Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Vivemos pouco demais para que entendamos a vida. Por isso se erra tanto.
Passamos por esse "lado" construindo e nos desconstruindo o tempo todo.
Em nenhuma idade se está pronto ou, repleto em convexo de felicidade e paz.
Aquele que julga estar em plenitude por mais que alguns segundos, típicos da emoção, é a mais perdida e desamparada criatura, pois sequer reconhece sua inevitável transitoriedade.
Só se ama de todo quando se permite ser o outro. Quando a entrega é tamanha que as dores são as mesmas, a fraqueza, os anseios e a força se torna algo singular mesmo que vivida em pluralidade.
Somente aquele que se arrisca no pior que o outro pode ser é que verdadeiramente ama.
É prático e hipotético esse amor moderno onde o certo é ser "mais você" onde o amor próprio tem que gritar até te ensurdecer, onde a fila anda, o tempo apaga...o "Se cuida" vazio, o "seja feliz" decorado de alguma revista machista ou feminista, fazedora de gente vazia, como suas páginas timbradas.
O amor dói, não é pra qualquer um. E o paradoxal da vida é que vivemos para fugir da dor e ainda assim buscamos amor.
Fomos todos dotados de três grandes pilares:
*A inteligência que nos permite pensar, construir ideias, projetos, cálculos sejam eles embasados em razão ou sonhos.
*A força motora que nos impulsiona ao mais, ao grande, ao crescer, mover, seguir.
*E o amor que de todo é o mais simples, subjetivo e invisível e que veio para provar a força do frágil, o estupendo do inexplicável e por fim, colocarmo-nos no devido lugar e inegável condição de que, nada SOMOS!
O fato de estarmos vivos nos coloca, a todos, em situação de insatisfação. É esse quase de tudo, esse pouco de nada, essas certezas volúveis e essas ideias perturbadoras que nos mantém enérgicos em movimento, nessa busca constante do que não se sabe bem o que.
Nem sempre um sorriso é permitido, tão pouco as lagrimas de todo é proibido.
Existem dias que valem uma vida de descoberta, já noutros basta sobreviver.
E de pouco em tudo, de nada em restos, do medo em grandeza se fazem historias que, sabidas em contar se tornam memoráveis àqueles que apenas ouvem.
E a vida se completa entre Josés e Marias que negam para si o obvio que ignoramos.
A verdade não pertence ao homem, não há verdade onde habita tanta estupidez. Quem não conhece a si não sabe de ninguém.
Flor do sertão
Na terra seca
pouco profunda
No solo árido
sufocante
Onde tudo parece estar perdido
Acabado, destruído
Ela brota sua exuberância
Em tom de vermelho
Enfeita o chão sem cor
A flor do sertão
Brota pra gritar
com sua beleza singular
Que nós podemos
Assim como ela
Brotar
mesmo quando tudo
estiver morto
Nós podemos ser vida
Linda, ávida, colorida
Desprendida
linda vida.
►Meu Espelho
Espelho, espelho meu
Me diga, por favor, quem sou eu
Preciso que diga para mim
Quero saber por que sou assim
Me sinto imperfeito olhando para você
Me diga o que devo ser
Tantos defeitos, em mim, consigo ver
A companhia de ninguém devo merecer
Me sinto feio, diferente
Não me sinto atraente
Espelho, espelho meu
Preciso de um conselho teu.
Bem me quer, mal me quer
Me dê uma resposta, se puder
Claro, se tu quiser
Por que não gosto de mim mesmo?
Não importa o que eu tenha feito
Continua do mesmo jeito
Não adianta nada que eu faça
Ou que de tudo me desfaça
Suportando os pensamentos de ameaça
Que dizem que minha vida é uma farsa
Não há nada em mim para reparar
Pois então, a minha ausência de qualidades devo aceitar
Espelho, me dê atenção
Me diga o que fazer
Me dê uma direção
Alguma opinião, sobre mim, deves ter.
Por que julgas-te tanto?
Até mesmo cair em pranto
Por que de tanto sofrimento?
Pare de se ferir tão intensamente
Esse sofrimento que, da alegria, se torna proeminente
Não te julgue dessa maneira
O que esta fazendo é uma grande bobeira
Veja as suas qualidades, humano
Da depressão, então, estará melhorando
Todos os dias que para mim olhaste
Somente ilusões notaste
As tuas belezas não reparaste
Olhe para mim novamente
Melhorará gradativamente
E, então, ficará contente
Felizmente.
Todos ao me encarar
Só defeitos os escuto falar
Tristeza expressar
Pare de se julgar
Basta em mim, olhar
Então suas qualidades iram se destacar
Limpe seus olhos, veja
Limpe seus olhos, perceba
Mulheres, homens, garotos e garotas
Enxuguem suas gotas
Animem-se de pouco a pouco
E então, do meu reflexo gostou?
Aqui fala o espelho, espelho teu
Perceba melhor o conteúdo seu.
Lhe jogaram a questão assim do nada,
Vai querer bolo ou namorar ?
Ela olhou pra baixo, olhou pra cima…
Estava bem pensativa.
Vai moça, me responde, anda.
Ela sorriu com o canto da boca e disse
- Espera, ainda não me decidi entre chocolate ou baunilha.
As folhas caem como se elas voassem
As pedras voam como se alguém jogasse
As letras são escritas como se elas falassem
Os tempos correm como se alguém parasse
As águas dançam como se fossem doar
As flechas de um arco que podem salvar
Quem somos nós, como vai ser
Ter que aceitar, não posso mas fingir
Que eu entendi, tento me convencer
Pode acreditar sofro sem entender
E esse silêncio profundo
Se espalha como um raio
Irrompe nesse meu mundo
Que eu tento sair, mas não saio
Folhas que sopradas ao vento
Parecem me transmitir
O sopro desse lamento
Que insiste em me perseguir
Noites que em claro eu passo
Tentando encontrar o porque
Como podemos pensar em alguém
Que nem si quer eu pude conhecer
Eu quero, mas não consigo
Este poema e pra você
Isso e, se algum dia você puder ler...
Como eu queria dizer
Que não mas importo com você
De expectativa, a desilusão,
Ruindo na escuridão,
Insanidade, sem razão,
Espaço e tempo sem compreensão,
Legitimo bobalhão,
Legal pois sem noção,
Yin-Yang, sem coração.
Ironia
mas veja só que ironia
a menina que mais sorria
era aquela que mais o coração partia
olho e vejo que ela sorria
mas por dentro seu coração
perdido da ventania aguardava uma companhia
para compartilhar a dor que sentia
mas veja só que ironia ...
...Ouça-me e me julgue como quiser pois continuarei a alimentar a fera, posso acalmá-la até que durma e não acorde tão cedo, mas não posso destruí-la completamente neste mundo...
... Mesmo ferido e cansado ele prossegue com sua imponência e coragem sem ofertar bondades ao lamento de miseráveis injustos e maliciosos.
Vá com calma ao chamá-lo, ele pode atender seu pedido e vim até você, mas se atente, pois ele pode vir a feri-lo de alguma forma caso não o trate com o devido cuidado pois de alguma maneira ele é diferente de você...
Ass.: Ben Heilig SS
Local: Em alguma localização fora do seu padrão que incertamente julga-se anormal ;)
30.08.2016
Tento escrever
Tudo aquilo que aconteceu.
Um beco sem saída
Uma bala perdida
Uma mãe que chora
Sentindo falta da sua filha
Mais uma vida que entra para estatística,
E essa é a pura verdade
Mas infelizmente somos vitimas presos em liberdade.
Em que ponto chegamos !
A vida é um sopro
A vida não é nada
Do que adianta tanta violência
Se o fim é de baixo da terra
Devorado por barata
E o que sobra são restos mortais.
Apesar de tentar disfarçar
A todo instante estou a te admirar
Seu sorriso, seu olhar
seu modo de me encantar
Queria muito poder te tocar,
Olhar em seus olhos e poder te beijar
Mas sei que vai me ignorar
Afinal, não posso te obrigar a me amar
Eu não sei cantar,
Não gosto de Rezar,
Não sou bom em pensar,
Não sei exatamente como me expressar,
A única coisa que sei realmente é te amar,
Mas se você ler esse poema
Já seria o suficiente para que eu pudesse me contentar!
VIDA...
Se tudo isso é só um sonho,
Eu sou só mais um pesadelo tristonho,
Um ser esquisito,
Que foi mandado para conhecer o infinito
Conheceu o amor,
Conheceu a dor,
Conheceu a amizade,
Conheceu a lealdade,
Encontrou a paixão,
Despedaçou seu coração,
Chorou De emoção,
Gritou na escuridão,
Diante de sua cruz,
Enxergou uma luz,
Fez uma oração,
Conseguiu o perdão,
Retomou sua vida,
Reconstruiu seu coração,
Sem ódio, sem ilusão,
E mais uma vez encontra a paixão,
Dessa vez era real,
Pois seus sentimentos não era normal,
Uma pessoa diferente
sim, atraente,
Mas em seus olhos avia algo ardente,
Algo que me conquistou facilmente,
E assim vou seguindo diariamente,
Sempre olhando para frente,
Pois sei que seu um dia eu parar,
Alguém vai ira me encontrar,
Me apoiar, me levantar,
E Me empurrar
para que quando o fim chegar,
Lá todos nós podermos nos encontrar, nos abraçar
E esse poema podermos em fim, terminar....
Vozes do Brasil
Gritos das matas do Brasil
Palavras que a cidade nunca ouviu
O choro inquietante
que preenche o azul anil
Do verde que pouco resta
Nossa vida, nossa pesca
O que a mata tem pra nos dar
voce veio para nos tirar
A revolta vem armada
Na estrada interditada
no arco apontado
com a flecha afiada
Ainda assim você não vê
que eu sou como você
passo cede, fome e frio
para lutar pelo meu Brasil
A sua dívida histórica
que insistem em ofuscar
do amarelo ouro que levaram
do que era o meu lar
Vieram la do mar
para meu povo escravizar
minhas terras demarcar
e minha cultura dizimar
Só pedimos uma parte do meu lar
E o homem "civilizado"
há de pré julgar que é meu povo que vive
sem ao mínimo trabalhar!
Quando é que vão perceber
que só tendem a perecer
destruindo nossa cultura
sem ao mínimo conhecer?
E mais uma vez ninguém ouviu
as vozes das matas do Brasil...
De tuas roupas roubo teus seios...
Acariciando-os com intensos beijos...
Deixando-me completamente louco...
Enquanto abres para mim...
a Flor dos meus Desejos...
Pensamentos vãos
01:54,
Noite quente,
Vazio estridente,
De um pequeno quarto.
Passaram-se 3 minutos,
90 segundos,
Que se parecerem horas,
Onde a mortalidade atormenta as mortais hordas.
Um homem,
Talvez não tão homem,
mas tão mortal quanto os outros homens,
pensa no hoje e no ontem.
Pensou no que teve,
no que já perdeu,
no que talvez nem existiu,
verdades ou mentiras que leu.
Morre por seus pensamentos,
como a cada dia já morreu,
apenas para acordar no outro dia,
e perceber que infelizmente não pereceu.
A descoberta da luz
O que é uma luz no meio de tanta escuridão?
Uma luz, claro.
Mas quem é você, a luz pergunta para si mesma?
E ela, convicta, responde: sou aquela que ilumina o que não está claro e embeleza aquilo que está encoberto. Sou aquela que abre caminho. Sou aquela que dá visão. Sou uma luz.
É, uma luz.
INFÂNCIA AMIGA
Quando recordo os tempos,
Do cheiro da terra molhada
Lembro dos meus amigos queridos
Que partiram nessa longa caminhada.
Brincadeiras de crianças,
Corre corre no chão,
Sem asfaltos ou mesmo prédios
Era assim o cenário da emoção.
Desfrutamos de pura amizade,
Na infância assim marcou
O que outrora passamos juntos,
E nessa vida foi o que restou.
O futuro veio à galope
Deixando tudo para trás,
Mas o que jamais passará
É a doce e terna lembrança,
Dos risos, das falas de crianças,
Onde almas marcaram,
Resistindo ao próprio tempo
Apagada jamais será.
Numa noite clara de natal a lua brilhava, a esperança me voltava
É quando todos meus sonhos impossíveis se tornam possíveis
E então eu percebo que Deus esta ao meu favor
Quando me deparo com uma rara noticia a qual (ela esta só)
Meu coração se enche de emoção, como posso eu conter as lagrimas desta lúcida paixão.
A lua brilhava novamente anunciando que nada estar perdido
E eu aqui tão só a idealizar como seria estar abraçando meu lindo amor
Que se foi há muito tempo e agora ressurge numa Sórdida e fria noite
Quisera poder te amar, no entanto já estou partindo
Em busca de uma nova aventura, de um novo romance
O qual não me deixe triste, chorando a imaginar meus lábios a te beijar
O que realmente não existe entre dois corações minha alma vaga a procurar, e um dia há de encontrar
