Poema por que o Macaco Nao Olha seu Rabo

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Poema: "Minha cama"


Se minha cama pudesse sentir, sentiria em seus lençóis cada lágrima que deixei cair.


Se minha cama pudesse ouvir, ouviria cada palavra quebrada e medos que guardo só pra mim.


Se minha cama pudesse me consolar, me consolaria com seus travesseiros que não julgam, abafando o som da minha dor.


Se minha cama pudesse falar, talvez não dissesse nada. Ficaria ali comigo, quieta e imóvel mas presente, única testemunha do meu sofrer.

“Gelo” — Análise de um poema de Priscila Mancussi

Poema de Priscila Mancussi
*“Imenso, perturbador e inquietante
Silêncio instigante
Provoca medo
Revela segredos

Intenta os pensamentos
Com o som do nada
Apenas o vulcão de dentro
E as próprias conclusões

Frio, sobe pela espinha
Arde o gelo desse silêncio
Mudo, distante e cruel
Deixa o fel

Amargo e doce
Dói mas responde
Sábio e perspicaz
Silêncio voraz.”*

Sobre mim


Oi, sou a Valkíria, professora, pesquisadora e escritora. Hoje trago a análise de um poema de Priscila Mancussi, em que o silêncio é protagonista e se revela como força paradoxal.

Agora minha análise


No poema “Gelo”, Priscila Mancussi transforma o silêncio em personagem denso e multifacetado. Ele não é apenas ausência de som, mas presença inquietante que instiga, assusta e obriga à reflexão. O verso “Apenas o vulcão de dentro” mostra como o silêncio externo abre espaço para erupções internas, conduzindo o sujeito às próprias conclusões.

O frio que “sobe pela espinha” e “arde o gelo desse silêncio” reforça a dualidade: o silêncio é ao mesmo tempo doloroso e revelador, cruel e sábio, fel e doçura. É um silêncio que corrói, mas também ensina.

A força do poema está em reconhecer que o silêncio, ainda que perturbador, pode ser mestre. Ele desnuda, obriga a olhar para dentro e, por isso, se torna “sábio e perspicaz, silêncio voraz.”

Priscila Mancussi, nesse texto, nos lembra que muitas vezes não é o ruído do mundo que mais pesa, mas o silêncio que nos confronta com nós mesmos.

Poema(autor: Levy Cosmo Silva)


NAS RUAS CLAMAM


"Escuto vozes que clamam,
sinto o sangue que grita,
lembranças na mente emanam,
e o meu ser então se agita.


Perdoem almas que vagam,
também as mães que choram,
do mal muitos se livraram
e ao bem hoje se aportam.


Nunca fui um santo ,
nem tampouco monstro,
Luto silenciosamente no canto,
usando a dor como encosto.


Morte, solução de covarde,
Sorte, coube a mim.
Gratidão em Deus me invade,
pois ele adiou meu fim.


Vou indo a caminhar,
rumo ao desconhecido,
vendo o mundo fico a pensar,
onde há um só amigo?"


Autor: Levy Cosmo Silva

Poema Bipolar

Hoje eu reconheço:
nem todo mundo fica,
nem todo mundo quer.

E talvez seja melhor assim.
Nessa dança de idas e silêncios,
eu não corto ninguém com as minhas arestas,ninguém me corta com a lâmina da ausência.

Entre o alívio e a solidão,
eu me divido.
Metade é paz.
Metade é vazio.

E sigo,com esse estranho consolo:
ser livre do que não me escolhe,e prisioneira do que ainda sinto.

Poema da Tarde


Sou pertinaz em falar das tardes.
Ora, o que há de mais ocioso? A noite?


Pobre noite... dama
que corre de mão em mão.


O efervescer ardente é denso
aos meus olhos molhados de suor.


E a tarde vai... voa como
meus funestos versos fracos.


Tarde! Pra quê serve a tarde?
Extenso descanso dos glutãos,
carrasca dos sertões...


Dona insana do meu labor.

Poema do encantamento


Essa paixão sem tamanho
é só o coração que inventa.
Ele é meu azul guardado,
minha esquina de silêncio e de canto.


O sol me atravessa,
me deixa leve, meio tonto.
Esse amor que não cabe no peito
não tem regra, nem medida.


O vento traz canções que escrevi
num rascunho qualquer de madrugada.
Cada verso procura por ele,
cada verso é endereço sem mapa.


A poesia fez festa em mim,
me deixou mais vivo que antes.
Até a saudade ficou bonita,
melhor que a solidão dos bancos da praça.


Teu sorriso carrega o verão,
teu abraço é sol de janeiro.
És flor, és perfume, és destino:
na beleza que é amor, respiro.


Quero a vida sempre assim:
com ele perto,
até a última chama da vela.


Eu, que descri de tudo,
descobri em seus olhos
a tal felicidade.


Mas o medo cortou o caminho:
faltou coragem em mim,
faltou coragem em ti.
E o amor ficou escondido do mundo.


Não foi justo.

Uma frase ou um poema… Parte 1

Lápide

Fiz tudo que o tempo me permitiu fazer, mas, ainda que tivesse tempo, seria tarde pra fazer o que não fiz!

Poema-Carta de Saudade e Amor


Meu amor,


A saudade me veste como um manto pesado,
cada fio entrelaçado com lembranças suas.
Sinto sua falta no vento que toca meu rosto,
no silêncio que ecoa o som do seu riso,
na noite que parece mais longa sem você.


Meu coração grita por sua presença,
por seu abraço que acalmava minhas tempestades,
por seu olhar que entendia minha alma
mesmo quando minhas palavras falhavam.
E mesmo assim, na ausência, você permanece,
como uma luz que não se apaga,
como a certeza de que o amor verdadeiro
não se mede em distância,
mas na força que nos mantém ligados.


Queria arrancar os ponteiros do tempo,
trazer você de volta a cada instante,
sentir você tão perto que pudesse ouvir
o compasso do seu coração junto ao meu.
Mas enquanto não posso, guardo você
em cada respiração, em cada sonho,
em cada batida que insiste em chamar por você.


A saudade dói, mas também me lembra
que amar você é viver intensamente,
que mesmo longe, você é meu tudo,
meu antes, meu agora e meu depois.
E quando enfim nos reencontrarmos,
prometo que cada segundo perdido
será recompensado com o dobro de amor,
com abraços que falam mais que palavras
e beijos que traduzem tudo o que o silêncio não disse.


Sempre seu,
[Seu nome] ❤️

Eu queria, com a delicadeza das madrugadas, tecer versos de celebração, um poema que fosse festa, um presente de palavras... Suave como vento em junho.
Queria vestir tua existência de flores escritas e acender no papel o brilho de um afeto imenso.
Mas já não posso.
O tempo, sempre tão hábil em roubar excessos, me ensinou a guardar o amor na gaveta do que passou.
Hoje, o que resta é a claridade sóbria da amizade, essa chama mais tranquila que não queima, apenas aquece e não pede mais rimas apaixonadas, apenas o silêncio respeitoso de quem sabe que há distâncias que se tornam permanentes e há corações que desaprendem a sonhar.
E assim, renuncio à poesia que te coroaria, não por falta de beleza em ti, mas porque em mim o amor já se dissolveu, virou memória sem vértice,
rio que correu e agora é mar distante.
Ainda assim, desejo, mesmo sem versos, que tua vida seja música e teus dias floresçam sem precisar do meu poema.
Pois amar e soltar, às vezes, é a maior poesia que consigo escrever.

🌿 Poeminha Fresco


Bolo de chocolate no dedo,
levo à boca em segredo,
ouvindo o poema sobre
a cadela da Priscila.


Risos ao redor, conversas em paralelo.
Onde estou?


Buscando palavras
para descrever o que vivo esta noite.


Os grilos cantam, os pés do José balançam,
pessoas aplaudem timidamente
o poema de Rubem Alves.
Afinal, não era sobre
a cadela da Priscila.


A Márcia conta como foi
o primeiro dia em que recebeu Serena —
que tem nome e sobrenome de gente!


A música... o mar serenou na areia,
começou a ser entoada,
e Clara Nunes lembrada.


Barbatuque em Maringá,
e a Márcia querendo trazê-los pra cá.
O FETACAM está chegando,
e todos já ansiando.


Assuntos diversos compõem,
com músicas e poesias,
uma linda noite de sarau.






_KM_






Karina Megiato
22h32 • 11/10/25

Pele e Chocolate


Passo o dedo
no chocolate
e escrevo na tua
zona umbilical
um poema, que o irei ler
com a minha boca.


A minha boca aprendeu
a língua do Amor
quando encontrou
o teu molhado beijo - e um pedaço de chocolate.

O sorriso é poema
Falado sem recital
É canção silenciosa
Sem o som instrumental
É a chave do portão
De acesso ao coração
É a alma em carnaval

O AVESSO DO POEMA
*JUVENIL GONÇALVES *


O avesso do poema

é o que sobra quando o verso cai,
quando a rima escapa,
e a palavra — nua —
fica olhando o poeta de frente.


É o silêncio que não coube no poema,
a rascunhada dor que não virou metáfora,
o eco do que não se disse
mas insiste em arder na ponta do lápis.


O avesso da poesia
é o poema quando termina —
ou quando nunca começou.


Juvenil Gonçalves

POEMA DA NOIVA (2021)


Véu branco;
era branco.
Vermelho está!
Embalado está;
com a morta está;
para sempre estará.

poema - O céu dos noivos




Quando te vi pela primeira vez,
meu coração ficou espraiado em claridade;
havia em tua presença uma aura dulcífera
que adoçava até o silêncio ao redor.
Tua garridice aureolada reluzia com tão rara graça
que intuí, sem resistência,
que meu espírito se pendoaria ao teu encanto —
pois algumas belezas não se explicam:
apenas se sentem.


Em teu ser fulgura uma agalma celeste,
uma formosura tão sutil que o horizonte reconhece;
teus gestos derramam suavência e magnopulcritude,
como se o próprio tempo inclinasse sua serenidade
para contemplar-te.


És minha auriflâmula, meu farol de celsitude,
a límpida presença que exala benquerença e virtuluz;
teu olhar possui o dom da inefância,
e tua voz carrega a doçura da mais pura dulcídia.


No toque que me ofertaste,
sinto a eternância florescer,
broto de luz que nenhuma noite consegue desvanecer.
Em tua alma habita uma miraluz infinda,
claridade que repousa em mim
com brandura antiga e inesgotável.


És magnolímpida, és pleniáurea, és serenídea;
cada passo teu deixa um rastro de auridez,
e cada palavra tua reacende o lume
da minha humanidade mais profunda.


Se o amor possui um templo,
teu nome é o seu altar.
Pois em ti encontro altiplácida candura,
delicadeza que enleva, acalma, eleva.


E assim declaro, diante da vida e do firmamento:
que meu coração te escolhe em perpetuidade,
que cada aurora será tua,
que cada suspiro será de lealdade ardente.


Que este poema seja nosso hino,
ecoando em votos, enlaces e promessas:
pois amar-te é minha glória sereníssima,
e caminhar contigo é minha
mais alta e eterna beleza.

Poema da Travessia Interior


Sonhei que corria
pela antiga Estação das Barcas,
enquanto portas se fechavam atrás de mim como capítulos que enfim se cumpriram.


A barca já partia,
mas meu coração — inquieto e fiel —
ainda acreditava no salto.
Alcancei a poupa, subi as escadas,
busquei o convés…
e a porta fechada me fitou como um oráculo silencioso.


Havia um mistério ali:
o passado se encerrando em sombras brandas,
o futuro chamando com luz de manhã,
e eu, suspenso entre dois mundos,
sentindo que algo em mim renascia.


Talvez fosse amor,
talvez coragem,
talvez apenas o tempo dizendo:
“Vai. Atravessa.”


Porque a nova fase já pulsa nos pés,
mas a verdadeira passagem
não está no casco nem na água —
está na porta invisível que cada um precisa abrir por dentro.


E quando essa porta se abre, não é só o futuro que chega:
é a alma que finalmente
encontra o seu próprio rumo.


Escrito por Clayton Leite, inspirado em um sonho.

Poema- teu corpo, meu destino
Te quero agora, sem relógio, sem tempo,
sem medo, sem dúvida, sem freio...
Te quero inteira, quente e entregue,
como o sol deseja o mar ao fim do dia.


Teus lábios são fogo que acende meu peito,
teu cheiro, meu vício, minha perdição.
Teu gemido é música que guia meus
passos,
e teu corpo... a estrada onde me perco sem
volta.


Cada curva tua é um segredo que desvendo,
com a ponta dos dedos, com a sede da
boca,
e a cada suspiro que roubo de ti,
mais eu sei... és meu tudo, minha louca.


Me deixa te amar sem medidas, sem pressa,
faz de mim tua casa, abrigo, teu céu,
te quero em suspiros, gritos e sussurros,
teu corpo no meu, um poema cruel.
Cruel porque nos devoramos,
porque não há amanhã, só agora,
porque cada toque é fogo na pele,
e cada beijo é promessa que implora.


Te amar não é escolha, é destino,
é desejo que me queima sem fim.


E se o amor tem nome, tem rosto, tem pele...
ele mora em ti.
Te quero sem pressa, sem medo, sem fim,
como se amar-te fosse a única verdade em mim.


Teu corpo é poesia escrita nos traços do tempo,
um mistério que meus dedos desvendam,
uma estrada onde meu coração caminha
e nunca deseja voltar.


Teu cheiro é brisa que embriaga meus sentidos,
teus lábios, doces como o mel mais puro,
tua pele, um santuário que minha alma busca,
onde cada toque é prece, e cada beijo, cura.


Quero perder-me no brilho dos teus olhos,
encontrar refúgio no calor dos teus abraços,
escutar tua voz baixinho, bem perto,
sussurrando meu nome como um segredo sagrado.


Não és apenas desejo… és encanto,
és ternura, és febre, és paz.
És tudo o que um homem pode sonhar,
tudo o que o amor pode ser.


E se ainda duvidas do que sinto,
fecha os olhos e sente meu toque,
pois nele, encontrarás tua resposta…
sou teu, sou teu… e sempre serei.

Poema-Estrela Morena


Nos céus da noite, brilha uma estrela,
morena, intensa, de luz tão bela.
Seu riso é chama, ardente e pura,
voz que embala, doce e segura.
Seu caminhar, um vento leve,
que sopra sonhos, que tudo escreve.
Seus olhos brilham, são faróis,
guiando mundos, rompendo sóis.
Na tempestade da intolerância,
ela caminha com esperança.
Mesmo que sombras tentem calar,
sua luz segue a iluminar.
Oh, ventos tristes, calem-se agora!
Nada apaga quem brilha e aflora.
Feita de luta, feita de cor,
é resistência, é puro amor.
Se soubesse o que ela inspira,
se entendesse o que ela ensina...
Oh, estrela que o céu guarda em si,
Se um dia ouvir, sorria pra mim.
Morena, brilhante, impossível de olhar.
Seu riso acende o céu mais nublado,
sua voz é um vento que vem me embalar.
Eu, perdido no tempo e no espaço,
morando no nada, cercado de chão…
Mas quando ela fala, o mundo se cala,
e eu me esqueço da minha prisão.
Ah, se ela soubesse o que causa em mim,
se um dia notasse meu jeito de olhar…
Talvez entenderia que tudo que eu sinto
é mais que um sonho, é um mar a transbordar.
Mas ela segue, imensa e distante,
feita de luta, coragem e cor.
E eu fico aqui, entre versos e sombras,
sussurrando baixinho esse imenso amor.
Se um dia a vida brincar com o tempo,
e eu cruzar seu caminho por um instante…
Não direi nada, deixo as lágrimas falarem,
pois tudo em mim já grita: "é você" desde antes.

Poema- Canção da mata








Por entre as veredas longas onde o vento se deita, ergue-se o dia lento, qual velho camponês curvado, e a terra, vermelha e viva, abre o peito ressequido para acolher o suor do homem que nela põe seu fado.


Nas brenhas que o sol coroa, canta o sabiá sereno as folhas, de tão antigas, guardam segredos do tempo, e o rio, que nunca apressa, leva em suas águas mansas
as dores de quem labuta e o amor de quem é atento.


Eu, filho destes sertões, que o mato abraça e consome, carrego o peso da enxada como quem carrega o nome.
Mas quando a tarde desmaia num tom de ouro e púrpura, meu peito se firma e canta — pois é em ti que a alma pulsa.


Ó minha doce senhora, flor que Deus plantou na sombra, teu olhar é brisa leve sobre o rosto de quem sofre;
e teu riso, fonte clara onde até a saudade dorme, é consolo para o homem que vive entre céu e os rochedos.


Aqui, onde o chumbo das nuvens ameaça as madrugadas e o trovão, senhor antigo, açoita o rancho de barro, amo-te com força brava, tal qual o vento das matas que rasga folhas e troncos, mas nunca perde o passo.


Se a vida, por vezes, pesa — qual saco cheio de milho — tu és o alívio doce que ponho sobre o ombro.
És o canto que me guia pelas sendas do destino, és o lume da esperança quando o mundo fica assombro.


E juro, diante da lua, testemunha das distâncias, que hei de te amar, minha bela, enquanto o campo florir,
enquanto houver rio que corra, e o sabiá tenha canto, e o roçar da noite antiga lembrar-me de te sentir.


Pois ainda que o tempo passe, e a roça tome meus dias, teu nome, qual prece antiga, minha alma há de repetir.
E quando o sol, já cansado, encerrar minha jornada, serás tu, minha morena, meu derradeiro sorrir.

Toda mulher é um poema...


Toda mulher é um poema que a vida nos oferece
A sorte tem o poeta! Quando na rima enriquece
O olhar de sua deusa transforma sua rima em prece
E olhando nos seus olhos a poesia se escreves...
Algumas são poemas! Que o poeta nunca termina
Por que um poeta só na sua vida não fez rimas
Amando segue a paixão que no peito se examina
Tem coração de poesia que o poema nunca rima...
Pode ser que o poeta não soube valorizar
Às vezes por coisa boba fez sua alma chorar
A mulher que é poema! Em sua alma estás
Ou chora este poeta ou faz sua poesia rimar...
A mulher tem poesia até no jeito de andar
No balançar do seu corpo vê se o poeta embalar
Quando chora esta deusa! Esta nos homens a mandar
Do riso de uma poesia. Poeta eu já vi chorar...
Desta poesia! A vida. De mulher posso eu chamar
Toda mulher é um poema que fazem homens rimar
Quem desconhece a poesia. Poema nunca as terá
Eu a vejo como um sonho! Se de poeta me chamar...


(Zildo de Oliveira Barros)19/10/12 17h00minh