Poema Nao Ame sem Amar
Nem todo ‘vida que segue’ é recomeço…
às vezes é só fuga...
Um fim que não se teve coragem...
De assumir.
Capitão: Diga alguma coisa que eu não saiba
Kowalski: Sem muco o ácido consumiria seu estômago
Capitão: Me diga outra coisa que eu não saiba... Um pouco, menos incomodante.
Quando você olha pra dentro,
descobre que não está só.
Tem um amor aí… quietinho,
que sustenta e acolhe.
Até na solidão,
existe encontro.
E, quando você aprende a ficar bem com você,
o amor floresce ao redor.
- Edna de Andrade
OSCAR
No filme da nossa vida
Não tem Oscar de ator
Sem tapete e holofote
Não premia o diretor
Então faça seu roteiro
Para ser o verdadeiro
Consagrado vencedor
As dores da vida não são apenas inevitáveis.
Também são úteis quando se tornam ensinamentos.
As dores da vida não precisam permanecer como tal. Elas podem se transformar em boas lembranças, quando delas extraímos as melhores essências.
As dores da vida podem se converter em caminhos. Neles encontraremos esperanças e realizaremos os novos sonhos.
As dores da vida podem acabar um dia se tornando flores, metamorfoseando nosso calvário em um belo jardim.
GUERRA
Uma guerra não escolhe
Quem será o vitimado
Se a bomba é lançada
Ela não escolhe lado
Sem licença pra entrar
Ela invade o nosso lar
Deixa tudo destroçado
Olhos pressionando mas o que devia,
Pressão em saber que não o valoriza.
Vasta,
Sigo em frente,
Tento escrever,
Mas não posso estremecer.
Plim plim-
Sinos tocam,
É hora de reerguer,
E aceitar se não receber.
Tijolo em minhas costas,
Carrego,
Não reclamo.
Construção sem o concreto,
Acabou que desabou.
A mercê meu sentimento,
Reconstruo com "cimento".
Minha heroína me salvando,
Não está acertando.
Deve ser bom ser uma dessas pessoas que não se apegam a nada. Nem a pessoas, nem a coisas, nem aos próprios sentimentos. Parece mais leve, mais simples.
Eu não sou assim. Eu me apego a tudo.
A pessoas que já deveriam ter saído da minha vida há muito tempo. Ainda me pego querendo saber se estão bem e quando vejo que estão, por algum motivo, algo em mim se contrai.
Me apego também a coisas que já não fazem sentido. Guardo objetos, lembranças, pequenos pedaços de um passado que já deveria ter ficado para trás. E cada coisa guardada acaba trazendo de volta algo que eu já deveria ter esquecido.
E me apego até a sentimentos vazios. Coisas que já não significam tanto, mas que continuam ocupando espaço dentro de mim.
Sinto que estou vivendo num tipo de limbo.
Sem sono, sem muito amor próprio, como se a vida tivesse perdido um pouco da força.
Às vezes penso que, se pudesse construir uma máquina do tempo, não seria para voltar.
O que escrevo?,
Não tenho ideias,
Só sentimentos.
Vontade de alagar,
Se inundar,
Se desabar.
O tempo passa-
"Meu deus eu não escrevi nada".,
Pensamentos intrusos,
Aparecem sempre,
Quando preciso eles são ausente.
Será que eu me enxergo diferente?,
"Meu deus, nada me surpreende.",
Ah ideias,
Palavras,
Não botam na folha por medo de ser julgada.
O amor não foi feito pra mim
(Verse 1) Nunca entendi o que era o amor, Acho que isso deve-se ao passado também. Meus olhos nunca viram a verdade, Nunca entendi por que eu era assim. Love love love Wasn't you made for me?
(Chorus) Mas foi você quem me fez sentir, E pobre de mim, que não entendi. Acho que o amor é assim, Não foi feito pra mim, E é por isso que fechei meu coração pra sempre. Uuuuh. Agora eu entendo, o tempo é um relógio confuso que não foi feito pra mim...
(Verse 2) Vou te amar até o crepúsculo, E quando não existir mais o mundo. Pois foi você, foi você que me fez sentir tudo. Então desculpa minha confusão, o amor não foi feito pra mim não, não não! Não, não não.
(Chorus) Mas foi você quem me fez sentir, E pobre de mim, que não entendi. Acho que o amor é assim, Não foi feito pra mim, E é por isso que fechei meu coração pra sempre. Agora eu entendo, o tempo é um relógio confuso que não foi feito pra mim...
(Bridge) Você me tirou do meu mundo tão sem cor, Era cinza e colorido ficou. Uma pena que eu não entendia o que era o amor. Me desculpa a confusão, uma turbulência de sensação. Sinto-me pesada e sem transmitir... Não sei me expressar, então acho que o amor não é pra mim.
(Verse 3) Talvez almas gêmeas sejam assim, Nem sempre juntas vivem, que pena, eu queria tanto. Eu não entendo minha confusão é que eu fui assim... Eu sinto tanto, queria me entregar pra ti.
(Outro) Nunca entendi o que era o amor... Acho que o amor não foi feito pra mim.
_Menina, pára de ser ingénua, não me digas que começaste a gostar dele, ele nem sabe que existes, não vives num conto de fadas, de um livro estúpido.
_Sei exatamente em que realidade estou, mas continuo a amo-o e ele não precisa de saber hoje nem amanhã. Um dia, quando ele também me amar, vou poder dizer-lhe diretamente e será como se nunca tivesse contado a mais ninguém.
Há paz infértil!
Aquela que nada traz
A não ser, a própria paz.
Há paz inquietante!
Sem cheiro, sem dor...
Pois há dor, na paz.
Há paz sem ternura!
A que nos tira a paz
E devolve a loucura.
Já olhei pela janela e vi o caos,
já olhei pela mesma janela,
e vi calmaria. Não está fora,
está dentro!
A vida é uma
bolha de sabão.
Ah,
esse martelar
não para.
Oco,
vazio,
o tempo todo,
o mesmo assunto,
sem descanso um
minuto.
Pra que isso aqui!!
Pra que tudo isso!!!
Pra que esse desperdício!!!
E a mesma pergunta,
sem resposta:
pra que existir
se vou deixar
de existir?
Isso é uma
loucura
que parece
sem cura!!!!
Sem entender,
isso vai desaparecer.
De novo isso na minha
mente.
Isso é só
oco,
vazio.
A vida é vão,
feito bolha
de sabão.
Mas não existo o bastante se deixar de aspirar.
Assim espio manhãs.Não graduo conjuras.
Apraz-me compreender que uma reta contém variáveis.
Meus poros se aguçam de humana envergadura.
O Deva então faz sua última pergunta:
– O que é que o fogo não queima, nem a ferrugem consome, nem o vento abate e é capaz de reconstruir o mundo inteiro?
Buda respondeu:
– O benefício das boas ações.
Para que eu escreva poesia que não seja política,
devo ouvir os pássaros, e para ouvir os pássaros,
os aviões de guerra devem estar silenciosos.
De tudo não sei nada
Tenho apreço pela mais desimportantes
das palavras
E sobre as grandezas do nada eu quero
saber tudo
Que mania é essa que as pessoas têm de usarem verbo no infinitivo (?)
Talvez, só talvez, prefiram a brevidade do que o infinito.
Eu tenho uma condição rara
Não tão rara
Se chama ‘mente tagarela’
Ela dialoga o tempo todo
Mil pensamentos por segundo
E às vezes fica difícil não transmitir o que ela diz
Em outros momentos, o ‘eu superior’ precisa intervir e dar a ela um pouco de ordem.
Poesia não faz sentido à primeira leitura
Se fizesse,
Os poetas perderiam o posto de malucos incompreendidos.
