Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
Existem duas palavras, com número de letras, sentido e entonação diferentes, porém se confundem e é muito difícil desassociar. Nem a teoria da relatividade que pode explicar segredos do universo, não consegue e, com certeza, jamais explicará. Palavras pequeninas de uma incomensurável dimensão: Amor e Mãe!
Via WhatsApp, recebi um breve vídeo de cerca de um minuto, registrando na praia, a beira do mar, casal de idosos, bem idosos, que brincam de chutar a água para molhar o outro, como crianças/adolescentes, uma cena de um lirismo, cumplicidade e carinho que emociona, ratificando que: amor não tem idade!
Uma avenida não é só um logradouro. A expressão ‘avenida’, pode também definir uma relação afetiva. O fluxo e a intensidade do tráfego nos dois sentidos são indicadores dos sentimentos, se existe ou não uma efetiva troca.
Pode ser considerado difícil, complicado, longe, inseguro e até inviável, todos adjetivos para justificar que não dá. Transpor as muralhas da China o melhor comparativo do desafio. Porém, se é amor, em duas vias, com mesma intensidade, desejo e crença, meros obstáculos.
Desafio, tanto para o ser humano ao longo dos milênios quanto agora para a ‘IA – Inteligência Artificial’, não é explorar o cosmos, as profundezas dos oceanos, as partículas atômicas, a genética molecular e bioquímica, mas sim entender, explicar e controlar: o amor!
Entre outros dilemas humanos, duas questões filosóficas distintas, que interagem entre si, cujas respostas atormentam a vida e a todos: ser ou não ser e o amor ou o dinheiro.
Coisas do passado, hoje distantes: era o encontro dos blocos de rua das Petequinhas e dos Piu-Piu, das meninas com os meninos. Um momento de alegria geral, lúdico, com todos a caráter e, no final, o bônus do amor espontâneo, com cheiro de cerveja e licor de anis.
Infeliz de quem vê, acima de tudo, até na relação amorosa, registros contábeis de receitas e despesas. Se for deficitária, o estorno é inevitável. E o amor? Amor? Que amor?
Não se leva em conta, mas a falta e as lembranças vão doer bem mais que suportar os defeitos e a chatice de daquelas pessoas que amamos.
Ame-se ao ponto de não se abandonar sob quaisquer circunstâncias, e assim, poderá viver um grande amor.
O quê torna a gente mais importante para as pessoas de bem é ama-las. Não são os diplomas, os status, os bens e nem a fama.
A prática de boas coisas, ainda que silênciosa, com intenção e atitudes corretas e em segredo de alma valem mais que discursos fervorosos. Faz bem e é registrado na eternidade!
Quando estamos desarmados ( da amargura, timidez, egocentrismo, autoritarismo, religiosidade, preconceitos, etc) abrimos oportunidade para abraços e sorrisos em cada encontro.
Amar é um ato que só pessoas inteligentes são capazes de vivenciar, diferente da paixão que qualquer um que precisa aplacar desejos sente.
Quando reconheço as minhas fraquezas, falhas e erros fortaleço as virtudes daqueles os quais me suporta, perdoa-me e me ajuda diariamente.
Gratidão pela paciência!
Entre as pessoas que se amam, sempre tem um apaixonado, o pivô de muitas ruínas, e esse nunca é a gente!
