Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

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⁠Entrei nesta roda
de Sarandi Pantaneiro
para te fazer faceiro,
encaro os seus olhos
porque quero fazer
parte dos seus sonhos,
balanço a minha saia
de maneira levada,
a cada dia mais você tem
me deixado apaixonada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Olhos nos olhos
de Sul a Sul,
Você com a mão
na minha cintura
e nós dois no ritmo
do Chamamé
do nosso destino
nos deixando levar
pelo nosso amor bonito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Fui me entregar
no ritmo do Engenho Novo
da Comunidade Quilombola
Furnas do Dionísio,
Sem querer querendo esbarrei
com a beleza dos seus olhos
que algo me diz que eles
se tornarão o meu destino,
Quero para eles ser o paraíso
mesmo sabendo que o futuro
somente a Deus pertence,
Não vou desistir fácil,
juro que serei insistente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Preocupado com a disputa
você com certeza está,
Fazendo os movimentos
de asas com a determinação
de fazer de mim o seu par,
Muito além deste Chupim
nós vamos nesta vida nos amar.⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Meus versos vão
de Sarandi Revirão,
Minhas rimas dão
voltas na Cirandinha
do meu coração,
A minha poesia
coincide com amor
e muita paixão,
Quando eu chegar
perto e pedir
para você ser meu
par você não vai
conseguir dizer não.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A herança dos povos
das nossas fronteiras
do Paraguai e do Brasil
no une para celebrar
a brincadeira Touro Candil,
Sou brasileira orgulhosa
e do Paraguai irmã amorosa
que leva a lembrança honrosa
do verde inspirador
do amado Touro Bandido
e do amarelo bonito
do querido Touro Encantado
dançam vivos na memória
que se lembra com carinho
dessa bonita história
e leva a tradição no coração
do mesmo jeito que tem
por você muito amor e paixão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não foi a primeira vez
que te encontrei
no Xote de Três,
Daqui para frente você
há de se apaixonar
por mim mês a mês
até se declarar
de amor de uma vez.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Quando as correntes
do oceano carregam
as intenções eu sou
como os afetos nas areias
dando vida novamente
para outros poemas.⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Você vai guiando
a Tapuiada,
Você é o meu amado
e eu a sua amada,
A luta só está
presente na dança,
Eu e você somos
uma indiscutível festança.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠As almas que se vendem
para o Deus da Guerra
acabam enforcadas
pelas próprias cordas,
Em frente como noiva
do futuro com um
profundo zelo para não
deixar que tudo se perca,
Insisto na Primavera
entre meus dedos ternos
e com os pés na terra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠Caiu a noite e o rebanho
de estrelas irá se encontrar
serenamente no esplêndido
caravansário do Hemisfério Sul,
Sobre as nossas cabeças ingênuas
ainda pesa a ingenuidade
de muitos que não reconhecem
os dez caminhos para saber
como lidar com o Deus da Morte,
Tenho o espírito de tentativa
mesmo com o tempo correndo rápido,
Flores nas mãos, olhar desconfiado,
o coração desarmado e o corvo mensageiro etéreo repousado
no meu braço tentando
me guiar mantendo
o meu espírito determinado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Fazer uma Trufa
de Paçoca com Baru,
Servir sob a luz da Lua
e fazer uma festa
a dois enquanto sem
ter hora para acabar,
é tudo o quê precisamos
com urgência de vivenciar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Tereré arrumadinho
nas Guampas e os corações
em nossos peitos bem
pousados e desejosos
sem inseguranças e sem nós.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha Cuia Uruguaia
é a coquinho,
Vem cá me dar
mais de um beijinho.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ondula a notícia
De justiça,
Tal qual as ondas
Do oceano,
Que digam o sim
À história
Sem nenhum engano,
Ele não é meu,
E muito menos seu,
Ele é do povo boliviano.

Desejo o correto,
Que é devolver o mar
À quem é de direito,
E que ele venha inteiro.

Ao Grande Chefe a glória,
Aos libertadores a reverência,
Não descanso e nem deixo descansar
Quem insistir em dizer
Que a Bolívia nunca teve mar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O mar subtraído desde
a Guerra do Pacífico ainda
não foi ao povo devolvido.

Ninguém pode negar
que a Bolívia soberana
nasceu para navegar.

Não há poeta que não
tenha entregado
a sua vida ao mar.

E prometi a mim mesma
quando ele for devolvido,
será nesse dia que ali
junto ao povo vou estar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Quando a vida
está em jogo
ou em debate
não existe
inversão
de valores,
ou é ou não é.

Não existe vida
menos vida,
existe vida
pós a Mídia.

Ela sempre ela,
a Mídia sempre
acaba dando
o contorno
que deseja,
sabendo disso
não entre
nessa roda viva.

Não se banaliza
a vida e nem
se barganha,
apenas se respeita.

Em linhas julianes
para escrever
o rumo da história,
com crença mariellina
essa é a postura intuída
que cada uma adotaria.

A poesia honra
os quê se foram,
e lutam por todos
para que não se
vão e permaneçam.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Salmo do Que Sobrou

Pai,
fui abandonado pelos que me chamavam de lar.
Fui traído pelas promessas que fiz a mim mesmo.
Chamei de amor aquilo que me devorava
e ainda assim ofereci o pão.

Me disseram:
homem que chora é fraco.
homem que parte, é culpado.
homem que sente, não serve.

Então calei.
Por anos calei.
Enterrei meu grito sob pneus e porcas,
numa oficina que cheirava mais a passado que a graxa.
Mas nem o barulho das engrenagens
conseguia abafar o ruído do que eu não dizia.


Na bancada, deixei as chaves.
Foi sem querer —
mas nada é por acaso quando o mundo está desabando.

Vi minha amada me olhar como um estranho.
Vi a verdade sobre meu filho me atravessar como espada.
Vi minha família me virar o rosto
como se eu fosse o próprio erro.

E eu?
Eu só queria um pouco de verdade,
um pouco de chão
onde meu coração coubesse.


Gritei para o céu,
mas só ouvi o eco da minha fé ferida.
“Pai… nas tuas mãos entrego o que sobrou de mim.”
Não era mais súplica.
Era rendição.

De mim restou apenas isso:
um suspiro com nome.
Um corpo em estilhaços
que ainda crê no vento.


Explodi por dentro.
Morri sem coroa.
Mas, como o meu Mestre,
fui enterrado na injustiça
e renasci no invisível.

Se até os anjos
merecem morrer,
quem sou eu para não cair?

E no entanto,
olha para mim —
ainda aqui.
Ainda verbo.
Ainda caminho.


Não vim para ser exemplo.
Vim para ser espelho.
Para que os que sofrem
saibam que a dor também
pode ser oração.

Este é o salmo do que sobrou.
Do homem que perdeu tudo,
menos a centelha que o fez de novo.

E se este corpo já não cabe na velha vida,
que seja templo
de uma fé que arde
sem pedir plateia.

Inserida por DanyyelElan

Conhece-te a ti mesmo

Ser forte
não é fingir que não dói.
É aceitar que sente
e, ainda assim, permanecer inteiro.

Minha natureza é essa:
eu sinto.
Eu respeito.
Eu me importo.
Mesmo quando isso parece tolice para o mundo.

E enquanto muitos usam o poder
para dobrar os outros,
eu escolho o poder que me liberta:
o de permanecer quem eu sou.

Porque, no fim,
o sábio
não é quem vence disputas...
é quem não se perde de si.

Epílogo do LIVRO DAS REFLEXÕES
por Danyyel Elan
Lançamento em breve.

Inserida por DanyyelElan

Quando te delegam poder, você usa ele para florescer relações inspiradoras ou vira escravo do próprio ego?

A empatia humana que existem em nós vai muito alem do ser profissional. Muitos "criadores de realidades" deixam de lado a razão e a ética e se deixam mover por pequenas vaidades.

A forma como você toca o mundo é um eco da sua alma, ela fala apenas sobre você. Faça parte de uma nova era, ame novos ciclos, seja liderança e lembrança inspiradora.

Inserida por Diogovianaloureiro