Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

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Silenciosamente

Silenciosamente a poesia se aproximou damenina
junto com o vento que teimava em desarrumar oslaçarotes de fitas
nas tranças de seuscabelos
O tempo passou, muitas vezesfêzque não a viu,
mas ela continuou
atirando- lheflores, sol e chuva,
sonhos e pesadelos

Inserida por neusamarilda

A noite tão escura encobre o azul,
onde estrelas brilham,
longa será a noite,
me dá a percepção
de não haver nela
caminhos até você...

Inserida por neusamarilda

Quadra

Tenho a poesia o tempo todo
ela está sempre aqui comigo
a poesia não é o que está escrito
e sim o que n'alma foi sentido

Inserida por neusamarilda

Não se preocupe em demasia,
seja feliz da forma que é,
seguindo seu coração,
dentro do que consiga obter
A vida é isso,
dias de calmaria,
outros de fortes ventos,
cultivea fé e esperança em sua alma
dias melhores sempre virão

Inserida por neusamarilda

Não sabe que mesmo que nada tenha
de fortuna ou daquilo que queira muito,
Deus sempre lhe dá uma benção
nas horas todas de sua vida?

Siga por ela, ande, trabalhe,
respire, sorria, ame, aura em luz,
fé no coração, vai, olhe ao redor !
terra, mar, sol, lua, todo o céu,
o mundo é seu !

Inserida por neusamarilda

Temos os dias e as noites
horas e mais horas que lentas
nem percebemos, aos poucos se vão,
sem pena, envelhecendo a vida

Temos os risos e choros
em tremulos lábios,
orações sussurradas
com medo do outro lado

Temos promessas e ilusões
pensamentos entorpecidos
onde muitoslutam e morrem
dentro de si mesmos...

Inserida por neusamarilda

Há tantas ondas no mar,
quanto estrelas no firmamento,
como as brisas a vagarem
como vagam por ti ...meus pensamentos !

Inserida por neusamarilda

Quantas coisas sem sentido já escrevi,
outras coisas bem sentidas escrevi,
de quantos personagens sem sentido me vesti
e depois, neles, bem sentida me percebi !

Inserida por neusamarilda

Musa nunca fui nos frios ocasos
nem nos amanheceres em dias de sol
vou passando pela vida apenas por acaso
em direção ao meu incerto arrebol

Inserida por neusamarilda

Borboleta de asas um tanto quebradas,
sempre presa num mesmo lugar,
quando curar-se e tiver liberdade,
será que ainda saberá voar?

Inserida por neusamarilda

Poesia da criação
.
Na cosmovisão do tempo
há uma arvore genealógica do mundo,
a criação do vento, deu-se ao espaço,
JESUS, no monte, viu toda glória futura
a casa das dimensões e o mar da eternidade,
estava dentro dele,
todos os livros dos corações abertos estão,
a versão mais bonita é a tradução do amor
os pássaros em luzes, eram paisagens brilhantes
a passagem das eras, em idades de dia,
ele é poesia do alfa e ômega
na arca da aliança estão a história e o véu
como chama de fogo, e voz de trovão
muitas águas dizendo: aí vem! o noivo!
Desperta oh filhos de Sião!

Inserida por AllamTorvic

"⁠Estava à beira da margem,
um tangedor de almas
e tradutor de poemas".

Inserida por AllamTorvic

O peregrino e o pássaro.
⁠.
E, se fossemos tradutores do frio?
Esse arrepio teria tradução?
Dizia, o pássaro ao viajante,
-- Eu vejo eternidade nas tardes,
nas manhãs relembro as estações
-
Em viagens distantes,
conhecerás a esperança,
experiência de imensidão
cláusulas de vida,
despedidas e lágrimas,
mas também recomeços
cantos e confrontos
florestas e lagos,
é o preço que pago
e ainda pagarei
por continuar
caminhar

Inserida por AllamTorvic

A minha poesia,
é sobre a realidade,
sobre a tarde,sobre o chão...
.
É verso de estrada,
história contada,
também solidão
.
Não segue uma métrica poética,
é sobre o nada cognitivo
ventos e incertezas
as vezes, belezas da religião
.
Muitos que já morreram
e outros que vivem na sombra
é sobre a luz da esperança
penumbra
.
é apelo à casa dos sábios,
sobre o condado estórias de livros
sobre o rio e sua margem,
eternidade na vida humana.

Inserida por AllamTorvic

⁠Em uma tarde eu vi
uma árvore a chorar!
conversando com as sombras,
dizia-lhe: uma frase de adeus!

Que brisa é essa?
perguntou o viajante,
com visões de por de sol,
e janelas com luar

Nao chore, sra. árvore!
veja a beleza do por do sol
-- Guarde suas palavras de sentimentalismo
o que resta é a dor
deixei-me, escurecer pelo amor
e como flor mucha e seca
hoje faço um silencio de adeus,
Adeus!

Inserida por AllamTorvic

⁠Ouvindo a voz da chuva

(...)
Ouves a voz da chuva ao amanhecer
Voz de chuva que vem do mar
Chuva que hoje parece
vento que faz uma prece
chuva que vem des[agua]r

(...)
Chuva que toca na arreia, Am[águas]
Chuva que choram, as ondas Des[água]
chuva que enche os poros
e antecede a solidão

(...)
Chuva que traz a dúvida, sem saber
versos que molham a planta, ao dizer
vozes que vem do vento
remindo o tempo, irá chover

§

In: TORVÍC, Allam. Poemas de conversações. 2023. São Paulo.

Inserida por AllamTorvic

⁠“Há um rio que flui espiritualidade;
Entre o texto e a vida
Nessas águas, Deus fala e ensina
E tudo é poema”.

Inserida por AllamTorvic

⁠⁠§
A vocação
poética
também é
parte de Deus
os céus e
a terra
recitam
seus poemas

Inserida por AllamTorvic

⁠As 5 coisas q eu odeio em você
Eu odeio seus cabelos
enrolados.
Eu odeio seus olhos e
o jeito que você me
olha.
Eu odeio suas pernas
grandes.
Eu odeio o jeito como
você me toca.
E eu odeio principalmente,
O fato de não conseguir
Te odiar.

Inserida por Rezew

⁠Oh nostalgia...

Eu preciso partir!
Eu preciso partir?
Eu preciso partir.
Mania péssima de querer ir,
Quando se dá conta,
Vê que não aproveitou a viagem.

Voltando dessa viagem
vendo quanto
Foi divertido.
Mas não posso olhar tanto,
Não vou conseguir partir.

Inserida por Rezew