Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Não podemos supor que as mulheres e meninas não sabem a diferença entre realidade e fantasia. Ninguém fica com medo de que os homens que leem mistérios e suspenses acabem se tornando assassinos em série. Entao por que achamos que as meninas não vão entender que não precisam mudar de espécie para encontrar o amor só por que isso acontece em um filme?
Hoje estamos perdendo o desejo de arriscar. Estamos tão procedimentados e padronizados que esquecemos a importância de se arriscar em situações que desconhecemos.
“As vezes ……quando digo :estou bem….apetece que alguém me de um abraço apertado e dissesse: eu sei que não estás…”
Quando estava com ele, eu acho que eu não pensava sobre o que era esperado de mim. Não pensava sobre aonde precisava ir, quem eu precisava ser ou o que eu precisava fazer. Só estava lá com ele.
Nossas duas semanas juntos são meu filme favorito que reprisa em minha mente dia após dia, para que as memórias não sumam.
Se tu morrer vai ser o mermo que passarem uma bala no meu peito! Se tu morrer eu perco até o juízo.
Ligo o chuveiro e deixo a água cair sobre minha cabeça, isso me traz uma sensação de paz e renovação. Dez segundos depois, me sento no chão e coloco minhas mãos em volta dos meus ombros, como uma forma de consolo. O choro vem e com ele diversas lembranças do que foi bom e não vai voltar, nunca mais. E enquanto chove e faz frio lá fora, dentro de mim tudo é quente, tudo arde, tudo transborda. Coloco meu pijama, me enrolo em um cobertor e faço um café. Deito na cama e espero a noite chegar para poder pensar, no silêncio da casa. No dia seguinte, me levanto com um sorriso no rosto, tentando disfarçar qualquer tipo de olhar que me entregue. Tá tudo bem. Vai ficar tudo bem. Eu repito em pensamento. Mas dói. E eu odeio doer tanto.
Quando estou com ele, tenho alguém comigo no meu luto. Alguém que conhece a arquitetura dele como eu, que anda comigo em cada sala melancólica, fazendo toda a estrutura incoerente de vento e vazio não ser tão assustadora e solitária como era antes.
O luto é uma casa que explode no ar com a menor das rajadas. O luto é uma casa cujas cadeiras se esqueceram de nos segurar, os espelhos, de nos refletir. O luto é uma casa que desaparece a cada vez em que alguém bate na porta, que se enterra no chão enquanto todos estão dormindo.
Antes de começar um truque, ele sempre olha nos olhos da pessoa e pergunta: “Você acredita em magia?”
Existem dois tipos de magia. A que parece real, mas é falsa. E a que parece falsa, mas é real. Então que tipo de magia acha que eu faço?
Viajamos por muitos lugares, não é mesmo? Tudo brilhou aos meus olhos como se fosse algo novo. E vocês sempre estiveram presentes nessas memórias.
(Himmel)
Se eu morrer desse jeito, tudo o que eu aprendi com ele sobre coragem, determinação e companheirismo, todas essas memórias preciosas também não desapareceriam deste mundo?
(Heiter)
Precisamos fazer panelinhas para sobreviver. Panelinhas resistem ao fogo, podem fazer comida boa e alimentam. Mas, são apenas um ítem dentro da cozinha enorme chamada Mundo, que, por sua vez, é uma poeirinha no universo. E, nós, só conseguimos fazer pequenas panelinhas. Às vezes, nem isso.
