Poema Nao Ame sem Amar

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Elijah: Eu não acredito no amor, Katherine
Katherine: Isso é muito triste para eu aceitar
A vida é muito cruel,
Se deixarmos de acreditar no amor, por que queremos viver?

⁠Eu me preocupava com tudo.
Coisas que pareciam ter sentido na verdade não tinham.
Eu me preocupava com a vida.
Com o que aconteceria se eu me permitisse sentir de novo.
Achei que eu não merecesse.
Então... Sem nem mesmo saber...Eu mudei.
Eu não estava preocupada com o que aconteceria se eu vivesse, mas com o que aconteceria se não. O que eu perderia.
Eu me preocupava em não lembrar; em não lembrar de todos os momentos. Todos os lugares. E tudo por causa do Finch.
Porque ele me ensinou a me maravilhar.
Ele me ensinou que não é preciso escalar uma montanha, para ficar no topo do mundo.
E que até os lugares mais feios podem ser lindos desde de que você pare pra olhar.
Que não há problema se perder...desde que encontra o caminha de volta. Mas ao aprender tudo isso, eu não vi algo mais importante: O Finch
Eu não vi que ele estava sofrendo.
Não vi que ele estava me ensinando o tempo todo a seguir em frente.
Finch era um sonhador. Ele sonhava acordado. Sonhava com toda beleza do mundo e essa beleza fez despertar.
O Finch me ensinou que há beleza nos lugares mais inesperados.
E que há lugares incríveis mesmo em dias sombrios. E que se não houver... você pode ser aquele lugar incrível. Com infinitas capacidades.

Não Sou Um Personagem
Já chorei por amor e ódio...
Ah! De tanto rir também...
Já briguei sem motivo
E até humilhei alguém...

Já levei fora e já dei também...
Fiquei com quem não devia
Deixei partir quem muito queria...
E com certeza,
Das poucas que tenho na vida,
Ainda hoje me amaria...

Já conheci um anjo e a ele
Entreguei minha alma
Recebi muito amor por um tempo
Para a eternidade muita mágoa...

Conheci o céu e a felicidade
Até o fatídico dia em que
Conheci o inferno e a maldade...
Os primeiros frutos do amor
E os demais...
Da dor da saudade...

Já fui julgada...
Julguei e condenei a mim
Fiz de meu corpo,
Meu cárcere sem fim...

Minhas colegas de cela
Desilusão, mágoa e saudade...
Ás vezes deixam-me
Conversar com a vizinha
Chamada Fé, irmã da Esperança,
Que em nossos cochichos
Promete-me um amor de verdade...

Meu coração só eu conheço,
E o quanto dói
Só eu sinto
Não sou um personagem!
Em minhas veias corre sangue...
E quem pensa o contrário
Não pensa, acredita em bobagem...

Caso


Pode ser mais um capricho
pode ser uma paixão
pode ser coisa de bicho
pode não.

Pode ser já por destino
pelos astros, pelos signos
por uma marca, uma estrela
talvez já estivesse escrito
na palma da minha mão.

Talvez não...

Talvez até nem fique
nem signifique nada
nem me arranhe o coração
pode ser só uma cisma
pode estar só de passagem

Ou não.

A morte, que sugou-lhe o
mel dos lábios, inda não
conquistou sua beleza.
(Romeu e Julieta)

Confissões

Vivendo no curto tempo à frente
e apesar de não querer pensar nelas,
algumas lembranças estão comigo,
maltratando meu corpo e mente
como feridas que deixam sequelas
provocadas pela ação de um inimigo.

É uma forma constante e mui danosa
que me atinge e se torna perigosa.
Sei que fiz coisas que não devia,
mas também não fiz outras que merecia.
Em algumas delas, fui traído,
em muitas outras fui culpado
por fazer sofrer alguém amado
sem perceber o quanto estava errado.

Gostaria de ter o poder de bloqueá-las
por não mais suportar e pensar
em parte desse passado que me faz mal,
pois me maltrata e me persegue
há tantos anos, e mesmo assim segue
a me mostrar os erros cometidos,
confrontando-me com toda a insensatez
da visão míope, falsa e superficial
dos relacionamentos não compreendidos.

Quanto tempo demora? - perguntou ele.
- Não sei. Um pouco.
Sohrab deu de ombros e voltou a sorrir, desta vez era um sorriso mais largo.
- Não tem importância. Posso esperar. É que nem maçã ácida.
- Maçã ácida?
- Um dia, quando eu era bem pequenininho mesmo, trepei em uma árvore e comi uma daquelas maçãs verdes, ácidas. Minha barriga inchou e ficou dura feito um tambor. Doeu à beça. A mãe disse que, se eu tivesse esperado as maçãs amadurecerem, não teria ficado doente. Agora, quando quero alguma coisa de verdade tento lembrar do que ela disse sobre as maçãs.

– Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me
– Que é preciso fazer?
– É preciso ser paciente. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, a cada dia, e sentarás mais perto
(...)
– É preciso ter ritos.
– O que é um rito?
– É uma coisa muito esquecida também. É o que faz com que um dia seja diferente de outros dias; uma hora, das outras

Antoine de Saint-Exupéry
O pequeno príncipe (1943).

Qual é o teu maior medo?

Nosso maior medo não é sermos inadequados. Nossos maiores medos são os de sermos poderosos além da conta.

É nossa luz, e a não a nossa obscuridade que mais nos apavora.

Ser pequeno não serve ao mundo, não há nada de sábio em se encolher pra que as outras pessoas não se sintam inseguras ao seu redor.

Nós todos fomos feitos pra brilhar como as crianças. Não está apenas em alguns de nós, está em todos, e, na medida em que deixarmos nossa luz brilhar, nós inconscientemente damos às outras pessoas a permissão para fazer o mesmo na medida em que nos liberamos dos nossos medos. Nossa presença automaticamente libera os outros.

Sem explicações...

Desculpas...
Prometi a mim
Que não ia mais te ver...
Mas enfim
Prometi também não querer mais sofrer...

E aqui estou
Como jamais o fiz,
Pois sou uma boba
Se tratando de relações.

Para me sentir mais aliviada
E menos sufocada,
Não encontrava palavras
Nem expressões,
E do mais simples
Se resume que
Gosto de você
Sem explicações...

O que importa de verdade não é se você pode vencer as lutas. É não perder contra você mesmo.

(Manjiro Sano/Mikey)

Será que não vou me libertar de suas regras rígidas?
Será que não vou me libertar de sua arte inteligente?
Será que não vou me libertar dos pecados e do perfeccionismo?
Digo: evolua mesmo se você desmoronar por dentro.

Não aguento mais

Senhor, me dê forças
Meus sonhos foram quebrados
Meu coração em pedaços
Não sei o que faço
Estou perdido
Sem rumo, sem destino
Senhor, me dê forças
Para suportar esta dor
Não quero guardar rancor
Mas sinto que meus sentimentos
Perderam-se a cor
A cor da paixão
A cor do coração
Não existe ódio
Apenas frustração
Decepção
As palavras que saem da boca
Não são recíprocas com as atitudes
Levam-nos para o alto
E em segundos nos derrubam
Jogam-nos no asfalto
O sofrimento em silêncio
É o envelhecimento
Da alma, do espírito
Do sentimento
Estou tentando
Sofrendo e chorando
Não sei até quando
Mas vou continuar
Tentando...

Lua Bonita

Lua bonita,
Se tu não fosses casada
Eu preparava uma escada
Pra ir no céu te buscar
Se tu colasse teu frio com meu calor
Eu pedia ao nosso senhor
Pra contigo me casar
Lua bonita
Me faz aborrecimento
Ver São Jorge no jumento
Pisando no teu clarão
Pra que cassaste com um homem tão sisudo
Que come dorme faz tudo, dentro do seu coração?
Lua Bonita, Meu São Jorge é teu senhor,
E é por isso que ele "véve" pisando teu esplendor
Lua Bonita se tu ouvisses meus conselhos
Vai ouvir pois sou alheio,
Quem te fala é meu amor
Deixa São Jorge no seu jubaio amuntado
E vem cá para o meu lado
Pra gente viver sem dor.

Raul Seixas

Nota: Música composta por Zé do Northe e Zé Martins

Nada sou, nada posso, nada sigo.
Trago, por ilusão, meu ser comigo
Não compreendo, compreender nem sei
Se hei de ser, sendo nada, o que serei?

Saudade não é o que a gente sente quando a pessoa vai embora. Seria muito simples acenar um ‘tchau’ e contentar-se com as memórias, com o passado. Saudade não é ausência. É a presença, é tentar viver no presente. É a cama ainda desarrumada, o par de copos ao lado da garrafa de vinho, é a escova de dentes ao lado da sua. Saudades são todas as coisas que estão lá para nos dizer que não, a pessoa não foi embora. Muito pelo contrário: ela ficou, e de lá não sai. A ausência ocupa espaço, ocupa tempo, ocupa a cabeça, até demais. E faz com que a gente invente coisas, nos leva para tão próximo da total loucura quanto é permitido, para alguém em cujo prontuário se lê “sadio”. Ela faz a gente realmente acreditar que enlouquecemos. Ela nos deixa de cama, mesmo quando estamos fazendo todas as coisas do mundo. Todas e ao mesmo tempo. É o transtorno intermitente e perene de implorar por ‘um pouco mais’.

Saudade não é olhar pro lado e dizer “se foi”. É olhar pro lado e perguntar “cadê”?

Círculos viciosos

Eu lia, mas não sabia ler,
e tudo que eu lia,
porque não sabia,
não fazia sentido
dentro de mim.
Procurei a ponta condutora,
qual um filão
do entendimento.
Nada!
Busquei fantasmas
em cada negativa.
Vi mortos-vivos,
de passados tão presentes
e mergulhei no fundo,
mais íntimo,
em um reflexo de ternura.
Vi, na minha imagem
um enorme vazio
que transformou meu sonho
na dureza fria
da realidade.
Seria maldade,
ou o desejo de um fortalecimento?
E, afinal, eu vi,
mas não sabia ver.
E tudo que eu via,
porque não sabia
não impressionava
o negativo de minha alma.
E, assim, caminhei passos
sem saber,
e, porque não sabia caminhar
meus passos a nada me conduziam.
E, ainda sem saber,
retornei ao ponto de partida,
sem mais esperanças.

notas sobre ela.

ela administra bem
as suas finanças
não deve perfeição a ninguém.

Juro que te amo
mas não sei ate quando
me descobri no teu sorriso
sincero, meigo e profundo
que desencadeou os portais
do meu mundo obscuro.

- O que você tá fazendo?
- Nada.
- Uma parte sua tá fazendo.
- Desculpe.
- Pare.
- Não consigo controlar.
- Certo, deixe-me virar.
- Ok.
...
- Allison.
- O quê?
- Assim é pior.