Poema para uma Amiga que se Mudou
posso esperar o tempo que for,
mas o teu silêncio me desespera;
ansiosa aguardo uma comunicação
pois sei que aos amigos Tu falas abertamente.
e com desespero, em todo o tempo,
estarei a esperar em meio ao Teu silêncio.
(quase sem palavras – à repeti-las).
Tíbio Entardecer
O Sol se põe tímido,
Em mais uma tarde de uma semana fria,
E eu tentando lembrar,
O que eu esqueci de fazer durante o dia?
O carro esta "na reserva",
Eu estou quase sem bateria,
E eu tentando esquecer,
O que eu deixei de fazer ao longo do dia,
Mais um trago na fumaça,
A nicotina de graça, para alegrar o dia,
Mais um gole na cachaça,
Uma bebida amarga, para as amarguras da vida,
Mais um trago na fumaça,
A poluição de graça, vida urbana que o diga,
Do horizonte a diante,
Um olhar distante, os pensamentos à deriva,
O Sol se põe tímido,
Em mais uma tarde de uma semana fria.
A coisa mais bonita do mundo dá uma ansiedade,
Quando não acontece dá uma saudade
Então eu penso que o mundo dá tantas voltas...
E eu não mudo... já ficou tarde e eu ainda penso em você
Uma canção de longe quando amar não era brega
Me devolve momentos bonitos,
Agora eu fico aflito e tenho que obedecer regras
Mas nada impede que eu sonhe e acredite no verso
O amor é sem dúvida todo esse universo
Imagina uma chuva, uma chuva torrencial... voce está com um guarda chuva, procura uma marquise pra se abrigar, mas não tem jeito, respinga em voce...
isso é a política, por bom que voce seja a corrupção respinga...
no brasil tá se transformando num dilúvio
TRAVESSIA
Do outro lado da rua a vida se acaba...
É uma travessia rápida,
Mas antes das flores, das folhas, das chuvas,
Antes dos verões...
Sonhamos com todas as belezas,
Fazemos planos com todas as incertezas;
Somos tão românticos que os nossos olhares passeiam,
As confusões permeiam, as paixões incendeiam...
Então estamos do outro lado da rua
E não temos mais retorno;
Só temos os ocasos e as estações
E a certeza que do mesmo jeito, faríamos tudo de novo
DICAS
Sinal de graça é uma chuva torrencial banhando as plantações
É um rio alarmando a cheia, rompendo barreiras...
A lua cheia dançando no riso da donzela...
Colheita perfeita de soja, milho, arroz, frutas e feijão.
Mulher bonita casada muito contente,
Marginal alegre e criança muito quieta é mau sinal...
Mas pra tudo tem jeito, pra tudo tem jeito, pra tudo tem perdão,
A mentira as vezes nem é mentira,
A verdade pode ser muito violenta
E catastrófica é a omissão...
Perdoe qualquer contentamento,
Não seja omisso e não perca sua criança de vista;
Seja generoso às vezes, seja feliz sempre que possível
E quando não for possível, seja você mesmo...
Seja feliz sempre que possível,
Mas se não for possível, seja você mesmo,
Mas seja humilde pra pedir perdão...
O que não deixa marca às vezes é o que marca mais;
Não deixe marca nem marque tanto,
Mas fale de amor, fale do amor que você tem,
Ou não tem, mas fale de amor...
A mentira as vezes nem é mentira,
A verdade pode ser violenta, mas catastrófica é a omissão
SOBRE O QUE É REAL E O QUE DILUI NA IMENSIDÃO
A verdade as vezes dói, mas é uma dor veloz ... a ilusão envelhece a tua alma, Amarrota a tua face, a ilusão rabisca a tua testa e marca o teu sorriso... a Juventude só dura uma ilusão e uma verdade e aos vinte anos você já viveu tudo
Baby as manhãs tem cor de ouro e sabor de hortelã e à noite nem tudo é absurdo
Só um pouquinho de amor e alguma compreensão e o mundo fica doce...
Um pouco de perdão pra quem precisa... olhar por outro prisma a vida
Baby, o mundo pode ser maravilhoso, contanto que seja menos imundo
Baby se as estrelas fossem minhas, o que eu faria com as estrelas...
Eu faria um piquenique em cada dia, mas aos finais de semana
Eu morreria de saudade dos meus amigos farofeiros em Copacabana
Baby te amei tanto e acho que te amo ainda, mas agora não amo este achar...
À LUZ DE LAMPARINA
Tem uma mensagem expressa no neon do outdoor,
O mundo se acaba na Europa,
Horizontes em chamas também na Califórnia,
Eu tento, à luz de lamparina uma frase de amor...
Eu acho que pirei completo,
Não sou poeta muito menos arquiteto,
Talvez uma loucura me sustente;
Talvez o que sustenta esta loucura
O suave perfume das flores,
A brisa e acreditar que deus sou eu...
Ah, meu amor, os loucos bebem o orvalho da madrugada
E a minha sede é de sorrisos estampados,
O ódio se alimenta de carnificina
E a minha rima nasce santa
Porque até as cicatrizes indeléveis trazem ensinamentos.
Eu nunca fui sozinho assim, eu sempre fui solitário;
Mas meu amor, esta ternura de falar sozinho
Talvez seja influencia do meu signo sagitário,
Eu olho estrelas...
Constelações me deixam consternado;
Quantos mundos, quantos Raimundos e Edmundos, tantos otários
E a solidão universal dos nossos olhares
Dói muito menos que a inanição da África
Mas as insignificâncias nada significam,
As insignificâncias não significam nada
o mundo se acaba e o que teremos sido
uns sozinhos, muitos sós e outros solitários...
REVOADAS
Há um segundo atras
O rio era outro, outras águas
Eu teria uma vida mais longa...
Há cinco segundos atras
Eu era mais jovem quinze segundos
Somando-se dez segundos
Que eu levei pra escrever esta frase
Há dez minutos eu tento falar
Que o tempo passa
E implacavelmente deixa suas marcas...
Há quanto tempo tento falar desse enigma
Outros olhares, outras palavras, outros rios
E o rio passa em mim há quantos séculos
Outras palavras não explicaram
Ou não foram compreendidas
E o tempo tingiu nossas cãs
Um dia nos erguemos sobre nossos membros inferiores
E pensávamos que sabíamos de tudo
Mas o tempo muda as paisagens
Verga nossas espinhas e embaça os horizontes
Mas nós poetas escrevemos
E libertamos pássaros em revoadas
E nesse bater de asas divino
De editar sentimentos, alguma coisa muda
E navegamos incólumes às vicissitudes naturais
O individuo perece mas o poeta é imortal
REFERÊNCIA
E se o feio não for feio
E se o bonito não for bonito
É uma questão de prisma
De ângulo
Olhe o que vem de dentro pra fora
Não o que vai de fora pra dentro
Quando se perde o controle
Todo mundo é sincero
Na hora da raiva
Fale pouco e magoe menos
Mary had a little lamb
Isso quando criança
Na adolescência se encantou com um jumento
Mas só uma questão de sentimento
Nada de fora pra dentro
Nesse caso o bonito é bonito
E o feio pastava e zurrava poesia
A beleza da natureza não escolhe ângulo
Mas não esquece, é referência
O feio gosta de funk
E o belo canta bolero e dança tango
A CURA
Estive sempre à margem da loucura,
uma depressão tão pura;
a noite que se procura, a cura que se promete, a ternura;
por que não nos olhamos,
por que não nos abraçamos,
por que não dançamos como se estivéssemos sozinhos
eu sei que essa multidão que nos habita é solitária,
com seus olhares perdidos,
com palavras inseguras e desejos indefinidos...
e o que desejamos então? o que desejamos...
exatamente isso, essa coisa inexata
que nos abraça como uma névoa
e nos conduz à gravidade grave
de se permitir acreditar que cair
é o pilar que nos sustenta ou não;
mas o que seríamos sem essa margem de loucura
ou a profundidade dessa depressão;
somos frágeis, mas essa fragilidade é que sustenta e harmoniza
esse universo: aonde mais encontraríamos: amor, paixão e poesia?
nada é puramente poesia
entre uma rima e uma estrofe
existe a despedida, a dor, o tempo
o sentimento, o ressentir e a morte
Triste eu não fico
Eu dou qualquer motivo pra felicidade
Eu canto uma canção de amor,
Eu planto uma flor, eu faço uma viagem
Que solidão que nada, eu flerto com a lua
Paquero as estrelas até de madrugada...
A minha namorada ainda não é minha
Mas sorrir e se despe enquanto
Caminha suave na minha direção
Nos momentos mágicos das minhas fantasias...
Ou na monotonia da minha solidão
ROMANTISMO EGÍPCIO
Camelo é o deserto mais belo de uma solidão
Pirâmide é o que há de mais lacônico na eternidade
Eu não sei se sou triste
ou se é só mais uma ilusão que eu alimento,
mas esta felicidade ninguém tira de mim...
Vai no meu olhar
olhar a minha alma...
e a paisagem tão serena é uma miragem
que a ansiedade banha no açude;
fiz o que pude e o que não pude,
mas o amor segue nessa estrada infinita
a se perder nos montes,
é uma vadiagem que o coração permeia,
o meu amor é tão vadio,
é tão vazio de vazios,
numa alma tão pequena a abrigar o mundo,
e apenas num segundo
o meu amor cabe no que não vejo,
mas me intui este desejo de te amar
Eu sei que a noite é só a noite,
é só a noite, é a noite só,
mas a noite é uma eternidade,
uma eternidade, bem maior
que as coisas longas que se alongam
por estradas empoeiradas...
sabe, essas coisas incertas
que só as paixões suportam,
porque mais distantes que as paixões
só as paixões distantes,
só as estradas empoeiradas,
só a noite, só a noite, só a noite só...
AVESSO
Depois do horizonte
tem outro horizonte,
tem uma fonte,
tem outros verbos,
então o sol se põe
e repousa preguiçosamente...
Esperando Ícaro
e a sinfonia da tarde
arde nas penas
dos que são passarinhos
outros versos,
displicentes, dolentes, incandescentes...
a tarde desfalece,
alguns poucos raios,
um aceno, um ensaio de luz
e de cores quentes...
depois das tardes,
tem outras auroras
no outro lado do planeta,
que é o avesso do crepúsculo...
outros Ícaros outras sinfonias...
Criar novos verbos,
alimentar novos crédulos...
inventar novos deuses...
O amor nos conduz por uma trilha
com o perfume das manhãs primaveris
e as matizes douradas dos verões...
o amor nos ensina com as sinfonias
dos pássaros e da brisa,
com a paciência de séculos
e com a sabedoria da natureza...
o amor nos fortalece com os invernos,
com as montanhas, com a força dos oceanos
e com as dificuldades da vida...
Está tudo tão claro agora,
está tudo tão nítido
como o alvorecer
de uma aurora ensolarada,
como o céu anil de uma tarde de verão:
era amor...
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