Poema sobre Educação da Escola
A decadência de uma sociedade começa quando há desrespeito com o semelhante e quando não há uma educação sólida.
O educador é aquele que no cumprimento de um currículo engessado, consegue desenvolver uma práxis capaz de mediar uma educação emancipadora.
Somos seres em constante evolução e para tal precisamos enxergar que nossos atos dizem mais do que qualquer palavra, portanto, na educação o que tranforma não é o que se rediz, mas o que se faz.
O exaustivo discurso que ouvi, quanto educador, durante toda a pandemia foi que "temos que nos reinventar". Na verdade, acredito que a educação nunca saiu do passado porque estamos apenas nos reinventando e mantendo a práxis distorcida da fala.
A excelência no ato de educar não deve ser atrelada ao resultado em avaliações externas, pois se assim estiver, não teremos formação, e sim, adestramento.
A maior dificuldade não está em alimentar, vestir e proteger uma criança até que cresça. A dificuldade está em educá-la adequadamente.
A Alma Humana não está no Planeta Terra para Aproveitar Viver, mas sim, para Compreender e Praticar o Verdadeiro Viver, após o domínio do qual, passará para um Planeta com Sociedade de Alta Consciência. Tal como a educação da sociedade humana terrestre, com a passagem de um nível de educação para outro nível de educação.
O Professor deve considerar cada aluno como uma dose de oportunidade para o seu autêntico aperfeiçoamento profissional!
Através da identificação das dificuldades de cada aluno bem como da investigação e implementação de estratégias adequadas para a superação das dificuldades de cada aluno!
O aperfeiçoamento genuíno do Professor implica o seu zelo na superação das dificuldades dos alunos.
"Se eu não te tratei educadamente, me desculpe, muitas vezes acabo tratando você do jeito que sou tratado. Esqueço-me que tenho educação."
A arte e a cultura não pactuam com os partidos políticos quaisquer. São sempre parte e ferramentas do estado para promoção e edificação da crítica e do pensamento da construção educacional de um governo livre e de uma atenta justa sociedade.
A corrida tecnológica acelerada cada vez mais oprime, distancia e desusa todos os tradicionais métodos de educação, evangelização e fortalecimento do ser responsável e cidadão participativo em qualquer cultura.
Não está escrito em lugar algum do mundo humano e civilizado que o velho tem que morrer para dar lugar para ao novo.Pelo contrário, esta transição só é justa e perfeita quando o mais antigos, mais experientes interagem com os mais novos, menos experientes em cada movimento desta natural passagem. Longe disto não podemos dizer que foi naturalmente feita.
Que Deus me perdoe e as criancinhas mas comparativamente os bichinhos de hoje, mesmo sem adestramento estão muito mais educados.
Vivemos em um tempo de uma grave crise ética, educacional e moral mundial onde é bem mais importante ter do que ser para conquistar consequentemente o que gostaríamos de possuir um dia.
A falta das politicas publicas educacionais e culturais efetivas geradoras de bons sonhos existenciais a médio prazo e a crescente escassez de oportunidades profissionais, incentiva de forma injusta e equivocada a falsa felicidade e realização pessoal de vida, para as meninas pela maternidade precoce. São elas esquecidas órfãs sociais em um papel despreparado de irmãs-mães, cada vez mais cedo que dificilmente conseguem dar prosseguimento de vida. O agravamento desta situação, não para por aqui pois em poucos anos e muito mais desesperador, pela invisibilidade de uma crescente população geração abandonada de meninas mães e filhos sem pai, via o fomento culposo institucional de ausência politicas preventivas e de programas educacionais da maquina publica, contraporá uma mão de obra cada vez mais barata, farta e fácil, desqualificando a virtude da vida para toda uma sedenta marginalidade crescente e cada vez mais dominante, aliciadora e impositora de uma falsa felicidade efêmera e imediatista de consumo fácil, tão presente nos grandes bolsões de miséria urbana nas periferias sombrias das grandes cidades deste nosso tempo.
O trabalho infantil é crime, mas a ociosidade sem as políticas públicas ocupacionais efetivas para a educação é a mais dura perversidade cometida pela sociedade amoral diante do falso argumento e justificativas do social e da legalidade.
