Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Às vezes me pergunto se jovens que nunca conheceram a época em que ninguém tinha de mostrar documentos (e muito menos cartão de crédito) nos hotéis, em que se podia fumar à vontade nos restaurantes, em que só os doentes se preocupavam com a saúde, em que só as pessoas gordíssimas faziam regime e em que as mulheres se sentiam lisonjeadas em vez de chamar a polícia quando recebiam cantadas de rua chegarão um dia a compreender o que é a dignidade humana.
A linguagem das emoções humanas, usada para descrever as relações do homem com Deus — a devoção, o temor, o amor, o arrependimento, a esperança etc. — é toda constituída de metáforas e símbolos que, em vez de traduzir essas relações de maneira apropriada e fidedigna, não fazem senão assinalar, justamente, a fronteira entre o expressável e o inexpressável. O que vejo por toda parte, no mundo religioso, é no entanto um grosseiro antropomorfismo materialista que desespiritualiza a vida do espírito e a reduz ao jogo vulgar das emoções terrestres.
Antes de culpar alguém ou algo pelo fracasso. Procure saber se a culpa não é sua mesmo e só lhe falta enxergar.
Somos seres errantes e nosso ego e orgulho acaba complicando uma coisa tão pura e simples como o amor.
Não fomos feitos para sustentar a expectativa de realização de outras pessoas, ainda que sejam elas, pais, filhos, marido, esposa, outrem. Somos responsáveis por nossa realização, nosso bem estar emocional e consequentemente, por nossa felicidade.
Planejar metas futuras sem deixar de viver o presente, ser feliz agora criando metas para alcançar, pois as metas, são motivos de sonho, esperança e empolgação que resultam na felicidade momentânea.
Descobri que as vezes damos a vida pelas pessoas, sem saber que estas pessoas um dia nos negam o que sobra da vida delas.
Crescer é doloroso, mas necessário; acomodar-se é anestesiar-se; e regredir é uma imperceptível forma de torturar-se.
Meu pensamento não modifica meu futuro, mas sim minhas ações decorrentes de escolhas constates que sofro e faço a cada instante de minha vida.
Meu valor não está em minhas conquistas, mas sim nos desafios superados durante o percurso para alcançar a vitória.
Goste de mim pelo que sou e não pelo o que gostaria que eu fosse. Pois assim, eu gostarei mais de quem é, e não de quem tenta ser.
Tão importante quanto à chegada é o caminho percorrido, pois o que vivemos no percurso nos faz chegar mais evoluídos.
Quem quer fazer a diferença em nossas vidas não se prende ao passado que tivemos, mas sim ao presente que temos e ao futuro que podemos construir juntos.
O prazer físico é o bem supremo, maior do que os prazeres da alma; da mesma forma a dor física é maior que a dor da alma. Mesmo assim, o homem deve saber dominar os prazeres e não ser dominado por eles. O prazer não é algo ruim, ruim é ser subjugado por ele. O homem deve satisfazer os seus desejos sem se deixar envolver por eles. O prazer é sempre algo bom, mas a falta de moderação no relacionamento com os prazeres pode fazer do homem escravo e dependente deles, e isso é algo condenável.
(da filosofia de Aristipo )
Muitos abrem mão dos valores e preferem lançar mão da avareza; vários só sabem fechar as mãos para o semelhante, que dirá estendê-las para o diferente.
