Poema sem Amor Madre Teresa
SONETO DO CORAÇÃO
Ah, coração de sentimento involuntário
Pulsa avido quando quer e, bate forte
Se otário, apenas ingênuo num importe
És continuamente um aprendiz estagiário
Na saudade, aperta, da dor, faz reporte
Mas também alivia no correto itinerário
Porém, urgi quando o fluxo é o contrário
Porque é liberdade e do afeto transporte
Se apressado, pode ficar sem destinatário
Se incontrolado, o fado é sempre a morte
Assim caminha, assim atua no seu cenário
Sábio foi quem disse que o coração é sorte
Na desilusão, e suporte sempre necessário
No amor, pois vai além de ser só consorte
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano
Foi assim
Sempre distraído estou,
um dia olhei pro lado e isso mudou o que sou.
Foi quando te encontrei,
nos degraus da escada pro segundo andar.
Eu não quis te contar,
passei anos fazendo planos sem você notar.
E numa tarde de domingo nos abraçamos e ficamos juntos até o sol se pôr.
Mas de repente as coisas mudam,
o vento sopra em outra direção.
É ai que a gente descobre se é amor de verdade ou só ilusão.
Vim aqui pra te dizer que amo mesmo, não sei esconder.
Vá, mas não demore pra voltar.
To te esperando com a porta aberta, pra te dar meu nome e te levar pro altar.
Saudades das tardes de domingo, deitados no sofa.
Ver você dormindo, te servir o jantar. Falar dos filmes e dos livros, e também dos nossos planos.
Rir das pessoas chatas e implicantes que não nos deixava em paz.
Fragmentos de espelho
O pulso acelerado é uma dica, a carruagem sem freios corre em direção ao despenhadeiro, a boca que outrora falava frases de amor, hoje regurgita em pequenas doses um amargo rancor da traição, respirar é a minha meta, deixar entrar a ultima gota de oxigênio. Estou morrendo pra vida que tenho, é fato. Assim vou morrendo pras pessoas com atitudes mesquinhas e sempre com os mesmos pensamentos que nunca se reciclam, morrendo vou analisando o passar dos Dias que não voltam mais. Sou refém das minhas escolhas, sou o único culpado por minhas colheitas. Sou forte, sou indestrutível, pensava quando moço, hoje vejo o quanto desperdicei, tempo e forças, com coisas e pessoas que não me acrescentaram nada, nem mesmo desprezo. Feito um Dom Quixote a procura de moinhos de ventos, sonhando com a amada que se foi com um sem honra, sem espada pra duelar. Vou vagando por nuvens brancas de algodão, qual uma criança achando que nunca iria crescer. Na flor da idade, deslizei por muitos corpos, e entre beijos e caricias, em encantos e desencantos, em amores e dissabores. Usando sempre os mesmos artifícios e mudando as mascaras para diferentes corações, sempre pensando no que achava eu, momentos felizes. Criei condições, investi tudo, dei o meu jeito, fui amado, amei, fui sincero, enganado, enganei. O meu grande aliado era o tempo, que muitos viram sucumbir ao temido algoz. Hoje maduro recolho os pedaços de vidas de enganos e erros, onde somente a quebra de todas as amarras que me acorrentam a minha consciência, poderá amenizar a frustração e arrependimento de uma vida de desencontros de ti. . .
( collares - Esta é uma obra de ficção )
E assim é o Tempo...
Ele é cadenciado, reto, inalterado...
Não pode ser encurtado, não pode ser esticado...
Não pode ser voltado... não pode ser parado.
O tempo não sente, não chora ou ri... não comete pecado.
Viva seu tempo da melhor maneira possível,
Porque lembre-se... o seu tempo não pode ser mudado.
Não precisa necessariamente ter um caminho a se seguir mas um sentido é essencial para que ambos continuemos tentando.
Não cabe somente a você e nem compete a mim decidir o nosso destino.
Porém meu bem eu sinto que não dá mais, o sentido que tanto busco já se perdeu em meio aos conflitos.
Não, não foi a rotina, não foi o cansaço. Simplesmente nos devíamos de um caminho que se quer conhecíamos.
Agora o conheço, essa longa jornada não podemos trilhar juntos.
TAL PROBLEMA (soneto)
Está paralela entre nós é tal problema
O silêncio do teu olhar é dor em mim
A falta do teu cheiro me tira do coxim
Sonhar-te solitário, não é esquema
Qualquer distância entre nós, é assim
Meu peito uiva em um estranho dilema
De ter-te numa canção ou num poema
Quando a saudade só escreve folhetim
Fico te esperando em um telefonema
E o minuto é mais que a hora, enfim,
Se mudas de quimera, vira pocema
Então venha para perto, saia do motim
Se tudo está incerto, o certo não é lema
E o nosso amor desconhece querer o fim
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano
Hoje respeito o outro de modo a deixar ele/ela decidir qual caminho deseja realmente seguir sem que eu me intrometa em sua decisão.
Nós somos "complicados"...
Nosso modo de ser e agir afasta uns e aproxima outros...
Muitas vezes afasta o que precisamos ter perto e aproxima o que teríamos que manter afastado...
É uma luta interna infernal driblar o ego, carência e a falsa sensação de poder ou de achar saber de tudo, quando nada sabemos de fato...
Agradeço a Deus sempre por colocar em meu caminho pessoas difíceis...
Aprendi e aprendo com elas muitas coisas...
Rasgou-se o véu
Num dia anil
rasgou-se o véu,
então o céu se abriu,
uma nuvem infanto pueril
ao formar seu rosto infantil
meu velho coração partiu
num sonho de velho amor.
Você sorriu lentamente
ao vapor dum calor
qual fez murchar
a flor do amor.
Foi a vez do sol
se opor no rol
de atrevido
astro
extra
vestido,
que a você
quis enamorar;
amor sem sentido.
Mas quem sou para
me opor ao calor agora
do rei dos astros aquecido.
É velha imaginação da criação
duma mente distorcida ao sonhar
com seu velho amor já esquecido.
Assim, meu amor um dia feneceu
com o desentender de uma vida
real, inventada no anil do céu.
Rasgou-se o véu, e não pude
entender, afinal o que estou
aqui fazendo, perdido
nesse aparvalhado
amor de viver
você.
Com tantos vocês
entre as nuvens
do firmamento
sideral, dentre
grãos de areia
universais sendo
o seu amor apenas
um meteorito a cair
sobre o meu coração,
quase lá do infinito.
Agito de conflito
a me deixar
aflito.
Afinal nada entendo de nada
numa vida desentendida,
com alegre grito,
grito: Acho tudo
muito engraçado,
apesar de nada
saber de nada,
repito.
Porém, alguém
aí do infinito
ouça este
velho
grito.
Como gostaria de entender de amor…
jbcampos
A boca, o cheiro, a química...
Naufragar em teus beijos é um prazer.
As peles marcadas pelo desejo...
Como explicar?
Algo que não se mensura ou ao
Menos se vê...
Paixão, amor, desejo...
Ahh...o amor...sentimento que arrebata!
Nada é tão poderoso quanto o amor!
Haja forças para este furacão...
Amar-te é tudo isso e muito mais!
Eu quero te ter no pôr-do-sol,
Sentir contigo o sol beijar levemente nossas bochechas
Quero brigar
Quero chorar
Quero sentir
Nada é perfeito
Mas isso não importa quando eu estou contigo
Nossas imperfeições
Defeitos de fábrica
Se misturam em um só
Quero que as voltas do teu corpo se encaixem nas minhas
A engrenagem do amor.
Quero te ter na lua cheia
Sentir a brisa da noite nos manter coladinhos
Quero abraçar
Quero beijar
Irei sentir
O momento perfeito
Pois o que importa é estar contigo
Nossos perfeitos detalhes
Que a vida infligiu
Se completam individualmente
Quero que teu sorriso complete o meu
Um quadro de um artista renomado.
Eu revi todas as nossas promessas e uma estrela do nosso futuro
Sua dor em um sorriso de máscara
Enxerguei seu vazio e me perdi no seu olha
Cores escuras estavam em você
A nossa loucura ser completando luz e trevas em um abraço
Sua dor estavam em minha e minha alegria em você
Estou aqui e vejo tudo tudo em você
Sei que sua empatia estava lhe dizendo adeus e junto eu inconscientemente estavamos com nossa risada de mentira
Incertezas
Reafirmas o jogo do malmequer.
Lanças as pétalas da paixão em uma estrada deserta,
deixas as sementes do sentir
em um terreno pedregoso,
causas um excesso de lagrimas
apodrecendo as raízes desse amor,
provocas ventania lançando as folhas do carinho.
Mesmo quando estás presente.
O silêncio invade como cupins
destruindo o caule da União.
Com o inseticida das incertezas,
que pairam sob teus passos,
a árvore do nosso amor irá fenecer.
Escombros
Nossos beijos coexistem das lembranças.
Amplitudes de carinhos cessaram.
Mágoas por palavras mal colocadas
ceifam a aproximação.
Lampejos de orgasmos surgem apagados.
As bases do amor ruem na indiferença.
Sentimentos bons desaparecem
como o sol no céu nublado.
Lanço minha revolta diante de ti em um sorriso pálido.
Entre nós escombros se formam
em cada pedra que a rotina nos atira.
Sem Reservas
Invadiu-me, profano,
com mãos inquietas e toques famintos.
Cobriu-me de um desejo insano
à mercê do teu domínio
minhas forças ruíram. Entreguei-me.
Minha pele vibrou no comando dos teus beijos.
O silêncio ensurdeceu com meus gemidos.
Rasgamos os lençóis do pudor
e nos fundimos sem reservas
abrindo portas pro nosso prazer.
Saudade
Chega fora de hora,
quando se diz pronta para ir embora,
o coração penhora,
fere como espora,
sentimento que ao se perder explora,
saí porta afora com desejos de outrora,
não ver o romper da aurora,
o florescer do meu sorriso pletora,
fenda de ferro e fogo que devora,
é essa saudade quando aflora.
Melancolia
Sombria melancolia que me
assola ao meio dia,
a meia-noite me desafia,
deixa a manhã fria,
à tarde me causa paralisia.
Via que me tira alegria,
quero dias e noites de sabedoria,
uma vida sadia sem terapia,
outra vez a primavera que minha
vida floria com eufonia,
o inverno que você aquecia,
o verão que amor entre nós havia.
AUSÊNCIA
Sua ausência me deixa sem essência,
tira a indecência,
me rouba toda coerência
sem clemência
com violência
em forma de advertência!
Difícil convivência sem tua presença.
Levo meus pensamentos a ti para te sentir.
Batalho com desejos escondidos a me ferir,
impelir a saudade que mora em mim.
Já podei meu jardim,
para resumir admiti que não me desprendi.
Não consigo reduzir um amor que vive a ressurgir,
não aprendi partir...
Permaneço consumindo-me aqui.
Quando penso que sei tudo de mim,
Há muito a descobrir,
Nunca imaginei viver assim..
A minha felicidade está nos olhos da minha amada
A noite Passando, acordei na madrugada falei baixo por favor Pra que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo abraços e beijos sorrisos e amor.,,,,,,,
