Poema sobre Abraço
A cada passo abraço tua sombra
Passos sutis da tua presença
Cativa movimentos dos gestos
Delicadeza dos mares calmos
Calmaria vi nos teus olhos
Sensações de manhã singular.
Kaike Machado
Sabe aqueles momentos em que eu te abraço e fico ali, parado, só sentindo sua presença? É o meu jeito de dizer que sei o tesouro que tenho nas mãos. É um presente que eu nunca vou cansar de agradecer. Olhando para trás, vejo que meus maiores medos sumiram, porque agora eu sei que não preciso encarar mais nada sozinho.
Você me dá equilíbrio quando eu sinto que o mundo está um caos. E, por isso, eu quero que você saiba — não apenas com palavras, mas com cada atitude minha — que o meu lugar é ao seu lado.
Até que o oceano deixe de tocar a areia, e muito depois disso... eu serei sempre o seu homem.
Correntes Invisíveis
Quando não há confiança e cumplicidade, o abraço não se fecha, e correntes insistem em prender algo inexistente.
O invisível torna-se um sopro em lágrimas que se dissipa no ar. A união vai se tornando cada vez mais distante, e já não se consegue ser o “eu” transparente, pois correntes ausentes parecem prender os pés, o corpo e o coração. Ainda assim, o ser humano consegue seguir, sem entender como foi capaz de tal proeza.
E nós, aqui de fora, lemos o histórico como coadjuvantes de uma história que tenta se manter de cabeça erguida.
Confiança é tudo.
Dentro de mim
Dentro de mim guardo teu abraço,
como segredo que aquece a noite fria, como perfume que insiste em ficar, mesmo quando o vento tenta levar.
Dentro de mim ecoa tua voz,
melodia suave que acalma e seduz,
faz meu peito dançar sem música,
faz meus olhos sorrirem sem razão.
Dentro de mim floresce teu amor,
sutil, mas forte como raiz de árvore antiga, e mesmo que o tempo tente apagar, ele cresce, silencioso,
sempre encontrando caminho até você.
"Vinde a mim as criançinhas "
Quando acordo
a luz me envolve
enquanto abraço o dia...
Carrego comigo
o raio da alegria
que se deixa ver
no olhar da menina
que habita em mim...
Agora eu sei,
acho que sei...
por que as crianças
sorriem para mim
estendendo suas mãozinhas
como fossem
pedidos de brinquedos,
orações pela paz e
presentes de amor ...
E eu,
como se ainda fosse criança ...
me deixo contagiar da euforia infantil
brincando com elas...
Meus sonhos me nutrem
e ainda me fazem
ver a beleza da humanidade
nesse mundo tão desumano
(sobretudo para os pequeninos)...
Pudera eu...
envolver e proteger
em meus braços
recheados de ternura
todas as crianças do mundo.
✍©️@MiriamDaCosta
"Não confie em qualquer
palavra.
Nem em qualquer olhar e
muito menos em qualquer
abraço.
O que hoje te atrai.
Amanhã te trai."
Mas afinal o que é a dança de salão?
É muito além de dois corpos e um abraço,
É mais que dois seres num palco.
O brilho, os aplausos, as sensações, a pele...
Dança de salão é teoria, é educação, é reeducação, é o reinventar.
Dança de salão é tudo isso e muito mais,
Talvez sim,
Talvez não.
O é...
"Meu abraço preferido é aquele que dá vontade de NUNCA MAIS soltar a abraçada!"
0807 | Criado por Mim | Em 2015
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"O Abraço No Ar"
Ela apareceu feito sombra bonita,
num tempo em que o mundo me olhava torto. Tinha olhos que pareciam saber de mim sem perguntar nada.
E um silêncio que gritava mais que qualquer voz.
Não disse muito,
mas eu entendi tudo.
Ou talvez…
entendi o que eu precisava sentir.
Ela era a garota da tela, era o mistério da minha solidão. Vestia o preto que eu sentia por dentro. E sumiu sem dizer adeus,
como se fosse um sonho tímido
que teve vergonha de durar.
Desde então,
me pego perguntando
Será que lembra de mim?
Será que doeu nela também?
Será que… ainda existe?
Mas a verdade é
ela vive em mim,
não como pessoa,
mas como marca.
A marca de um tempo onde amar era mais imaginação que presença.
A marca de um encontro que não aconteceu inteiro, mas foi inteiro mesmo assim.
Ela foi o retrato da minha fome de ser visto.
Foi poema não escrito, canção sem refrão,
abraço que só existiu no ar.
Hoje, eu olho pra trás…
e não odeio.
Não esqueço.
Não apago.
Mas também não me perco mais.
Porque ela foi passagem.
E eu sou caminho.
Sobre Partidas
Há de existir um novo céu. Cheio de Deus,
abraço de Mãe e olhares Amigos. Há de acontecer de novo os encontros que pareceram pouco e o mover dos sonhos celebrados, sem pensar na fugacidade do tempo.
Desliga a mente, acalma o passo,
encontra o colo no teu próprio abraço.
O mundo lá fora pode esperar,
tua única tarefa agora é respirar.
Sem metas, sem pesos, sem o que provar,
apenas a paz de se deixar estar.
Ontem, nós sabíamos um no outro.
Éramos um abrigo que se inventava em cada abraço, um mundo inteiro feito de pequenos gestos, de olhares que diziam mais que qualquer palavra.
Eu sabia o compasso da tua respiração e o teu sorriso sabia abrir todas as janelas do meu peito.
Fomos dois corpos dançando na mesma luz, fomos casa e tempestade, fogo e calmaria, fomos eternidades enquanto durou o instante.
Tudo em nós éramos grandes, urgente, como se o amor não soubesse esperar.
Mas o tempo, esse ladrão silencioso, foi apagando as luzes acesas em nós.
Primeiro, um beijo menos demorado.
Depois, um toque que se perdeu no caminho.
Até que um dia, sem perceber, paramos de procurar um ao outro na escuridão.
Hoje, caminhamos como dois desconhecidos com memórias brilhando nas mãos. O nosso amor, que já foi incêndio, agora é cinza que o vento leva devagar, e só resta o cheiro de fumaça na lembrança. Não houve briga, não houve grito, só o silêncio que cresce quando dois corações desaprendem a falar a mesma língua.
Te vejo de longe, e ainda reconheço o contorno do teu mundo, mas ele já não me pertence. O nosso caminho se cruza na memória, não mais na vida. E por mais que a saudade tente gritar, aprendi que não se chama de volta o que já se tornou passado.
Mesmo assim, quando fecho os olhos, ainda sinto o toque da tua mão no meu inverno, ouço o teu riso correndo pelo meu peito, vejo nós dois, imensos, construindo planos que nunca nasceram.
Ontem fomos universos. Hoje somos constelações distantes, cada estrela brilhando sozinha, lembrando que um dia fomos parte da mesma noite.
E, no fundo, é bonito e cruel perceber: há amores que não morrem, apenas se transformam em eternas lembranças que nos acendem por dentro toda a vez que a solidão sopra.
Ser porto seguro é uma honra silenciosa que pesa nos ombros. Cada abraço que dou, cada conselho que escuto e devolvo, carrega uma pequena parte de mim que ninguém vê. Há dias em que ser referência é como sustentar o céu sozinho: bonito, mas extenuante.
O paradoxo é cruel e belo: a confiança alheia me eleva, me dá sentido, e ao mesmo tempo me lembra do risco de ceder demais, de me perder no cuidado que ofereço. Às vezes, me sinto encurralado no canto, cercado por expectativas, olhando para fora e desejando espaço para simplesmente existir.
Há uma delícia discreta em saber que alguém respira mais leve porque eu estive ali, firme, disponível. Mas a dor mora nas entrelinhas — nas madrugadas em que olho para minhas mãos e percebo que também elas precisam de abrigo.
Ser porto seguro é ser farol e tempestade. É carregar um oceano de vidas dentro de si, com a certeza de que cada gota que dou de mim é ao mesmo tempo um presente e um peso. Ainda assim, continuamos a brilhar, porque, no fundo, ser referência é a mais humana das responsabilidades: sentir o peso do mundo, e mesmo assim, oferecer um pouco de céu.
Se a
Fé e a Esperança
desse colo ao Medo, jamais caberíamos no Abraço da Paz.
No colo, talvez ele crescesse em nós como uma criança mimada, exigindo atenção constante, dominando nossos pensamentos e guiando nossas escolhas.
O medo, quando alimentado, torna-se senhor dos nossos passos; limita sonhos, interrompe caminhos e nos convence de que é mais seguro não tentar nada.
Mas a fé não foi feita para sustentá-lo — foi feita para enfrentá-lo.
E a esperança não existe para justificar inseguranças — ela nasce justamente para nos lembrar que há luz mesmo quando os olhos ainda só veem sombra.
A paz não é a ausência de desafios, mas a presença de confiança.
Ela floresce quando, mesmo sentindo medo, escolhemos acreditar.
Quando decidimos seguir apesar das incertezas.
Quando entendemos que o medo pode até bater à porta, mas não precisa sentar-se à mesa.
Fé é dar um passo no escuro confiando que o chão surgirá.
Esperança é manter o coração aceso enquanto não amanhece.
Se fé e esperança acolhessem o medo como verdade absoluta, viveríamos encolhidos, presos a possibilidades que nunca ousamos experimentar.
Não caberíamos no abraço da paz porque estaríamos ocupados demais abraçando nossas próprias inseguranças.
A paz exige espaço — espaço interior que só existe quando soltamos aquilo que nos paralisa.
Que a fé nos fortaleça, que a esperança nos impulsione e que o medo encontre apenas o tempo necessário para nos alertar, mas nunca para nos dominar.
Assim, quando a paz nos envolver, estaremos inteiros — leves o suficiente para permanecer em seu abraço.
O sorriso é um afago
sem tocar, um abraço
sem apertar, um beijo
sem encostar é o amor
através do olhar"
