Poema sobre a Agonia
INQUILINA
Perpassa o vento no torto cerrado
em sonata de sofrência e agonia
sussurrando um vazio tão lotado
de recordação e sombria poesia
Sobre a solidão, à tarde, quando
vem a sensação do fim do dia
o vão, a lembrança, em bando
que avida a dor, gasta, erradia
E, do teu olhar o fascínio ainda:
suave, impar, sujeito, presente
cravando o falto em árdua sina
Tudo, versos de tristura infinda
que aperta o coração indigente
e que faz a saudade sua inquilina...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
5 de maio, 2022, 20’00” – Araguari, MG
Corações entrelaçados
Ao meu amor tão distante
Cuja saudade me traz agonia
Pelo desejo de tê-lo perto
Vivendo comigo todo dia
O teu coração e igual ao meu
Que deseja comigo estar
Ainda vamos meu amor
Nossos sonhos realizar
Daí então seremos um
Com uma história somente
Com nossos corações entrelaçados
Para viver eternamente
Não vejo a hora de acontecer
Este encontro finalmente
Pois só com você serei feliz
Para todo sempre e totalmente.
Anna Pallot
conversei com as pedras
sobre os silêncios do seu coração
me falaram de respostas em agonia
que versos não expressarão..
SARAU ...
Ao canto da emoção, o sentimento deserto
ele numa solidão e ela tão cheia de agonia
o senhor amor e a senhora paixão. E vazia
a sensação, tudo assemelhava tão incerto
No ritmo da alma, o desejo estava coberto
de insatisfação. E a cadência de carícia fria
os olhos soluçando e um silêncio ali se via
na escuridão, se ouvia o medo de tão perto
Toca a orquestra da noite, a lua faz serão
balbucia gemidos nas batidas do coração
tal um surdo dando o seu último adeus
E o sarau adentrava o alvor, no compasso
o pranto, as lágrimas, num memo espaço
bailando queixas, sofrência e pesares meus ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/03/2016, 19'33" – Araguari, MG
Eu passo o dia
Nessa triste agonia
Queria que fosse mais fácil seguir em frente
Mas a estrada tem ficado mais distante
Comigo carrego tanta intensidade
E tanto em mim cresce conforme passa a idade
Não sinto pouco e nem tanto
Simplesmente transbordo
Como uma represa sem controle
Perto de mim não fica em pé nem ponte
Olho para o sol e não sinto meus olhos fechar
Vejo o céu e me sinto voar
Quando me apaixono
Eu quase morro
De tanto amar
Eu fico a pensar
Uma vida com a pessoa toda passar
- Passo o dia
A autoanálise perturba os perturbadores, desenvolvendo um padrão sólido de agonia em tirar a paz alheia, denotada por um semblante inquieto e desumano que só se apressa a destruir e devorar para não amar.
Rhaelhora
Ó AMOR ...
Se eu peço a este amor que felicidade
não seja agonia ao sentimento gentil
ages ao coração com uma sensação vil
sabotando o desejo, e cheio de vaidade
Ora, donde vem tanta individualidade
quando quem te ama dizes ser sadio
civil na emoção e, um encanto sutil
feito dum carinho com cumplicidade
O sonho na desventura, então, chora
há suspiros de aflição e dor, e assim,
tal um pecador, ao teu olhar implora
Por juízo e uma cumplice comunhão
Imaculado, desenhado só para mim
Ó amor, pois tu és razão, pois não? ...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
10/04/2021, 09’23” – Araguari, MG
Uma longa ventania
Que passa noite e dia
Te empurra
Te derruba
Essa vida de agonia
Enrosca, prende e é infinita
Não minta pra si só prossiga
Saia dessa rotina
Se permita
Não se limita
Faça o que quiser
Viva o quanto puder
Se ame antes de tudo
Não se importe com a opinião do mundo
Coloque as vozes ao redor no mudo
E escute somente a melodia do piano
Quando ver alguém partir
Não sinta que é o fim
Pode ser o inicio do seu florescer no jardim
Faça o que tiver afim
Agarre o que tiver ao seu alcance
Vá para a estrada e se lance
Mas começa assim mesmo
Ninguém é perfeito
Vai mesmo sem jeito
Com breve sorriso
Tristeza também é paraíso
O vento também traz brisa suave
Para as portas da vida sua escolha é a chave
- Ventania
VOZ DO VENTO
Uma agonia! a voz do vento que murmura
No cerrado, sussurrando aquela saudade
De outrora, em uma sensação pela metade
Sobra de um sonho, esquecido numa jura
E o vento no terreiro vai pela noite escura
Gemendo entre os galhos tortos em riste
A melancolia n’alma e no coração insiste
Expondo ao verso um versar com tristura
Vai e vem, bafeja, suspira, queixa, farfalha
Um vendaval choroso, cortante tal navalha
Revivendo aquele amor perdido. Um talvez
Ah vento! Quanto falta, ah! quanta solidão
Que sinto no peito, que se vai na vastidão
Ermo, dos mimos ameigados a minha tez...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
19 março, 2022, 14’21” – Araguari, MG
Hoje entendi o verdadeiro motivo de viver, a ânsia e a agonia de ver passsar por sobre nossos olhos à morte. Vi o desespero e medo de outras pessoas, vi também como é ser facilmente iludido, acreditando que você é o centro das atenções, quando nem se quer está na lista.
Mas e se, mas e se olhássemos à nossa tão miserável vida, ou pelo menos achamos que ela seja miserável, onde e quando nós não procuramos entendê-la, mas simplesmente descartamos a única chance de ser deliz. -Tentando!.
Agonia
Vejo aquela gosma negra borbulhando e se contorcendo, ela queima como fogo e escorre como água, ela vê meu medo e vem direto a mim devorá-lo. A gosma machuca, ela arde e suas labaredas negras sugam toda a luz para dentro de si, por onde passa rouba a vida, rouba momentos, rouba os suspiros e rouba a felicidade. Ela não para. Vem tomando e tomando até tudo se tornar preto, até a luz ser completamente consumida, e sonhos e esperanças não passarem de memórias. Ela nos consome e nos corrompe, machuca nossa alma, machuca nossos corações, esmigalha e dilacera tudo dentro de nós até nos tornarmos cascas vazias e sem propósito vagando pelo escuro infinito, perdemos tudo que tínhamos, a gosma não parou, a agonia incessante ainda machuca e queima os corrompidos pela mesma. Gritos de desespero podem ser ouvidos por toda parte, todas as almas incuráveis implorando por ajuda, mas ninguém virá, ninguém por nos salvar. No momento onde a dor é insuportável muitos definham até a morte, morrem como seres de pura dor. Talvez seja melhor assim, o sofrimento cessa e podem finalmente descansar em paz. Onde está nossa paz?
Esperei a vida em festa
Desprezei toda agonia
E ela me bateu tão forte:
De mim só queria o pranto
Não a alegria....
"Meu Futuro", me dá arrepios pensar nisso, me dá agonia, me dá ansiedade em saber que a adolescência tá acabando e que daqui alguns anos terei que tá decidindo umas das maiores coisas da minha vida, a faculdade, isso irá dizer meu lugar na sociedade, logo estarei preocupada com contas, emprego, ou quem sabe filhos, meu futuro, às vezes sinto que nem aproveitei, mas isso também pode ser final de um ciclo, dando início ao um novo ciclo, para uma nova vida, com pessoas diferentes. É doido pensar, que cada decisão que você toma na vida, leva você a hoje, uma decisão errada e tudo vai embora, e assim também pessoas importantes, a vida ta passando e a gente nem percebendo, tempos estão mudando e a gente crescendo, ontem eu tinha 08 anos e hoje estou caminhando pros 15, meu coração, minha mente, estão uma bagunça, sinto que eu tenho algo muito importância para fazer, sinto a agonia e ansiedade por algo invisível...
Em meu futuro, terei tudo que desejei em toda a minha vida? As pessoas que mais amo hoje, continuarão lá? Futuro, eu saber mais sobre ti...
Ao meu misterioso futuro!!
O Espaço na Ótica do Tempo
Agora, é meio dia!
A data, vinte e dois
Novembro em agonia
Chega 2022 depois.
Nesta altura o sol brilha
No entrada portão se oferece
Mas, não há ninguém na trilha
Na rua vazia, a solidão padece.
Um carro ou outro no cenário
No vizinho chora o menino
Num eco imaginário
Naquele estilo nordestino
Em que tudo é precário
Até da igreja o som do sino!
Que sentimento confuso é esse que me rodeia?
Da felicidade a dúvida que agonia, me deixa cabisbaixo sem entender se sou eu ou você.
Mas queria te dizer, foda-se pouco importa de onde vem quero que isso se vá só pra te ver bem.
cupido
O que é amar pra você
Uma explosão de dor
Agonia se agarrar nos detalhes
É cegar-se pra não ver .
Permitir que alguém invada você
Toda dor causada cria uma casca
Uma ferida que não sara
Não cicatriza.
Corte as asas de um pássaro
E ele não voará
Quebre o coração de alguém
E até respirar fica difícil .
Sim meu coração foi partido
Esmagado pisoteado
Mastigado
Servido
"O amor fere e é ferida.
O amor dói e é morfina.
O amor é agonia, querida,
querida agonia, o amor."
(14/05/2013)
Senti uma certa agonia hoje,
um aperto no peito, lembrei la atras
coisas que ainda me deixaram duvidas,
perguntas sem respostas,
nao consigo parar de pensar,
mas ao inves de correr atras de respostas
estou travado, como se algo estivesse me segurando
para nao perguntar e receber o que preciso saber,
e ao pensar demais nisso acabo me culpando,
por nao ter respostas, e acabar ficando preso no passado.
Hoje voltei a pensar nisso, e realmente estou querendo correr atras,
e me convencer que eu so vou sair do passado com respostas
que vou prosseguir apenas com tudo esclarecido...
Apenas quero saber...sera que isso seria errado?
Adequação
Saudade! De ti o vazio que me dilacera
E, que enche a minha alma com agonia
Lágrima, suspiro, delírio e, prava apatia
Tu! sensação que rasga e a dor esmera
Versos tristes, triste e inquieta poesia
Amargura que quase envenena, hera
Daninha que prolifera, que degenera
Que emana do pesar a cruel melodia
Grande este sofrer! Descora a aurora
Suplicio, aguçado sempre, vida afora
Segue, ferindo, em carentes caminhos
Saudade! Guarda contigo está rudeza
Deixai-me o tempo com sua gentileza
Não tem glória sem coroa de espinhos!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28 outubro, 2023, 14’35” – Araguari, MG
Me leva com vc!
Me tira dessa agonia em ter que te esperar!
Essa agonia em te sentir apenas de fechar os olhos.
Me leva com vc e termina de me fazer mulher.
Eu era menina quando me teve e ainda me vejo menina qdo penso em vc! Eu sei que crescemos e que nos tornamos algo diferente do que tínhamos, por isso eu te peço, Me leva com vc e me faz a mulher que preciso ser!
