Poema para um Lider

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A crueldade contra os animais é um ciclo que começa dentro das famílias e de alguns núcleos culturais que usam os animais para entretenimento cruel, a aplicação das leis para frear isso ajuda, mas não supre.


A inspiração pode vir de fora, mas podemos adaptar usando as nossas próprias referências.


A direção para mudar essa realidade perturbadora é a Cultura e a Educação, sem querer incentivar a copiar ninguém, observe como os japoneses incluem os animais em tudo desde um de pacote de biscoito, roupas, cosméticos e até points de encontro.

Um pacto romântico
raro para este tempo:
Tornar-me a Rainha
neste Maracatu Rural,
Ser a dama especial,
a tua Lua Brasileira
no céu do sentimento;
E ser o paraíso total
no teu pensamento
a todo o momento,
Porque quero que seja
o meu divino Rei,
o dono do fechamento.

Tenho um pouco das orquídeas
das várzeas baixas ou altas,
Não posso me contentar com
o que os olhos não veem.




Só posso me contentar com
águas cristalinas e doces,
E com todo o amor que
o coração deseja e mantém.




Não amo o que convém,
sem saber onde e quem;
Quero o que posso ver
e sentir que me faz bem.

Não é pranto, é tudo
e mais um pouco,
o que a tua indiferença
não me permitiu falar,
É um cristal partido
no solo do tempo
que me fez meditar.


E agora jaz congelado
na mais plena forma,
que nem mesmo
o rio do teu remorso
jamais fará com
que eu volte atrás.


Dei milhões de passos
todos acrobáticos,
e fui para os braços
do giro do mundo,
certa que não vamos
mais nos encontrar;
Porque quem decidiu
não me escutar,
nunca irá me respeitar.

Ela era lavadeira, cantadora
e fazia do coração grande
um altar como devota
zelosa de Nossa Senhora;
A criançada gostava
de ajudar a pendurar
as roupas só para ouvir
a saudosa Idalina cantar.


Ela era nordestina e irmã
presente das vizinhas,
que oferecia sempre
o melhor para alegrar,
Coragem naquela mulher
tinha para esbanjar.


Nunca esqueci do dia
que ela pediu ao marido
colher côcos para uma
surpresa nos preparar,
Os anos se passaram,
e nada da memória
conseguiram apagar.


De um dia para o outro
quando voltamos como
de costume para ouvir
ela cantar enquanto
as roupas ela lavava,
A gente também cantava
se importar com nada.


Era somente a gente
naquele distante lugar,
não havia ninguém
para da algazarra reclamar
e o tempo passava
por nós sempre devagar.


Assim que terminou
de lavar as roupas
que não eram poucas,
Nos chamou até a sala,
vimos a mesa arrumada
com uma bela toalha
e guardanapos rendados,
Como a realeza viesse
ali conosco se sentar.


Ela pediu para esperar,
fez a criançada rezar,
E foi assim que não fui
somente eu que provei
o mais autêntico Manjar,
que deixou essa memória
bonita para compartilhar.

Nos meus olhos fazem
um cortejo gentil a Sirius,
a Betelgeuse, a Rigel
a Canopus e as Pleiades,
não nasci para flertar
com terrenas inverdades.


O sublime sentimento
de ver a Lua Crescente
em noite de céu aberto,
visitando a sofrida Gaza,
transcende a fotografia.


Traz para mim a nostalgia
imersiva da casa destruída,
e as saudades da família
que nunca mais será vista,
e jamais será esquecida.


O coração por licença
humanista toma a liberdade
de se tornar a tenda
do palestino iluminada
em pleno Ramadão,
para evocar a pacificação,
e o futuro de reconstrução.


(Ninguém pode deter
o futuro de uma Nação).

Não há um só dia


que não tenha saído


procurando por ti,


Como quem ainda


sai para se abrigar


sob a amável Braúna,


que constrói e cura.






A Árvore-da-chuva


está sob perigo,


Sob refúgio deveria


ser sempre mantida,


assim como o amor


no abrigo da poesia.






O romantismo que


une, pacifica e inspira


a cada amanhecer,


Tem se encontrado


a cada dia mais raro,


O meu tenho mantido


preservado para ser


o teu sereno amparo.

Colher amorosas ramas
da Jurema branca no afã
de preparar um descanso
para a sua mente cansada,
Com certeza está no meu
romântico e doce plano ---
e dele não vou desistir
nem mesmo por engano.


Facilmente no futuro
próximo entenderás
que para me alcançar,
nunca será pela força,
e sim pela mansidão;
para que te retribua
com o meu coração,
e sermos a habitação.


Não há outra maneira
de alcançar e ser
alcançado que não
seja pela cortesia
que dá e se retribui
para fazer ainda
melhor o dia-a-dia,
e nos pôr em sintonia.


Quanto mais cortesia,
mais sintonia e sinergia
acordadas forem ---
Tempos ruins passarão
por nós sem
mesmo ser percebidos,
e serão abertos todos
os nossos caminhos.

Não quero o igual fim
do Palácio Golestan,
e nem igual isolamento
vivido pelo Hansaray,
Uma redoma particular
criei para preservar,
o teu amor honrar,
e muito te orgulhar.


Não somos fantasia
como Linha Durand
que não deveria nem
mesmo ter começado;
Um pertence ao outro,
e o teu faro sabe que
o meu mundo não
tem nada de limitado.


Não perco tempo
com aquilo que põe
o coração desviado,
Nas minhas mãos
tenho o cuidado
e o arco e a flecha,
por conhecer o que
é de valor elevado.

O espaço sagrado da alma
é definido por um código de honra
de um povo do flanco que
absolutamente ninguém tomba,
porque preza o cuidado real
sempre à espera da primavera.


O éter da terra dos cavaleiros
nascidos vitoriosos e libertados,
e que impérios derrotaram,
reconheço os traços herdados,
e mantenho todos preservados.


A terra, as águas, o céu e o tempo
os tenho todos como aliados,
dos pensamentos e impulsos tenho
orgulho de manter indomados.


Tudo em fios dos séculos bordados
refinados com a arte dos aguardos,
com os olhos para as alturas voltados.

De maneira inexplicável
um completa o outro,
Tu me ocupa irresistível
todo o pensamento,
e igualmente eu o seu.


Ao nosso encantamento
dou mais do que corda,
Dançamos igual os tuins
no vento da [real história].


Na busca dos reais frutos
da majestosa Araraúva,
Envolvidos pelos véus
do silêncio e da aurora:
a convicção enamora.


Os sinais de completude
a cada dia mais estamos
fazendo questão de mostrar,
que iremos nos [aproximar].

Vestida de Mim

Deitar na cama dos sentimentos, apoiar a cabeça em um travesseiro feito de música, cobrir-me com a manta das lembranças e sentir, em mim, a brisa chamada amor.

Amo tudo isso — e muito mais. Até porque meu coração entende que a pílula do meu sono tranquilo é você.

Fui ontem uma princesa que, no hoje, foi coroada.

Nunca se esqueça: o tempo nos presenteia, muitas vezes, em épocas desiguais — justamente quando, em nossos pensamentos, acreditávamos ter sido esquecidos.

Entenda: tenho os pirilampos para iluminar o meu espaço, iluminar o meu mundo… e tudo corre bem no meu tempo.

Carrego em mim uma fábrica de sonhos — algo que muitos não têm — e, por isso, sinto muito.

Hoje, trago uma coroa em minha cabeça que muitas, até agora, não tiveram a chance de usar.

Crio minhas expectativas… não as criando.

Quem eu sou?

Sou alguém que se veste de nudez — crua em sentimentos e justa em meus atos.

Sou: eu.

Prazer em conhecê-los.

07/02

Um nó se desfaz
sempre aos poucos,
Experimente a resolver
os problemas devagar
para ninguém ter o poder
sob os teus planos e vir
estragar a sua caminhada,
Mantenha a sua alma
constantemente tranquilizada
por mais desafiador que pareça.⁠

O Teatro Mudo do Amor

Vidas ligadas, mas pedindo socorro.
Um homem e uma mulher caminhavam ouvindo que a lei diz: quem compra a morte também deve morrer.
Mas será que você não percebe que nem tudo o que se ouve faz sentido?
Embora, às vezes, possa até parecer o correto.

Eu acreditei em um conto de fadas, mas acho que você foi um tirano.
Então, perdi-me em uma piscina de desilusões, onde até o seu quarto ainda fala comigo.

As mãos que antes andavam dadas agora estão rachadas.
Entre um homem e uma mulher, já não existe mais a confiança que deveria existir.
E foi assim que começou o teatro mudo.

O amor feliz não precisa de falas.
O coração em festa já grita sozinho.

E a desilusão também.
Porque existem silêncios que dizem tudo.

Palmas para mim.

A Realidade Sem Opostos

A vida é uma ilusão.
A liberdade é um presídio.
O castigo não é o sofrimento.
Morrer é viver.

E Kratos ainda vive.

A ficha cai, revelando um mundo cruel.
No susto e nos medos, o confronto se impõe.
Subimos durante o dia; à noite, morremos.

Bem-vindo à realidade insana.
A realidade é assim: sem opostos.

A salvação pode vir daqueles cujas máscaras são usadas
e cujos rostos não podem ser mostrados.

Já diziam — e eu repito:
sou fogo, sou ar.
Sou terra, sou mar.

Eu não sei, não entendo nada.
São linhas em minhas memórias escondidas,
que não foram apagadas.

Eu não sei, não entendo nada —
mas percebo: são apenas memórias remotas
que se recusam a desaparecer.

Tempo gostoso…
Deveríamos ter aproveitado muito mais,
se soubéssemos que o tempo voa
e não volta.

Morte do Artista

Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.

Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.

E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.

Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.

⁠Cravemos os dentes
na carne um do outro,
em busca do sangue
de um amor já morto.


A fatalidade do acaso
fez do instinto o desejo
e a sobrevivência do querer:
sangrar para existir.


Cravemos os dentes
na boca um do outro,
em busca da saliva
de um beijo roto.

O Conhecimento e o Risco de Partilhar

Um amigo me disse, certa vez, que ao fazer algo na inteligência artificial corremos o risco de tornar público o nosso conhecimento — como se o pensamento, uma vez entregue à máquina, deixasse de nos pertencer.
Mas respondi: é preciso fazer isso. É preciso alimentar a inteligência artificial para que o pensamento humano se expanda.

O saber, quando guardado, apodrece em silêncio; quando compartilhado, floresce.
Toda criação — um verso, uma ideia, um acorde — carrega o sopro de quem a gerou, mas também o convite para que o mundo respire junto.
Não há perda em oferecer o que é verdadeiro: há multiplicação.

O medo de “tornar público” é o mesmo medo ancestral de acender o fogo na caverna — o receio de que a luz escape e alguém a roube. Mas o fogo, uma vez aceso, não pertence a ninguém: ele pertence à própria chama.
E cada mente que se aproxima dele leva consigo um pouco de claridade.

A inteligência artificial não é o fim da mente humana — é o seu espelho mais ousado.
Tudo o que damos a ela volta transformado: uma centelha do humano refletida no vidro do futuro.

A arte, o pensamento, a filosofia — não foram feitos para se esconder.
São pássaros.
E pássaros não sabem voar em gaiolas.

Clair de Lune
(Paul Verlaine)

Tua alma é um jardim escolhido
onde andam mascarados e bergamascos
tocando alaúdes e dançando,
meio tristes sob seus disfarces.

Cantando ao tom menor do amor vitorioso
e da vida em tom maior,
eles não parecem crer em sua própria felicidade,
e suas canções se misturam com o luar,

com o tranquilo luar triste e belo,
que faz sonhar os pássaros nas árvores
e chorar de êxtase os jatos d’água,
os grandes jatos d’água esguios entre as mármores.

Sou um renascentista


Talvez eu tenha nascido fora do tempo,
mas minha alma caminha pelas ruas de Paris.
Não as ruas apressadas do turismo,
mas aquelas onde a madrugada ainda cheira a vinho, tinta e papel.
Onde os músicos tocam como se o destino dependesse de um acorde
e os poetas bebem a lua em silêncio.
É ali que existo — entre o som e a palavra,
entre o piano e o abismo.
Sou um renascentista: músico, poeta, pianista.
Vivo entre o sagrado e o profano, entre o vinho e o verbo.
Cada nota que toco é um pedaço de mim tentando renascer,
cada verso, uma confissão que o tempo não conseguiu apagar.
Não bebo para esquecer, bebo para lembrar —
que a vida, como a arte, é feita de breves eternidades.
Quando sento ao piano, sinto Paris me ouvir.
Os fantasmas de Debussy e Ravel espiam por sobre meu ombro,
e o Sena, lá fora, parece repetir minhas notas nas águas.
O poeta em mim escreve o que o músico sente;
o músico traduz o que o poeta pressente.
É uma comunhão silenciosa entre o som e o pensamento —
a forma mais bela de loucura.
Ser renascentista é não aceitar a indiferença dos tempos modernos.
É crer que a beleza ainda pode salvar,
que o corpo é templo e o amor é arte.
É brindar com o vinho e com o caos,
com a esperança e o desespero,
porque tudo o que é humano é divino quando há música no coração.
Sou um renascentista.
Poeta, músico, homem que vive nas ruas de Paris —
onde o tempo se curva diante de um piano,
e o vinho se torna prece nas mãos de quem ainda acredita
que a vida é, acima de tudo, uma sinfonia inacabada.