Poema Nao Ame sem Amar
Rígido aquele que não é flexível, não tolera, nem admite falhas.
Inapto; pois nem ao menos é capaz de perceber as próprias falhas,
Inflexível; pois ao ponto que quando percebemos que somos falhos nos tornamos mais tolerantes,
Nem sempre somos o dono da razão, colocar a culpa no outro é sempre mais fácil, soa bem ao nosso ego...
Rígido aquele que não é flexível, que não tolera, nem admite falhas nem desculpas.
Inapto; pois nem ao menos é capaz de perceber as próprias falhas, inflexível; pois ao ponto que quando percebemos que somos falhos nos tornamos mais tolerantes, até pq nem sempre somos o dono da razão, colocar a culpa no outro é sempre mais fácil, soa bem ao nosso ego, só que nem sempre o outro é o falho, nem sempre ele é de fato o real problema, na grande maioria das vezes as pessoas vivem no piloto automático, quando menos se espera irão reagir da mesma forma, provavelmente da mesma forma como reagiu desde a primeira vez, isto pode se tornar ciclo vicioso, diante de feridas não cicatrizadas, amores que se foram sem explicação, com uma pilha de sentimentos desagradáveis...
Mas hoje é um novo dia... e dá p/escrever uma nova história...
É só começar...
Nos escondemos atrás de armaduras,
casulos que achamos ser impenetráveis,
não percebendo de fato,
estamos nos privando das coisas
mais belas na qual poderíamos
vivenciar nesta vida...
Feridas cicatrizam,
esconder-se é o mesmo que:
"ser sem história".
Não precisamos de um mundo perfeito, feito nos mínimos detalhes;
detalhes estes que nós mesmos impusemos em nossa concepção.
Precisamos de pessoas "seres" que componham este mundo;
coisas são detalhes, "pessoas os essenciais".
A verdade sobre nós
A verdade sobre nós é que...
Esperamos o que não virá.
Buscamos o que não iremos encontrar.
Desejamos o que não precisamos.
E nos esquecemos do que já possuímos...
As vezes por maldade.
As vezes por ignorância.
As vezes por vaidade.
E muitas vezes por arrogância.
A verdade sobre nós é que...
Existimos por uma fração tão insignificante de tempo.
E ainda assim valorizamos o que não tem valor.
Esquecendo-nos de que esta é nossa única oportunidade de fazer e ser algo de bom...
Aquele que tem como base apenas o externo,
não conhece sua origem,
sua essência;
" não conhece Deus".
"A vida não está nem aí. Ela é apesar de nós. É e pronto. A boa decisão é mais uma questão ética do que física. O que parece errado pode se mostrar certo. O que parece certo pode se mostrar errado. Ainda assim, a prudência é recomendável e a sabedoria seria bom demais da conta, sô."
(As Pessoas lá de Fora. Editora Longarina. 2018)
O tempo cura tudo?
Não é o tempo que terá que resolver, e sim você. Pois o tempo está aí sempre presente, e se passa ao passo da vida, e as decisões quem deverá tomar será você e não o tempo. Pois este apenas acompanha a vida duranre suas escolhas.
"Assusta-me como há quem se convença de que pode convencer. O convencimento é dado, não tomado."
(As Pessoas lá de Fora. Editora Longarina. 2018)
"Não duvide disso: a deliberação consciente e verdadeira funda um novo tempo. Só exige determinação. Isso está ao alcance de todos e sabem-no bem aqueles a quem o vício desgraçou, seja lá qual compulsão for."
(As Pessoas lá de Fora. Editora Longarina. 2018)
Quantas vezes a raiva que emana de um ser
enfurecido, é tão inconsciente a si, que não o deixa perceber que está perdido?
Por vezes, é no reflexo de seus devaneios no espelho dos ressentidos, que ele nota estar corrompido.
Mas mesmo ao perceber, deixa seguir!
Pois vale mais para si o momento, do que todo
o tempo a devir.
"Não leia os jornais e diga que as coisas estão horríveis atualmente, embora estejam. Já foram bem piores. A humanidade tem uma capacidade ilimitada para a desumanidade. Não é incomum que o coletivo de seres humanos seja atrocidade"
(As Pessoas lá de Fora. Editora Longarina, 2018)
"A violência não prescinde das palavras, mas nasce nas palavras. A impossibilidade do diálogo aduba a agressão."
(As Pessoas lá de Fora. Editora Longarina, 2018)
Sentimentos em repouso
Um sentimento acordava
Muito tempo guardado e eu temia
Não me incomodava
Mas eu procurava e assim eu sentia
Finalmente quando te vi
Do outro lado da rua
Confesso, explodia de saudade,
Fui quase na lua
Foi inacreditável,
Poder de abraçar
E ali, por um momento,
Parei pra te olhar.
Minhas pernas tremeram
Quando me aproximei
Meu coração disparou
Eu me descontrolei
Um tornado de sentimentos
Um vento de emoções
De desejo, medo e querer
Em nossos corações
Eu queria te agarrar
Mas são outros tempos
E se não aceitar?
São outros sentimentos
Vamos para algum lugar
Pra de verdade te encontrar
Te beijar e te fazer um carinho
E nos conectar
Teu abraço me envolve
Como uma super vitamina
Me fortalece, me faz forte
Me sinto menina.
Um sentimento tão forte
Que não sei explicar
Mais que tudo que já senti na vida
Dizem que isso é amar.
Doe
Seu jeito me diz tudo
Pensava que estava só confuso
Mas vejo uma resposta
Tu não gosta
Pq as pessoas vão embora?
Umas sem volta
Outras você nem nota
Mas você me faz falta
Qual o problema de querer você ?
De ficarmos Deitados assistindo TV?
Não vejo pq de tudo isso
Isso acaba comigo.
por ora, eu o deixei
fora dos meus pensamentos.
não só hoje, pra escrever
como outros dias, pra ver
se ainda havia ti
se ainda habitava em mim.
e pela hora, ele não foi embora.
perdooa o equívoco.
Hoje quando olhei pra você, algo aconteceu… Na verdade, não aconteceu, e isso foi esquisito. Cadê o coração acelerado? A ânsia de encontrar o seu olhar, e a vergonha de segurar seu olhar por mais de alguns segundos? Cadê todas as emoções que eu costumava sentir, só por ter conhecimento da sua presença perto de mim?
Pergunto isso, porque de repente, não me sinto mais assim. Conheço bem minha inconstância e bipolaridade, típica de uma leonina, porém achava que por você, finalmente eu sairia da minha caixa de segurança -a qual me protege de um coração partido e arrependimentos futuros- para tentar algo que nunca me atrevi.
Aparentemente, eu estava errada. Você não era essa menina. E não sei se fico feliz, por me livrar de incertezas em relação a você, ou triste, pois poderia ter dado certo. Podemos culpar o orgulho, por ter nos deixado, mudos, diante um do outro. Tantas vezes. Mas talvez não fosse pra dar certo, ou não existiriam tantas perguntas, certo?
Mas não me importo mais. Seus olhares, as meninas que conversam com você ou suas maneiras de chamar minha atenção… Nada disso me interessa mais. Para falar a verdade, parecem coisas bem bobas agora.
Bom, é isso, parece que eu “Descrushei!”
Mas é aquele ditado, né… “Não só de um crush, viverá o Homem (Mulher).”
A Sabedoria do Sofrimento
O sofrimento não tem menos sabedoria do que o prazer: tal como este, faz parte em elevado grau das forças que conservam a espécie. Porque se fosse de outra maneira há muito que esta teria desaparecido; o facto de ela fazer mal não é um argumento contra ela, é muito simplesmente a sua essência. Ouço nela a ordem do capitão: «Amainem as velas». O intrépido navegador homem deve treinar-se a dispor as suas de mil maneiras; de outro modo, não tardaria a desaparecer, o oceano havia de o engolir depressa. É preciso que saibamos viver também reduzindo a nossa energia; logo que o sofrimento dá o seu sinal, é chegado o momento; prepara-se um grande perigo, uma tempestade, e faremos bem em oferecer a menor «superfície» possível. Há homens, contudo, que, quando se aproxima o grande sofrimento, ouvem a ordem contrária e nunca têm ar mais altivo, mais belicoso, mais feliz do que quando a borrasca chega, que digo eu! E a própria tempestade que lhes dá os seus mais altos momentos! São os homens heróicos, os grandes «pescadores da dor», esses raros, esses excepcionais de que é necessário fazer a mesma apologia que se faz para a própria dor! Não lha podemos recusar! São conservadores da espécie, estimulantes de primeira qualidade, quando mais não seja porque resistem ao bem-estar e não escondem o seu desprezo por essa espécie de felicidade.
Friedrich Nietzsche, in "A Gaia Ciência"
"Não raro, as pessoas arrastam suas existências sem muita convicção do que seja exatamente para além do gasto ordinário dos minutos."
(Inferno Verde. Editora Longarina. 2019)
