Poema Nao Chora mais ele vai Voltar
Na vida por mais que façamos para agradar alguém, sempre haverão os que não estarão satisfeitos com o nosso empenho.
Portanto, faça o seu melhor e aquele que puder aproveitar-se disso, que o faça!
Não viva pelos outros e sim por você!
Decidi não mais me preocupar com o que os outros pensam a meu respeito...
Sou assim, autêntico, ... sou eu mesmo.
Posso me adaptar, dependendo das circunstâncias ... mas jamais deixarei de ser EU.
Por mais que achemos não querer, mais iremos querer; por mais que achemos estarmo-nos completos, mais estaremos incompletos.
Sabe.
O gramado do vizinho pode até ser mais verde que o seu, mas não encaixa no seu quintal... "Então viva a sua vida, esqueça do seu próximo."
Ha dores em cada esquina da vida.
Tenha calma pra não ser mais um suicida.
Pra todos a dor é parecida.
Independente da ferida.
by Elmo Writter Oliver I
Metamorfose da Alma
O tempo voa. Tudo passa e nada é pra sempre. Doe o que não precisa mais de você. Crer que é capaz é o despertar. Domine a situação, não a deixe dominar. Cada ser tem sua luz e caminho. Na luta atípica, Deus nos levanta. Agora, sou de fases, colhendo o adubo. No Carnaval? Vou me virar do avesso.
Lu Lena
A FOTO
Aquela foto hipnotizou-me, tirou de mim a paz e me escravizou. Não resisto mais ao olhar, e como o viciado a procuro a todo instante. Colou-se na minha retina, imprimiu-se o seu negativo em meu cérebro, e agora a vejo até no escuro. Naquele retrato só existe uma mulher e nada mais. Mais não poderia haver. Ela mitigou minha sede, tornou-se o tudo.
Acabou para mim.
É isso. Acabou para mim...
A última estrela se apagou.
Não há mais vida. Não há luz. Não há túnel. Mas há fim.
Brutalidade e mentiras. Crueldade e intolerância.
Rejeita o colo. Prefere a distância.
O que resta de mim ?
Há um corpo que pena. Que pena!
Há uma alma enfim.
Para que as rosas floresçam, é preciso que corpos apodreçam e os espinhos as protejam por fim.
É chegada a noite. Que os sonhos adormeçam e cheguem ao fim.
Que os rastros na areia desapareçam, mas antes, contem um pouco de mim.
A tristeza é pesada. A alegria me foi roubada.
É...
Acabou para mim.
Mais um ano, menos um ano...
Não vou me despedir do ano que se encerra, tampouco cumprimentar um novo ano que começa, acho estúpido.
Porém, agradecerei aos poucos e bons amigos, que corajosamente estiveram, por estes dias, ao meu lado. Amigos que estiveram, estão e quiçá, estarão mais uma e inúmeras vezes, comigo, compartilhando sorrisos, desejos, prazeres e dores, porquanto, os afetos se constroem e se perpetuam pela troca incessante e generosa de porções de nós mesmos.
Por hoje, quero apenas dizer que mais uma vez valeu tentar, amar, sorrir, chorar, sentir, viver...
Se um novo dia amanhecer, espero manter a coragem e a paixão pela vida, pelas pessoas e experiências que se eternizam num instante...
E se um um novo dia amanhecer e meus olhos não se abrirem, que a minha existência permaneça, mesmo sem a minha presença, pois espero ter deixado marcas indeléveis em cada pessoa que toquei. Afeto é troca e guardo em mim tudo o que recebi. Obrigado!
Se um novo dia amanhecer, se um outro ano começar e em festa estivermos, apenas mais um desejo:
- Sejamos menos, bem menos, que caibamos num breve e singelo sorriso. E no mais...
Um FELIZ...
Queria fazer poesias simples e doces como Cora
mas nos dias amargos em que vivemos
não há mais figo nem amora!!!
“O crepúsculo dos sons
O Brasil empobrece a cada ano
não se escuta mais músicas nas esquinas,
o show da praça emudeceu.
As guitarras de Armandinho e Dodô
silenciaram.
A tropicália de Canô
envelheceu...
Caetano, Djavan, Bethânia e Gil,
a bossa de João encantos mil.
A onde foi morar parar a poesia
do canto de vitória e de folia
dos ricos acordes de harmonia...
A lira do Orfeu tá Bahia.”
―Evan Do Carmo
O mar que um dia ao teu lado conheci
o mar que contigo descobri, não existe mais
durante as minhas insônias, nos meus sonhos
leve, escutava, como música de Bach,
seus suspiros tristes ao esbarrar no cais.
O mar em que um dia bebemos a seiva da eternidade
hoje não nos satisfaz, o mar que antes era calma
descanso e paz, assim como teu, não existe mais.
Lírios de grego
Não escrevo mais melancolias
nem poemas de dores e de saudade
é um poeta novo que ressurge
das entranhas de uma cruel enfermidade.
Lírios de grego, mitos de flores
amor de musa morta,
gritos suspensos no âmago do absurdo,
poema mudo, ecos sem resposta.
Evan do Carmo
O amor é uma amizade que deu certo
Um silêncio perpétuo cerrou meus lábios,
não falarei mais sobre o espanto do amor
descobri tardiamente, ser a amizade,
de todos os sentimentos o maior.
A amizade está além de qualquer mito
dos que falam que o amor é sem igual
o que é o amor romântico incircunscrito,
pois que dura e não suporta um temporal?
O amor é uma dádiva de amigos a partilhar
quando almas generosas se permitem dividir,
uma cama, uma mesa ou mesmo um lar.
A amizade não se presta a vil conquista
como quer o encantamento dos amantes
não se compra, não se rende a uma bela vista.
Para que serve a literatura, a poesia, a arte, a música, se não for para tornar o mundo mais justo e mais humano?
Quando escrevo um poema, um ensaio ou um livro, faço como se fosse meu último ato consciente nesta vida, como minha última oportunidade de fazer algo de valor. Saber que um texto ou um poema meu causou algum tipo de reação positiva em outro ser humano, me faz sentir que não é inútil meu ofício.
De fato, tudo vale a pena, quando temos pelo menos o desejo de que a alma do mundo seja grande, e que a vida não seja assim tão absurda quanto parece.
Relembrar é morrer
a vida que não temos mais
um barco esquecido no mar
de saudade que ficou ao vento
no esquecimento dos temporais
relembrar é voltar ao passado
e saber que aquele cais já não existe
só o que persiste é a ilusão
em um lugar inatingível
que engana os incautos
relembrar nunca foi viver
só se vive uma vez
sentir saudades é voltar
ao que se perdeu no tempo.
Um cão amarrado e com fome
até ladra mais morde
esperneia mas não come
se alguém não lhe soltar
lá de cima veio a ordem
para o homem dominar.
Não é a força que nos faz
superior ao animal
é a luz da inteligência
que ilumina nossa mente
para um estágio imanente
pra escolher o bem o ou mal.
Mas cada passo que dou é uma agonia maior
pois por mais que eu procure, não te encontro,
e a fome que sinto é cada vez mais forte
como o grito lancinante de uma ave perdida.
Ah, como queria saciar esta minha fome louca,
entregar-me ao sabor do teu corpo, da tua pele,
sentir a doçura do teu beijo em minha boca,
e nutrir meu espirito com o amor que me impele.
Ó minha amada, onde estás neste momento?
Por que te escondes de mim, minha paixão?
Não suporto mais esta dor e este tormento,
traga-me teu amor, traga-me tua sedução.
E assim vou caminhando, com fome e com sede,
à procura deste amor que não encontro,
espalhando pelas ruas minha saudade
e alimentando minha alma com este desencanto
A distração fácil não me atrai. Quanto mais desço, mais fundo cavo.
Vivo sob o risco de afundar. E aceito. Porque viver na superfície me parece uma espécie de morte lenta, embalada em risos automáticos e telas que piscam. O que me move é o mergulho — na contramão do tempo, contra a leveza tóxica que nos vendem como liberdade.
No contexto da arte, isso é quase um crime. Tudo nos empurra para o raso. Para o vendável. Para o que se compreende em dez segundos. Mas eu não quero ser entendido tão rápido. Nem quero criar o que consola. Quero o que inquieta, o que fere, o que obriga a parar.
A arte, quando é verdadeira, nos obriga a cavar. Tira o chão. Desloca. E é nesse deslocamento que penso, que existo. Filosofia, pra mim, não é sistema, é vertigem. É quando a pergunta fica maior que qualquer resposta possível. E eu sigo, mesmo assim.
Por isso escolho o abismo. O fundo. O lugar onde o olhar do outro se perde, mas onde talvez haja verdade. Porque há mais vida num gesto sincero do que em mil performances vazias. Há mais beleza no silêncio de quem sente do que no discurso de quem apenas representa.
Não quero distração. Quero escuta. Quero confronto. Quero o risco de não ser compreendido. Porque só quem desce até o fundo pode voltar com algo que vale a pena.
Nada me inspira mais do que a raiva. Não essa raiva histérica, superficial, que grita sem saber por quê. Falo da raiva que nasce do abuso, da injustiça cotidiana, do silêncio imposto aos que ainda têm alma. A raiva que surge quando vejo gente boa sendo engolida por um sistema que premia a mentira, que endeusa o disfarce, que trata a hipocrisia como virtude social.
A indignação me dá vida. Me acorda. Me empurra pra escrita. Não sou movido a paz interior, nem a frases de autoajuda. O que me move é o desconforto. O que me guia é a vergonha de ver o mundo como está e fingir que está tudo bem. Eu não me adapto, não consigo. E não quero.
Escrever, pra mim, não é florescer: é rasgar. É reagir. É cuspir de volta o que me enfiaram goela abaixo. Minha arte não é gentil — é necessária. É a forma que encontrei de não enlouquecer. Porque se eu me calar, se eu aceitar, se eu sorrir junto, aí sim estarei perdido. A raiva me lembra que estou vivo. A indignação me prova que ainda sinto. E enquanto isso durar, ninguém vai me domesticar.
- Relacionados
- Frases de alegria para inspirar e tornar o seu dia mais feliz
- Frases de aniversário para dar os parabéns (e tornar o dia mais feliz)
- Frases de Amor Não Correspondido
- Frases de desprezo para quem não merece mais a sua atenção
- Amor não correspondido
- Frases de raiva que dizem o que você não consegue falar
- Poemas para o Dia dos Pais (versos de carinho e gratidão)
