Poema Quase de Pablo Neruda
A alma só cicatriza onde aceitou sangrar — e o que chamamos de cura é, quase sempre, uma forma elegante de conviver com a ferida.
Que no Brasil a alta cultura é quase impensável, ninguém pode negar. No entanto, os fabricadores de simulacros criaram aquilo a que posso denominar “fetiches culturais”, destinados a ludibriar os mais profundamente imbecilizados. Dentre esses fetiches figuram diplomas, bolsas, sapatos, roupas, trejeitos, sinecuras — à custa da própria dignidade, se necessário —, a fala pomposa, sibilante até, e a retórica de papagaio metido a gênio; em suma, tudo aquilo que substitui a cultura da alma por vaidades acadêmicas e estéticas.
Sinto tanta falta de Matinhos que, se eu fechar os olhos por cinco segundos, quase ouço o barulho das ondas e dos meus amigos de infância correndo pela rua. Eu cresci lá — literalmente! Dos 0 aos 10, vivi cada canto daquela cidade como se fosse meu quintal. Conheço cada viela, cada sorveteria, cada professor que me ensinou mais do que só lição de casa. Aqui também tem gente incrível, claro… mas crescer com os mesmos amigos, vendo todo mundo trocando os dentes juntos (inclusive os da frente), não tem preço! Matinhos foi meu começo, meu lugar seguro, minha primeira versão. E quer saber? Eu levaria tudo comigo numa concha se pudesse.🐚💛
Tudo o que faço nasce de uma grande paixão combinada com uma atenção quase obsessiva aos detalhes. Minha visão de estilo é perfeitamente clara e formada, e se reflete em tudo que leva o meu nome.
No momento em que estou quase de partida do mundo, eu me torno mais importante para ele do que ele é para mim. Portanto, preciso ser bem tratado, uma vez que só tenho praticado o bem.
Quase todo o Político se considera o centro do universo. Ainda que possa haver algum pequeno remorso, tudo gira em torno de seu interesse. O povo é constituído por "fantasmas" cujo destino é servi-lo.
A intensidade de algo que sinto, mas não consigo medir, é algo sentimental, quase sem consentimento — intenso como o ódio, vil como o desdém e, em contraparte, puro como a gentileza. Tudo que envolve esse sentimento é vida. Mas logo eu, dono de tal sentimento, estou morto — não por tê-lo, e sim por não ter você.
Mas o seu jeito de me olhar, a fala mansa, meio rouca, foi me deixando quase louca. Já não podia mais pensar. Eu me dei toda para você.
A maioria das grandes transformações resulta de centenas de pequenos passos, quase imperceptíveis, que damos ao longo do caminho.
Ah, as flores do café… tão discretas, quase tímidas, mas com uma beleza que só revela seu verdadeiro encanto a quem sabe esperar. Plantar café é um ato de fé. Você coloca uma semente na terra, sem pressa, e nela deposita sonhos com a certeza de que nada acontece antes do tempo. As flores surgem em branco, como promessas sussurradas pelo vento, perfumando o ar por poucos dias… e depois desaparecem, silenciosas, dando lugar ao fruto que só virá com meses de espera. Colher café é colher histórias. Entre uma flor e um grão maduro há chuva, sol, paciência, silêncio, cuidado. Cada xícara carrega o tempo em forma líquida o tempo de quem cuidou da terra, esperou o florescer, enfrentou a seca, confiou na colheita. É como o amor: não se apressa. Brota, floresce, amadurece. E quando enfim chega, aquece por dentro, como aquele primeiro gole de café numa manhã ainda acordando.
Somos o que o silêncio revela quando caem as máscaras — e representamos, quase sempre, apenas aquilo que aprendemos a performar para não assustar os outros com nossa verdade.
Quase ser morto por alguém de quem você gosta causa um tipo especial de dor.
Uma hora leve, quase louca, e eu aqui, pensando em beijar sua boca. Artista, poeta, cantora… se você não me prender, eu fico solta.
Quem exige muito, quase sempre dá pouco. É poço sem fundo, que bebe da água do próximo, para depois entulhar as fontes de quem um dia, matou sua sede
Aprendi que ouvir quem tem um problema é quase mais importante que aconselhar.
