Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

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⁠BESTEIRA
Espie só que moral
O tamanho desta besteira
Nas poemas que escrevo
Ouço a voz de Manuel Bandeira.
Ele chega de mansinho
Na lassidão de uma vida esquisita
No fervor deste caminho:
O pavor de receber, e o prazer de ser visita.
Em verso efêmero e triste
Apaixonadamente lhe revela
Não ter medo da morte
Ter medo do fogo da vela.
A solidão é seu amor
A morte o seu segredo
Na morte sentir dor
Na hora sentir medo.
Dos costumes que bem sei
A homogeneidade d'almas existe
Nos manifestos colossais
Cousas letais é comum
A única fila que presta
É aquela composta por um.

041009
Tributo a Manuel Bandeira

Inserida por J6NEMG

⁠VIDA
A vida bem vivida
É a vida vivida em vida
A vida ruminada
É oposta a vida
Essa sim... deve
ser desmerecida!

18 12 2023

Inserida por J6NEMG

⁠O PROBLEMA DO MUNDO SOU EU?

Reflita irmão!
O problema do mundo não está na corrupção?
O problema do mundo sou eu.
O problema não está no preconceito, na política na intolerância ou na religião?
O problema do mundo sou eu.
O problema não é o narcisismo ou a submissão?
O problema do mundo sou eu.
O problema não é o El ninho, o aquecimento global a extrema pobreza ou a destruição?
O problema do mundo sou eu.
O problema não são as guerras a escassez das águas, ou o anticristão?
O problema do mundo sou eu.
O problema do mundo não está no tráfico, não está no rapto nem na educação?
O problema do mundo sou eu.

Inserida por J6NEMG

⁠O tempo e a rotina
Que o dia não corrói
O homem e a raça
A parede e a traça
O vinho e a taça
O bairro e o mundo
O universo e o infinito
Tudo parece mais bonito
Quando as coisas dão certo .
Por certo; tens de crer
Ores querido!
Para que, ao ouvir o bramido
Não seja o teu gemido de infelicidade.
O bairro venceu.
Lástima! lástima, lástima.
Mágoas a lamentar
A plateia não era...
não era definitivamente
minha!!!

050424

Inserida por J6NEMG

⁠LUA

Numa noite de céu estrelado
A lua nasce, com seu brilho prateado
Iluminando o caminho
De quem anda sozinho!

Cheia, redonda e cativante
Vem vindo a lua
Surgindo no horizonte
Ela, sempre tão fascinante!

Lua nova, em constante transformação
De nossos olhos, acompanhamos a sua evolução
Sempre discreta e com beleza resplendor
Trazendo recomeços e quem sabe um novo amor

Em cada fase de nossa vida
É ela que está presente
E nós faz pensar:
Será que ainda devo continuar?

010724

Inserida por J6NEMG

É O FIM

⁠Tudo que inicia
Se finda.
Tudo que é como
Se fosse
Não é.
São palavras bem covardes
Que agradam os Mané.
Nem o céu
Nem o inferno.
É apropriado a mim.
Não tenho nada de santo
Do diabo um pouquim.
Mas rezo todos os dias
Pra Deus ter pena de mim.
Se não for tanto trabalho
Me indique o atalho
Que me incurte o caminho.
Livrai- me de todos males
Pode ser devagarzim.
Me desvie dos demônios
Que miram contra mim.
A desgraça alheia minha
Resplandece os corações.
Pai eterno meu Senhor
Me livre de tais tentações.
Arrumai pra aí
Um cantinho
Com carim.
Pois aqui
Estou sozim...
Mesmo em meio à multidões!

280924

Inserida por J6NEMG

⁠ABOLIÇÃO

Em 1888 veio a Abolição
Um passo infalso
Um passo sem chão
Liberdade em papel
Sem terra e pão.

Do passado ao presente
É luta e é glória
Na pele e na alma
Se faz essa história
Da luta de ontem
AO sonho de agora
É força que brilha
Que insiste e vigora.

161124

Inserida por J6NEMG

⁠ Luz que irradia , que conquista, que não se acaba, que produz, que inventa, se cria e recria , acompanha.
Um dia menina e no outro mulher, que se inventa e reinventa, multiplica, transforma .. A menina pequena de um olhar pleno à todos e a tudo, a flor da cabeceira que não é do norte e nem do nordeste, encantantada, que nem aos medos se entrega.. Eis coma arte que não quer calar e a alma de quem está muito além do que conhecemos... Serena, Explosiva, amorosa, dona da intensidade que irradia por onde passa, menina, adolescente, mulher, exemplo de conquistas e o tom certo na nossa faltava na arte brasileira ... Um verdadeiro âmbar,
Um querê querê em todo lugar.

Luísa

Inserida por luccisantz

⁠Reza a Lenda da Rede da Lucci

Reza a lenda que numa varanda esquecida,
Balançava o tempo na rede estendida.
Era da Lucci.... Mulher de mil passos,
Que bordava saudades entre os seus laços.
O pano era velho, mas firme e sagrado,
Guardava memórias de um tempo encantado.
Ali se deitava, entre sonho e luar,
E o mundo parava só pra escutar.
Saudade chegava de mansinho, em silêncio,
Com cheiro de infância e gosto de incenso.
O tempo, curioso, sentava ao seu lado,
E juntos choravam o que foi passado.
A rede contava histórias no vento,
De amores, partidas e renascimentos.
Cada fio trançado, um pedaço de vida,
Da alma da Lucci... forte, sofrida.
Reza a lenda que quem nela deita,
Sente o pulsar da paixão mais perfeita.
E mesmo que o tempo tente esquecer,
A rede da Lucci faz tudo renascer.
Pois onde há rede, há colo e calor,
E onde há Lucci, há tempo e amor.
Saudade ali dança, leve e serena...
Na rede encantada, a vida é um poema
🧡

Inserida por luccisantz


“Eu Queria Estar”

Eu queria estar no teu hoje, no teu agora,
E não presa nesse tempo que me ignora.
Teu mundo gira e eu fico pra trás,
Implorando por migalhas que não vêm jamais.
Sinto tua falta como quem sangra calada,
Te amo no grito, mas sou ouvida em nada.
Te procuro nos gestos, nos ventos, no ar,
Mas tua ausência me ensina a sufocar.
Eu queria ser o colo onde tua dor deita,
Ser a calma na tua noite desfeita.
Queria teu riso nascendo de mim,
E não esse silêncio que machuca sem fim.
Não tô pedindo amor por caridade,
Só quero verdade, presença, vontade.
Tô cansada de ser quase, de ser talvez,
De te sentir tão perto e longe outra vez.
Meu coração tá pulsando demais,
Mas tua distância não me deixa em paz.
Eu tô me perdendo tentando te ter,
E só queria… só queria você.

Inserida por luccisantz

Soneto de autopostumação

Sensações póstumas devem ser reconfortantes,
pelo alívio do sofrimento de uma vida inteira,
tornando todo o peso do dia a dia uma besteira,
uma vez do outro lado nada mais será como antes...

Preocupações de outrora em vida serão irrelevantes,
parte de uma extinta realidade passageira,
meu espírito, móvel velho em que se tirou poeira;
renovado, fará de angústias e mágoas coisas distantes...

Não há medo, confio no que mereço, por tudo que fiz;
a morte é um processo natural, calmo e bem-vindo,
finalmente terei a chance de ser bem mais feliz...

Ao partir sei que a caminho do maior estarei indo,
será bom, jamais vi uma caveira com semblante infeliz,
todas espontaneamente estão sempre sorrindo.

Inserida por ClayWerley

Dramática limitação

Minha poesia é dramática,
acatafasia de temáticas vividas,
ama sucessão de ideias repetidas,
limitadas pela gramática...

Sentimentos em forma enfática,
exprimidos em frases batidas,
é osistema com suas medidas,
tornando minha poesia apática...

Assolado pela falta de instrução,
à insipiência, condenado estou,
ainda assim, sigo na contramão...

Incomodando,por todo lugar onde vou,
indesejável anticlimax de talobjetivação,
umgoleiro, a voar na bola e evitar o gol.

Inserida por ClayWerley

Soneto de metamorfose

Vida de lagarta.... Total limitação...
A sina de uma existência asquerosa,
de uma condição naturalmente desairosa,
melancólica, frágil e sem opção...

Destino de incomoda sujeição,
uma vida sofrida, triste e morosa,
de uma falta de perspectivas pavorosa,
onde há apenas a morte como solução...

Quando minha alma, este fulgor tépido;
de meu velho corpo irá se separar;
meu caixão, morada do cadáver fétido;

será o casulo que irei abandonar;
e estarei livre, me sentirei lépido;
borboleta pronta para voar.

Inserida por ClayWerley

Normose

Uma triste epidemia assola a humanidade,
sintomas claros, quase sempre ignorados,
produzindo indivíduos massificados,
destruindo toda e qualquer individualidade...

Um distúrbio coletivo de personalidade,
criando humanos cada vez mais alienados,
com estilos e pensamentos padronizados,
Impostos por nossa hipócrita sociedade...

Condenando-os a este mar de mediocridade,
onde impera uma absurda falta de criatividade,
aliada a medo, conformismo e incapacidade...

Eu... Tento preservar a minha integridade,
permanecendo fiel a minha própria identidade,
mas isso soa para a maioria como insanidade.

Inserida por ClayWerley

Escravo do sistema

Segunda-feira, obrigação de ter que ir trabalhar.
O sono ainda reside em meu corpo, me sinto cansado,
o relógio já despertou, e me vejo novamente atrasado,
ainda há estrelas no céu, mas tenho que levantar...

Tomar banho, escovar dentes, enfim me arrumar...
Acelerando meu próprio ritmo ainda que contrariado,
rumo ao ponto de ônibus rezando que não venha lotado,
esquecendo o café da manhã; sem tempo para tomar.

Mero detalhe diante de tantas outras adversidades,
que durante a semana inteira irão me aborrecer...
No fim de semana o cansaço esgotará as possibilidades.

Trabalhar, trabalhar; trabalhar... E não viver.
Escravo do sistema, encurralado por minhas próprias necessidades,
não tenho direito a nada que me dê prazer.

Inserida por ClayWerley

Soneto da paixão recente

É felicidade plena,
senti logo de início,
por ti, todo sacrifício,
se torna coisa pequena...

Você faz valer a pena,
tudo... Qualquer artifício,
mesmo sendo malefício,
ou qualquer insensatez terrena.

Por ti faço o que for...
Afim de que resolva,
abrigar-me em teu calor.

Vem... Me leve, me envolva...
Inebria-me com teu amor,
e nunca mais me devolva!

Inserida por ClayWerley

⁠Literatura é vida

Livros são portais para mundos distintos
Cada livro, uma história
Cada linha, uma memória

Mundos novos a descobrir
A leitura nos faz evoluir
Evoluir para um estado de êxtase
Mental e espiritual

A literatura é um bem da humanidade
Devemos cuidar dela como tal
É a nossa fonte de conhecimento
Que deve ser valorizada, afinal

Com um livro nas mãos
Sou forte como um leão
E confiante como um gavião

Páginas vivas é o nome da equipe
Somos a realeza da gincana
Com o nosso esforço e dedicação
Campeões, é a nossa vocação

Os livros tornam sonhos realidade
Cada história uma oportunidade
Conhecer um mundo novo
É resultado, meu povo!

A cada página lida os livros ganham vida
As histórias imaginadas nos fazem embarcar numa jornada espetacular
Para lindas histórias apreciar

A medida que lemos
Com os livros aprendemos
A lutar e enfrentar cada dificuldade
Que a vida venha nos emplacar

Criando laços com a vitória, o objetivo é a glória. Páginas vivas!!!

Inserida por PabloAfonso

⁠*VIDA UZUMAKI*

... Vivo em outro ciclo;
Essa é minha rotina,
Sempre tão repetitiva,
Como numa espiral, está é minha vida;

O começo de um ciclo,
Terminando o anterior,
Sempre tão monótono,
Que chato, tão repetitivo;

Todo dia a mesma coisa,
Mesmo ritmo, mesmas horas,
Já estou acostumado,
Com os dias repetitivos;

Num loop de dia e noite,
Como se eu fosse Sisifo,
Empurrando uma pedra em meu caminho,
Isso é tão repetitivo;

Como sempre nada muda,
Fica sempre igual,
E por minha vida ser repetitiva...

Paixão Oceânica

O azul mais belo,
Mistério a desbravar,
Como um grande pirata, no mar,
Minha liberdade, vou encontrar.

Vento na proa,
Azimute definido,
Indo até a popa,
Contra as ondas, destemido.

"O mar levou toda a tristeza,
Todo sentimento ruim,
Isso que me deixa"

Navegar os sete mares
E é o que me deixa feliz,
Yo ho ho hou!

O que faz eu enfrentar,
Até gigantes, sem cair,
Yo ho ho hou!

A liberdade dessa jornada,
O sal das ondas no casco,
O balanço do nosso barco,
De bonbordo a estebordo é a minha casa.

O maior tesouro viver,
Viver e sentir o fogo arder,
Arder e não doer,
Simplesmente apenas viver...

Estando na minha mente, passas a interagir rapidamente com os meus pensamentos, ficando amavelmente entrelaçados, resultando numa inspiração muito expressiva, um vínculo poético, onde versos emocionados ganham vida.

Sempre quando isso acontece, sinto uma sensação entusiasmante, pois estás graciosa, sorridente e cabelos soltos, ou seja, posso admirar-te detalhadamente como se fosse uma realidade, juntos num cenário com imagens tão nítidas e convincentes.

A verdade pode até ser diferente, tenho consciência, pois não abono a racionalidade, então, sonho de olhos bem abertos, pensando, transformo palavras em arte, colocando a tua essência em cada trecho de um poema de tamanha expressividade.

Inserida por jefferson_freitas_1