Poema para um Lider

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⁠Ganância

Vivemos em um mundo sublime
E o tempo voa,
O ar flutua
Entramos em obstáculos, sem volta
Caminhamos no infinito cosmo
Onde a vida vira sonhos.
E enganos.
Os seres brigam entre si
Onde a ganância vira caos:
No amor, no prazer, na misericórdia,
Na guerra...
Tudo vira e cai em si mesmo.

⁠Tudo está azul

Sinto um lindo cheiro no ar!
Alguma coisa vem de longe
Caminhando como uma dança

Cheiros de mar
Dentre as nuvens

De todos os meus sonhos
Ilusão...

É a essência do dia
Que me desfaz de todos os tormentos!...

De todos os momentos
Enquanto isso passa,
Tempo!

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

⁠Vícios

Entra de cabeça e pés
Em um caminho sem saída
Sua vida iguala um forte rubro
Sem paz!
Faz da vida um jogo
Que flutua e desce
Nas águas cristalinas
E se transforma
Em sofrimento singelo
Se perde nos vícios asquerosos
Quando tudo está pra ser tarde
Você se isola, se entrega
Sequer vislumbra vontade
Se debate com crise
De abstinência, pertinência
Dias depois tudo parece ser bem.
É solto!
Mas o que vem a sua cabeça
Alimenta-se dos seus vícios
Deixando tristes lágrimas
Descendo pelas cachoeiras?

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

A paixão

Tudo fica sem nexo
Quando triscamos,
Em um rubro, a paixão!
Te deixa fora de ti
É uma fisgada!
Que te pega com garras
De dragões
tudo entra em chamas.
A paixão é uma loucura
Instantânea,
Nem sempre
Dá para segurar.

Valter Bitencourt Júnior
Passagem: Poesias, 2017.

⁠Soneto

Quando Fílis as lágrimas bebia,
em um fio de pérolas brilhante
da matutina luz, bela, e flamante
precursora do sol, e mãe do dia,

uns dentes se lhe partem à porfia
para a união das pérolas amante,
que sendo a qualidade semelhante
os quis conglutinar a simpatia.

Bem que ao beber as pérolas luzentes
se lhe quebrem os dentes, julga e toca
não serem as matérias diferentes,

pois sem se conhecer mudança, ou troca
enfiados por pérolas os dentes
têm por dentes as pérolas na boca.

⁠Viver

É gostoso
Você saber
Amar a vida
É como você
Se banhar
Em um mar
De pétalas
De lírios
E sentir
O cheiro
Do lis
Vagarosamente.
É belo
Saber viver
O dia
Não deixando
Que ele escureça.
...
Não deixando de sentir...

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

⁠Máquina

Às vezes a vida parece
Uma espécie de máquina agressiva
Uma máquina livre
Feito um pássaro
Cria asas, voa alto.
Perde-se
Deixando mágoas
Em formas de cachoeiras:
Bate e rebate
Nos seixos
Desmancham-nos,
Aos poucos diminuem,
Os torna um ser pequeno
E aos poucos se sentem pisoteados.
Porém, não bem somos
Uma máquina
Mas somos um ser
Capaz de se aperfeiçoar.

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

Tarde quente. Angústia no ar...
A janela aberta é um atrativo para se jogar.
Deitada na cama pensando na vida...
Lembrando e se depravando com o passado não vivido.
Desnorteio-me com o tempo atual.
Fecho os olhos. Tento dormir mais um pouco.
Dessa vez não quero acordar.
Meu sono é turbulento...
Mesmo assim, a realidade enquanto acordada é mais perniciosa.

Inserida por SAMANTABERNARDI

O começo é o final de uma história.
No fim de um fato começa uma trajetória.
Como posso encetar? O que posso narrar?
Sentada de baixo de uma árvore pensando em alguém para me inspirar.
Aquela vontade de estar perto de quem está longe.
Ah!!! Isso é sempre, isso é constante...
Esse sentimento é uma iluminação.
Ao chegar em casa torna-se expiração.
A noite já faz presente.
A noite um compromisso.
A vontade é de não presenciar. Só que lastimavelmente não posso prevaricar.

Inserida por SAMANTABERNARDI

O amor é um sentimento atemporal.
A doçura do amor não azeda.
O beijo molhado não fica seco.
O abraço caloroso não esfria.
As diferenças são indiferentes.
Os possíveis conflitos tornam-se motivos para reflexões.
Se tudo isso já não existe, não foi amor, foi apenas um desejo.

Inserida por SAMANTABERNARDI

⁠Tu pensas conhecer uma história de uma lenda e de um Rei, mas apenas sabes como ela acaba. Para chegares ao coração da história, precisas voltar ao começo.
Como humanista, eu tenho aversão à paz, poesia e aventura.
É muito mais difícil ter tudo do que não ter nada na vida.
Nós perdemos nossa juventude mas alcançamos a sabedoria e nos tornamos numa lenda.
De todas as perdas, o tempo é a mais irrecuperável, pois isso nunca pode ser resgatado.
Eu adoro a noite. Ela me faz pensar sobre a noite rebelde e aventureira.
Alguns acham que deveríamos ir para o céu em colchões de pena com taças da realeza cheias de vinho.

Inserida por richard_felix

⁠PAVOR

Me apavora pensar
Nas dores que ainda posso sentir
A cada passo de um pseudo-amanhã
O segundo que escondido aguarda

Me atormenta pensar
No ar que me pode faltar
Ao tatear no escuro do possível talvez
O segredo futuro que no silêncio revela

Se nada existe
Visto que o agora já passou
O que serei, sou, já fui
Neste abismo de mim mesmo?

Inserida por autopalavra

⁠Até um dia novamente
Até um dia novamente.
Gente, gente, gente.
Quantas gente, passaram pelo nosso mundo.
E deixaram lembranças eternas.
Como agradecer. No calor da Vida.
Apenas o ato de estar juntos, perto. Estar lá.
No mesmo lugar. Alegrou o Viver.
A simpatia sentida. O tempo distante.
Transforma aqueles encontros, em saudades.
E quando se lembra. Dar-se o valor do encontro.
Cada encontro. Traz uma riqueza.
Mas o coração dividido. Não sabe aferir
A verdadeira preciosidade.
Por isso; as lembranças.
Não havia óleo na candeia.
E a memória conforta o tempo
que ficou lá atrás.
Saber-se feliz. No momento de felicidade,
Traz o jubilo do Viver.
Saber ser feliz na saudade,
Traz o jubilo , de bons tempos vividos.
Perder-se na Vida. Só para reencontrar-se.
Marcos fereS

Inserida por marcosviniciusfereS

⁠Vou fazer um barco pra mim
Pra buscar liberdade no mar
Velejar pelo mundo sem fim
Quantos tesouros posso encontrar?

Inserida por versosnospapeis

⁠esse é um exercício de morte
e vida esse é um exercício de
nascimento dentro e fora
do encerramento um
exercício de furar o tempo
esse é um exercício
de imaginar-me sem o
desgaste de ter que
me explicar porque eu
fernando na verdade
como já sabes sou essa
crueza tanto de perto
como de longe

Francisco Mallmann
Tudo o que leva consigo um nome. Rio de Janeiro: Record, 2021.
Inserida por pensador

⁠que mãos podem fazer
desaparecer um corpo
não existe corpo
desaparecido
e existe
existem
corpos desaparecidos
américa

Francisco Mallmann
América. São Paulo: Urutau, 2020.
Inserida por pensador

NOVA HISTÓRIA

⁠Mais um dia que se inicia
e mais uma nova história,
para alguns são grandes
mudanças, para outros
nem tanto; más esteja
certo de que sempre haverá
mudança, pode até ser à
constituição da história de
ontem ou não.
Se foi ruim, mude sua história.
Se foi boa, aperfeiçoe, e vai
em sendo feliz...

⁠"Eu" (2)

Quem sou eu.
Afinal meu próprio deus?
Ou talvez um eu entre os meus.
A minha opinião sobre mim não me define.
Mas existe alguém que me conheça
a ponto de me descrever com clareza?
Nas palavras do eu presente
nunca saberei se ele me mente.
Mas no futuro sei que me chamarei de burro
pela avareza de me definir sem clareza.
E a incerteza de dizer quem eu era
ou fui sem ser pela beleza
das palavras ditas sem certeza
e a ironia de não se dizer também
Só saber que fui pois hoje digo bem
que eu era algo entre um eu e um outro alguém
tão próximo quanto sua mente
e seu afeto ao que não diz a ninguém.

Inserida por Poetadecopo

⁠"Artefato"

De fato um artefato
não é capacitado de ser encontrado.
Ah.. um artefato
amado por um lado
negado sem ao menos ser encostado
incapaz de ser chamado de artefato.
Divulgado por medo e no segredo do momento
do furto, não fodo pois me seguro.
Não julgo
nem culpo.
Só procuro o artefato
não nulo
nem puro.
Somente percebo o erro
de chamá-lo
Artefato.

Inserida por Poetadecopo

⁠"Aquele sagaz"

te incentivo e intenciono
a ser do seu estilo
um perigo
para momentos tão intensos
pouco propensos
charmosos até pomposos
notórios
deveras sólidos
as vezes notórios
só o desgosto
de um sentimento fosco
com um coração de ouro
envolvido com o desgosto
no pranto de ser manhoso
a medo de ser grosso e ter mal gosto
porém sei que sente
a mente desprende da corrente
que o prendia a ser ciente
agora tende a ser envolvente
em linha entre acordar
e relaxar
só os segundos
a passar
a voar
pensar e lembrar
deixar para trás
és capaz?
sagaz com um cartaz
na promoção sagaz
atrás
do que nunca serás
a esconder
o que nunca irás tentar
nem pelo medo de errar
nem pelo fato de chegar
algo entre perder e recorrer
vencer sem se vender
não envolver
pois nunca vai o ter
muito menos entender

Inserida por Poetadecopo