Poema por que o Macaco Nao Olha seu Rabo
O tempo, no fundo é uma eterna criança,
que não soube amadurecer.
Eu posso, ele não vai poder me esquecer!
(Música Resposta ao Tempo, composta em parceria com Cristovão Bastos)
“... O Brasil não possui projeto de nação.
Será sempre usado pelos políticos e
coadjuvante na geopolítica mundial...!”
Alguém Tem Que Ceder
Amar você, eu pensei que não poderia ficar mais animada
Sua chuva de novembro poderia tornar a noite em chamas
Noite em chamas
Mas só podemos queimar por tanto tempo
As emoções falsas apenas correm mais profundamente
Sabendo que você está mentindo quando você está deitado ao meu lado
Ao meu lado
Como chegamos tão longe?
Eu já deveria saber, você já deveria saber
Nós já deveríamos saber
Alguém tem que ceder, alguém tem que ir
Mas tudo que eu faço é dar, e tudo que você faz é tomar
Algo tem que mudar, mas eu sei que não vai
Nenhum motivo para ficar é um bom motivo para ir
É um bom motivo para ir
Eu nunca ouvi um silêncio tão alto
Eu ando pelo quarto e você não faz nenhum barulho
Faça um barulho
Você é bom em fazer eu me sentir pequena
Se não me machuca, por que eu ainda choro?
Se isso não me mata, então eu estou metade viva
Metade viva
Como chegamos tão longe?
Eu já deveria saber, você já deveria saber
Nós já deveríamos saber
Alguém tem que ceder, alguém tem que ir
Mas tudo que eu faço é dar, e tudo que você faz é tomar
Algo tem que mudar, mas eu sei que não vai
Nenhum motivo para ficar é um bom motivo para ir
É um bom motivo para ir
Eu já deveria saber, você já deveria saber
Eu acho que estou quebrando agora
Eu já deveria saber, você já deveria saber
Eu acho que estou quebrando agora
Alguém tem que ceder, alguém tem que ir
Mas tudo que eu faço é dar, e tudo que você faz é tomar
Algo tem que mudar, mas eu sei que não vai
Nenhum motivo para ficar é um bom motivo para ir
É um bom motivo para ir
Alguém tem que ceder
BELEZA, ABISMO DE SILÊNCIO
"Quando não temos condições de dizer algo com meras palavras humanas, com adjetivos imperfeitos, diante de um universo espantoso, como diante de um poema que não conseguimos escrever, ou diante de um livro que não entendemos sua feitura, ou ainda sobre uma pessoa virtuosa que não conseguimos imitar, então fugimos para o mundo do silêncio, ficamos por lá, pálidos e sofrendo calafrios. É quando o verbo entala e a alma cala. Isso só ocorre quando nos deparamos com algo de imensurável beleza..."
Não estivemos juntos
Agora só lembranças
Talvez sonhos eternos
Agora eu e meu DEUS
Longe seguimos viagem.
Tenho sede de vida
Minhas brigas com a rotina
Não são dramas
Não vou viver dentro de um progama
Não vou agradar, nem quero
Quero cair, sangra e no outro dia decolar
Sem roteiro, sem medo.
Histórias são feitas de ações
Movimentos e sentimentos
Ninguém é o que é sem antes ter vivo
Não importa como está seguindo hoje
Possa ser no estado triste
A tristeza não é um caminho solitário
Há vida na tristeza
E mesmo na alegria ainda pode existir um vazio
Isso é a vida
Histórias com início e fim.
PELA VIDA
caminhava pela via
mas não via o que passava
e passava muito tempo
que não via o que havia
SILÊNCIO DENSO
o silêncio é denso
quando não existe argumento
tão triste quanto tenso
ainda resiste um sentimento
BESTA
A besta corre
O besta não pensa
A besta atira
Os bestas correm, não pensam ou atiram. Às vezes, fazem tudo ao mesmo tempo.
LÁBIOS DE CARMIM
Tosco e demente, sou enrosco.
Fora da mente, um pobre indigente.
Sei que não sou ninguém,
talvez um alguém diferente.
Mas nada salva este grande desencanto,
nem mesmo o mais puro santo,
tampouco algum sacrossanto.
No entanto, quero seu encanto.
Desejo seu ser inteiro,
e ser inteiro só para você.
Mas sou e mais estou aos pedaços.
Não tenho como dar-lhe uns abraços.
Pela vida, esburacado como queijos,
nem mesmo esses posso tê-los.
Não tenho como dar-lhe belos beijos.
E de nada adianta esta reles esperança,
que maltrata, atormenta e nada alcança.
Entrego-me ao esperado e triste fim,
sem beijar seus doces lábios de carmim.
THE UNFORGIVEN
a melodia é titânica e incinera
reverbera, pois é Metallica
e não importa a que ouvidos chegue
"o que eu senti, o que eu soube"
o que eu sei e saberei
não cabe em mim, nem nunca coube
foi profundo, atingiu e atinge fundo
eles dedicaram sua vidas
para conceber tal melodia
e agradar a todos, e a cada um
em cada noite, a cada dia
o que eu diria?
o imperdoável
é não apreciar
inquestionável melodia
NEM TÃO INCOMUM
meu senso não é comum
pois o comum destoa
deste incomum que sou
dos incertos pensamentos
tal qual dos sentimentos
todavia
nem tão incomum eu sou
se assim eu fosse
seria o que queria
e escreveria
o mais belo soneto
a mais linda poesia
“a folha branca
pede-lhe a inspiração:
mas, frouxa e manca,
a pena não acode ao gesto seu”
assim bem disse, e quis
um espanto de Assis
não o santo, mas o poeta
CONCRETO
sinto na pele
o toque
frio
tenaz
concreto
meu corpo sucumbe
mas não o coração, que sem noção insiste
tampouco a mente, que brava mente resiste
na sensação de um tempo estagnado
não mais suporto esta pressão
que só aumenta e atormenta
tempo, por que não passa?
venha logo e me leve deste inferno
por que esta eternidade?
será esta sua última maldade?
ah, não mais importa
pois agora eu realizo
meu iminente e certo fim
neste eminente instante
que, de agora em diante, será eterno, constante
minha mente inebria-se
e se entrega ao coração
que pulsa lentamente
e mantém a mente tão lenta quanto vazia
solto meu último suspiro
e, assim, não mais respiro
esmagado, morro sozinho
sob o peso do concreto
quisera eu não houvesse peso
quisera eu fosse abstrato
BARULHO
no silêncio, e apenas nele
eu ouço um barulho
o ruído suave e contínuo
da vida que não silencia
REFLEXO
eu sou aquilo que vivo
reflexo daquilo que sofro
e daquilo que sinto
mas não vivo o que sofro
nem vivo o que sinto
Cadeira de balanço...
Talvez amanhã não reste sequer um sorriso meu, uma fagulha de esperança. Talvez eu entristeça para sempre e só reste no olhar, uma velha lembrança. Talvez amanhã seja tarde para os novos planos e eu queira apenas uma cadeira de balanço..
Te tantas opçoes, de tanto coisa negativa, hoje e sempre, não vai mais existir escuridão
De tantos cortejos, almejo a conquista de uma nova opinião, que de mares profundos, apenas os barcos podem navegar
De tanto amor, de tanto sentimento, hoje estou foda-se, pra quem merece, não adianta sorrir, pra quem aparenta ser parça.
A realidade cai quando a net cai, e as "verdades" que existia era apenas consolaçoes, que pena os seguidores apenas seguir tua vitória
De tanta imaginação minha, delirei em achar fantasia na realidade.
Disseram que eu estava vivo! Mas eu não estava..
Disseram que eu era imortal! Mas eu não era...
Essa é a moda do caos, tesoura do caos. Recorte sucinto ao imortais mortos.
Disseram que eu era nada! Mas se o nada era eu, não era nada…
Disseram que eu estava com medo! E sim, eu estava! Medo do caos!
Disseram que o caos se fez por mim! Mas eu não o fiz.
Disseram que semeei o medo que colhi! Mas novamente não o fiz.
No fim disseram que morri, e parece que sim.
Mas eu não vi, nem ouvi, somente senti.
Enfim, a moda do caos caiu sobre mim.
😍SERÁ? NÃO SEI...
SEI LÁ! PENSEI...NÓS DOIS. UM SONHO TALVEZ OU TALVEZ MAIS UM CONTO QUE CONTO: ERA UMA VEZ...
"sirpaultavares"
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