Poema para um Lider
Definição
Sei definir o som do assobio do sábia,
Um cão que ladra,
uma carapina que atira,
Um cheiro de mar, de campo, de relva
Definir o gosto d'um beijo,
O cheiro da pele, a sensação do toque,
A dor de uma ferida na carne,
Defino claramente uma ideia,
Um desejo, um sabor, um cheiro, uma vontade...
Só não me peça, para definir nosso AMOR.
Haveria de ter no mundo
Um coração completado
Feito o meu com seu.
Se lhe fiz doer algum ponto
Foi porque sou um tonto,
E não lhe soube entender!
Se não se fez explicar,
Venha se pôr em meu lugar
Pra me fazer compreender
Porque de tudo o que saia de tua boca, quando eu lhe ouvia
Era a aurora boreal que me aparecia
Feito mágia suas palavras eu não ouvia. Via cores e tudo em flores...
Fossem xingos, fossem dores
Só podia ver amores por todo o quarto do hotel e todo caminho que andávamos.
Ruiva
Ontem eu comemorava 33 anos a 5 dias antes da minha data oficial. Quando fui pegar um drink e la estava ela, de costas ruiva da pele branca, com as mãos finas e delicadas. Short jeans (fiquei surpreso pelo tamanho que nao era do seu feitio) e um sapato preto brilhoso que ela costumava usar, blusinha regata cavada. Formosa como ela sempre foi, um corpo de esculturas gregas, espetacularmente desenhado, com curvas exuberantes exatamente como me lembrava. Senti o coração forte, falta de ar e uma vontade repentina de ir embora daquela festa. Mas tive que me aproximar pra ter certeza. Certamente meus convidados iriam se chatear se eu me retirasse. Sem falar nada a ngm pior ainda! Me aproximei ao lado. E a vi de frente. E nao era ela. O alivio me tomou o corpo, junto de uma erupção de borboletas no estomago e o pensamento de Deus me livre mas quem me dera. Sentei, acendi um cigarro pra refletir sobre "e se fosse", "e se me ignorasse", "e se viesse comemorar comigo".
Quis deitar e olhar as estrelas, mas era tarde de verão ensolarada.
Ó, meus demônios, sombras que me habitam,
Formas retorcidas de um eu que não quis,
Vós, que me arrastais para abismos sem fim,
E me aprisionais em celas de aço frio.
Medo, imenso abismo, que me devora,
Onde a esperança se afoga e a razão se perde,
Tu, que me paralisa e me aterroriza,
Transformando meus sonhos em cinzas mortas.
Insegurança, tua voz ecoa em meus ouvidos,
Sussurrando dúvidas e plantando espinhos,
Tu, que me roubas a paz e a alegria,
E me faz duvidar de cada passo que dou.
Mas eu vos desafio, demônios e abismo,
Não me curvarei diante de vossa tirania,
Lutarei contra vós, com todas as minhas forças,
E conquistarei a liberdade que me pertence.
Em minhas veias corre um rio de rebeldia,
Que alimenta a chama da esperança que me habita,
E me impulsiona a enfrentar cada desafio,
A fim de construir um futuro mais bonito.
Ó, universo, testemunha minha luta,
E concede-me a força para superar,
Os obstáculos que se erguem em meu caminho,
E alcançar a luz que me guia.
Eu só queria um punhado de felicidade,
Um átomo de luz nesta treva imunda.
Mas a alma, ferida, clama em vão por paz,
Em meio a este caos, a dor me consome.
A vida, um labirinto sem saída,
Um abismo negro, onde a esperança se afoga.
A carne, prisão da alma atormentada,
Em decomposição lenta, feito folha seca.
O cosmos, indiferente, gira em seu eixo,
Enquanto a Terra geme, em sofrimento eterno.
A ciência, impotente, não cura a dor,
E a fé, um véu frágil, que se desfaz ao vento.
A morte, alívio cruel, me chama a si,
Um sono profundo, sem pesadelos e aflições.
Mas a vida insiste, em sua crueldade,
E eu sigo, arrastando meus passos, em direção ao fim.
Um punhado de cinzas, tudo que restará,
Quando a alma se libertar desta prisão carnal.
E no silêncio do nada, encontrarei a paz,
Que em vida, me foi negada.
Sob um céu onde o tempo se desfaz,
Duas almas encontram o eterno compasso.
Na dança macabra entre a vida e a morte,
Se entrelaçam, desafiando o corte.
Os ecos de um juramento sagrado,
Ressoam nas criptas onde o silêncio é guardado.
Nem o frio do mármore, nem o peso do chão,
Pode deter a ardente união.
Eles caminham entre o limiar sombrio,
Sombras e luz fundem seu brilho.
E em cada suspiro, em cada tormento,
Renascem, imortais, em doce sofrimento.
Quando o véu da mortalha cobre seus olhos,
Ainda assim, suas almas, eternos escolhos,
Se encontram, se tocam, se tornam um só,
Num amor que o cosmos nunca destrói.
As estrelas podem cair e o mundo ruir,
Mas na vastidão do além irão insistir,
Porque mesmo diante do abismo e seu poder,
Essas almas juraram nunca se perder.
Na cripta poeirenta, onde a luz hesita,
Sob arcos quebrados que o tempo medita,
Um homem aguarda, de alma trespassada,
A dama da noite, a espectral amada.
Não carne mortal, mas sombra e desejo,
Com asas de couro e um frio cortejo
De sussurros lascivos que o vento conduz,
Ela emerge das trevas, banhada em não-luz.
Seus olhos são poços de estrelas extintas,
Promessas de gozos e dores infindas.
A pele é alabastro tocado por gelo,
Mas queima o mortal num profano apelo.
Ele busca o toque que a vida abomina,
A garra suave que a carne combina
Com a dor extasiante, o arrepio letal,
Um beijo que rouba a centelha vital.
Entrelaçam-se os corpos em dança sombria,
O mármore frio, a febre que arrepia.
Seu hálito é enxofre e jasmim decadente,
Um vinho amargo que o embriaga e mente.
Mordidas que marcam, não só pele, mas ser,
Um pacto selado no impuro prazer.
O sangue que escorre, um rubro detalhe,
Na tela macabra onde o amor não falhe.
É um amor de abismo, de fim iminente,
Nutrido na ânsia do que é diferente.
Ele, prisioneiro do encanto infernal,
Ela, demônia achando um gozo mortal.
E quando a penumbra reclama seu vulto,
Deixando-o vazio, sozinho, inulto,
Resta a marca na alma, o frio do além,
Do amor proibido com quem não convém.
um botão perdido
não sabe se furos
qual roupa
que linha
primeiro (se solta) desprende
segundo cai
terceiro rola
e então para em algum lugar
primeiro perdido
segundo esquecido
terceiro substituído
e então achado por alguém no algum lugar.
bom censo...
... censura.
por que chamar bom um censo feito,
sujeito,
mutável, se
corrigível, se
desvirtuoso?
(inquérito pessoal...
... inquisição coletiva).
brasil, 8 de fevereiro de 2025.
a um morto qualquer a quem se aplique,
você foi incrível, blá, blá e blá.
sua trajetória de vida foi linda, blá, blá e blá.
faz falta, blá, blá e blá.
quantos sonhos que nunca serão realizados, blá, blá e blá.
blá, blá, blá e etcetera.
mas a quem temos, a partir de agora, são os outros: flores aos vivos!
ao morto: meus sentimentos!
com afeto,
A ARTE DO ACASO
Outrora, avesso ódio sentia,
Só podes Odiar o que amastes um dia,
Expressarei amargo em um papel,
Que amassarei e remessarei ao léu,
Do que vale lágrimas incompreendidas?
Borrando a imagem do que sonhei um dia.
Outrora, avesso amor sentia,
Não podes amar o que não se conhecia,
Expressa e amarga poesia,
Que foi lida sem nenhuma alegria,
Do que vale pessoas incompreendidas?
Borrando o desenho de nossas vidas.
Eu sei que há um lugar onde você pode ouvir ruídos de folhas suave
e o silêncio do mar
eu sei que há um lugar onde a bondade será costumeira e mútua
Encontrar a fé verdadeira que encha nossos corações e que conforte- nos
E enquanto nossos corações estiver unidos ,nosso mundo sempre estará sorrindo.
Já fui em um milhão de lugares
Já fiz um milhão coisas
Já conheci um milhão de pessoas
Mas em nada nem ninguém
senti o mesmo que senti com você
Um papo com a lua
O amor, um sentimento capaz de fazer você ir de 0 100 numa velocidade absurdamente rápida.
Te ludibria, fazendo aquele homem frio imaginar sua amada o enchendo de carinho, faz o coitado ter memórias de algo que nunca viveu. Faz você se sentir idiota, porque você é idiota, porque você amou, eu odeio amar.
Não é o fato de amar que faz você idiota, é o fato de você amar quem não devia, quem não fez questão do seu "amar".
Pessoas que amam demais sempre se machucam, são incapazes de machucar alguém, eu sou a machucada.
Pode parecer um discurso de ódio, mas juro que não é, não é ódio que sinto a escrever o que penso do amor, é pena, pena do que eu poderia ter evitado de sentir, pena de lágrimas que eu poderia ter poupado, se não tivesse amado demais, quem deveria ser amado de menos.
Mas do que adianta dizer tanto?
Se o que realmente quero e preciso dizer é um clichê e sincero
Eu te amo!
Recomeçar aos 20 anos é uma festa.
Recomeçar aos 40 é um desafio a si mesmo de competência.
Recomeçar aos 60 é uma prova de vida; mas
Recomeçar aos 70 é digno de um OSCAR - the winner is.........
Uma das coisas mais confortantes que um ser humano pode receber é a solidariedade.
Aquela espontânea desprovida de interesse que brota de coração para coração.
Aquela como uma mão que te segura no exato momento de uma iminente queda.
Aquela que vem como uma simples palavra mas a palavra chave, salvadora e divina, a solução ou amparo que tanto procurava mas não sabia da sua existência.
Aquela que vem com amor.
Hoje fui feliz.
Hoje fui contemplado.
Hoje me sinto um privilegiando;mas
Hoje fiz uma introspecção e não me lembrei quando fui solidário;
Hoje firmei compromisso comigo que também irei me doar, portanto,
Pergunto: quando efetivamente foi solidário, você lembra????????
Sonhos Traídos
Um sonho quando traído,
Transforma-se em pesadelo,
Fica a vagar em um mundo imperfeito,
Aquele que um dia sonhou,
Todos os planos abandonou,
Deseja então, tornar-se um sonho novamente,
Um sonho bonito, um alto ideal,
Tem sua morada no plano astral,
Depois de traído, ele cai para o plano astral inferior,
Onde passa a viver com mentiras e más intenções,
Ai deste sonho, ai de seu sonhador,
Estão sempre ligados,
Tendo esta relação marcada pelo ódio,
Causando dor devido ao enorme rancor,
Por mais que tentemos os sonhos não podem ser destruídos,
Ao se sentirem esquecidos,
Se tornam algo horrível,
Estes são os sonhos traídos.
( Este poema foi inspirado pelo livro de "Contos de Horror e Mistério" do meu professor " Orestes Jayme Mega")
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