Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade
PARAFRASEANDO CONFÚCIO.
No auge da minha vida pública, era incontáveis o número de amigos. Hoje. no recesso de minha aposentadoria, só sobraram os verdadeiros, pouco mais de meia dúzia. Os demais desistiram ou não passaram nas provas de desprendimento, humildade e lealdade.
Um pai morre um pouquinho a cada tropeço de um dos filhos (as) e renasce a cada conquista de um deles.
Infeliz é quem não perdeu ninguém querido, porque não teve.
Ter pegadas de felicidade na vida é uma espécie de encantamento.
Há quem diga que a Medicina é uma escolha, mas na verdade é uma grande renúncia. Um sacerdócio. Ninguém avisa, na cerimônia do jaleco, que os seus pais envelhecem, os anos voam e algumas paixões da sua vida se ressignificam constantemente. Eu aceito, é a benção da gratidão, o céu amenizando ausências. Mas não há poeta que explique ou doutor que cure a saudade que tenho dos meus pais. É triste não acompanhar o crepúsculo da vida dos meus avós. Prefiro não falar, porque aqueles que compartilham os meus genes estão além das minhas palavras. Saudade, sal da distância.
Nesse mundo competitivo, só tem chance de vencer aquele que abraçar o trabalho honesto com determinação e coragem; desprezando a ociosidade, a desonestidade e o medo.
A verdadeira vitória é quando ela é fruto de muita determinação, trabalho honesto e competição justa.
Se a passagem é estreita e me impede passar com meu corpo, espero o cair da noite e enquanto ele repousa, sigo minha viagem livremente.
Para transpor a fluídica ponte entre o mundo material e o físico que não suporta o peso do meu corpo, espero apenas o repouso noturno e, em sonho, vou para qualquer lugar no espaço nos limites da minha evolução.
Não fiquem presos às consequências dos erros do passado, elas foram lições a serem aprendidas no decurso da vida e não sentenças condenatórias com penas perpétuas.
As pessoas más dormem melhor que as pessoas boas por serem insensíveis ao sofrimento do próximo, por não sentirem remorso do mal que fazem e do bem que deixam de fazer.
Os seus movimentos são tão sutis quanto o movimento das nuvens, muda de forma em constante, sem demonstrar afeto.
O saudosismo é uma sensação tão poderosa, ao ponto de projetar na existência humana, uma extrema necessidade de acreditar em uma realidade paralela onde o esquecimento, a morte, a dor e o sofrimento não existam, por mais que isso seja uma vã e tola ilusão do eu. Os pressupostos de pós-vida são muletas Metafísicas de subterfúgio de sentido existencial, fruto do desespero mediante o desamparo e separação dos entes que amamos.
Certo dia Deus lá no céu estava preparando um de seus filhos para nascer, o menino falou a Deus Sr. Eu não quero ir, lá na terra tem muita maldade, muita inveja, muito ódio, então Deus falou fica tranquilo que já mandei um anjo para te proteger, te defender e te ensinar as coisa boas da vida. O menino disse mas como vou reconhecer esse anjo? Então Deus disse ao menino esse anjo será chamado de MÃE!
Feliz dias das mães ao meu anjo e a todos os anjos de vocês meus amigos.
Certa mãe, deixa certo filho, sobre os cuidados de um certo parente; e vai morar com um homem. Homem esse, que não se importa com esse filho; anos passam, a mãe teve outros filhos. O certo filho cresceu, e em relação ao homem, o filho não tem nenhuma relação de parentesco. Nenhum tipo de relação. Teria essa certa mãe, autoridade ou direito de pedir algo a esse filho? Eu, sou o certo filho! Essa é minha relação com a minha mãe. As vezes, ela me olha de um jeito que me faz sentir como se para ela, eu fosse um estranho. Isso dói na minha alma! Me acerta quase que fisicamente...
Como você se sentiria ao saber que, quando seu pai soube da gravidez da sua mãe, fugiu para não te assumir?
É preciso saber roubar do breve instante a poesia que logo nos será sonegada, e entender que a vida é um prolongado poema, constantemente inacabado.
