Poema Nunca te Esquecerei
Não confie em ninguém.
Não confie em você, porque você pode procrastinar ou nunca fazer o que estava pensando ou sonhando.
Confie somente em Deus.
Ester Rodrigues
O Peso Que o Mundo Não Vê
Tem gente que só é boa porque nunca teve que escolher entre a fome e a ética.
Nunca viu o filho chorar de dor sem poder pagar o remédio.
Nunca precisou engolir o orgulho pra implorar ajuda.
A vida é generosa com os julgadores.
Mas cruel com os que carregam o mundo nas costas caladas.
Não é o sofrimento que corrompe o homem.
É a mentira de um mundo que exige pureza de quem sangra.
Antes de julgar, calça o sapato furado de quem caiu e levantou mil vezes.
A dor não faz santos, faz sobreviventes.
E quem sobrevive, não pede aplauso. Pede respeito.
— Purificação
Nunca te pedi nada, e mesmo assim, sempre me deste tudo de que precisei.
Nos momentos em que me perdi de mim, foi em ti que me reencontrei.
E mesmo quando não vejo saída, és tu quem sempre me mostra o caminho para continuar.
Tem gente que vive na igreja…
Mas a cruz nunca entrou dentro dela.
Faz tudo pelo púlpito, e nada pelo secreto.
Tem mais medo de perder cargo do que de perder a salvação.
Quer holofote, mas não quer renúncia.
O diabo aplaude, e Deus se cala.
Sangue no chão nunca foi sinal de derrota.
É sementeira.
A vida nos ensina:
O que parece fim é começo.
O que dói, fortalece.
O que sangra, renasce.
Cada luta, cada queda, cada ferida aberta no asfalto da existência...
Não é marca da morte, mas raiz da resistência.
É do chão manchado que brota a revolução.
É da dor regada que nasce a revolução.
Essa abordagem transforma a dor em poesia visual, alinhada ao espírito de resiliência que a frase propõe.
A dor não vem sempre para ferir. Às vezes, feridas sangrentas só mostram onde nunca mais tocar...
Não é ódio, é silêncio depois do caos, é distância vestida de autoproteção.
Algumas presenças a gente não rejeita por desprezo. Rejeita por instinto de sobrevivência.
— Fram Lima —
Mas essas mãozinhas
Elas não se importam de onde eu venho nem onde eu estive
Eu nunca me amei até o dia em que segurei
Essas mãozinhas
o "amor" na dependência
antes de você, eu nunca via o "por que".
antes de você, eu nunca entendia o "ser".
antes de você, eu nunca procurei o "saber".
antes de você, eu nunca busquei o "querer"
o limite entre o amor e dor, foi onde eu me perdi e quase achei meu fim.
onde as palavras não fluíam, verdades sumiam e promessas mentiam.
o romantismo não era ouvido, o abraço não era abrigo, e o beijo era só mais um castigo.
o afeto doía mais do que a ausência, o toque era frio, e o olhar, vazio.
o desejo era rotina, a amor gritava socorro, mas ninguém ouvia.
o "nós" me apagava enquanto eu te iluminava, o carinho era cobrado, o afeto medido,
e o que era pra ser amor, virou abrigo ferido.
e mesmo com todo perigo, eu insisti em viver contigo, viver com a dor que eu chamava de amor...
depois de você, eu vi por que o medo insistia em ficar, é porque o tempo não sabe quando deve passar.
depois de você, eu entendi o ser em seu lugar, não só estar presente, é também se transformar.
depois de você, eu soube o saber sem olhar, é sentir no silêncio o que não da pra falar.
depois de você, eu quis sem hesitar, é querer ser inteiro mesmo sem se entregar.
Não importa a dificuldade, nunca pare de orar
Não importa os problemas, nunca deixe de orar
Dobra sempre o teu joelho, fala com o teu Pai
Ele te ouve
Nunca me senti segura dentro de um relacionamento, e gostaria de saber como é isso… qual é essa sensação.
Sempre fui eu quem deu a estabilidade do relacionamento.
Quero ter, um dia, a possibilidade de encontrar alguém que faça o mesmo por mim.
Alguém que, independente dos meus defeitos, inseguranças e traumas, eu saiba que posso contar.
Estou cansada de ser forte para tudo.
Fui tão forte para os outros que, hoje, não tenho forças nem pra mim.
Sinto que enterrei minhas emoções para me proteger — principalmente a alegria, a animação, o brilho no olhar — porque o final sempre foi o mesmo: a decepção.
Sei que criei um muro tão alto para que ninguém me machucasse, que até eu tenho dificuldade de passar por ele.
Não me permito me emocionar.
Não me permito sentir, porque o medo é maior.
Medo de pagar pra ver… e acabar me perdendo de mim mesma.
Mas, apesar de tudo isso, ainda quero amar.
Quero amar alguém como um dia já amei — com a mesma intensidade de quando senti o amor pela primeira vez… ou até de uma forma maior.
Ruas escuras, destino traçado
Vida de fita, nunca fui moldado
Foco no futuro, terno riscado
Nasci no árduo, 4M nato
O muito procurado tá muito perdido.
O muito calado traz muito perigo.
O muito amostrado nunca é bandido!!.
Nunca permita
que um falso moralismo
te transforme em juiz
do pecado alheio,
sob o véu frágil
do senso comum.
E se você nunca tivesse vindo até mim
Eu poderia me afogar em melancolia
Jurei lealdade somente a mim,
Logo antes de você iluminar meu céu
Carta de Desabafo
Você sabe… eu nunca pensei que precisaria escrever isso.
A gente abre a porta da casa, mas principalmente a do coração. Acredita, confia, entrega… E quando é amizade de verdade, não há medo, não há testes. Só que algo dentro de mim, não sei explicar, pediu silêncio e atenção. Então fiz algo pequeno — deixei um pote com dinheiro sobre a mesa. Saí cedo, como sempre, para comprar pão. Uma rotina comum… em uma casa que já não era só minha, era nossa.
E quando voltei, o pote tinha sido mexido.
Não foi só o dinheiro que sumiu. Foi a confiança que escorregou pelos dedos. Foi a imagem que eu tinha de você que desmoronou sem fazer barulho. No corredor, ouvi passos — passos que sempre reconheci, mas naquele dia soaram diferentes. Não eram de amigo. Eram de alguém que rastejava… como quem foge depois de fazer algo errado.
E ali, parado no meio da casa, eu entendi. E doeu.
Doeu mais do que eu esperava. Não pelo que foi levado, mas pelo que foi quebrado. E o pior… eu calei. Não disse nada. Decidi observar. Esperei. Mas cada dia que passou depois disso só afundou mais a mágoa dentro de mim. Porque o silêncio também fala, e o seu silêncio me disse tudo.
Fico aqui tentando entender: em que momento a amizade virou interesse? Quando foi que meu carinho virou descuido? Será que fui ingênuo? Ou será que você nunca esteve por inteiro?
Hoje eu escrevo não pra cobrar, nem pra confrontar. Escrevo porque preciso tirar isso de dentro de mim. Porque o que dói não é o que foi levado da mesa… é o que foi arrancado do meu peito.
Espero que um dia você entenda o peso do que fez. E que saiba: mesmo decepcionado, eu ainda torço pra que você aprenda. Porque quem trai por tão pouco… vive perdendo o que tem de mais valioso.
Mas eu? Eu sigo. Com menos gente por perto, talvez. Mas com mais verdade nos olhos.
— Hercules Matarazzo
"Nunca fui eu, amante da poesia, mas ela gostava de mim; entre linhas e traços, sempre nos encontramos.
Porém, a felicidade nunca se encontrou nessas palavras doces e parágrafos curtos. Seria ela o meu desejo intangível ou a minha causa perdida, além da vida?
Não tenho a resposta, mas tenho a decisão de procurá-la, pois há honra em tentar e covardia em desistir."
Nunca Papa
Se Pedro fosse papa, nunca teria morrido crucificado em Roma, conforme morreu! Morreu como Bispo e não como Papa; morreu não como dominador ou chefe de uma igreja, mas como pessoa humilde, que até na morte foi exemplo, para o mundo e para os fiéis! Os bispos que seguiram a Pedro, esses sim foram Papas em Roma e senhores da igreja de Roma. No tempo de Santo Agostinho, sendo este bispo, já existia um Papa CATÓLICO em Roma, que continuou a ganhar poder Eclesiástico. E também poder político. Verdadeiramente após o ano 313, começam a surgir os verdadeiros "Papas" em Roma!
Não te colocarei no papel
Você é a poesia que nunca escreverei.
Talvez por isso seja a única que me atravessa inteira.
Habita a profundidade do meu ser,
num espaço onde nem a razão alcança.
Fica ali, inquieta,
como quem nunca foi,
e ainda assim, nunca deixou de ser.
Não preciso escrever teu nome,
nem de apresentações
nos reconhecemos no escuro,
onde só a cumplicidade respira.
Te escrever seria te tornar concreta demais.
Prefiro te guardar onde ninguém toca.
Te nego no verbo,
mas te carrego no pulso,
feito veneno escolhido,
bebido em silêncio.
Transbordas em mim,
mas eu me contenho
porque quem transparece, sangra.
Eu aprendi a sangrar por dentro.
O que há entre nós não cabe na lógica.
É um corpo que sabe,
uma alma que hesita…
um erro que eu cometeria mil vezes.
És desejo vestido de ausência,
lembrança que nunca aconteceu,
febre contida no gesto calmo.
E por mais que eu siga só,
como as estrelas
longe, intacto, em silêncio
há em mim um canto,
imoral, teu, intacto,
que ainda arde.
E se não te escrevo,
é porque não suporto a ideia
de alguém ler tuas entrelinhas
e ocupar o lugar que só eu sei.
Augusto Silva
Achei que nunca mais ia me apaixonar. Que ilusão, quanta negação. Quando seus olhos verdes cruzaram os meus, a reação foi: "Oi, é comigo?" E era! Será que estou bonita? Eu sou bonita! O corpo tremeu quando vi você me olhando e se aproximando. Eu, com o livro nas mãos, criando o momento e a oportunidade. Já senti sua presença e o coração pulsou forte. Mas as pessoas não nos deixaram viver isso. Parecia que seria só mais um dia de silêncio, e foi.
Como adolescente, guardei esse sentimento em segredo. Ouço "Pupila" no rádio e a mente volta ao seu sorriso lindo, que era a única coisa que eu via no meio de um auditório lotado. Eu não sabia nada sobre você, nunca tinha ouvido sua voz, mas dentro de mim, você já tinha me acessado. Meu corpo tremeu, eu não queria acreditar, mas agora chega de negação. Por ti, senti desejo. Meu corpo acordou e as mãos suaram. Depois disso, só confusão e negação, porque não são tantos "nãos".
Te lembro, e meu corpo sente.
Karina Megiato
_KM_
