Poema sobre Erro
Devemos saber por nós próprios o que é errado, quando fizermos isso, desistiremos do erro. E quando soubermos por nós mesmos que certas coisas são saudáveis e boas, então as aceitaremos e seguiremos.
Errar sem saber que está errando faz parte da trajetória da aprendizagem. Errar consciente do erro é entregar-se ao azar imaginado estar junto da sorte.
O único real e verdadeiro erro, é aquele que ao ser confrontado e reconhecido, não te deixa algum aprendizado.
O erro sempre cabe a todos, o reconhecimento só a poucos e a inteligencia de pedir desculpa só aos loucos por justiça.
A culpa petrifica mas a responsabilidade mobiliza a se reparar o erro. A culpa pode ser considerada uma auto-condenação sem perdão que justifica e muitas vezes reafirma que não existe nada mais a fazer mas enquanto não nos movimentarmos para amenizar o erro, não haverá diminuição da pena e muito menos absorvição. O inferno começa em vida para todo aquele que erra e não reconhece a culpa.
Qualquer pessoa publica comete um erro grave, imperdoável e desnecessário, toda vez que toma partido diante um fato histórico que não viveu.
Acostumar com o errado, nos incapacita de forma doente pelo erro e nos vitimiza como coitados. A esperança atrofia e nos distancia de qualquer possibilidade do acerto para vivermos um dia, pelas melhores mudanças felizes que merecemos naturalmente por vida.
Nem todo erro derivado de ignorância e do analfabetismo funcional deve ser tolerado. Pois quanto mais repetido em erro, geram conseqüências em sociedade, cada vez mais difíceis de resolve las.
Aqueles que passivamente se humilham perante um erro, conseqüentemente perdem a liberdade e serão condenados pelo que não fizeram.
Ao primeiro momento diante do grave erro, meu pensamento e e minha razão ávidos por justiça e liberdade, julgam e condenam mas logo após, ao primeiro momento pós o ocorrido, minha alma e meu coração por vida de aprender um pouco mais a cada dia, perdoa e generosamente oram, para que o mesmo erro, jamais aconteça, nunca mais.
A maior promoção que o mundo e a sociedade podem dar, a um grande erro e a uma humana covardia, é o esquecimento e a obscuridade.
O vazio, a indecisão e a pouca estima contemporânea fortalece entre os abismos sociais o erro como parte de resgate pessoal, na compensação pelo egoísmo e na frieza da mecanicidade do movimento sem qualquer direção.
