Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

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Estas linhas eternizadas

São pedaços de nós em fruição.

Por onde andas?... bem sei...

Não tem problema;

Acabarás caindo

Na palma da minha mão.



Olhe para dentro,

Não adianta escapar,

Sou a alazã vontade,

Batendo no teu peito;

Sou o teu maior sentimento,

Não apago nem com o [tempo]...



Sou o teu doce tormento,

A inquietude acariciando,

Você foi embora,

Mas acabará voltando,

Sou o teu absinto,

O mais doce veneno,

Que te coloca em rebento...



Você está brincando de amar,

Cuidado!...

Quem brinca sempre

Acaba machucado,

Amor é como o fogo:

É preciso tomar cuidado.

Cuide bem do meu coração

Por ti apaixonado...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu tenho uma poesia para bordar

em fios de algodão colorido.

Escrevo com a liberdade que só

a poesia concede, e nenhuma arte

se [atreve...

Poeticamente posso escrever ainda

o quê nem sequer foi vivido,

- e mesmo assim ter muita história

para [contar

Acabei de chegar na Paraíba para

visitar dois amigos: Ariano e Solano.

Porque na Paraíba tudo rima,

até a dor vira poesia.

E no fundo todo brasileiro também

é [paraibano.

Quem abriu primeiro a porta

foi o Seu Marinheiro que logo disse:

"- Temos visão privilegiada do

nosso jardim para o Rio Sanhauá."

E o respondi:

"- Frei Pedro Gonçalves me contou

que o pôr-do-sol mais belo visto do

Rio Sanhauá no Brasil outro igual não há."

Três crianças acenaram da sacada

desejando a minha feliz estadia,

escutei os nomes entre as risadas:

Cícero, Cassio e Vital.

Fiquei admirada

com a empolgação da criançada!...

Porque hoje na Paraíba ainda há

um misto de esperança e desesperança

de um povo que se reinventa debaixo

do sol ou da chuva - e enfrenta a seca

com bravura, e jamais abandona a

ternura...

Na costa bem desenhada e na poesia

tramada com fino algodão, em verdade

voz digo:

"- Paraíba [joia menina], tu moras em meu coração."

Inserida por anna_flavia_schmitt

O frevo ferve, faz serão;

Sou a tua andorinha que faz verão.

Os corpos saem do chão,

O céu é tocado com as mãos:

Só no batuque do coração.



Tens nas mãos a minha sombrinha,

E eu tenho você em minhas mãos.

As estrelas em nossos caminhos

Não surgiram de versos vãos.



O frevo comanda o enredo,

A música vestida inteira de luar,

Vejo o meu lindo sol a brilhar,

Te tenho doce, carinhoso e ledo,

Dançamos livres do medo.



O mar que abençoa o povo,

Faz o ritmo do frevo,

Molhando os nossos passos,

E sabe de todos os segredos.



O amor é o estandarte

Que nos credita o frevo de amar

- e sem fim -

Eu sei que você me quer,

E que foi o frevo do

Destino que te trouxe para mim.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Visto-me com a tua pele,

Não estou mais nua,

No ambiente fúcsia,

Só a tua voz amaina,

A nossa rima se insinua;

A luxúria não enrubesce,

Sou inteiramente tua,

A carícia amacia,

Emana a fantasia,

A fragrância de ternura.

O teu domínio aquece,

A noite é uma criança,

A brincadeira atiça,

Somos uma prece profana,

Carinhosos numa só volúpia,

A chama que não se esquece,

Sinfonia que se sussurra,

A tua virilidade, estimula;

No ar a fragrância que excita,

Urgente em plena fervura,

Nada nos fenece,

Nos teus contornos submersa,

O Sol se entrega à Lua,

Num baile de fúria mágica,

O teu charme comanda, manipula.

Quando existe amor, nada perece,

O nosso toque é perene, enfeitiça,

A tua presença eriça;

O nosso giramundo, doce primícia.

O nosso amor enobrece,

Tomados por nossa lúcida loucura,

A nossa aspiração é nada contida,

A nossa ginga passa da hora,

Eroticamente corretos

- nada mais nos importa.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu nunca havia contado antes,

Resolvi contar só agora,

Que eu e Ariano no vai-e-volta,

Sempre nos encontramos sempre

No Sertão da poesia

- abrindo uma janela imensa -

E que juntos nada nos supera;

e nem derruba a paixão intensa

Pela a Literatura que nos veste de Lua.



E dessas letras que fazem chover

No Sertão e que criam doçuras

Para cintilar

Ainda mais as estrelas

- galopando -

Não desistimos de acender o candeeiro

Para nos diluírmos na luz da Lua

E na noite perigosa, ardente,

poética e venturosa,

Repletos da nossa paz [maviosa].



Nesse jogral no corpo étereo

Que também é terra - no alvoroço

Desse jogral cigano - sempre me vi:

Cravejada por Ariano.

Ariano prosa, poesia, verso

Poema, e sobretudo, Ariano do alto dessa

Paixão compadecida que por ele sou encantada

Desde menina, e agora, florescida em

Forma de mulher...



O meu bem-te-quer não deixou de florir

Em centelhas douradas pelo Sol de todos

Os sertões mesmo pela vida magoados,

e enganados.

Os dias da minha vida sempre

Foram e são por teus poemas emocionados;

Nessas tuas letras aurivermelhas da cor

Do teu coração - foram estes versos Inspirados.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Notícias de guerra
não vencem a poesia
que em mim habita,
Notícias de guerra
não caçam a vontade
de mergulhar nos
teus olhos invencíveis
absolutos e oceânicos.

Notícias de guerra
jamais serão capazes
de me fazer esquecer
que nasci poeta,
porque mesmo que
eu pare de escrever
a sua linda existência
não me deixa esquecer.

Notícias de guerra
jamais serão capazes
de tombar os poetas
pelo mundo afora,
porque com as trevas
e luzes temos uma
sedutora intimidade,
e com certeza tens
um pouco de cada uma.

Porque ao reler os teus
códigos poéticos,
Entendi perfeitamente
que se tratavam de dizer
de uma forma diferente
de vir a morrer
de amor nos meus braços.

Agora sou eu e quem
retribuo com a vontade
sereia de no coral de mesa
Acropora selago muito
bem portado pelos teus
olhos envolventes
que entregaram não só
para mim que o seu
coração vive apaixonado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha existência
é no seu pensamento
como o mar alisando
a costa sob o reflexo
das luzes da cidade,
Sereia sou na verdade
e com contentamento
mergulhado com dois
Acroporas samoensis
nas mãos se erguendo
como catedrais no giro
do mundo dançando
sem parar no ritmo
da balada de amor
orientada pela magia
do desejo do seu
peito colado no meu.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Esperar a chuva passar
e o céu glorioso se abrir,
com você eu sei como
e para onde devemos ir

seja no topo da montanha
com o som do carro
ligado nas alturas
enquanto tocamos estrelas
ou estar presente sempre
quando lê os meus poemas

com você sempre sei onde
ir porque olhos nos olhos
o fluir de um pertence
ao fluir do outro a impelir

rumo a direção ainda
mais alta ou a mais profunda
que nos leve a colocar a expectativa
sobre uma Acropora subulata
esférica potente para que nada
nos alcance e tudo em nós
seja mantido sob proteção oceânica.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quanto mais você
busca me tirar
de dentro de você,
permaneço ainda
mais forte porque
sou toda a multidão
de estrelas iluminando
o seu humano desejo,
que você não consegue
mais manter em segredo.

És de oceano profundo
abrigando solene
um Acropora spicifera
de muitos andares
erguendo o poema
a ser lido pelos lugares
imaginados a ser visitados
como se visita santuários
com todo o entusiasmo.

Em ti fiz conhecer a tua
humanidade não temer
o quê é de liberdade,
coragem e compaixão,
com o meu amor fiz teu
corpo fechado e capturei
com a minha discrição
sedutora o seu coração.

Enquanto uns zombam
e outros lutam por um
país e para ter uma bandeira,
sem luta em ti fixei Pátria,
tenho no teu sorriso
a bandeira mais perfeita
e na tua existência altaneira
tudo o quê me mantém
convicta que para ti nasci feita.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Parece que foi ontem a reunião
dos poetas da Geração Beat,
a Humanidade não mudou
praticamente em nada,
e continuo pactuada com
a paz e o amor numa cruzada
contra o fim do mundo.

Ainda cultuando a possibilidade
de existir outro alguém
que também acredita que
é possível viver um romance
sem ego, sem grito e sem conflito,
e sendo um para o outro
um único blindado abrigo.

É no fundo do meu oceano
etéreo que coloquei o meu
coração num Acropora seriata
com entendimento que cultuar
a utopia é cuidar da joia rara
que é o condão que guia
para que eu não me permita
ser engolida por nenhum abismo.

(Porque só me encontro viva
para quem é suficientemente vivo
para lidar intimamente comigo).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Todos nós somos suscetíveis a radicalização e para evitar este tipo de conduta é preciso silenciar a mente e distrair-se com assuntos diferentes e que dão prazer.

A paz é responsabilidade individual e coletiva.

A poesia pode ajudar a exorcizar fantasmas e trazer satisfação num mundo que oferece muitas coisas e ao mesmo tempo nos oferece quase nada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A noite escura
contada por
Heba Abu Nada
que da vida
foi arrancada,
Faz a poesia
na escalada,
A voz da guerra
não tem poder
sob a voz do poeta
mesmo que
seja mortalmente
encerrada,
A poesia segue
ainda mais ecoada
e se torna incapaz
de ser capturada.

O antigo colar
de coral palestino
como recordação
caiu na minha mão,
o teu precioso
coração ainda não.

Quando chegar
o tempo tomaremos
a mediterrânea direção
tocaremos os astros
com a nossa convicção.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ser como a canela
sobre o doce ou sobre
a sua fruta predileta,
Ser o doce ou a sua
fruta predileta
enquanto escolhe
com ou sem creme.

Dominar os teus
meridianos e ser
a parte mais selvagem
dos teus oceanos,
Te colocar em ponto
de fogo e rebelião,
e sem luta te ganhar
com o poder de sedução.

Ser poesia e persuasão
por corais negros
coroada para tomar
posse dos teus segredos
e me divertir com eles
quando as luzes da cidade
as estrelas forem acesas
pelos meus poemas. Assim seja.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Sol e Lua ao redor
do mundo testemunham
o absurdo do século
e toda a diplomacia
que se cala por covardia
sobre as bombas de Israel
em Gaza na Palestina.

Os jornais anunciam
a possibilidade de uma
invasão terrestre sem data
e sem hora marcada,
acontece que neste
mundo ninguém está
a fim de resolver nada.

Sou como a palmeira
que balança e resiste,
as bombas e as rajadas assiste,
não há como fingir que não vejo
um povo sendo levado ao limite
e sem ter o poder de fazer.

Apenas sou a poesia que não
se cala porque não admito
ver um povo sendo vítima
de uma devastação apocalíptica,
a cada dia ando testemunhando
mais e mais ruínas no chão,
e toda Humanidade escorrendo
entre os dedos das palmas das mãos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Pelo caleidoscópio
deste século contemplo
o mundo perverso,
Povos ainda em guerras
desprovidas de nexo.

Nem mesmo que
eu tente ensaiar
mil dramas nenhum
destes papéis não
têm nada a ver comigo.

O meu coração está
vivo e segue pela corrente
do rio Apurímac,
O meu olhar está vivo
seguindo por Carhuasanta.

Ainda tenho fôlego
em Lloqueta e posso
levar comigo um poema,
e solta pelo Ene continuo
firme sendo eu mesma.

O meu pulmão ganha
fôlego pelo Tambo
e ganha impulso
em Ucayali sem temer
adiante nenhum desgaste.

E minh'alma e a memória
param no Amazonas,
chocam com o Madeira,
murmuram com o Negro
e enfrentam o degredo.

Sigo pedindo força ao Japurá,
clamando com o Tapajós,
chorando doído com o Juruá
e soluçando com o Purus.

No final de tudo vou encantar
o seu coração, ser lar
e o mais lindo refúgio sem par
onde você possa sossegar
sem vir novamente a se preocupar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O meu lado é indomável
sob o Céu vermelho,
Para ti sou irreversível
sob a Lua e a estrela guia.

O meu balanço vai
no ritmo do Mar Negro,
O teu amor por mim
de longe eu percebo.

Das minhas mãos
brotam corais vermelhos,
Segredos e desejos
fazem festas em nós.

Os olhos e as entonações
sem esforços se declaram
do jeito que o amor doce
e a paixão se fundem no infinito.

Amor sublime amor,
você tem feito planos comigo,
Amor bonito amor,
você me quer o tempo todo contigo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Confesso que tenho
o hábito de conversar
com o Céu sobre a paz
que busco para o mundo
enquanto caço desenhos
nas nuvens travessas
que por aqui têm se mostrado
ultimamente espessas,
Depois de muitas chuvas
o tempo nos brindou com
um entardecer colorido
que não alcança a beleza
dos olhos mais lindos
que para mim estão
escritos pelo destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A tua existência nos
une ao fio do destino,
a vida e a morte,
inscrito está o romance
e o desejo flamejante
que não têm a ver
com o senso comum
ou com o quê dizem
ser fator de sorte.

Gigante, inabalável
e imensurável,
é assim que te vejo
mesmo no oculto.

Você me pertence
no ritmo eterno
da seda do céu noturno
descida solene
sobre a Terra dando
passagem a procissão
de estrelas que
se funde ao oceano.

Na tuas mãos vestida
de Acropora speciosa
me vejo comprometida
e sem pensar em regresso.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nas minhas mãos e pés
estão as estrelas-do-mar
que guiam na escuridão
na tua busca mesmo sem
saber qual é o seu nome
e quem você é na realidade.

Do esplendor magnífico
do Acropora subglabra,
O meu coração dispara
porque na vida só fica
tudo o quê dinamiza.

Declaro que o meu doido
amor que não é suficiente,
é Lua Crescente em busca
de tentar encontrar todos
os caminhos que reúnam
os meus caminhos com os seus.

Porque te amo sem saber
quem você e sem saber a hora
do amor que chegou entre nós .

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Para fugir deste mundo
louco que fez o meu
rio secar busco me distrair
na vida um pouco
para a tristeza não dominar.

Tudo o quê vem acontecendo
mudou até cor do meu
boto que antes era rosa
e acabou ficando roxo
por não ter mais água para nadar,
resolvi escrever porque
não me permito me afogar.

Fazendo penquinhas de Inajá,
cortando discos de Côco
fatiando Jarina e bordando
com canutilhos de açaí
porque na vida tenho que acreditar.

Com o meu Artesanato Brasileiro
tenho muito o quê mostrar,
porque em mim vive um país inteiro
e da minha Terra nesta vida
ninguém vai conseguir me desgostar.

Inserida por anna_flavia_schmitt