Poema Passei para Deixar um Beijo
O Apito, a Matemática e o Óbvio
Em Natividade, vive-se um tempo curioso: discute-se muito, posta-se muito, argumenta-se muito — mas o trânsito continua falando a língua bruta da imprudência.
Em tempos de abusos no volante, não é o grito que organiza.
Não é a live que corrige.
Não é o discurso inflamado que reduz colisões.
As armas mais poderosas continuam sendo as mais simples:
o apito e a vigilância institucional.
O apito não é autoritarismo — é sinal.
A vigilância não é perseguição — é presença do Estado.
A matemática é elementar, quase primária:
Ausência de fiscalização + sensação de impunidade = abuso.
Presença constante + regra aplicada = redução do excesso.
Não requer hermenêutica. Não exige tese de doutorado. Não depende de narrativa ideológica.
É conta de soma.
Quando não há quem observe, alguns avançam o sinal.
Quando não há quem registre, alguns estacionam sobre a faixa.
Quando não há consequência, multiplica-se o descuido.
E a cidade paga em risco o preço da omissão.
Enquanto isso, ali perto, em Porciúncula, formam-se agentes, treinam-se procedimentos, aguarda-se homologação. Pode parecer burocrático. Mas é método. E método é a base da ordem.
Em Natividade, o debate muitas vezes se perde entre versões e justificativas. Porém, a rua não entende versões — entende presença. A rua não interpreta intenções — reage a ações.
O apito não é barulho.
É lembrança de limite.
A vigilância institucional não é espetáculo.
É aviso silencioso de que alguém está cuidando.
E quando o poder público hesita em assumir esse papel, a equação se resolve sozinha — e nunca a favor da coletividade.
No fim, a matemática do trânsito é cruelmente simples:
Onde o Estado não ocupa, o abuso ocupa.
Onde a regra não se impõe, o improviso reina.
Não é questão de opinião.
É questão de soma.
Amor que Transcende
"Existe um amor que não cabe nas regras,
não entende de tempo nem de distância.
É alma que reconhece, coração que insiste,
desejo que não se apaga.
Mesmo no silêncio, ele fala.
Mesmo na ausência, ele arde.
É conexão que desafia a lógica
e insiste em ser eterno."
— Naldha Alves
Um pouco louco
Um louco completo
Um pouquinho louco
Um louco e meio
Não sei
Só sei que eu não nasci pra ser normal.
Como quem protege um jardim.
Sou passo leve, atento ao detalhe escondido,
Guardo o mundo nos olhos, nada passa esquecido,
Cuido das palavras como quem protege um jardim,
E no silêncio dos gestos, revelo quem sou em mim.
Carrego a verdade como um peso sagrado,
Não sei vestir mentira, nem fingir outro lado,
Minha voz não negocia com atalhos ou ilusão,
É reta como estrada aberta no meu coração.
Prefiro o caminho difícil que me deixa em paz,
Mesmo quando o erro é fácil e o certo custa mais,
Escolho o que é justo, ainda que doa escolher,
Pois sei que é no caráter que aprendo a viver.
Mas perto dela eu perco o controle que construí,
Minha razão se desfaz no desejo que senti,
Não confio em mim mesmo quando estou ao seu redor,
Pois o querer me domina… e eu me torno algo maior.
Os meus lábios querem o seu.
Quero chegar perto, esse sou eu.
Meu corpo se expressa sem ter achado voz.
Querendo ficar tão perto que não tenha nem ar entre nós.
Pra ser quem eu sou hoje
Eu paguei um preço muito alto
Perdi muitas coisas perdi caminhos perdi pessoas.
Perdi até a mim mesmo!
Mas eu me refiz em silêncio carregando dores que ninguém viu vencendo batalhas que ninguém nunca soube
Então por favor não venha me dizer: Há você não era assim?
Você não sabe o que eu vivi
Cada mudança em mim tem uma cicatriz
Eu não mudei por escolha eu mudei por necessidade
A vida me moldou na marra no impacto na perda.
E hoje eu sou o que restou depois de muito me despedaçar e mesmo assim eu sigo em frente com a cabeça erguida.
Tomara que dê !
Tomara que dê, estou certo que que vai dar ! Pois serei um capoerista, da Tribo de Judá.
Tomara que dê, estou que vai dar! Pois serei um capoerista, da Tribo de Judá.
Ser um capoeristra, eu sempre sonhei !!
Mas, na Tribo de Judá, meu sonho realizei.
Obrigado mestre, Tadeu é o seu nome ,
Que Deus abençoe, a vida desse grande homem.
Ser capoeirista é ter um sonho realizado, agradeço a Deus e aos nossos, atenpassados.
Estou em um sepultamento.
A pessoa que vai ser sepultada,
Fez um ano que celebrei seu batismo e seu casamento.
Poucos dos seus familiares compareceram, mas hoje no seu sepultamento muitos irmãos e irmãs e o pai choram a sua morte.
Até quando?
Até quando Deus,
Até quando Senhor,
Vou viver no mundo,
Com um povo sem amor.
Não tem compromisso,
Povo sem compaixão,
O coração pervertido,
Cheio de ilusão.
De Cristo não querem saber,
Amam o pecado e sentem
nele o prazer.
Agridem o Espírito Santo,
Falam um monte de besteira,
Por isso muitos perecem, com
a boca cheia de bicheira.
MANIFESTO HUMANISTA DE LIBERDADE
(um manifesto agnóstico sobre autonomia, responsabilidade e empatia)
O pior tipo de escravo é aquele que não consegue perceber as correntes que o aprisionam.
Vivemos num sistema que, por todos os lados, tenta nos domesticar: dizendo como devemos viver, o que devemos desejar, no que devemos acreditar. Impõem regras, dogmas e modelos prontos, moldando consciências para que tudo continue funcionando em favor de uma casta privilegiada que se mantém no topo da pirâmide às custas da nossa dor, do nosso medo e da nossa fragilidade emocional.
Foi ao compreender essa engrenagem que despertei. A partir desse momento, entendi que minha vida — e tudo o que faço ou deixo de fazer dela — é de minha inteira responsabilidade. Não delego mais a outros o direito de decidir por mim. Não preciso de pastores, padres ou de sistemas morais impostos de fora para me dizer qual caminho seguir, porque toda obediência cega é apenas mais uma forma de servidão.
Mas assumir a própria liberdade não significa viver isolado, nem fechar os olhos para o outro. Pelo contrário: é justamente quando deixo de agir por medo, culpa ou submissão que passo a responder conscientemente por meus atos. Compreendo então que cada ser humano que encontro é uma continuidade de mim mesmo — não porque sejamos iguais, mas porque compartilhamos a mesma condição de vulnerabilidade, dor e desejo de sentido.
A dor que bate à minha porta é a mesma que bate à porta do meu próximo. Somos partes de um todo, e esse todo não existe fora de nós. Por isso, viver em plenitude não é viver sem limites, mas viver sem mentiras: sem negar a própria liberdade e sem negar a humanidade do outro.
Dói na alma ver um brilho de um olhar te encontrar e ao mesmo tempo desaparecer.
Mas ao mesmo tempo a fortaleza do espírito nos prepara e nos molda a nos acostuma que nem sempre as escolhas mormentâneas são as melhores...
Sempre o sentimento foi algo que me desmantelou de alguma maneira, de uma forma tão profunda o apego as pessoas se tornam tão profundo!
Às vezes dá medo, sabe, pensar que em um piscar de olhos não temos o bem que tanto tivemos zelo a aqueles que se tornaram especiais em nossas vidas...
Amar uma pessoa não é como colar uma figurinha e depois tirar, isso está num íntimo onde é mistério, e muitas vezes nem o tempo consegue apagar!
Quando a gente vai reescrevendo as memórias, um furacão vem de dentro e nos fulmina; sim, o ser humano é frágil como se fosse um papel.
Que pode ser queimado e amassado, mas até onde o vento pode levar as cinzas de memórias que ficaram e marcaram?
Não, ninguém até hoje foi sábio o suficiente para saber como cê pode apagar uma memória, como poder apagar as mais amargas e as doce memórias, os simples momentos...
Isso ficou eternizado em nosso corações, e vira e mexe a gente está revirando e tendo que experimentar os resquícios que ficaram!
A nossa velhice é um tribunal, nosso passado um júri, nossa consciência
o juiz e os dias que nos restam,
a sentença.
Ele entrou na minha vida em 2019… e nunca mais saiu.
Não foi uma história.
Não foi um relacionamento.
Não teve construção, promessa ou continuidade.
Mas teve presença.
Teve troca.
E teve um sentir… que eu nunca mais consegui acessar igual.
Eu não criei fantasia.
Eu não projetei um futuro.
Eu estava bem, resolvida, inteira.
E mesmo assim… ficou.
Anos se passaram.
Não nos vemos.
Não nos falamos.
Mas basta um sinal, uma lembrança, uma imagem…
E o meu corpo ainda reconhece.
Frio na barriga.
Energia que atravessa.
Como se nada tivesse ido embora.
Eu tentei entender.
Psicologia.
Espiritualidade.
Desapego.
Divórcio energético.
E nada apagou.
Até eu perceber uma coisa:
Talvez não seja sobre ele.
Talvez seja sobre o nível de presença que eu acessei sendo quem eu era naquele encontro.
Sobre a versão de mim que despertou ali.
Sobre o quanto eu senti… sem bloqueio, sem medo, sem defesa.
E isso marca.
Nem toda conexão vem pra ficar.
Algumas vêm pra te abrir.
E o verdadeiro despertar não é ficar presa ao que foi…
É honrar o que sentiu, integrar… e seguir inteira.
Porque sentir assim não era sobre ele.
Era sobre o que já existia em mim.
Um dia, você vai encontrar um pedaço da sua alma
escondido nos olhos de alguém…
Alguém que talvez tenha passado a vida inteira
sem saber exatamente o que procurava,
até te encontrar.
E quando isso acontecer,
não vai precisar de explicação, ciência ou lógica.
Vai ser sentido.
Porque existem conexões
que não nascem no tempo…
elas apenas se reconhecem nele.
O que ainda vive em você,
o que resistiu ao caos, às perdas, às versões que ficaram pra trás…
encontra um jeito de coexistir.
E então você entende:
não era sobre buscar alguém…
era sobre, finalmente, se reconhecer em outro coração. ✨
As laranjinhas
As laranjinhas estão varrendo
Eu estou vendo de longe
Um lixo no chão tem o meu nome
As laranjinhas estão varrendo
uma avenida gigante
Sem perder a pose de ser elegante
As laranjinhas estão varrendo
Sinalizando com um cone
E o motorista tá no telefone
As laranjinhas estão varrendo
Fazendo aquele monte
Tem muito lixo debaixo da ponte
As laranjinhas estão varrendo
No chão tem um homem
Que passou a noite e ali com fome
As laranjinhas estão varrendo
Uma garrafinha de refrigerante
Quem joga lixo no chão é um ignorante.
Encontrar, neste mundo, almas puras, sinceras e honradas
é como tocar o invisível valor de um tesouro escondido —
uma raridade silenciosa,
como quem descobre, entre pedras comuns,
uma joia de brilho eterno.
Atila Negri
403🙏🌹 ter um bom coração, ter luz ... O missionario no plano físico passam por grandes lutas e um enorme sacrifício para concluir o seu feito, isso faz parte da evolução do ser, onde seres se destacam pela coragem em fazer o bem coletivo sem pensar em si, no seu conforto nos seus, o bem coletivo é a meta...
Os grandes missionários do plano físico renunciam às suas particularidades e conforto da sua vida para o bem fazer, não pensam em recompensa, fazem sem segundas intenções, vem no "DNA" é espiritual, a missão que lhes foi conferida pela luz divina veio com o propósito de o bem fazer em prol de todos sem a quem olhar, mesmo presenciando e vivendo crueldades junto àqueles que sofrem e sente na pele injustiças em toda a sua trajetória de lutas, às trevas tenta de todas as formas destruí-los, Tantos são os missionários e suas lutas que se unem pelo bem de todos e cada qual com a sua tarefa divina no plano físico...
Tarefeiros da luz não desistam dos seus compromissos com a dinvidade sigam na força e na paz, Deus com todos.🌹🙏BOM DIA FAMÍLIA. Ayache Vidal.
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