Poema palavras
O Cerco
Para destruir você, uniram-se.
Não com espadas,
mas com palavras cuidadosamente escolhidas.
Manipularam pensamentos,
contaram versões convenientes,
e fizeram da sua reputação
o primeiro campo de batalha.
Não buscavam a verdade.
Buscavam medir a resistência
de quem se recusava a cair.
Quando perceberam
que a difamação não bastava,
recuaram para a sombra.
Esperaram o cansaço,
a dor,
o momento em que a alma vacila.
Sabiam que a fraqueza de um instante
poderia causar mais estragos
do que anos de perseguição.
Mas toda introspecção revela um fato incômodo:
o rosto por trás da conspiração
nem sempre pertence a um estranho.
Pode estar dentro da própria família,
vestido de afeto e proximidade.
Pode surgir na voz
de quem um dia jurou proteger você.
E a revelação mais dura de todas:
o último conspirador
pode ser você mesmo,
quando já não consegue discernir
a verdade das mentiras
que repetiram ao seu respeito.
Quando a mentira, repetida inúmeras vezes,
passa a vestir as roupas da verdade,
e a dúvida se instala em sua consciência,
fazendo-o questionar
quem realmente é.
Proteja sua mente.
A reputação pode ser manchada.
Os aplausos podem desaparecer.
Mas quem preserva a própria essência
permanece de pé,
mesmo quando o mundo inteiro
espera vê-lo cair.
Porque a maior vitória
não é convencer o mundo
de quem você é,
mas impedir
que o mundo convença você
de quem nunca foi.
Palavras lançadas
como folha em dia de tempo chuvoso
flutua no ar
lança de tua boca
palavras sem cessar
palavras vazias palavras
que me levarão à
ruína
palavras que nem o tempo
apagará
palavras apenas palavras
que para mim hoje não
carrega mero significado.
apenas palavras lançadas ao ar!
14/09/2026
Maday Moraes
Inconcebíveis
Inconcebíveis palavras são ditas
No silêncio do pensamento
Exulta, ó sensível coração!
Tua essência é como uma árvore frutífera e sedenta
Que alimenta e sacia os pobres famintos;
Vem a mim, ó doce e apetecível vinho,
Deixa o teu líquido verter pelos córregos
O teu veneno imortal;
Deem-me numa taça as borbulhas
Deste intenso vermelho sanguíneo
Manchando minha consciência
No cume da minha eterna felicidade.
Esconde no recôndito de teu coração
O jardim que tanto cuidaste
Para a farta produção dos nobres parreirais.
Carta sem endereço
Escrevi em linhas abertas o meu sentimento. Mostrei em palavras o amor que sinto. Escolhi um papel delicado, adornado com borboletas – símbolo de despertar, de alma e de espírito. Minhas mãos tremiam enquanto eu derramava sobre a folha todo meu afeto, meu carinho, minhas intenções.
A carta ficou pronta.
O problema é o endereço.
Não sei onde ele mora.
Talvez more nas lacunas escondidas do tempo, em algum canto perdido entre o momento e espera. Talvez viva dentro do meu peito, oculto nas entrelinhas do que ainda não foi dito.
Dobrei o papel com cuidado, coloquei-o em um envelope e guardei. Quem sabe, um dia, ele entre em contato – e eu possa entregar pessoalmente. Cartas assim, sem data, podem esperar em uma gaveta. E, se não chegar ao destinatário, ao menos aliviam o peso da alma que ama silenciosamente.
Rita Padoin
Escritora
Minhas palavras
Minhas palavras são apenas uma fração do que realmente é.
Elas enumeram um pedaço da minha história.
Meus sonhos nada mais são que meras
Loucuras dentro da madrugada.
O que eu quero dizer, na verdade,
Está muito além do que realmente é.
São palavras aleatórias que precisam
Ser unidas para formar as frases.
Que preciso te dizer.
Nem sei se serão decifradas, entendidas
Sei apenas que elas movimentam o momento.
É preciso entrar no mesmo mundo,
É preciso se desfazer em partículas,
É preciso se desligar como se desliga um interruptor,
Uma máquina, um simples fechar de olhos.
Minhas palavras são uma porção de magia
Misturadas dentro de um recipiente.
É preciso mexer para que elas comecem a se formar
E nos dizer o que queremos entender.
Como deletar o que está gravado em minha alma, como apagar as palavras que acalentaram e preencheram por tanto tempo o vazio que havia em mim? ...
Viver é uma viagem que fazemos solitários, temos a felicidade de compartilharmos com as pessoas a quem amamos e que conosco trilham os nossos caminhos, e àqueles que no percurso cruzam os nossos passos...
Estas são as marcas que nos ajudam na nossa viagem, e por fim ao chegarmos ao nosso porto, final de estrada, dali admiramos as várias estações da vida.
Mergulho
Algumas palavras intentam e no caminho esmaecem, mas saltam dos dedos sem preencher, a alma e os seus desencontros, desencantos, que ousa voar e salteando o impensado, traça alguns pousos, e hesita.
Um calar sentido, também cura, o silêncio, esse aliado fiel, que sem profundidade enche-se de fantasias que não preenche um vazio. É necessário seguir sem nada indagar ao indiferente tempo, e com ele à revelia… Seguir.
Assim acalentando sonhos que não desapontam… dar ênfase às decepções, ou compreender? Não importa a trajetória, mas mergulhar sem interpretações… Fugir, e fugir do seu poço profundo, busca a simplicidade que acalma, emergir.
A projeção que virou espelho
Achei que te via,
mas o reflexo era meu.
Tuas palavras vinham de fora,
mas quem as moldava por dentro
era o que eu queria ouvir.
Todas as vezes que olhava o pôr do sol no horizonte,
na verdade, era uma projeção de nós dois
iluminando meu inconsciente.
Uma foto sua e se abria um álbum em minha frente,
histórias criadas e até roteiros feitos...
Projetei um enredo,
acreditei no roteiro que escrevi sozinho,
e, quando o silêncio chegou,
percebi que o eco não era ausência tua —
era excesso meu.
Criado por um, mas pertencente em silêncio a dois.
Nesse excesso, criei um mundo todo só nosso —
mas apenas eu tinha acesso.
Hoje olho com carinho todo esse sentimento.
Não acabou, na verdade, é apenas o primeiro dia
fora do nosso mundo encantado.
O que doeu não foi perder alguém,
foi perder o personagem que inventei.
Descobrir que o amor idealizado
tem o brilho exato do pôr do sol:
belo, mas breve,
e feito de despedida.
Observando tudo que criei e senti ao longo desse tempo,
me vejo como um belo arquiteto,
porém, um péssimo projetista —
criei estruturas lindas, dignas de um conto de fadas.
Hoje vejo de fora o “nosso mundo perfeito”,
sem saber o que você acharia dele de verdade.
Hoje entendo:
a decepção é só a luz acendendo no cinema,
mostrando que o filme era projeção.
E no escuro que fica depois,
a vida me convida a assistir de novo —
dessa vez, com os olhos abertos.
Das cenas que eu mais gosto são os créditos.
Pois mesmo sendo o único colaborador físico dessa criação,
todas as cores e formas são méritos seus.
Lhe agradeço por fazer tanto por mim.
Nunca haverá mágoas em um mundo onde nunca existiram
dois corações batendo acelerados
por compartilharem o mesmo sentimento.
Palavras
Transformar sentimentos em palavras,
coisa mais difícil não há.
Há silêncios que pesam no peito
e frases que nascem sem voz,
perdidas entre o medo e o olhar.
O ódio, quando cresce,
é fogo preso na garganta,
capaz de queimar por dentro,
de engasgar cada tentativa
de dizer o que ainda espanta.
O amor, quando explode,
transborda sem pedir licença;
é mar que invade as margens,
é luz, vertigem e presença.
Mas nem mil poemas conseguem
alcançar sua verdadeira imensidão.
E a dor...
ah, a dor que dói tão doída,
não se desfaz com gritos.
Pode-se chamar o mundo,
rasgar a noite, implorar ao infinito —
ela permanece, quieta e profunda,
como uma cicatriz ainda viva.
Talvez escrever não cure,
nem faça o sentimento partir.
Mas oferece ao coração cansado
um lugar onde possa existir.
E, entre lágrimas e versos,
a alma aprende, devagar,
a respirar.
" Há palavras que chegam como flores.
Outras, como estrelas.
A tua chegou como um jardim inteiro com um universo a disposição,
lembrando-me que a gentileza é uma das mais raras formas de beleza. "
Título: Tinta de Monalisa
> Nem sempre posso ditar as boas palavras que tanto desejas, eu também me esforço bastante para te alcançar e ver se nos alcançamos. É que vejo que estás muito à frente de mim.
>
> Um futuro que não posso escrever contigo é um pensamento que altera a natureza da minha tinta. Mas garanto que ainda aspiro pintar uma Monalisa contigo todas as noites, enquanto agradecemos a Deus pela vida e por termos a vida um do outro, perto de cinto e alma.
>
#Admilson o Visionário
Para você ser o rei dos homens, não podes liberar somente boas palavras, mas, também ser bom em todas as questões, ou pelo menos saber fugir delas.
Tome nota!
*_"Tuas palavras, teus pensamentos doem mais do que tuas ações.
A tua alma era como uma luz que me feriu mais que as tuas mentiras."_*
Pensamentos !
Quantas palavras...
Quantas declarações...
Confissões...
Noites agitadas...
Infinitas...
Solitárias...
Todas destinadas a você...
A nós...
Tudo em vão...
Um grande engano...
Acabamos lado a lado...
E sós...
Gosto da sua delicadeza...
Dos seus gestos meigos,
Das suas doces palavras,
Do seu olhar...
De como você se expressa, mesmo em silêncio...,
Do perfume que sua beleza espalha pelo ar...
"Estou triste
Sua ausência me causa dor, mas suas duras e sinceras palavras não me iludiram..
O que posso fazer se não me queres, o posso fazer quando me desejas?
Sinto-me usada, uma escora pronta para desabar quando não mais quiseres que te sustente..
Quem sou eu?
Quem me permiti ser?
Quem és tu? Porquê fazes isso? Como consegue ser tão frio e vazio?
Onde estou, onde me perdi?
Mergulhada em um sentimento que é só de um e talvez alimente dois...
Estou triste, sou triste, me faço triste, apenas por não aceitar a dor de estar, ser e permanecer sozinha, por ter dependência na sua carência e ausência..
Deixo te ir, só não volte para me deixar ainda mais triste e iludida...
Só se vá, sem se arrepender do que um dia poderia viver, quando só então a tristeza em ti caber, quem sabe um dia eu volte a te receber...
Vá e não faça com que eu me arrependa, que eu não use a minha abstinência e nem a carência, vá e me deixe viver a tristeza que se fez quando estava com você..
Estou triste mais ainda sim, jamais deixarei de viver emocionada como fui por você..."
Espelho Alheio
O que me lanças com palavras e insultos
não encontra abrigo,
as pedras que me atiradas, voa,
mas o chão apedrejado é teu.
O teu insulto fala de ti comigo, mas nunca muda o que Deus me deu.
Quem muito julga,
a própria dor externa, projeta a sombra que não quer olhar.
Saiba que a minha paz é rocha que governa,
é onda nenhuma vai me desabar.
Se a tua boca cospe a tua pressa,
e o teu orgulho tenta me medir,
a minha história em mim começa,
e o teu veneno não vai me ferir.
Não perco nada quando o outro perde a própria linha, a graça e a razão.
A terra firme o meu passo ergue,
longe de toda falsa acusação.
Pois quem se conhece não se perde ao vento,
e o que dizem mais diz de quem falou.
Eu sigo leve e livre em movimento,
sendo o dona de quem me tornou!
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