Poema para um Lider

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🔑 Menos calorias e mais nutrientes.


🧮 = 🍣 + 🍚 + 🍎 + 🥕


Nota: A questão não é copiar, mas aplicar um estilo alimentar semelhante.

📄 A regra de ouro de qualquer intelectual:ler uma página de um livro por dia.


📝 Nota: ler de um a cinco livros diferentes ou similares. 📚

Faróis, luzes à piscar
Em um cenário triste onde vemos
Cenas que parecem irreais...
Tédio, medo, miséria,
O bem contra o mal
Aqui parece que as alegrias são:
Mulheres, futebol e carnaval
Nesse país tropical
Vemos cenas de amor
Politicagem...
Tudo parece tão banal
Quero motivos pra viver
Já que dizem que a esperança
É a última, há morrer
Entro na contramão
Já que a todo custo
Procuram manipular
O cidadão ...
Não, não é ficção!
Mesmo não sendo o astro central
Tudo parece que gira ...
Rotativamente ao meu redor
Mas não pense que estarei
Fechado num pequeno mundo
Onde muitos pensam que me fechei...
Todas as noites irei dormir
Mesmo em noites de verão
Se dá pele, o suor molhar
O lençol...
Quando, eu acordar nascerá
Um outro dia...
Ahhhhh...
Um novo dia !...⁠

⁠Paz, na terra boa vontade aos homens de bom coração, fogem da guerra e não matam um irmão.
Como é triste saber que tornou-se comum, tirar a vida de um ser da espécie humana, que a cada instante, mostra-se extinta...
Sei, que um dia, tudo isto terá fim, ou, o fim de tudo isto, é não mais a gente existir.
Paz, na terra, boa vontatade aos homens, de bom coração....

⁠Dentro de nós bate um coração
Caminha entre sonho e razão
Vive neste mundo sempre a buscar
Algo que se perdeu
Ele quer ter, perto de si
Alguém que sempre amou


Sonha com esse dia que virá
Espera olhando tudo acontecer
Chora com as lembranças
Que a ele vem
Feliz será, o amor encontrará
Pra si mesmo prometeu


Esquece por momento sua dor
Fala em poesia sobre o amor
Em uma nova estação
Olha o voo de um beija-flor
Saúda a primavera que chegou,
Tudo está tão feliz, tudo belo está
Com as rosas no desabrochar...


Segue olhando tudo acontecer
Se derrama pra dentro si
Se transborda como quiser
Pois estará, nos seus dias à buscar,
Alguém que sempre amou...

O CARTÃO POSTAL




Eu fiquei pensando em nós. E, em cima da mesa, vi um cartão postal
De algum lugar onde você está, desde o dia em que você se foi.


Meio confuso estava nosso amor, entre outras histórias que a vida traz...
E eu me vi dizendo adeus. Na despedida, trouxe um cartão postal,
E eu me vi dizendo adeus; só então reconheci os erros meus...


Eu esperei o tempo apagar as lembranças que me perseguiram,
E no meu quarto já não mais estão memórias, sua e minha.
Meio confuso ficou o nosso amor, entre outras histórias que a vida traz...
E eu me vi dizendo adeus...

A Lucidez do Paraíso é o Instante do Devaneio


O Paraíso não é um jardim que nos espera,
com portões de pérola e árvores de ouro estático.
Não é uma recompensa por uma vida finda,
mas uma suspensão lúcida do tempo presente.
Ele reside naqueles instantes-limite,
em que a consciência se afina e a imaginação se liberta.
A lucidez é a navalha que corta o ruído do mundo,
reconhecendo o peso exato de cada elo da corrente.
Ela sabe: o muro é muro, a dor é dor, o efêmero é a regra.
Não há ilusão que resista à sua luz fria.
Mas a alma, cansada da geometria do real,
não aceita a clausura do que é apenas "fato".
Então, o devaneio se apresenta.
Não como uma fuga cega ou uma negação covarde,
mas como a afirmação mais alta da potência do ser.
O devaneio é o arquiteto que refaz o mapa da realidade,
desenhando rios onde antes havia deserto,
dando voz ao silêncio que a rotina impõe.
É a permissão para que o possível
se sobreponha à tirania do presente.
E o Paraíso, finalmente, não é a terra de ninguém,
mas o ponto exato de interseção:
É a lucidez que reconhece a precariedade da vida
(sabe que o tempo vai passar, que a beleza é breve)
e, por isso mesmo, usa o devaneio
para saturar o momento com uma perfeição temporária.
É o piscar de olhos onde a razão e o desejo conspiram:
"Isto não é real, mas é tudo o que importa."
Naquele instante de flutuação, a mente está desperta
(lúcida de sua própria criação),
e a alma está em êxtase
(devaneando um mundo que ela mesma sustenta).
O Paraíso, portanto, é a plena consciência da nossa capacidade de ser feliz, mesmo que seja apenas um pensamento. É o gozo da ilusão assumida.
É quando a mente, lúcida e livre, se permite voar.

As Extremidades de um Ócio Inabitável


O Ócio, prometido como santuário,
revela-se um deserto sem ecos.
Não é descanso, mas uma suspensão ácida,
onde o tempo não cura, apenas se estende.
Um ócio inabitável não possui janelas.
É o silêncio sem paz, a quietude sem centro.
É o lugar onde a alma, despojada de tarefa,
começa a roer os próprios limites.
Chegamos às suas extremidades,
onde a ausência de propósito se torna tão aguda
que se transforma em algo novo e terrível.
A Primeira Extremidade: A Vertigem da Consciência
De um lado, a fronteira se dissolve na Vertigem.
O excesso de tempo livre, desprovido de âncora,
lança o olhar para dentro, sem distração.
É ali, nessa margem, que a mente se confronta
com o volume inteiro de seus não-ditos e não-feitos.
O ócio cessa de ser vazio e se torna um espelho cego,
refletindo a forma pura da ansiedade.
O descanso vira vigília; a calma, tormento.
O ser não trabalha, mas sua consciência freme.
A Segunda Extremidade: A Apatia Gelada
Na extremidade oposta, a fronteira é de gelo: a Apatia.
O ócio se aprofunda tanto em si mesmo
que a vontade de ser, de agir ou de sentir, atrofia.
É a saturação da inatividade,
o ponto onde a ausência de estímulo
transforma a liberdade em paralisia.
O ócio, de promessa, vira destino.
Não há dor, mas tampouco há vida.
A existência se torna fina, transparente,
esperando apenas que o tempo, sem pressa, a esqueça.
O Ócio Inabitável é, portanto, a prova:
O Paraíso só é sustentável quando há um pequeno projeto.
A verdadeira quietude não reside na ausência de movimento,
mas na tensão vital entre o descanso e a criação.
E quem reside nessas extremidades,
sabe que o pior trabalho não é o esforço físico,
mas o esforço mental de dar sentido
a um tempo que se recusa a ter forma.

DESABAFO DE UM CORAÇÃO!

Não raramente observamos e ouvimos reclamações sobre o discorrer da vida.
Talvez os sentidos apostos em cada palavra possam ocupar um real significado, pois, afinal, ninguém se angustia por blasfêmia, repetição de falas ou por descuido do coração.
Somos as variâncias de sentidos revelados nos resultados entre o ofertar e o receber... poucos estão aptos a receber e, muito menos, adequados a doar.
Nesta caminhada, entre o ir e o ficar, surgem dúvidas condicionantes. Não ficamos pelo receio da repetição daquilo que já fora vivido e registrado nos escaninhos de nossas almas como algo negativo e não seguimos pela incerteza do novo, pois a zona de conforto, muitas vezes, é a sustentação da imobilidade para novas estradas e outros rumos.
Sem o que oferecer no mundo ilusório do TER e oferecendo muito quando se trata de amor e do SER... muitos se perdem pelo desespero da invariável máscara do presente que impõe os retrocessos do ontem que pulula no amanhã. Gente sem presente ostentando o velho e o futuro de nada.
Vasculhando bem... e não limpando muito... a lamúria é o estado desalmado de uma alma ferida e quase abatida pelo flanco da solidão.
Viver é o inusitado murmúrio das vozes que são silenciadas quando precisamos acenar um sentido e não nos permitem e que, muitas vezes, gritam quando carecemos manter o silêncio absoluto para não ferirmos como nos ferem.

Brasília, 04 de abril de 2012

Mestre Jesus:
Acordei com o anúncio de um novo dia e sob as suas bençãos.
Feliz por merecer novas oportunidades e confiante na sua infinita bondade peço- te a proteção para todos nós.
25.04.12

IMPERMANÊNCIA


Não saia do seu jardim
para correr atrás de borboletas;
um dia, elas virão a ele;
Tão somente, silencie o caos da mente.
Não rogue aos deuses maldades aos inimigos;
que eles tenham seu perdão.
Tenha a dádiva da consciência limpa.
Ademais, tudo na vida passa,
até os mais fortes de espírito.
A alma, convalescendo no infortúnio,
não se despedirá e nem sentirá
o dia do adeus.


Ysrael Soler

Chama do Destino


Nasceu pequena,
quase um sussurro,
entre o acaso e o querer não dito.
Uma centelha tímida no escuro,
como se o destino respirasse comigo.


Cresceu no tempo,
ardendo em silêncio,
iluminando caminhos
que eu temia pisar.
Queimou dúvidas,
aqueceu ausências,
fez do medo apenas cinza no ar.


Mesmo quando o vento tentou apagar, ela dançou,
firme, contra a noite.
Pois há chamas que
não pedem permissão:
existem para arder,
custe o que custar.


E sigo, marcado por essa luz antiga,
sabendo que não fui eu quem escolheu.
Foi a chama do destino que me encontrou e, ao tocar meu peito, escreveu quem sou.

Um fogo tímido


A chama nasceu pequena,
quase um sussurro,
acendeu no escuro
do peito sem pedir licença.
Era medo e esperança dançando juntos, um fogo tímido que já sabia arder.


O destino soprou ventos contrários,
tentou apagar promessas e sonhos antigos.
Mas a chama aprendeu a resistir no silêncio, crescendo firme entre quedas e recomeços.


Houve noites em que queimou como saudade, dolorida, intensa, impossível de esconder.
Ainda assim, iluminou caminhos tortos, mostrando que até a dor pode guiar.


Hoje a chama é farol e coragem,
não consome
— transforma quem sou.
No centro dela, entendo enfim:
meu destino é arder sem deixar de amar.

Derby Paulista


O estádio é um coração cercado de concreto, bate em verde e em preto, em branco e em fé.
Cada canto é uma veia pulsando promessa, a cidade inteira prende o fôlego no apito inicial.


No gramado, a bola é um sol inquieto, ora foge, ora queima nos pés apressados.
As chuteiras escrevem versos na grama curta, poesia suada, rasgada, impossível de ensaiar.


As arquibancadas viram mar revolto,
ondas de gritos quebrando no mesmo cais.
Bandeiras são pássaros em guerra no vento, e cada gol é um trovão rasgando o céu paulista.


Quando o jogo acaba, a noite cai em silêncio estranho, como depois de uma briga entre irmãos.
Mas o derby fica — cicatriz e lenda —
gravado no peito da cidade que nunca dorme.

Amor de História


Nos apaixonamos como quem descobre um manuscrito antigo,
com cuidado para não rasgar o tempo, folheando silêncios,
lendo sentimentos escritos à margem.


Teu olhar era linha do tempo,
me levando do agora ao sempre,
cada palavra tua uma data marcada
no calendário secreto do meu coração.


Havia batalhas internas, tratados não assinados, um amor vivendo entre capítulos proibidos, como se o destino pedisse notas de rodapé para explicar o que não podia ser vivido.


E mesmo sem final oficial,
nos tornamos fato histórico
um no outro:
um amor que não se apaga,
apenas muda de século dentro da memória.

Encontrei um pergaminho antigo,
guardado no fundo do tempo,
nele dizia que o amor não se desfaz,
apenas muda de caligrafia.


Antes de te conhecer,
eu era só um menino sonhador,
rabiscando o mundo em guardanapos, acreditando que versos eram abrigo.


Eu caminhava com o peito aberto,
como quem atravessa um deserto
seguindo estrelas que não sabia nomear, colecionando silêncios como mapas.


Então você surgiu feito tinta viva,
molhou meus dias de cor e sentido,
ensinou minha mão a escrever sem medo, como quem descobre a própria língua.


Hoje sei:
o pergaminho não era papel,
era o meu coração esperando leitura,
e o amor que diz durar pra sempre
aprendeu a morar no teu nome.

Um pedido de desculpas


O coração não voltou a bater sozinho,
virou casa abandonada depois da tempestade,
janelas rangendo saudade,
esperando passos que soubessem chegar sem quebrar.


Eu ouvi um pedido de desculpas
como chuva fina em terra rachada,
não fez barulho, mas ficou,
penetrando devagar no que ainda era seco.


Entre escombros, te vi juntando cacos
como quem remenda um vaso antigo com ouro,
sabendo que as rachaduras não somem,
apenas aprendem a brilhar de outro jeito.


Hoje o peito bate como farol cansado,
não ilumina por excesso, mas por insistência.
Porque amar, depois do erro,
é navegar mesmo sabendo do mar.

Filhos do Futuro


Carregam nos olhos
a luz que ainda não vi,
Sementes de um mundo
que insiste em nascer.
Em cada gesto, em cada riso,
há o que eu sonhei,
E o que eu não consegui,
talvez, vocês consigam.


Que aprendam com
o vento a suavidade
do tempo,
E com a chuva,
que às vezes tudo se renova.
Que saibam que o amor é força
e é abrigo,
E que perdoar é a ponte
que une corações.


Que encontrem caminhos
mesmo na sombra da dor,
E que nunca temam
a vastidão
de seus sonhos.
Pois cada passo,
mesmo incerto,
é história viva,
E cada escolha é música
que o mundo irá ouvir.


Filhos do futuro,
guardem a esperança,
Como quem segura
estrelas nas mãos.
Vocês são promessa,
raiz e asas,
O começo que transforma
o ontem em amanhã.

Você


Hoje acordei com teu nome pousado na boca,
como quem sussurra um segredo ao amanhecer.
Abri a janela e o vento perguntou por ti,
e eu respondi com silêncio… mas pensando em você.


Pensei em dançar na chuva sem medo do frio,
em rir alto só porque o dia nasceu bonito,
em procurar no mundo um cheiro que me lembrasse
o abraço que só encontro quando te imagino comigo.


Por um instante doeu lembrar tua ausência,
esse espaço vazio na cadeira ao lado.
Mas até a saudade tem teu jeito manso —
ela me visita e diz que você nunca foi passado.


Porque mesmo distante dos meus braços,
você mora onde ninguém pode arrancar:
na parte mais viva do meu peito,
onde cada batida aprende a te amar.

Nós dois em um


Você me chamou de seu,
e o mundo inteiro mudou de endereço.
Como se eu deixasse de ser apenas passagem evirasse porto no seu peito.


Depois me chamou de sua,
e eu senti o cuidado
escondido na palavra.
Não como posse
— mas como promessa,
como quem diz “fica”
semprecisar falar.


Ser seu é repousar na sua certeza,
é ter abrigo no tom da sua voz.
Ser sua é florir nos seus braços,
é pertencer ao instante que é só de nós.


E entre “seu” e “sua” eu me encontro,
inteiro, entregue, sem medo algum.
Porque quando você me nomeia assim, amor deixa de ser verbo


— e vira nós dois em um.