Poema sobre a Seca
JACOBINA E A SECA DE MATAR
Jacobina minha linda
Joga água nessa terra,
Que é tão linda
E tão frutificada,
Que é, ate raro uma pessoa,
Por te não ficar encantada!
Nessa terra de diversidade
Nesse povo de cultura,
Que Já não tem água,
Para da vida a formusura.
Quero sempre sentir esse ar,
Quero em Jacobina me acostumar,
Quero água em abundância
Nessa seca de matar.
Água aqui é um milagre
Nessa seca de matar,
Que já vem pelo nordeste
E se arrasta por Paraná.
Se Deus piedade não tiver
Por esse povo sofrido,
Vai ser difícil viver,
Nesse mundo esquecido!
Instagram:@paulo_cesar.lima
Me sinto uma folha seca levada ao vento sem destino…
Dor que lateja constantemente.
Vazio que nada preenche.
Sorriso inexistente.
Cansado de tudo, sem vida…
Me sinto sem vida,
sem ar,
esmagado até a alma.
Refém sem escolha,
com o ódio de um animal selvagem.
Detesto a prisão… Sou livre…
Livre… livre!!!
Ás vezes, fico triste, tenho vontade de chorar, chega dar uma dor fina no peito, garganta seca, uma lágrima ameaça rolar.
Mas ai, respiro fundo, respiro de novo, engulo a saliva, arregalo os olhos exercitando-os com todas as minhas forças,flexiono o maxilar, acredito que tudo será diferente no amanhecer.
Me permito um sorriso, me acalmo...
Renascer verde.
Quando o meu Senhor ordena
que a chuva caia em cima
dessa seca que condena
o sertanejo se anima
quando o verde entra em cena
se transforma em obra prima.
Segue a vida!!!
A terra as vezes crua
sem água no vilarejo
a seca ainda continua
sem vencer nosso desejo
e toda origem se perpetua
na vida do sertanejo.
Então.
Por mais seca que uma árvore esteja, ela continua plantada no chão, suas raizes continuam aprofundadas debaixo da terra...
Isso significa que enquanto ela estiver ali, plantada, ainda haverá uma esperança...
Eu sou essa Árvore, seca, apenas galhos feios e secos, que aparentemente para muitos já não existe mais vida, mas nem todos sao capazes de olhar para sua raiz e ver que ela ainda está firmada, aprofundada, os galhos estão secos, mas a raiz continua viva, esperando que na próxima primavera, ela venha florescer novamente, venha se encher de vida, e que venha ser regada pelo amor...
Pelo teu amor que tanto espero.
Solidão no sertão!!!
No canto a velha sanfona
as esporas e o gibão
a seca é mesmo a dona
dessas terras do sertão
se o governo me abandona
a esperança diz que não!!!
Minha terra.
Espero que a água benta
que do céu desça em jorrada
transforme a seca violenta
num pasto para a boiada
e essa terra que aferventa
possa enfim ser cultivada.
Sofrimentos que abalam nossa terra...
Desigualdade, fome e a guerra...
A seca se alastra ,se tornando um grande vazio...
Acabando com nossa pátria amada,idolatrada Brasil...
Crianças estão chorando , nossos rios secando um temor que nunca se viu...
Manifestantes pelas ruas lutando por direto e liberdade na mira de um
fuzil....
A caatinga é uma bela dormecida.
Na seca dorme profundamente.
No inverno acorda para revelar toda sua beleza cênica.
Sou flor.
Sou folha seca.
Sou mato.
Sou flor do campo.
Sou flor bela.
Sou a flor de luz.
Sou flor de esperança.
Sou flor do amor
Sou flor dos seus olhos
e de seus pensamentos.
Sou flor da paxao
e do seu coraçao.
Sou flor de outono
e nao te abandono.
Sou flor de enfeite,
contigo para sempre.
Sou flor do senhor
para você meu amor!
Sergio Fornasari
TROVA: EM TEMPO DE SECA
Hoje o dia nasceu bastante feio,
De norte a sul, assaz ensolarado.
Queria que estivesse bem bonito,
Com o céu pródigo, todo nublado.
O amor é como uma fonte que nunca seca,
Inesgotável calmo, sereno feito um rio,
Cujo seus sabores são sempre dócil,
Tranquilo na sua maioria,
Impetuoso em dias de tempestades,
Mas sempre fluindo interminável,
Não seca,
Não minguá,
Não se acaba.
Terra santa.
A terra é seca, mas é santa
aqui se vive com o que tem
é bem cedo que se levanta
roga a Deus e diz amém
e o nordestino se encanta
porque tudo que ele planta
tem o prazer de servir bem.
Sou a louca que se pavoneia entre a razão do ser.
Sou a boca seca, nunca desejada.
Sou o beijo seco, nunca encontrado.
Sou a menina, sempre abandonada.
Sou a mulher de mente aprisionada.
Sou, de todos, a mais ousada
Despedida.
Meu nordeste castigado
pela seca evoluída
cada vez mais derrotado
chora em tom de despedida
quando a morte leva o gado
o sertanejo perde a vida.
A DURA SECA.
A chuva não vem agora
e a seca maltrata o chão
por causa dessa demora
falta verde na plantação
e o sertanejo hoje chora
porque é chegada a hora
de se retirar do sertão.
Você
De que adianta dizer o que sente, se o que sente não entra na mente.
Fria, seca e gelada; qualquer denominação que se dê há um objeto.
As vezes gostaria que fosse um objeto, para que nas minhas mãos pudesse as vezes ficar.
Ou como uma Harpa que com poder encanta as mentes mais alucinadas que já houve falar.
E assim que vejo você: difícil e distante, como um sonho errante que jamais quero esquecer.
(TJ)
