Poema por que o Macaco Nao Olha seu Rabo

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🖤

“Tem dias que eu não quero morrer. Mas também não quero continuar.”
— Purificação

⁠3 de julho
21h48

hoje acordei sem querer.
não por escolha.
não por esperança.
acordei porque o mundo faz barulho demais
e meu quarto não é à prova de dor.

o sol invadiu meu rosto como se eu fosse casa vazia.
fiquei deitada por um tempo,
me perguntando se morrer
é mais calmo que viver.

pensei na morte como um alguém.
alguém que talvez me acolhesse
sem pedir versões melhores de mim.
alguém que não se importaria com o fato de
eu sempre me sentir insuficiente —
até pra mim mesma.

tomei café.
com gosto de nada.
sorri pra algumas pessoas,
mas senti meu rosto falso.
às vezes acho que estou treinando ser um holograma.
e sou boa nisso.

fiquei observando meus amigos —
e essa palavra sempre me soa estranha,
como um sapato bonito, mas que nunca serviu direito.
eles riam.
eu também ri.
mas pensei:
se eu desaparecesse,
eles iam sentir?
iam lembrar?
ou só ia ser mais um nome esquecido nas notificações?

acho que hoje só queria
não existir um pouco.
descansar do peso de tentar parecer bem.
dormir sem prometer
acordar amanhã.

amanhã.
se eu quiser.



escrito com a barriga vazia
e o peito cheio demais.

Inserida por Maria_lou

⁠era só um amor.
mas me fez esquecer
onde deixei minha dignidade.

não era fome.
mas parei de comer.
não era febre.
mas tremi quando ele disse que não sabia o que sentia.

eu, que sempre fui boa de ir embora,
fiquei.
como quem erra de propósito
só pra ver até onde aguenta.

abri mão do sono,
da lógica,
da escova de dente,
do aviso que dizia “não ultrapasse”.

troquei o arroz com feijão
por silêncios indigestos.
troquei o básico
por tudo que me fazia doer
mas que me fazia sentir.
e eu, no fundo, prefiro o que machuca
ao que não faz nada.

ninguém me avisou que
o amor que a gente aceita
diz mais sobre o nosso vazio
do que sobre o outro.

ele nunca prometeu.
mas também nunca foi embora.
e essa presença que não assume.
foi o que mais me corroeu.

me deixei amar como quem se deixa atropelar devagar:
primeiro a perna,
depois a vergonha,
por fim, a parte que ainda dizia
“isso não é amor”.

não é que eu não soubesse.
é que eu já tinha aceitado morrer bonita
na beira da estrada.

Juliana Umbelino

Inserida por Umamineira

⁠ela deixou o básico porque já tinha provado o real

ela não amava com urgência.
amava com gravidade.

não pedia reciprocidade
mas também não ficava
se precisasse explicar o óbvio.

nenhuma palavra dela era dramatismo.
nenhuma ausência, punição.
ela era do tipo que permanecia
só onde o tempo não fosse desperdício.

não fazia promessas.
fazia chá.
abria espaço.
sabia quando não falar
era a forma mais limpa de amar alguém.

tinha deixado o básico anos atrás.
não por desprezo,
mas porque aprendeu a reconhecer
o que não a fazia crescer.

o amor, quando chegou,
não teve explosão.
foi como quem abre uma janela
e percebe que o ar sempre esteve ali,
mas ninguém ousava respirar fundo.

não era o amor da falta.
era o da medida certa.
o que sabe a hora de tocar
e a hora de recuar sem ser ausência.

nele, ela não virou poema.
não virou museu,
não virou fuga.

virou só o que sempre foi:
corpo que sabe sentir.
voz que não vacila.
alma sem dívidas.

ninguém a chamou de intensa.
ninguém a disse demais.
porque quem chegou tarde
não teve nem tempo de nomear.

o amor bom,
quando a encontrou,
soube que não precisava salvá-la.

só precisava
ficar.

Juliana Umbelino

Inserida por Umamineira

⁠Caminhos Invisíveis

Há passos que damos sem ver o chão,
movidos por algo que não tem nome.
Às vezes é fé, outras é fuga,
mas sempre há um porquê que só o tempo revela.

O mundo ensina com mãos ásperas,
e nem toda dor vem para ferir.
Algumas vêm para abrir janelas
em lugares que julgávamos muros.

Carregamos perguntas como bagagem,
algumas pesam, outras sustentam.
E no vaivém das estações da alma,
descobrimos que nem tudo precisa resposta.

A vida é feita de curvas e quedas,
mas também de olhares que nos levantam.
E mesmo sem saber para onde ir,
o mais bonito é seguir e sentir.

Inserida por reinaldohilario

⁠Quando o mundo se sustenta

Há forças que não têm nome
mas sustentam o que somos
como raízes ocultas na terra
nutrindo sem serem vistas

O visível é breve
como reflexo na água
mas o invisível permanece
feito essência que não se apaga

O tempo não caminha em linha
mas se curva em espirais de sentido
e o amor, quando profundo
não precisa provar que existe

Não é o saber que acalma
mas o sentir que acolhe
há luz nas pausas do pensamento
e abrigo nos vazios do entendimento

Tudo o que escapa ao controle
ensina o valor da entrega
e o silêncio que parece ausência
é, muitas vezes, o lugar mais cheio de presença

Inserida por reinaldohilario

⁠A traição amorosa não é só um defeito de carácter, uma pilantragem, uma sacanagem!

Ela é também uma brecha no relacionamento que encontrou uma oportunidade.

Inserida por apollo_nascimento

⁠Eu não Te troco por nada
Não há espaço pra mais nada
Todo vazio que havia em mim
Hoje é Sua morada

Julliany Souza

Nota: Trecho da música Quem é esse?.

Inserida por pensador

⁠Vejo a maldade se multiplicando
Não estou surpreso, a promessa cumprirá
O mundo, em trevas, se afundando
Ouvi dizer que o amor se esfriará

Ainda que o inimigo ruja procurando a quem tragar
Ele não é o Leão de Judá

Julliany Souza

Nota: Trecho da música Leão de Judá.

Inserida por pensador

⁠Tô pronto pra recomeçar

Que nessa nova etapa
eu consiga me libertar,
daquilo que não me faz bem
e não me ajuda a prosperar,
a caminhada não é fácil
mas tô pronto pra caminhar,
que eu aprenda todo dia
mesmo quando eu errar.
a vida tem me ensinado
a seguir sem fraquejar,
foi cometendo erros
que eu conseguir acertar,
foi tropeçando, foi caindo
que eu aprendi a me levantar,
mais uma vez estou de pé
fortalecido com muita fé
pronto pra recomeçar.

Inserida por PoetaManoelBatista

Somos filósofos sim!
Porém Filósofia se nao for embasada na ciência vira Platão e foi com isso que ele quando poderia ser mais transformou em religiões/teologias.
Não concordo quando se diz ser muitos e não sabemos muito pois sabemos algumas coisas.
Porque acredito que antes os filósofos diziam não saber de nada; por nunca adentrarem as ciências profundamente pois a ideia era e sempre foi catequizar as pessoas.
Por isso hoje não se pode afirmar categoricamente porque sabemos MUITO e sem falsa modéstia.
Porque afirmo?; porque descobrimos vacinas aprendemos a voar mergulhamos em águas profundas criamos tecnologias sabemos com exatidão do cosmos aprendemos não obstante olhar o Universo mas a mapea-lo!
Ficamos e estamos muito bons em observar ao longo dos séculos com entendimentos apesar de algumas normativas dominantes obscurecer para alguns interesses normativos!
Somos filósofos sim investigativos e oque nos torna diferenciados é por existir alguns seres mais audaciosos ao que costumeiramente nomenclaturamos de “auto-didatas” estamos evoluindo e mais e já conscientes na busca sempre de algo mais…

Inserida por dalainilton


Foco não é perfeição, é escolha
Você não precisa fazer tudo. Nem fazer tudo ao mesmo tempo, nem fazer tudo perfeitamente.
Foco não é sobre controle, é sobre presença.
É escolher o que importa agora e sustentar essa escolha por alguns minutos, sem se deixar levar pelas distrações.
A verdade é que o mundo está cheio de estímulos, mas a sua atenção não precisa estar em todos eles.
Cada vez que você escolhe se concentrar em uma coisa de cada vez, está treinando sua mente para o que ela mais precisa: clareza, calma e direção.

Inserida por jucicastro


Ação da semana: só uma coisa
Por um dia, tente não fazer multitarefa. Escolha uma tarefa por vez e vá até o fim.
Se for escrever, escreva. Se for comer, coma. Se for caminhar, caminhe.
Observe como sua mente reage. E como você se sente ao fazer menos, mas com mais presença.

Inserida por jucicastro

" Diante das pedras"
(Inspirado em João 8:1–11)

Ela caiu.
Não diante de um erro, mas diante de todos.
Exposta. Suja de medo, olhos no chão.
Era só uma mulher...
Mas agora era um escândalo em carne viva.
E as pedras nas mãos tremiam de justiça.

Os homens gritavam, citavam a Lei,
mas não sabiam o nome dela.
Só sabiam a falha.
Apontavam com dedos que nunca haviam sido limpos.

Então Ele se curva.
O Deus que sabe o pó de onde viemos,
escreve no pó mais uma vez.
Como quem diz:
"Antes de julgar a queda de alguém,
lembre-se do chão que você pisa."

O silêncio pesa mais do que os gritos.
E Ele ergue a voz:
“Quem nunca errou... atire.”
Mas ninguém atira.

As pedras caem. Uma por uma.
Primeiro os mais velhos. Depois os mais certos.
Só ela e Ele agora.

Ele a olha.
Não com condenação.
Mas com verdade que liberta.

“Ninguém te condenou?”
“Não, Senhor.”
“Nem Eu. Vá. Mas não volte às correntes que te trouxeram aqui.”

E ela vai.
Sem feridas de pedra.
Mas marcada por misericórdia.

Inserida por anaz_carol

⁠No amor, encontrar a pessoa certa não é sobre escolher a melhor pessoa do mundo.

Mas é também sobre a sua aptidão para assumir e cumprir com as tuas responsabilidades com ela.

Amar também é um compromisso e não apenas um sentimento.

Inserida por apollo_nascimento

UM TEXTO QUE NUNCA SERA LIDO.

⁠Eu não sei por onde começar, então vou começar pelo que mais pesa: eu sinto sua falta. E não é uma falta qualquer, é aquela que vem quieta, mas pesa o dia inteiro. É um eco do seu carinho, da sua voz me chamando de um jeito que ninguém mais chama. É a ausência do seu toque, do seu jeito de me amar como se o mundo todo coubesse ali.

A gente se machucou tanto, né? Foram idas e vindas que deixaram cicatrizes. E mesmo assim, quando penso em você, ainda sinto carinho. Ainda lembro do quanto você me conhecia, do quanto fazia questão de me ter por perto, mesmo quando tudo parecia desabar entre nós.

Talvez eu nunca tenha dito com todas as palavras, mas você foi e talvez sempre vá ser uma das pessoas mais marcantes da minha vida, O AMOR DA MINHA VIDA. com voce tudo foi real. Porque com você, mesmo nos erros, eu senti um amor que me atravessava.

Eu te ignorei naquela última vez. Não por raiva, não por desprezo, mas porque eu não sabia mais como te responder sem me perder de novo. Eu precisava me proteger. Mesmo que isso tenha parecido frieza, foi meu jeito de dizer adeus. Um adeus que eu não sabia como dar olhando nos seus olhos, porque eu sabia que, se olhasse, ia querer ficar.

Hoje, com a vida seguindo por outro caminho, percebo que tem coisas que a gente sente mas não pode mais viver. E essa é a parte mais dolorosa: saber que um amor pode ser imenso e ainda assim não ser possível. Entre a gente ficou muita coisa mal resolvida. Mas mesmo assim, quero que você saiba que eu te amei de verdade. Com tudo que eu tinha. E nunca vou esquecer isso.

Se algum dia você sentir saudade de mim, saiba que, em algum lugar aqui dentro, tem um pedaço seu guardado com muito carinho. Mas agora, eu preciso me deixar ir também.

Inserida por arynasciment0

Fragmentado — O Manifesto da Dor





> Não nasci para agradar.
Nasci para sangrar.

Purificação não é só um nome.
É a alma partida que encontrou voz no silêncio.

Escrevo para os que carregam cicatrizes invisíveis.
Para os que resistem apesar da ferida aberta.

Não falo para consolar.
Falo para acordar.

O homem é marcado pela pressão de se calar,
pela solidão que veste de coragem.

Para os que negam o pai, para os que foram negados,
para os covardes que abandonam a própria carne,
para os monstros que batem e destroem,
esta é a voz dos sobreviventes.

Aqui, a palavra não se cala.
Aqui, começa Purificação.⁠

⁠Fragmentado — Vozes que Ninguém Quer Ouvir

> A dor masculina não dá ibope.
Homem que chora assusta.
Homem calado incomoda.

Mas a verdade é que tem homem sufocado pelo silêncio.
Pela solidão de ter que aguentar tudo calado.

Alguns foram falsamente acusados.
Outros foram arrancados da vida dos filhos.
Muitos foram ensinados a engolir o choro como se fosse veneno.

E mesmo assim... continuam em pé.

A dor do homem não tem hashtag.
Não tem marcha, não tem multidão.

A dor do homem é invisível, mas real.

Há os que erram, há os que fogem, há os que somem.
Mas há os que lutam todos os dias pra não enlouquecer.

Esta é a voz desses homens.
Não heróis, nem monstros.
Humanos.

Aqui começa uma nova narrativa.
Aqui, você ouve o que ninguém quer escutar.

Fragmentado.
E ainda assim, inteiro.


📘 3. Fragmentado — A Lâmina da Palavra


> A escrita é minha arma.

Não atira, não explode.
Mas corta.

Corta onde a sociedade esconde o pus.

Corta o discurso pronto que protege monstros e pune inocentes.

Escrevo com cicatrizes, não com tinta.

Não sou poeta da esperança.
Sou cronista da dor.

A cada linha, denuncio o abandono disfarçado de liberdade.
A cada frase, rasgo a hipocrisia que sufoca o homem que sente.

Não defendo covardes.
Quem levanta a mão pra bater em mulher, criança ou velho —
é lixo humano.

Mas também não aceito ser condenado por respirar.

Ninguém mais vai me calar.

Esta é minha voz.
Esta é minha lâmina.

E se incomoda, é porque acertou o nervo exposto.




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⁠📘 4. Fragmentado — O Cansaço de Ser Forte

> Me ensinaram que homem não chora.
Mas nunca me ensinaram o que fazer quando a alma sangra.

Sempre me disseram pra ser forte.
Mas ninguém perguntou o quanto isso me custa.

Ser forte virou obrigação.
Uma prisão com o nome de “exemplo”.

E quando falho, me chamam de fraco.
Quando desabo, dizem que “nem parece homem”.

O homem forte também quebra.
O homem forte também grita por dentro.

Mas o mundo só ouve o barulho do erro.
Nunca o silêncio da dor.

Hoje, eu não escrevo pra parecer firme.
Escrevo porque estou caindo.

Fragmentado.
Mas ainda tentando.