Poema Passei para Deixar um Beijo

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A vida é um livro de páginas imprevisíveis,
ora pintadas de romance, ora marcadas por suspense.
Carrega dramas intensos, noites de terror,
e batalhas que nos moldam em guerras silenciosas.

Somos escritores de cada capítulo,
atores de um roteiro sem ensaio,
protagonistas de um único espetáculo:
o filme da vida, que só se revela ao ser vivido.

Repetição


Há um lugar que é o centro de tudo e este lugar é em qualquer lugar. A consciência está em toda parte e se manifesta também aqui. O universo está dentro de um grão de areia e o grão de areia é o universo. O odor de terra molhada, o céu coberto de nuvens, as andorinhas se precipitando das alturas, tudo isso se repete pelas eras. Os músculos da minha mão se retesam para um estalar de dedos. Algo assim já faziam os antigos romanos quando queriam se despertar e eles o fizeram há séculos.

Convicção


Até a um minuto atrás eu não poderia estar tão certo de estar completamente errado. Errado com fé no meu erro. Errado como os outros têm fé. Certo da verdade do erro e mentindo sobre o erro de acreditar na verdade. O que era a verdade para mim se perdeu, enfraqueceu-se. E agora, nem sei. Disso, tenho firme convicção do meu erro e da minha mentira. Assim, estou certo que nunca saberei…

Agora


As pessoas vivem muito, embora só existam por um dia. Assim pensava eu, na poltrona, tentando descrever as sensações da tarde. Os ruídos da rebelião e do caos soavam lá fora e eu percebi que o ódio e a visão pessimista, que eram minhas, haviam se espalhado pelo mundo. Eu tinha medo pelo meu temperamento e aonde ele iria me levar, certamente longe daqui.
Temos apego à inércia e tememos o desconhecido. Quando a chuva fria chegou para acalmar os ânimos, parecia que Deus tinha se arrependido e procurava reverter a situação em que todos tinham perdido as estribeiras. Gritos, urros dos policiais contra a falta de dinheiro, o mundo havia deixado de ser familiar. Sentado aqui, eu examinava o funcionamento da vida. Parece que, a cada dia nascemos ao despertar e, no final, com o sono, morremos, para renascer no outro dia. Só que, ao nascer já éramos outros, melhorados. É uma bela ideia, mas, se formos humildes temos consciência da nossa ignorância. O que sabemos é que pela manhã acordamos com impressões vagas, fragmentos de sonhos, com um humor inexplicável que se manteve até agora. Temos muitos preconceitos para entender isso, e o preconceito errado: o de que eu posso antecipar e prever o que acontecerá até o fim do dia. Se nos basearmos em tudo o que sabemos, o que é muito, mas inútil, a vida começa pela manhã, transcorre pelo dia e termina quando dormimos. Isso é tudo. Mas, o que podemos saber, ao admitirmos a nossa completa ignorância? O que haverá daqui a um instante se a vida cabe num suspiro, como a gota que desgasta o rochedo?

Este mundo vai se acabar


Haverá um tempo em que existirão poucas pessoas e os poucos serão gente de qualidade, não muitos supérfluos. A propaganda não existirá para promover o muito, o inútil e o daninho à vida, ao contrário, virá do real desejo de preservar e promover o conhecimento da sua Natureza. Os materiais usados serão mínimos, ampliados pela imaginação, que será usada por todos para criar, através da arte, um mundo que realiza a sua beleza. Assim, só haverá Um. A doença da cobiça se findará e o dinheiro não será mais sinônimo de culpa e auto sabotagem. Apesar dos seus inúmeros defeitos, as pessoas encontrarão um denominador comum que as una, fazendo que parem de competir e se voltem ao apoio de todos por todos, acabando a inimizade recíproca. Isso é difícil de acontecer, mas é inevitável, sob a pena de não haver mais humanidade.

Intuir


Para se fazer qualquer coisa existem dois caminhos: existe um método, que é analisar os elementos da nossa ação, assimilá-los e depois aplicar ao conjunto, chegando ao que se espera do ensinamento. A outra maneira não segue ordem nenhuma: se quer chegar ao final logo de início por se fazer o que é complexo sem nenhuma preparação. A primeira forma é o aprendizado, a segunda é a criação.

Cego


Deus chegou a um ponto em que percebeu que era Deus. Acordou-se de fazer tudo automaticamente, de criar mundos sem saber. No fundo, nunca admitiu ser estúpido, pois acreditava que era onipotente, onisciente, não um idiota. Nem o universo triste e sem sentido que inventou o convencia da sua fraqueza. Gostava da sua onipotência e fingia acreditar que era um pequenino. O mundo era um teatro que criava sonhando e não era responsável pela maldade e pela dor. Imerso no seu poder imenso, era presa desse mesmo poder. Bêbado de vaidade, o seu medo era o medo de realizar as suas aspirações, medo do terror que desejava. Então se manteve inconsciente, anulando a racionalidade, até que chegou o momento em que teve de admitir as suas limitações e perguntar o que, acordado, faria em seguida. Deus sabia que esta história não poderia ser apreciada por ninguém mais, fora ele próprio. Não havia quem lhe dissesse o que era certo e o que era errado, ou o caminho a seguir. Era a própria imagem da solidão. Quando descia ao mundo dos homens e abandonava o seu mundo das ideias, ficava confuso porque o mundo inferior o adoecia com o nada. Grande era o medo da concussão que viria pelo desejo de abandono, pelo desejo da morte. Na verdade, era a preguiça de tudo recriar, como das outras vezes, e também pelo apego aos seres, que não sabia reconstruir fielmente: Ah, nunca seriam como antes! Ele gostaria de falar e chorar, mas as criaturas nunca poderiam entendê-lo, jamais conseguiriam se colocar na sua posição. Assim, era o responsável por se fazer apreciado. Tudo o que inventava, ele achava aquém de si próprio, justamente porque era o máximo. Ao se ver, podia perceber as suas falhas: o tempo, o movimento, a repetição, a vontade, que o impulsionavam para o abismo, pois, embora não houvesse o futuro, ele não tinha completa consciência da ordem de tudo.

Combatente


A Maya quer me enganar. Por que permite que eu saiba que ela existe? Será mais um dos seus truques? Somos pequenos bonecos diante das ilusões. Para mim a realidade foi construir ilusões. Por isso eu me importo com o pote cheio de canetas e presto atenção em cada taco do parquê. Entre os objetos existe algo. Não é o ar. Existe uma ligação que faz com que brilhem na luz amarela. Eu posso tocá-los com os olhos, posso cheirar uma história. A medida em que eu vou escrevendo os meus órgãos internos se agitam, as vozes agridem os meus ouvidos, a sede repuxa os meus nervos. Alguém que morreu há algum tempo teima em aparecer. Sou eu que estou morto porque vivo de lembranças. E enquanto eu estou aqui teimo em perceber o mundo profundamente, dum jeito que cansa, me faz um soldado, do batalhão da mente, do exército dos insatisfeitos.

Pobre figura


Deus era um guri que vivia aqui em Porto Alegre. Era franzino e bobo e não imaginava o que era. Criar o universo era a sua diversão, mas não tinha ideia da profundidade e das consequências do seu ato. À medida em que o tempo passava, as coisas que criou foram se voltando contra ele mesmo. A inércia fazia com que os pensamentos malignos se acumulassem, e o mundo virou um inferno, graças à sua tendência negativa. Assim, sofreu por incontáveis eras, prisioneiro da realidade que criara. Quando ele percebeu que o mundo era apenas um reflexo dele mesmo, se viu na maior solidão que poderia haver. No entanto, como tinha criado o mundo por diversão, ele viu que era bom. Foi um empreendimento e tanto, as ideias presentes nas mais variadas formas, a repetição para que não se esquecesse da sua condição, impedindo que mergulhasse na ignorância do esquecimento, o passado construindo o presente, sempre atrasado, mas antevendo o futuro. Pobre Deus, uma criatura insignificante e perdida que já se achou o todo-poderoso.

"Ó meu irmão"

Um amigo, um irmão…
Algo no peito dói.
Talvez seja a saudade, ou não,
Seja a distância que criamos em silêncios…


Risos que saíram com tanta vontade
Que criaram vida
E se foram
Pra nunca mais voltar.


Lembro das conversas sem hora pra acabar,
Da areia da praia guardando nossos passos,
Do vento levando nossas preocupações
E trazendo uma paz que só existia ali.


Você foi mais que companhia,
Foi abrigo nos dias em que eu me perdia,
Foi luz quando o túnel parecia não ter fim,
Foi quem me puxou de volta
Quando a dona morte sussurrava perto de mim.


Tudo que aprendi na fé
Carrega um pouco de você,
Cada oração, cada esperança,
Tem marcas das suas palavras
Que me ensinaram a permanecer.


E dói…
Porque sei que essas memórias não são só minhas,
Você também as guarda em algum lugar,
Mas talvez escolheu não olhar,
Talvez escolheu não lembrar.


Ainda assim,
Entre o som do mar e o silêncio do tempo,
Sua amizade permanece viva em mim,
Como ondas que vão e voltam,
Mas nunca deixam de existir.


Um amigo, um irmão…
E mesmo que a distância exista,
E o silêncio tenha crescido,
Há coisas que o tempo não apaga:
A paz que você me trouxe,
A fé que você fortaleceu,
E o pedaço de mim
Que sempre vai lembrar de você

⁠UM AMOR PARA RELEMBRAR

Tem pessoas que chegam em nossas vidas como a água do Mar para nos refrescar em dias quentes, você tem sede, mas sabe muito bem que aquela água não serve para tomar, então você se delicia nela, relaxa em seu banho e sente sua refrescância, mas continua com aquela sede que não vai conseguir saciar. Essas pessoas costumam ser pessoas formidáveis, amigas de todos, sempre generosas, bondosas, de um coração enorme, com inúmeras qualidades que você aprecia e reconhece.
Mas, embora tenha tantas qualidades, você sabe que essa pessoa não é para você e que vocês jamais dariam certo juntos, que as suas diferenças sempre falariam mais alto e por este motivo você prefere deixar ir e fica amando, admirando, torcendo e acompanhando as suas vitorias de longe.
Amor este que nasceu para ser sentido e não vivido, faz parte e tá tudo bem, você lembra sempre dessa pessoa com muito carinho pelo pouco que estiveram juntos, com uma saudade, mas que não pode mais matá-la e se conforma, porque é a única coisa que te resta.
Rindo ou chorando, você segue relembrando e amando essa pessoa toda vez que se lembra dela.

Semente


um dia eu plantei
com a esperança de que
aquilo que eu havia plantado
um dia, enfim, viesse a crescer
e esperei, em silêncio, em fé,
no tempo calmo daquilo que
não nasce no instante,
mas no cuidado
até que um dia,
cresceu

Sou abrigo de um amor que não mora em mim;
ele olha para outra, enquanto eu olho para ele.
Somos desencontros caminhando juntos:
eu, querendo ser escolhida;
ele, querendo esquecer quem não o quis

Sabe...🤔

Ser solteiro não é um estado civil. É um estado de paz! Não é exagero, e sim, não abrir mão de mim, e não querer leva uma vida de sempre agradar alguém. As melhores coisas da vida, acontecem naturalmente.

Tem dias que o tempo passa comum… e tem dias que ele carrega um significado que só quem sente entende.


Amanhã é um desses dias.


Não posso dizer nomes, nem apontar direções, mas existe uma presença que transforma o ritmo de tudo ao redor. Como se o mundo, por alguns instantes, aprendesse a fluir melhor… mais leve, mais alinhado, mais verdadeiro. Você sabe.


Tem algo curioso sobre encontros que não precisam ser explicados. Eles simplesmente acontecem… e quando acontecem, deixam sinais. Pequenos códigos no jeito de falar, nos apelidos que surgem do nada — ou talvez de tudo. “Sunshine”… não é só uma palavra, é um estado. Uma luz que não precisa pedir permissão pra existir.


E eu sigo percebendo… que quando você está por perto, até o que era difícil encontra caminho. Como se o improvável deixasse de ser obstáculo e virasse apenas um detalhe no percurso.


Talvez algumas histórias não sejam feitas para serem expostas, mas sim sentidas em silêncio, compreendidas nas entrelinhas. E talvez, só talvez, aquilo que é verdadeiro nunca se perde — apenas encontra o tempo certo de se revelar.


Porque no fundo, o que é pra ser… encontra um jeito.


Hoje, deixo isso no ar… como quem não diz, mas deseja. Como quem não aparece, mas está.


E que de alguma forma, você sinta.


“ que é verdadeiramente destinado a você — sejam oportunidades, amores ou lições — encontrará seu caminho no tempo certo" .


Feliz o seu dia… do jeito que só você vai entender.

Teus olhos, eternidade



Nos teus olhos, encontro o mar,

um brilho que sabe segredos do tempo,

e me faz querer naufragar

no silêncio doce de cada momento.



Teu olhar é chama serena,

que aquece a noite sem precisar de luar,

teu sorriso promessa pequena

tem o poder de tudo transformar.



A pele que guarda o tom do sol,

o gesto que fala sem uma palavra,

és poema escrito em véu de arrebol,

és o verso que o amor sempre buscava.



E se o destino ousar me guiar,

quero ser o eco do teu coração,

pois em ti descobri o lugar

onde a vida se faz canção.

Apaixonada fake



Teu olhar é um convite ao infinito,

um segredo guardado no brilho do luar.

Quando me perco em teus olhos bonitos,

é como se o tempo parasse pra amar.



Tuas mãos carregam ternura discreta,

teus gestos são versos que dançam no ar,

teu sorriso é a estrela que sempre me afeta,

fazendo meu peito de amor transbordar.



Se um dia eu pudesse ser teu abrigo,

guardaria em mim teu respirar,

pois viver contigo, meu doce destino,

é o sonho que nunca quero acordar.

Há em ti um poder que incendeia,

um fogo que arde só de me olhar.

Teu silêncio é chama que incendeia,

teu perfume é desejo a me dominar.



Tua boca é tentação proibida,

teu toque, vertigem, um grito a calar.

És o veneno que dá vida à vida,

és o delírio que não quero escapar.



No abismo dos teus olhos me lanço,

sem medo do mundo, só quero provar

que no teu abraço, selvagem e manso,

o amor é chama que veio pra eternizar.

Apaixonada fake

Teu olhar é um convite ao infinito,
um segredo guardado no brilho do luar.
Quando me perco em teus olhos bonitos,
é como se o tempo parasse pra amar.

Tuas mãos carregam ternura discreta,
teus gestos são versos que dançam no ar,
teu sorriso é a estrela que sempre me afeta,
fazendo meu peito de amor transbordar.

Se um dia eu pudesse ser teu abrigo,
guardaria em mim teu respirar,
pois viver contigo, meu doce destino,
é o sonho que nunca quero acordar.

Eu poderia ficar acordado

apenas para ouvir sua respiração,

um sopro leve que embala a noite

como canção de ninar.



O seu sorriso, discreto e sereno,

floresce em meio ao sonho,

e ilumina a escuridão

com uma ternura silenciosa.



E quando você viaja distante,

eu permaneço aqui, quieto,

acolhendo a paz que encontro

só por estar ao seu lado.