Poema que Descreve o Amor
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Todo o amor baseado no interesse cessa com a causa que o fez nascer; mas o amor desinteressado dura para sempre.
O amor, que não é mais do que um episódio na vida dos homens, é a história inteira da vida das mulheres.
Quem não sente amor, deve aprender a adular; caso contrário, não consegue viver.
O amor-próprio é um balão cheio de vento, do qual saem tempestades quando o picam.
O amor não se confunde com a vida, não é amor verdadeiro; o verdadeiro amor é hábito.
É certo, afinal de contas, que neste mundo nada nos torna necessários a não ser o amor.
O amor tira as máscaras sem as quais tememos não poder viver e com as quais sabemos não poder viver.
James Baldwin
Da próxima vez, o fogo. São Paulo: Companhia das Letras, 2024.
O amor não é uma futilidade ou um divertimento; é um sentimento profundo, que decide de uma vida. Não há o direito de o falsificar.
Há pessoas que nunca se teriam apaixonado se nunca tivessem ouvido falar no amor.
Fazer poesia é como fazer amor: nunca se saberá se a própria alegria é compartilhada.
Se julgarmos o amor pela maior parte dos seus efeitos, ele assemelha-se mais ao ódio do que à amizade.
Uma vida sem amor, não importa quantas outras coisas tenhamos, é uma vida vazia e sem sentido.
O amor mata a inteligência. O cérebro faz de ampulheta com o coração. Um só se enche para esvaziar o outro.
A prudência e o amor não se fizeram um para o outro; à medida que o amor aumenta, a prudência diminui.
Amor-próprio e ódio a si próprio são as mais profundas das forças produtivas terrenas.
O que as pessoas querem é o ódio, o ódio, nada mais do que o ódio, em nome do amor e da justiça, odeiam.
O amor é um sentimento tão delicioso porque o interesse de quem ama confunde-se com o do amado.
O amor sob a sua forma mais elevada revela valores que sem ele ficariam ignorados.
Donde pode nascer o amor? Talvez de uma súbita falha do universo, talvez de um erro, nunca de um ato de vontade.
Saboreiem do amor tudo o que um homem sóbrio saboreia do vinho, mas não se embebedem.