Poema Passei para Deixar um Beijo

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A rua da memória sempre me recebe do mesmo jeito:
um beco torto, desses que fingem não conhecer ninguém.
As minhas pegadas — educadas como sempre
apontam discretamente para mim,
como quem indica o culpado que já nasceu pronto.


O alvo mudou, claro.
Mas a corda bamba continua ali,
com aquela generosidade silenciosa
que oferece tropeços como lembranças grátis.
E eu, que já fui pele exposta querendo posar de metal,
ainda caio no truque.


Dizem por aí que esforço salva, silêncio ilumina, amor acerta.
Engraçado.
A verdade vem com farpas e ainda querem que a gente sorria ao morder.


Aprendi a trancar a língua antes que ela fale demais.
E a coragem… bem, essa eu mantenho no bolso, dobrada.
Troco trevas por tropeços, puxo o prumo para o fundo,
faço aquela coreografia conhecida:
nada firma, nada fixa.
Até meu rosto erra o próprio caminho
quando eu digo “tanto fez”,
sabendo que foi exatamente o contrário.


Cada um costura seu casulo com o fio que sobrou.
Depois finge que observa de longe
o afogamento alheio, testando a água
como quem não está com a respiração pela metade.
E ainda distribui sentença, sermão, palpite
tudo embrulhado na convicção
de que a verdade cabe numa mão fechada.


Mas a verdade…
ah, essa prefere escorregar.
Não cabe em palma nenhuma.
E morde.
Principalmente quem jura que não sente.

Chegaste trêmulo, fronte baixa,
carregando o riso gasto dos que imploram lugar.
Havia em ti um vazio tão ruidoso
que parecia mendigar palavras antes mesmo de falá-las.


Ofereci-te o que tinhas por hábito comprar:
presença.
Te dei portas, nomes, rostos,
e a cidade — ainda estranha para mim —
fui eu quem plantou aos teus pés.


Tu, que pagavas atenção como se fosse imposto,
ganhaste caminhos sem custo,
ganhaste gente,
ganhaste voz.
E cada ganho teu custou um pouco da minha.


Mas a criatura que ergui com cuidado
aprendeu rápido o truque da ingratidão.
Viraste o rosto, torceste o gesto,
inventaste razões onde só havia dívida.


Foste sombra que aprende a morder quem a carrega.
Foste cálculo frio atrás de sorriso emprestado.
Foste o erro que só se revela
quando a noite cai sem aviso e mostra o que sobrou de nós.


E o que sobrou?
Um rastro áspero, uma memória que fere sem metáfora,
um eco que me chama por um nome que já não reconheço.


Covarde, sim
porque escolheste atacar quem te deu chão.
Injusto, também
porque cuspiste no gesto que te fez caber no mundo.


Hoje, quando penso em ti, não penso em pessoa,
mas em fenômeno:
um colapso pequeno, íntimo,
capaz de ruir confiança com precisão cirúrgica.


Ainda assim, não te odeio.
Seria afeto demais.
Apenas te arquivo
no lugar das coisas que jamais devolvem o que tomam.


E fecho este capítulo sabendo:
não foste amor, nem amizade, nem queda.
Foste ilusão
e eu, a última testemunha do truque.




Poema: Não te odeio, seria afeto demais.
27 de julho de 2009

"Não há disfarce melhor para uma dor no peito do que um sorriso no rosto."


— Elton de Mello

A vergonha é um tipo de tristeza. Ela faz você se sentir pequeno, sem graça e até desanimado. Mas ela tem uma causa especial: a própria pessoa. É uma tristeza que vem de você mesmo, de ver algo em você que não gosta. Você olha para si, vê o que fez, não aprova e se sente mal. É você quem causa a própria tristeza. Você é a pessoa envergonhada. Então eu pergunto: o que será que significa alguém que não tem vergonha?


Alexandre Sefardi

Felicidade não tem uma definição certa.
É um sentimento quieto que vai passando pelos dias e deixando eles mais bonitos e cheios de sentido.
Felicidade é o carinho da mãe quando a gente mais precisa.
É o olhar de um amigo quando a gente se sente sozinho.
É uma palavra calma que acalma a gente nos momentos difíceis.
Felicidade são poucas palavras que dizem muita coisa.
É uma frase dita no momento certo e que vale mais do que muitos livros.


Alexandre Sefardi

Deus está sempre por perto
com seu espírito de bondade e luz...
escuta cada um de nossos anseios...
Ouça!


Joelma Siqueira

Desculpe, foi sem querer...
Hoje, por um descuido, eu gostei
mais ainda de você.

Se um fala, ignora-se.
Se dois falam, desconfia-se.
Se três ou mais falam, a verdade se confirma.
A descoberta rápida é a chave para a clareza. 🦉🧩

Saudade e Distância


A distância estica o tempo,
faz do relógio um inimigo mudo,
cada segundo carrega teu nome
e pesa mais quando estou sozinho.


A saudade não pede licença,
ela chega, senta ao meu lado
e me conta histórias tuas
que o silêncio insiste em repetir.


Teu rosto mora na memória,
tua voz atravessa o vento,
e mesmo longe, tão longe,
teu existir ainda me alcança.


A distância separa os corpos,
mas falha ao dividir o sentir,
porque a saudade constrói pontes
onde os pés já não conseguem ir.


E assim sigo, entre a espera e o sonho,
aprendendo que amar à distância
é descobrir, todos os dias,
que o coração não conhece fronteiras.

Não folheiam, mas sentenciam,
como quem encara um tomo fechado
e crê decifrar-lhe os mistérios
pelo traço do tempo na capa.


Murmuram que és raso enigma,
que teus passos se dissolvem no vento,
mas ignoram que teu caminho
se estende onde os pés daqueles que nem querem ousaram tocar.


O silêncio, esse arauto impassível,
sempre sussurra o que os tímpanos tíbios temem,
pois a grandeza, em seu estado incipiente,
é um espelho que fere
os que não suportam o reflexo de si.


Potencial é trovão contido no horizonte,
um aviso que precede o dilúvio,
e aqueles que habitam sob telhados frágeis
preferem desacreditar o vento
a fortalecer seus muros.


Humildade exige menos que compreender;
dissipar dói menos que buscar,
pois enxergar além da névoa
exige olhos que saibam ver.


Mas diga-me: quantos já viram
a alvorada de um relâmpago
e compreenderam que estavam diante da luz,
e não apenas do eco que a sucede?


Os cegos ouvem e se espantam,
os sábios veem e se encantam.


A luz não suplica por meras críticas.
Rasga as trevas sem pedir permissão.
Ela rasga o véu das trevas, impassível,
e somente aqueles que ousam encará-la
são dignos de testemunhá-la.

Homem de fé

Carrega no peito uma força invisível,
Um sonho gigante, um espírito invencível.
Mesmo quando o mundo tenta desacreditar,
Ele encontra motivos para continuar.

Passos firmes diante da caminhada,
Alma fortalecida depois de cada jornada.
Não se perde no medo, não foge da missão,
Tem esperança acesa dentro do coração.

As batalhas chegam para ensinar,
Cada queda mostra que é possível levantar.
Com humildade segue a direção,
Construindo o futuro com fé e dedicação.

Porque quem tem propósito não anda perdido,
Mesmo no silêncio sabe que é ouvido.
A fé é a chama que nunca se desfaz,
E a luz de Deus é o que traz sua paz.

1400 dias dizendo "eu te amo", e me digas: para qual propósito?
Amamos alguém por um tempo,
desejando sonhos um ao outro,
para, no fim, carregar o peso, o fardo,
todos os nossos sonhos, sozinho.
Aqueles beijos,
seu cheiro,
aquele seu belo cabelo preto.
Não poderei mais tocá-lo.
Cartas de amor foram jogadas em seu jardim;
sobre as folhas ficaram.
Aquele dia,
apenas mais um dia hoje em dia.
Esforços,
lágrimas,
palavras,
tinta,
grafite,
todos jogados fora.
Rosas congeladas e murchas
no fim de um profundo trilho,
para um dia afogar meu bobo coração.
Seus olhares já não me pertencem,
pois não olham mais para mim.
1400 dias.
Cada dia que me foi passado ao seu lado,
agora,
lembranças de um simples passado.
Foi-se tão rápido.

Infelicidade Humana
Como a projeção astral de um ser onipotente, a velha filosofia grega já nos dizia: somos seres distintos, egoístas ao ponto de criar deuses à nossa própria imagem. Tudo na tentativa de buscar sentido nesta terra enferma, que nos enlouquece e nos faz delirar. Delírios que nos fazem matar.


Guerras e mais guerras a criar; distúrbios e sangue ao chão. O sangue manchando as nossas mãos, o choro e as lágrimas derramadas pelos nossos antepassados. Por isso a existência dos deuses se faz necessária: somos tão cegos a ponto de nós mesmos nos cegarmos, numa busca desesperada para aplacar a nossa solidão.


O vazio que corrói e aflige o coração. A cura dos enfermos, a cura da alma... afinal, onde está?


Nossa maior dor aguarda à espreita, na nossa própria solidão. Desesperados, que seja a morte a nos amparar. Crescemos, vivemos, perecemos e à terra voltaremos. Com a consciência enfim extinta, restarão apenas as marcas de nós que por aqui deixarmos.


Há vários de mim sobre a mesa em que me sento: o tolo, o velho, o sábio, a criança e os delírios. Não sabemos quanto tempo passaremos com cada um de nós mesmos ao longo da vida que iremos trilhar. Diante desta mesa, só não se sabe o tempo que me restará.

A Chama e o Fim
O medo de perder um ser...
O medo de, no escuro, desaparecer.
Sem o amor, a vida não tem sentido;
Ao perdê-la, desabo e recaio no abismo.


A luz que emana dela é o que me devolve o fôlego,
O meu único prazer.
Sem ela, já não encontro motivos para viver.


Sinto-me preso, sem asas para voar.
Ah, digam-me!
Eu quero ser livre!
Eu clamo pela liberdade!


Pequena chama que ainda arde em mim...
Por favor, não se apague!
Pois esse será o meu absoluto fim.

A Musa e as Telas
O mundo é realmente vasto...
Um mundo imperfeito. E é por isso que a beleza que tanto busquei,
Eu finalmente encontro em você.


Mas, e quanto ao medo de perder?
O que acontecerá com a beleza que me acostumei a apreciar?
Eu não quero perdê-la.
Mas as estrelas são severas com os nossos destinos...


Talvez eu entregue a minha própria essência, o meu último fôlego,
Apenas para não a perder.
Porque, em um mundo sem nada para amar,
A própria vida se torna um exílio, um peito sem lar.
Sem aconchego. Sem amor para transbordar.


O lápis restará parado no tempo...
E as telas, aos poucos, mofarão no escuro.
Pois, sem a minha maior beleza...
Como poderei voltar a pintar?

⁠Bom dia Casais abençoados!!!

Casamento é um presente de Deus, uma dádiva do Eterno.

Valorize seu cônjuge, aproveite seus filhos, viva com intensidade e perseverança, Deus irá recompensar vc.

Nos momentos difíceis esteja disposto a lutar pelo seu casamento.

Entre o Silêncio e a Luz

Há retratos que não revelam um rosto,
mas desvendam uma alma.

Na quietude de um quarto envolto em sombras suaves,
alguém ergue a câmera, não para capturar o mundo,
mas para encontrar aquilo que o mundo não vê.

O instante parece comum:
uma manhã qualquer,
um tecido repousando sobre os ombros,
a luz atravessando a janela sem fazer alarde.

Mas a beleza verdadeira nunca chega fazendo ruído;
ela se acomoda devagar nos detalhes.

Há cansaços escondidos sob a delicadeza,
histórias guardadas entre os fios dos dias,
lembranças que aprenderam a permanecer em silêncio
para não interromper o curso do tempo.

E, ainda assim, existe uma força:
uma força que não grita,
não disputa espaço,
não precisa provar nada.

Ela habita os corações que continuam a acreditar,
mesmo depois das despedidas,
mesmo após os sonhos adiados,
mesmo quando a vida exige coragem
para recomeçar sem garantias.

A lente aponta para fora,
mas acaba revelando o interior.

Porque toda mulher que aprende a sobreviver às próprias tempestades
carrega no olhar uma espécie rara de luz:
aquela que não vem do céu nem do sol,
mas das cicatrizes transformadas em sabedoria.

Talvez seja isso que torna certos momentos eternos:
não a perfeição da imagem,
mas a verdade escondida nela,
a capacidade de permanecer inteira
num mundo que tantas vezes tenta fragmentá‑la.

E enquanto o tempo segue seu caminho inevitável,
ela permanece ali, entre o silêncio e a luz:
colecionando instantes,
costurando esperanças,
transformando ausências em poesia.

Porque algumas pessoas não atravessam a vida apenas vivendo,
elas atravessam‑na iluminando.
E, sem perceber, tornam‑se a mais bela fotografia
que o próprio destino foi capaz de revelar.

Sem você.




Sem vc eu sou um vazio.
Sem vc eu chorei.
Sem vc eu desabei.
Você derrubou todas as minhas berreiras que construi.
Você me clareou, e me escureçeu.
Não sei se foi sua intenção, mas doeu.
Promesas não cumpridas.
Promesas falhas.
Momentos apagados.
UM casal morto.
Promesas compridas e não compridas.
Um talvez em outra vida.
Uma amizade desfeita.
Um possivel casal arruinado.
Conversas de madrugadas, Agora esquecidas.
Medos compartilhados.
Desabafos profundos.
Uma vida juntos.
Tudo acabou em um dia.
Tudo se foi em 24horas.
VOCÊ se foi em 24 horas.
E em 24 horas eu me perdi, eu me corrompi.
Eu chorei.
Eu senti.
Eu amei.
Eu sofri.
E eu espero você voltar.
1 ano, 2 3 4 5 anos. eu estarei aqui.
Eu estarei te esperando minha princesa.
Pode estar vivendo sua vida.
Curtindo.
Festejando.
Beijando.
Mas eu sou o caso indefinido pra sempre.
Eu sou a sua saudade proibida.
EU sou sua fraqueza.
Em toda minha vida nunca pensei que seria vc.
Você me encantou em cada detalhe.
Mas se você quiser voltar... hahahah.
Meu coração agora pertence a outra.
Você teve sua chance e á desperdiçou.
Tudo foi uma brincadeira pra você não é.
A vida e o amor não é uma opção é uma escolha.
E você fez a sua.
BOA SORTE BABY.
Quando vc vê que não sou eu do seu lado na cama.
Não chore.
Não me ligue.
Não me faça sentir algo por vc.
Eu ainda te amo.
Eu ainda te quero.
Mas meu coração pertence a ela.
Irônico.
Antes era seu.
Agora é de outra.
Engraçado.
Eu so queria um amor.
Mas recebi um gelo.

Carrego em mim palavras não ditas,
guardadas no silêncio de um olhar.
Promessas esquecidas ou perdidas,
que podem fazer sorrir ou chorar,
ou até florescer no ar.


Carrego rabiscos sem destino,
tímidos, sem coragem de sair.
Esperam virar traço e caminho,
virar cor para o mundo construir,
e alguém poder sentir.


Carrego canções ainda caladas,
vivendo em perguntas sem fim.
Leves melodias, meio guardadas,
que passam e voltam em mim,
e fazem o dia assim.

Sob as Estrelas

Sabe quando você olha para as estrelas
e, por um instante,
confessa a si mesmo um silêncio estranho?

Não senti nada.

Nenhum vestígio de sentimentalismo,
nenhuma chama de amor,
nenhum eco de paixão.
Nem medo,
nem solidão.

Apenas o vazio,
sereno e indiferente,
ocupando todos os espaços.

Como se eu estivesse suspenso
num limbo descartável,
entregando a vida à mercê de um tempo
que nem sei se possuo.

E, ainda assim,
tanto faz.

As nuvens,
com suas formas imperfeitas,
atravessam o céu
como cicatrizes que não desaparecem.

Elas me lembram
que as desconstruções do amor
também deixam ruínas.

Talvez seja por isso
que não sinto nada.

Ou talvez eu sinta demais.

Talvez o vazio não seja ausência,
mas defesa.

Porque, no fundo,
não é que eu não possa sentir.

É que, desta vez,
eu não quero.