Poemas sobre a praia onde o mar inspira versos
“Depois de varias Sessões de praia, necessito me hidratar..demasiado Cloreto de Sódio na minha hipoderme.”
—By Coelhinha
Ondas e pessoas
Uma a uma as ondas chegam,
quebram na praia.
Uma a uma as pessoas chegam ao mar
E eu a contemplá-lo como se não existisse.
Mas é real.
Pode-se tocá-lo, mergulhar
Em profundas ondas...
O pescador com a família sonda as águas.
Choveu e tudo toma cor de cinza.
Céu e mar, um corpo só.
Céu no mar.
As águas sondam o pescador com a família.
Ao longe, mãos, braços, corpos que trabalham
Já não sondam mais.
Sol ou chuva?Não importa...
Gente e rede, um corpo só!
Gente na rede!
Os frutos pulando, murmurando sons de morte.
Um a um, fruto e gente, deixam a rede.
Sol – chuva – mar.
Novamente frutos na rede...
Vida que não se quebra.
Outra vez gente na rede.
Mar.
Gente.
Rede.
Frutos.
Assim, sucessivamente, até que
os braços deslizem pelo corpo e encontrem
a terra para repousarem eternamente.
Out/1978
A praia
Descobri um lugar magnifico que encontrei por acaso, vou meditar. Os mexilhões perdidos nos vários lugares mostram-me o caminho que devo percorrer. Essas trilhas podem ter sido desenhadas pelo pincel cósmico de Deus. Cocais voam como cabelos ao vento, a areia umedecida simula silhuetas esculpidas, se há sorte, pode ser entendida aqui, se há o milagre, pode ser entendido aqui, há coisas que quando olhamos, mais nos confundem do que se explicam. Se somos totalmente racionais, esse lugar me deixa sem razão, há cascatas em todos os lugares, mas a do meu coração aqui me deixa em profusão. Quando vejo a transparecia da água sob a irradiância da luz do sol, me conformo com a beleza. Quando olho pra cima e vejo a imensidão do crepúsculo azulado, a rasgar os céu em cima da minha cabeça, percebo o quanto sou pequeno, nesse lugar, um grão, na imensidão de areia, dessa praia, é aqui que vou ficar, esse é meu lugar.
Ah, a oscilação...
Eu oscilo, tu oscilas, ele oscila...! Nós oscilamos...
E como ondas numa praia, vamos e voltamos todo o tempo. Mas isto não produz enfado?
Feliz daquele que encontrou ao Porto, e seguro descansa do longo percurso!
(Fabi Braga, 19/10/2014)
No canto do Sabiá-da-praia
tenho o primeiro solfejo
da trégua tão desejada,
é preciso superar qualquer
mágoa, pensar na terra
adorada e abraçar
com afeto profundo toda
a possibilidade de viver
com paz e felicidade.
Um Capapari
iluminado pela Lua
no canal do rio
próximo a praia,
Um doce desafio
sob o testemunho
das estrelas:
(Lançar poemas
para quem sabe se
o teu amor capturo),
E nas tuas mãos
talvez vire Iara
e nas minhas quem sabe
tu se entregará em disparada.
Beija-flor-da-praia
poesia agitada
com sua sublimes asas,
Eu estou apaixonada,
Diz para ele que
desejo ser por amada.
Batateira da Praia
Poesia e inspiração
espalhada tais como
a Batateira da Praia
florescida pela duna
Faça Sol ou faça chuva
você também na vida
há de se permitir sem
se preocupar se
falarem que é loucura.
Um Mate especial
para a gente tomar
o Chimarrão da Praia
quando a gente se encontrar
para que do amor nada distraia.
Entrego na tua mão
para que você entenda
o Chimarrão da Praia
para que compreenda
que tu é gente brasileira,
latino-americana
e de herança gauchesca,
para que ninguém
fique enchendo a tua cabeça.
Como num transe que não tem explicação,
Eu caminhei até a praia,
Só para ver se eu ganharia
o teu sorriso,
Como uma divina moção,
Mas você lá não estava,
Lembrei-me do tempo,
que eu era a tua amada.
Graciosamente o mar marulhava,
- todo formoso ele cantava
Uma linda canção que me tocava,
Dos pés ao último fio de cabelo,
Lembrei-me da época que não tínhamos
- nenhum segredo -
E o medo do escuro
era uma doce desculpa,
Para pular no teu colo
- o meu grande enredo.-
No ápice do inexplicável transe,
Que só reforçou a lembrança,
- do nosso lance
Vi um jovem casal de namorados,
Os dois atravessando a duna,
Recordaram que nunca deixei de ser completamente tua.
Hoje eu fui até a praia,
Catar conchas para você,
Ninguém precisa saber,
O mar gentil bramia,
Mansa a tarde caía,
O sol se recolhia,
Por detrás das dunas,
Ideias leves como plumas,
Repletas de beijos de luz,
A sereia e as ternuras,
Endereçadas à você,
Recolhendo conchas,
Para outra vez te ver,
Deixei a praia me dominar,
Guardei as conchas no corpo,
Mergulhei em mim e no mar.
O amor é um oceano,
Temos que desvendar,
Todos devem sonhar,
E ter alguém para amar.
Quase devolvida ao mar,
Resolvi regressar,
Para te rever, e nos resgatar;
E nunca mais olvidar...,
Iniciei a oração,
O céu se abriu admirado,
Com tanta devoção,
Em tom lavanda e com nuvens róseas,
Ele floriu como um jardim de rosas,
Repletas de místicas flóreas,
Um celestial jardim de rosas místicas,
- suspensas em pleno ar
Numa explosão de beleza sem igual,
Ouvi um concerto angelical,
Surgiu um arco-íris dando um sinal,
Que o nosso amor jamais terá final.
Até uma pétala vira mar
Com o tamanho do amor,
Nem na Praia de Tambaú
Navega-se sozinho...
Dá para ver lá da vista
Do Picãozinho,
Quando se trata de amor
Não se deve amar sozinho.
O vento abanando a minha
saia de renda,
Nasci prenda com alma de
Paraíba,
Carinhosa e arretada
Como uma boa nordestina,
Sou o Rio São Francisco
Se encontrando com o mar.
Água de coco, água de beber,
Assim é o nosso querer;
Não vamos nos perder,
Águas de cheiro a se reencontrar,
O amor sempre irá se renovar,
Nos vejo lá da vista do Picãozinho
Esperando o sol raiar...
Hoje fui caminhar na praia,
Saí em busca dos teus olhos,
- lindos olhos cor de (a)mar,
Bastou as ondas para lembrar
Do teu jeito de me desalinhar.
Deste teu jeito de fotografar,
Em letras registrar,
- esse poema
Sobre a mesa de trabalho,
Estou a inundar-te...,
- tal como um estuário
Sou eu a te assanhar...
Eu na praia, e você aí,
Sobre a mesa de trabalho,
Eu sou o teu verso ordinário,
E também o teu verso oratório;
O teu desejo longe de ser transitório.
Você foi dançar
com os seus amigos
o Coco de Praia,
a mulherada não
ficou sossegada,
e de surpresa
juntas resolvemos
para que o coração
de cada um não
se distraia mudar
a nossa direção,
sarandear as saias
e dançar o Coco do Sertão.
Sempre vejo o vulto
da Joaquina chorosa
a caminhar pela praia,
Vou pedir à ela para
não ter o mesmo destino,
E se eu tiver nunca vou
esquecer que sou poetisa
para secar as lágrimas com
as minhas letras todo dia.
Flamingo na beira da praia
enfeitando o nosso olhar,
Você tem tudo de oceano
que eu quero me inundar.
Cada movimento seu diurno
ou noturno sempre agradeço
só ao Senhor do destino para quem
sabe receber o amor que merecido.
Porque a sua linda existência
sempre pedi ao Bom Deus,
e distante dela nunca me perdi.
Por isso sempre em várias
amorosas cenas nos recrio,
porque sei que o amor está escrito.
Boi paranista
O meu Boi paranista,
é Boi de Mamão,
Ele dança na praia
com toda a vibração,
Ele dança no pasto
e não para nunca não;
Ele é o meu querido
que deixa sempre
o coração apaixonado,
Não existe boi no mundo
que seja mais amado.
Butiás-da-praia maduros
para colher são beijos
para a alma e o paladar,
Vou fazer um doce
que você vai amar.
