Poema pensamentos
O poema vem para expressar, o choro vem para aliviar, o sorriso vem para disfarçar (…) a vida é um vai e vêm para acalentar a dor!
Poema II
A voz escrita
A palavra dita voa, a escrita permanece.
Um pacto silencioso entre ausentes,
ou a flecha lançada em forma de prece.
É o selo. A prova. A herança:
memória que jamais se esquece.
É urgência. É chama. É marca —
a palavra dita, que no ar estremece.
Poema IV
Pequeno verso de preço
O homem inventou o dinheiro — e deu valor à escassez,
Mas nem tudo é dinheiro, nem com dinheiro se fez.
Fez, sim, muita riqueza... condenando muitos à malta,
E a prisão da moeda nem se nota — até que ela nos falta.
A memória lê o dia
de trás para frente
acendo um poema em outro poema
como quem acende um cigarro no outro
que vestígio deixamos
do que não fizemos?
como os buracos funcionam?
somos cada vez mais jovens
nas fotografias
de trás para frente
a memória lê o dia
A poesia ela tem o dom de te encantar
com as palavras,por isso que ler poema,
é um refúgio da vida atribulada.
Não escrevo por fama, escrevo para ser lido. Se uma só pessoa ler um poema meu, já cumpri meu destino.
Benê Morais
A vida dolorosa,
No poema triste.
E sigo minha intuição,
Entrando por portas
Onde não sou bem-vindo.
Dizem que, aqui,
O amor deixou de existir
Tudo é abstrato,
Pura ilusão.
Escrevi teu nome
No poema,
Na pele, na alma
E no coração.
Desenhei você nos meus sonhos
E te busquei na imensidão do amor.
O sorriso mais lindo,
O abraço mais caloroso,
Guardo para a eternidade.
Queria escrever um poema,
O mais lindo possível.
Escrevi a palavra amor,
E me lembrei do teu sorriso.
Poema para Miguel
Aromas marinhos,
o ar do mar,
Miguel Marinho.
No som das ondas
sentidos despertos...
Nos convida a viver o pleno
Miguel Lemos.
(Leia também de baixo para cima)
Poema duplo
Eu odeio você
E minto dizendo que
Você vive dentro de mim
Mas você precisa saber que
Prefiro até mesmo morrer
Para não tê-la mais perto assim.
Eduardo de Paula Barreto
SP - 08/02/2014
Um poema que carrega o próprio cansaço não esbraveja contra o tempo; apenas observa — com a lucidez amarga do seu dissabor.
