Poema sobre Existência
O homem é contemporâneo, é um cientista de sua própria natureza, é a evolução marcada pela sua existência.
O tempo da espera é paciente. Alimenta a esperança e traz companhia à solidão. Devemos estar sempre esperando. Assim, conferimos à nossa própria existência um sentido mais reconfortante.
Em tudo há um grau de inteligência e criatividade. Só o acaso não poderia ser tão inteligente e criativo. Deus não só existe, com também faz pensar em sua existência!
Meu Olhar, Minha Identidade, Minhas Marcas...
Sempre houveram coisas difíceis de serem entendidas, mas não impossíveis. Até conhecer as relações entre nós, seres humanos...
A falta de identidade é como um continente sem ilhas onde o sujeito possa ancorar-se. Um espaço infinito sem referências para um Ego em constituição.
A ideologia da felicidade tem adoecido o homem, que se vê na obrigação de dar seu sangue por algo que não se encontra fora, mas dentro de si.
Tem gente que julga a moça que vende o próprio corpo, porém vive prostituindo seus sentimentos por amores rasos e de pouco retorno.
E foi se machucando que ela soube que costurar não envolve apenas tecidos, mas também afetos remendados.
O bom da música é que ela evoca afetos até então adormecidos. E o mau da música, bem... é que ela evoca afetos até então adormecidos.
Ainda acredito no amor mais humano e menos tecnológico. No amor que não dependa de aplicativos. Na voz no pé do ouvido e no toque de peles.
O ser humano carece de uma escuta que dê valor às suas palavras. Uma escuta que o acolha, que o ampare em sua fragilidade existencial.
Estamos sempre em busca do objeto de amor ideal. Mas que ideal? Na constituição humana a insatisfação impera. Não há ideal que anule a falta.
Se para o jardineiro é triste plantar o que não floresce, imagine para quem ama? Segundo Freud, o que amamos é o retorno do amor do outro.
Na Psicanálise não se fala em superação. Nada superamos. A ferida faz parte da nossa história. O que muda é a nossa forma de lidar com ela.
Mas, de tudo, o que me dá mais medo nessa vida é a monotonia. Justamente pela vida ser única, não ter volta. Por não ser nada além da vibração que depositamos em nossa existência. Nada além da força do eco que escolhemos imprimir.
