Poema para um Lider
Às vezes é bom cancelar algum compromisso,
relaxar a gravata, dar folga ao ofício.
Ser um homem comum,
que não raro se passa por outro
neste teatro do absurdo,
como personagem de um drama fictício.
Às vezes é bom calar a voz,
segurar a pressa, suspender o vício.
Ficar sozinho, sem ser solitário,
num pacto mudo como um sacrifício.
Às vezes é bom cancelar algum compromisso,
relaxar a gravata, dar folga ao ofício.
Andar nas nuvens, dançar na chuva
e aprender o caminho do vento.
Saber que tudo passa
e que a vida cobra o tempo esquecido
no porão da memória.
CLARIDADE DO INDIZÍVEL
Tua alma é um pátio antigo onde o silêncio respira,
e por onde passam figuras que não sabemos nomear,
ecos de vidas que ficaram presas na memória,
sussurros que dançam entre luz e penumbra.
Ali, o homem que és se desfaz do mundo,
larga o peso, a pressa, o roteiro imposto,
e caminha como quem toca na própria sombra
com a delicadeza de quem sabe que tudo pode ruir.
O vento te ensina gestos que esqueceste,
a chuva te devolve a inocência da água,
e a noite te veste com a claridade que não fere,
essa luz que não ilumina, mas revela.
E no fundo desse jardim escondido,
onde nenhum ruído do mundo te alcança,
há uma fonte que insiste em murmurar verdades —
verdades que não se dizem,
mas que o teu silêncio entende.
É ali que te reencontras:
entre o eco do que foste
e o lampejo do que ainda virá,
sob o luar que não consola,
mas que te devolve a ti mesmo.
Filosofia: pensar é um ato perigoso
Pensar até o fim sempre flerta com a loucura. Friedrich Nietzsche foi chamado de insano não por ter perdido a razão, mas por tê-la levado longe demais — a um ponto onde as convenções morais desmoronam. O pensamento radical assusta porque dissolve as narrativas que sustentam o poder, a religião, a moral de rebanho.
O mundo prefere a razão morna, funcional, administrável. A lucidez verdadeira é incômoda: ela revela o vazio por trás dos discursos, a fragilidade das verdades oficiais, a teatralidade das instituições.
Acredito que o bom escritor, o poeta, o artista como um todo, precisa ter vivido uma outra realidade. A realidade dura da vida, da busca pelo sustento, o sofrimento, a tragédia, a pobreza, sim, necessariamente a pobreza. Observando os grandes espíritos, as grandes personalidades, percebe-se que todos aqueles que conseguiram chegar a um patamar alto no que diz respeito à sutileza, à beleza, à singeleza, à sublimidade da arte em sua essência, são pessoas desse tipo.
Fernando Pessoa carrega uma tragédia pessoal, uma esquizofrenia consciente. José Saramago traz a luta ideológica, o contexto social de pobreza, a perseguição e a fuga.
No meu caso, a tese não é teórica. Perdi meu pai aos onze anos e fui trabalhar como pedreiro com um tio, na Bahia. Isso não é metáfora, é biografia. Está contado em dois livros meus, Eis um Homem e A Morte do Meu Pai, sendo este o mais recente.
Observando o outro lado, o contraste se impõe. Oscar Wilde viveu na orgia intelectual, cercado de conforto, exagero e facilidades próprias de uma elite privilegiada. Enquanto viveu nesse ambiente, não produziu nada de essencial. Foi apenas quando foi preso que escreveu seu verdadeiro livro, A Balada do Cárcere de Reading.
Artistas atuais, não me venham com o argumento de que é o dom que faz a arte. É a existência que faz o artista e, consequentemente, o artista produz a arte
Não sou um livro aberto
Não sou uma ilha
Sou terra habitada
Por hábito e mobília.
Sou feito de barro
Que chora e se humilha
Que sofre e tem medo
Da sombra da noite
Que guarda o segredo
Do eterno retorno
Que traz recomeço
Do trágico querer
Me perco no sonho
Do dia futuro
Construindo um muro
Em volta de mim, para permanecer.
A carne se esgaça como roupa velha
A alma se estica pra não se perder
Ao chegar em casa em um dia torrencial – faz parte do meu trabalho – o meu filho me perguntou: papai o que o Sr. Faz? Sempre gostei de responder essa pergunta, mas agora era diferente. Poderia decidir a escolha dele para o futuro. O medo e a alegria tomaram conta de mim, eu disse:
Preservo e mantenho a ordem. Dirimo contendas, Oriento as pessoas, evito tragédias, conduzo culpados, tranqüilizo vítimas. Dou-me a todos que precisam de ajuda. Prego a paz.
Ele fixou os olhos em mim e disse: quando eu crescer serei mais que o senhor, meu pai, serei um POLICIAL MILITAR
Ao teu lado, a vida perde o peso do mundo,
O soju é brinde a quem soube esperar.
Em um olhar rápido ou no beijo profundo,
Encontrei meu destino, meu porto, meu lar.
Seja na rocha fria ou na grama macia,
No acorde do violão ou no toque da mão,
Estar com você é a eterna alquimia
Que transforma o comum em pura oração.
Obrigado por ser meu farol e meu porto,
Por fazer do agora o melhor lugar.
No calor do teu peito, o cansaço é conforto,
E a felicidade é simplesmente... te amar.
-------- Eliana Angel Wolf
Existe um momento em que a pessoa começa a perceber que muitas ideias, medos e padrões que carrega nunca nasceram dela. Foram absorvidos aos poucos, repetidos tantas vezes que pareciam verdades absolutas.
O autoconhecimento muda isso. Ele faz surgir perguntas que nem sempre são confortáveis e desmonta certezas construídas apenas pela influência externa.
Por isso, olhar para dentro exige coragem. Nem todo mundo está disposto a encarar a própria consciência sem distrações, sem máscaras e sem narrativas prontas.
Mas é justamente nesse processo que nasce uma visão mais livre, mais lúcida e mais verdadeira sobre si mesmo e sobre o mundo.
Tudo o que eu tenho a Te ofertar
É um quebrantado coração
Eu queria ter muito, muito mais
Mas tudo o que eu tenho é
Um quebrantado coração Um quebrantado coração
Move o Coração de Deus
Um quebrantado coração
Traz o Céu pra nós
Lembra quando estava por um fio pra desistir
E quando faltou isso aqui pra você cair
E mesmo assim você tentou mais uma vez
Era a Mão de Deus
Segurando a sua mão pra não cair
Você não veio até aqui pra desistir
Então não tem porque chorar, volte a sorrir
Era a Mão de Deus e vai ser sempre assim Arnaldo Da Cruz Quaresma Junior
E se acaso eu tropeçar
Sei, me segurará
Se cansar os meus pés
Um colo me dará
E me carregará... Tiago Cardoso
INVOLUÇÃO HUMANA
Creio na involução do homem,
de um deus a um verme,
e não na evolução progressiva
do macaco ao homem,
do instinto à razão
o macaco é muito bom
para dar origem ao homem atual.
no início era a semelhança de Deus,
depois, anjos caídos,
para habitar corpos de nefilins
coabitaram com mulheres mortais
geraram filhos híbridos,
filhos que espalharam a violência
e a miséria humana sobre a terra.
regredindo ainda estamos, da luz eterna
para a escuridão perpétua.
logo seremos verme, e depois pó,
ao fim da involução
para o cerne do nada,
da inutilidade...
Por trás da porta
Por trás da porta
A rua segue seu curso
Como um rio,
Pessoas descem
A água é o vento
Que as move
Passos distintos,
Caminhos iguais
São moléculas
Sem destinos
Poeiras outonais.
E eu atrás da porta
Sem coragem
De ir à rua
Penso no futuro
Mas o passado me espreita
Quem dera fosse largar
A rua que me espera
Mas a porta é estreita.
UMA CANÇÃO DE AMOR JAZZ
Eu sei,
Que não é fácil viver,
Sozinho sem um alguém,
Por isso eu amo você.
Pedi ao sol
Pedi à lua
Para encontrar um amor
Um anjo me responder.
No lindo sonho acordei
ouvindo a voz do alguém
a me dizer sorridente
Sou eu,
Que estou aqui com você
Também estava sozinha
E agora tenho o céu...
Giovanna & Benício
Quando a vida se tornar difícil
Busquem um livro
Ou escutem uma canção do seu eterno vozinho.
O Amor será sempre nosso guia neste mundo caótico.
É inútil, é um absurdo ter preconceito.
As pessoas são iguais em qualquer lugar do mundo. Pessoas são pessoas, o que difere são os defeitos.
Não há raça, gênero, orientação ou religião,
Que justifique uma discriminação.
Diante das diferenças, devemos aprender a conviver, a respeitar e a amar, sem nunca deixar de perceber, que a diversidade é um presente da vida, e que só assim, de fato, podemos ser livres.
Que o amor seja a força que nos une, que o respeito seja o que nos guie,
e que juntos possamos construir um mundo melhor, onde o preconceito não tenha vez nem lugar, nem sabor.
Porque no final das contas, somos todos iguais, seres humanos em busca da felicidade, e se há algo que nos faz melhores e mais especiais, é a capacidade de enxergar a beleza na diferença e na diversidade.
Avesso ( Narcélio Brito )
Por fora sou calmo, quieto
Por dentro, tempestuoso
Um solo vulcânico de sentimentos
Que explode em um jeito caloroso
E a erupção vem em forma de versos
Essas lavas expõem o meu lado avesso
Um furacão que tu não enxergas
E que explode nesse meu universo
Navego em águas tranquilas
Um mar sereno aos olhos teus
Mas no fundo, correm torrentes
Desafios e sonhos que são só meus
E a erupção vem em forma de versos
Essas lavas expõem o meu lado avesso
Um furacão que tu não enxergas
E que explode nesse meu universo
Ninguém vê a força que queima
A pressão que cresce no peito
Até que a tinta encontra o papel
Mostrando o meu mundo imperfeito
Pensando no Universo como um ser vivo
do qual fazemos parte em porções diminutas
Quantas vidas Ele guarda em seu interior
Suas leis imutáveis
que precisam ser vividas
em toda intensidade
até que ela se acabe
e se ajuste de novo
para um novo teste
de funcionamento
Quantas vidas deve haver nele
para que tenha se ajustado
as Leis atuais, não anos de idade
vidas de funcionamento
Qualquer ação de um ser vivo
em comparação a um inanimado
tem seu ajuste, pois duas partículas
que se encontraram em algum momento da existência continuam ligados para sempre
Nos anos finais, quando tudo for escuridão
como sementes procurando luz
chegam ao inatingível centro
e esse reverbera, em total sincronia
ditando os melhoramentos nas Leis Universais
para uma nova existência, em evolução com o Todo.
Vazio…
No dicionário
significa desprovido de conteúdo,
contudo faço um apelo ao leitor:
o meu vazio tem nome
e pode ser chamado de amor.
O vazio que reside em mim
não foi por mera coincidência,
aliás, saliento
que esse companheiro diário
é fruto da minha total incompetência.
Incompetência em ser humano.
Ora, precisamos ser honestos,
também fui rude, desleal
e com amor ausente de gestos.
Mas faço uma correção no meu texto,
se não vos importunar:
humano é aquele que vive, aprende e erra,
acerta
e com consciência
nos faz diferenciar.
Errei com quem mais amava,
fui ausência
quando apenas a minha presença
era necessária,
e agora o vazio
que eu deixei no peito
se instaura.
Chame de carma, retorno,
eu confesso que não ligo,
trago comigo dores e desilusões
que rezo
por não findarem comigo.
Se não findaram,
ao menos matou uma parte de mim,
que acreditava no amor
e que não era uma pessoa ruim.
O tempo a curou
e disso me alegro,
não gostaria de ser o algoz
daquela que obteve
meu único sentimento sincero.
Esse vazio caminhará ao meu lado,
já estou me acostumando
com sua estranha beleza,
ao ponto de acordar
e desejar:
“Bom dia, tristeza.”
Raphael Bragagnolle
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