero ter janelas enormes
Pra que nenhum canto em mim permaneça tanto tempo no escuro
Pra que algo consiga ser maior que minha solidão
Mas não cobrirei minhas rachaduras
Nem disfarçarei minhas angústias
Carrego comigo cada mulher que eu já fui nas minhas frestas
Usarei esses vazios como respiro e não como ruínas

anjo tocou minha vida e meu espirito,
entre leões o amor,
que tocou a fome a raiva,
nessa solitude,
pairam muitos pensamentos,
e desejos e quanto,
queres sois o tudo,
mesmo cegos
de ansiedade e tristeza,
banha com a luz de tua alma.

Assisto como a um anjo caído
minha vida passar
controlo a morte em um sonho,
enquanto um anjo queima meu coração,
nessa luz que controla minha vida,
tudo é uma cena que já passou,
em um beijo que deixou para o além...

A morte, essa inimiga faminta, trás sempre nas suas mangas fúnebres,
três palavras que começam com S...
✨Saudade✨ Silêncio ✨ Solidão...😢🌷

Eu não gosto de me sentir sozinho
Se sentir sozinho é devastador
É como um mar de lágrimas
É como se a solidão tivesse feito pacto com a dor

⁠Eclipse do Ser

Sob o véu da noite escura,
Meu coração, um mar de angústia,
Navega sem rumo e sem ventura,
Na solidão que me conduz à bruma.

Teu olhar, qual estrela a brilhar,
Fascinação em um eclipse do ser,
Na imensidão do céu a cintilar,
Despertando em mim o querer.

No jardim dos sonhos semeio,
Pétalas de amor e esperança,
Cada toque, um verso que anseio,
Dançando à luz da lua em bonança.

Ah, tu és meu sol e minha lua,
Nas tuas mãos, meu destino trilho,
Numa sinfonia de paixão crua,
Nossos corações em harmonia asilo.

Com o calor dos teus abraços,
Meus medos se esvaem no ar,
E, nas asas de doces abraços,
Voo ao céu, sem nada temer ou pesar.

O tempo dança ao nosso redor,
E as horas são notas melódicas,
Conduzindo-nos nesse amor,
Que transcende as formas platônicas.

Nosso encontro, um universo à parte,
Onde a alma se desnuda sem medo,
Cada batida, uma obra de arte,
Numa sinergia que não tem segredo.

Assim, seguimos a jornada, lado a lado,
Metáforas vivas, em eterna melodia,
Num poema lírico e emocionado,
Do amor que floresce a cada dia.

⁠Ontem nevou e fez frio. Não havia mais fogo para aquecer e a luz do Sol não brilhou mais. O caos trouxe a escuridão e a escuridão tomou os corações.
Ontem nevou e a neve cobriu nossas casas. Ficamos perdidos na rua, correndo de um lado para o outro, sem nem ao menos nos reconhecer.
Corações gelados, dominados pela maldade, riram de nós. O Sol se escondeu. Mas buscamos abrigo debaixo da videira.
O grito dos maus nos assombrou e o frio nos silenciou para sempre.
Quem restou se agarra firme naquela árvore e espera a redenção que aquece com fogo e ilumina com a luz que dissipa a neve e destrói o mal.

⁠Agora eu apenas sento em silêncio. Com imagens passando pela minha mente cansada. Sem ponderar mais nada, pois seria inútil. Evitando pensar o que eu poderia ter feito ou falado, se talvez alguma coisa mudaria. Mas acredito que não, as coisas são como devem ser.

E agora eu apenas sento em silêncio. Sem gritos desesperados, sem pensamentos acelerados, sem lágrimas. Apenas me conformo com o que foi e com o que é. O que poderia ser feito, fiz. Se foi ou não o bastante, já nem importa mais, passou. Fiz além do que poderia ter feito e isso é o que realmente me importa.

Mas agora eu apenas sento em silêncio.
Já não há mais certeza do que as coisas são agora. Só resta esperar com paciência que elas encontrem seu caminho. Sem alarde, sem aviso prévio, sem manobras, sem criar expectativas. Sabendo onde quero chegar, sem perder meu próprio caminho e resguardando minhas esperanças. No momento oportuno algo acontece.
Mas só por agora eu apenas sento em silêncio.

⁠Num bater de asas emanei toda fúria que sentia. Toda história se repetia diante de meus olhos, mas não me conformava.
Culpava o mundo, o azar, a sorte e principalmente a mim mesmo.
Tempestades de fogo, raios e furacões. Mantinha longe seus intrusos. No recanto da montanha, a fera voando solitária.

⁠E quando o fim chegar, onde não restar mais nada e tudo for jogado no grande abismo.
Onde o caos superou tudo e destruiu as pequenas chamas, restando somente o vazio.
Lá estarei de pé, resquícios do que fui, do que poderia ser, somente eu e meu eterno nada.