Poema palavras
Eu gosto do meu canto
Eu gosto do meu silêncio
E só escrevo ...
Porque as palavras me curam e
saram todas as minhas feridas por dentro.
É o momento em que viajo no meu profundo ,
me extasio ,
ganho forças e
volto em paz!
E não tem jeito...
Minha inquietude se encontra nas palavras .
Não consigo segurá-las!
Tenho que escrever
pra sentir minha alma
leve e em paz.
Não absorvo mais o que me pesa !
Isso inclui palavras de má fé e
gente sem amor .
E sabe...
É o melhor que faço!
Hoje durmo leve e
acordo em paz!
A intensidade
da minha Alma
não cabe
nas interrogações
de palavras
de quem olhou
e não me viu!
Continuo transbordando
minha autenticidade
e meu respeito
e se faz recíproco
a todo coração
com amor-próprio,
reconhecedor!
de suas fraquezas,
sabedor
de seus limites!
25/11/2015
Sempre componho meus versos
Na esperança de que as palavras curem e
sarem as feridas da minha alma .
Eu ainda insisto em acreditar
que quando temos fé e absorvemos o
que nos eleve
Todo o mal que nos pese
É desfeito com calma e
a tão sonhada paz em nós
volte a reinar.
palavras que calei em meus tormentos
agarrei-as pelas pontas dos dentes
enxugando as suas lágrimas com a língua
falavam de horror e do tempo de amor
de uma paixão que não se incrimina
vou te falar o que existe no meu pensamento
na libertinagem do encanto
talvez não fale quem amo tanto
por ser a obra do meus inventos
e em silêncio vou saciando
em mim vou te levando
na PALIDEZ DO TEMPO.
quero sempre estar por perto
do verão ao inverno
numa relação sem nada de eterno
pois enquanto existirmos de verdade
nas músicas e nas bebidas da sobriedade
falará mais alto a nossa amizade.
bem mais alto, bem mais alto,
mais alto que nossa mocidade.
Lembra de mim sem coação e tormento
pois tu estarás vivo do meu coração ao pensamento
Minhas Palavras
As palavras surgem do nada
Pois nada somos em proferi-las
Se elas emitem gargalhadas
Feliz será quem conduzi-las
Se todos discordem delas
Jamais serão apagadas
É assim que surgirão idéias
E mentes amplificadas
Minhas palavras só são palavras
Mais nada serão
Pois vieram do nada
mais nada, sem explicação
Não importa se minhas palavras te feriram,
ou se minha preocupação por ti não te importas,
ficarei feliz pelas palavras que te serviram,
e que agora posso ir, virando-lhe as costas,
podendo regressar, sem fechar-te as portas.
O Anjo
Segui viagem pensando. Como Ele podia ser tão , tão... Não tenho palavras.
Olhei pela janela do ônibus e a paisagem, velha conhecida minha e que eu achava tão monótona, tornou-se encantadora.
Lembrei do seu nome, sua voz, seu cheiro, seu sorriso sem sorrir, as poucas palavras que trocamos.
Sabia que nunca mais encontraria aquele rosto novamente.
Abri a janela, respirei fundo e depois suspirei.
Senti Ele ali, ao meu lado, me sorrindo com os olhos.
E sorri também.
O Anjo
Não havíamos trocado mais que dez palavras, sabia apenas o seu nome, sabia que não era daqui. Ele poderia estar em milhares de lugares, não só em minha mente, não só em meu coração, talvez cercado por inúmeras pessoas interessantes. Meu nome já esquecera. Certamente esquecera.
- Pensando em mim?
Uma rosa na mão, um sorriso nos olhos, uns lábios que sorriam sem sorrir.
E deu-se o reencontro.
Silêncio
Em nome do silêncio que deixei, E da ponte que não cruzei, Deixo estas palavras.
Não vejas na minha ausência um amor minguado, Pois é um amor que, em seu núcleo, é tão vasto e sagrado Que,por vezes, se perde de si mesmo.
Em verdade te digo: Há um oceano de questões dentro de meu peito, Um redemoinho de sombras sem nome e sem jeito, Que a razão,tão frágil, não consegue conter.
E na ânsia de acalmar a tormenta interior, Busquei abrigo no vinho do esquecimento, E mergulhei no véu espesso do entorpecimento, Não para me afastar de ti, Mas para fugir da tempestade que sou em mim.
A vida, em sua superfície, é um jogo de espelhos, Cheio de poeira e de acontecimentos insignificantes. E há dias em que o peso do trivial, O ruído do mundo,o eco do vão, É uma lança que encontra a fenda de minha alma.
Mas oh, amada… Não confundas a fraqueza do vaso de barro Com a pureza da água que ele guarda. Não confundas meu naufrágio momentâneo Com a direção das estrelas que admiro em teu céu.
O que transborda é minha pequenez, Não o meu amor por ti.
Pois o amor é a montanha inabalável sob a neblina dos meus dias. O que vacila é o peregrino, cansado e ferido, Que por vezes se perde no caminho, Antes de encontrar o seu centro novamente.
E se um dia me vires calado e distante, Lembra-te que até o rio mais profundo Precisa, por vezes, correr subterrâneo Para reencontrar sua própria nascente.
Só Quero Te Amar
Não trago joias nem finas palavras,
só esta voz que do peito se lava.
Como o rio que corre, calmo e sereno,
te amo no silêncio, te amo no engano.
Te amo no pão que partimos juntos,
nos segredos antigos, nos mundos defuntos.
Te amo no sol que a janela ilumina,
— ah, Camila, minha doce menina!
Não prometo fortuna, nem grandezas tolas,
só este amor que não cabe nas escolhas.
É raiz que se prende, teima e persiste,
mesmo quando a vida se faz triste.
Quero te amar com a calma da terra,
com o cheiro do café logo na serra.
Com as horas bordadas no mesmo fio,
construindo um jeito simples e manso.
E se um dia o tempo nos for escasso,
que fique esse amor—rasgo no espaço.
Camila, meu canto, meu norte, meu chão,
eu só quero te amar…
és minha canção.
E rompeu as fronteiras do silêncio,
para buscar palavras ao vento,
que, sem noção, foram lançadas,
como lâminas invisíveis,
para causar sofrimento.
A relatividade do status pessoal
afoga qualquer paridade,
pois a coroa que pesa na cabeça da rainha
não pode repousar no plebeu.
E assim, a majestade se ergue,
mas não impera nos meros humanos,
que, despidos de títulos e tronos,
carregam dores mais pesadas
do que qualquer coroa poderia suportar.
O tempo, imparcial em sua essência,
não curva joelhos diante de castelos,
nem poupa o mendigo na calçada fria.
Todos sangram sob o mesmo céu,
e todos partem sob o mesmo silêncio.
As palavras, outrora armas,
podem também ser pontes,
mas quem se ergue para usá-las assim?
A vaidade arranca raízes da compaixão,
e o orgulho apaga a luz da igualdade.
Pois no fim, a grandeza que resta
não está no ouro, nem nos títulos,
mas na capacidade de tocar o outro
sem ferir, sem pesar,
com a leveza de um gesto humano.
Às vezes perdemos as palavras diante de certas circunstâncias...
O coração dói, a alma silencia num grito oco.
O grito interno de uma alma que sente medo até mesmo de sangrar-se em lágrimas...
O desespero que deseja ter esperança.
Sente medo de sangrar-se em lágrimas, para ocultar de si uma realidade triste, doída, avassaladora!
Teu silêncio me sangra
(Eliza yaman)
O que me fere não são tuas palavras,
mas o silêncio que deixas no lugar.
É como se arrancasses minhas lavras,
e me deixasses só com o verbo amar.
Fico a colher o eco do que foste,
como quem junta espinhos sem saber.
Teu silêncio é punhal que ainda me encoste,
e me sangra sem nunca me vencer.
Perdão sem palavras
(Eliza Yaman)
Não disseste “me perdoa”, e eu sabia:
teu gesto era mais puro que o perdão.
O tempo nos lavou com poesia,
e a dor se dissolveu na redenção.
Não há culpa onde o amor se refaz,
nem rancor onde o afeto é raiz.
Teu silêncio me deu tanta paz,
que até a mágoa se tornou feliz.
Espírito Santo
(Eliza Yaman)
Não venho com palavras decoradas,
Mas com o coração em devoção.
Espírito de Deus, em Ti pousadas,
São paz, são luz, são doce direção.
És fogo que não fere, mas consagra,
És vento que me leva ao Teu querer.
És voz que me aconselha e me afaga,
És vida que me ensina a renascer.
Foste enviado pelo amor eterno,
Como promessa viva e Consolação.
Em mim, tua presença é céu interno,
É templo que se curva em oração.
Rendo-me ao teu toque, à tua graça,
E tudo o que sou, deixo em teu altar.
Espírito que cura e que me abraça,
Habita sempre em mim, não deixes de ficar.
Se fala mal de mim pelas costas,
Eu, sem saber de nada, continuo amando
e lhe digo as palavras mais generosas e ofereço os gestos mais afetuosos.
Porém, as intenções verdadeiras escapam e surgem de um jeito ou de outro.
Admiração vai embora de mãos dadas com o amor.
Ecos do deserto
No silêncio que engole a madrugada,
Sento-me ante o vazio das palavras,
Cada letra, um eco de minha nada,
Cada verso, uma sombra que não se lavra.
O vento atravessa minha mente seca,
Rasga lembranças, assombra memórias,
E cada rima que em vão se mece,
É um espectro a percorrer meus labirintos sombrios.
A pena treme, temendo a reprovação,
Do poeta que habita meu próprio peito;
Seus olhos de carvão queimam a criação,
Transformam sonho em pó, e esperança em leito.
Oh, tormento de moldar o intangível,
De buscar a luz no deserto da mente!
A inspiração foge, cruel e incrível,
E a dor do não-criado é eternamente presente.
Assim navego, entre dor e vazio,
Escravo do eco de minhas próprias exigências;
Cada linha que nasce é um desafio frio,
Cada verso, um lamento de minhas inconsistências.
E se um dia a poesia me libertar,
Que seja na aridez que aprendi a sofrer;
Pois só quem se perde no próprio olhar
Sabe a dor de escrever e jamais se ver.
Oramos e na maioria das vezes mal sabemos o que pedimos, são proferidas palavras vazias.
A resposta do universo é imediata, mas senão sabemos o que nos faz bem , como reconhecer a resposta do Divino?
Perdemos por não saber o que tem importância, perdemos por não saber o que queremos.
Perdemos por quê é mais fácil pedir do que abraçar e acreditar que é possível receber.
Antes de clamar por algo, tenha certeza em seu coração do que deseja.
A vida é um sopro!
Tudo é passageiro.
Islene Souza
