Poema sobre a Importância da Leitura
Quem faz leitor são os pais. Os jovens leitores são filhos de leitores. Dificilmente aparece uma criança ou adolescente que não tenha os pais leitores. A grande campanha que na minha opinião deveria ser feita pelo governo é mais ou menos assim: "Se você não lê, como quer que seu filho leia?"
Ler é a oportunidade que a vida nos dá de experimentar outras vidas sem que seja necessário abrir mão da nossa.
Os livros são os tesouros mais preciosos do mundo; cada autor compartilha, em um punhado de páginas, as partes mais valiosas e os pensamentos mais profundos de suas vidas. Em poucas horas, transferem a nós, leitores, conhecimentos e experiências acumulados ao longo de meses, anos ou até décadas.
A noite desce, e, sentado na poltrona da minha velha cabana, o teclado do computador se transforma em uma extensão da minha mente, desvendando um universo contemporâneo de ideias. Ao lado, minha fiel máquina de escrever acolhe o peso das lembranças, onde cada tecla ecoa como um sussurro de histórias passadas. O presente pulsa com inovação, enquanto o passado se revela em tinta e papel. Entre esses mundos, a criação flui, unindo a urgência do agora à nostalgia de tempos idos, lembrando que toda narrativa é um diálogo entre eras. A vida é uma escrita em uma folha qualquer, destinada a um mundo ainda desconhecido.
Mas o amor aos livros é algo de infinito, não acomodável, exigindo sempre mais espaço, mais vista, mais dinheiro. Tudo isso começa faltar um dia: o espaço, a vista, o dinheiro. Os sacrifíciõs são cada vez maiores, para que os livros continuem a entrar, quando alguém os ama, verdadeiramente. Foi sempre honroso o convívio dos livros
A FÚRIA DE CALIBÃ
Nos dias cinzas, há uma profundidade silenciosa, uma sabedoria oculta onde olhos carnais, cegos à sua essência, não percebem que, sob a superfície do desespero, um vibrante colorido aguarda. Esses ensinamentos, sutis como a brisa, ensinam que a vida não se limita ao que se vê e no vazio, encontramos um espaço para refletir, e nos tomamos ainda mais ricos em entendimentos que transcendem a paleta visível.
Não é só amor que falta no mundo; falta ler e entender antes de opinar, antes de ficar replicando pensamentos.
Histórias para dormir são sussurros de encanto que embalam a mente e preparam o coração para sonhar.
"A poesia às vezes me dá uma pequena e adorável olhada em mim mesma. E por vezes, é o suficiente para me deixar feliz."
Tanto o escritor quanto o leitor são transportados para um novo mundo — a diferença é que o escritor tem o poder de moldá-lo.
Ensinar não é apenas expor suas ideias ou o conteúdo planejado, mas dá atenção aos seus alunos fazendo uma leitura dos que estão em sua sala.
O tempo que você desperdiçou nas últimas vinte e quatro horas no seu celular poderia ser melhor aproveitada se, ao menos, metade desse tempo fosse lendo um livro.
"Se fosse um verdadeiro leitor, jamais engoliria histórias sem fundamento, muito menos as heresias disfarçadas de verdades absolutas."
Compartilhar um livro é um ato de amor e generosidade. Comprar um livro é um ato ainda maior de respeito, apoio ao autor e investimento no seu próprio conhecimento.
"Ler é como respirar a alma de uma nação — quem não lê, não fala; quem não fala, não pensa; e quem não pensa, não transforma o mundo."
Ler um novo livro é, muitas vezes, como percorrer um caminho desconhecido. À medida que avançamos na leitura, a trilha vai se iluminando, revelando paisagens e horizontes que antes não éramos capazes de enxergar.
"Boa parte de quem sou devo à senhora Marli, minha professora da segunda série. Era uma mulher simpática, com mais de 50 anos e prestes a se aposentar. Foi ela quem me ensinou a ler e escrever. Sem aquela senhora de pele clara e enrugada, cabelos grisalhos e tingidos de loiro, óculos retangulares e dedicação impecável, eu jamais teria sido capaz de decifrar Machado, Plutarco, Petrônio, Cícero, Musashi e muitos outros mais. Ao lembrar-me dela, percebo que compreendi, em sua base, a alegação do mestre Lobato de que 'um país se faz com homens e livros'; compreendi porque, em 2003, uma mulher humilde dedicou cerca de um ano para que eu fosse capaz de interpretar aqueles símbolos estranhos, captando suas ideias e formulando pensamentos com eles."
"Não me surpreende que, no Brasil, não estejamos fazendo fogueiras com os livros das bibliotecas; afinal de contas, o brasileiro lê, em média, cerca de quatro livros por ano!"
