Poema Nao Ame sem Amar

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Não tenho os cabelos loiros, a pele branca, assim como não tenho um corpo franzino de traços delicados…
Sou uma mulher inteira, verdadeira, do tipo que te levanta se quiseres não mais estar caído, parceira pra vida…
Daquelas que briga com você por você mesmo.
Uma mulher rara, que se entrega quando ama sem medo do desconhecido, daquelas que gosta de preparar a comida e fazer um arranjo no prato, só para ver a pessoa com cara de bobo do tipo, foi pra mim que você fez?
Possuidora de um coração gigante, mas que fica pequenino com a dor de um igual.
Minha beleza é rara, exala pela pele, como o perfume de uma roseira que transcende a planta invadindo a janela da alma e inebriando quem ousar sentir o aroma que dela exala.

Quando lentamente a vida for se esvaindo do seu corpo, não se atreva a lamentar, se não viveu;
Apenas aceite as consequências do fato de haver escolhido ser triste ou retome os passos sobre seus próprios pés e vá em busca daquela alegria infantil que te permitia rir por nada.
Deite-se na relva, role na grama e redescubra a criança que você deixou no meio do caminho, traga ela para fora e se permita voltar a sonhar, os sonhos incríveis que sua meninice dividiu com você.

O tempo foi passando e eu não me atentei da importância daquilo que não aprendi.
Com a brevidade da vida, passou…
Passou a oportunidade de leveza para a grandeza, fazendo se achegar a tristeza pela falta de beleza no agir, no vestir, no me comportar como a mulher que tem amor no peito, mas é sem jeito.
O tempo consolida padrões difíceis de desfazer. Trazendo dificuldades, em razão da deselegância consoante com o rude jeito do ser que a máscara usada por muito tempo deixou como cicatriz em raiz profunda.

Carreguei o peso de sombras que não eram minhas,
Conheci o gosto amargo da humilhação,
Senti a dor como quem caminha entre espinhos,
E vi o sofrimento tentar silenciar o meu coração.
Fui testada no limite, na entrega que me esvaziou,
Mas, mesmo entre os cacos, algo em mim não se quebrou.

Porque, apesar de tudo, escolhi a bondade,
Fiz da minha generosidade um escudo contra o desdém.
Minha lealdade foi um farol na própria tempestade,
E o amor, que me feriram, continuou sendo o meu bem.
Eu sou a prova de que a luz não se apaga pelo escuro,
Sou a harmonia que renasce, firme e madura, no futuro.

Rejeito agora qualquer rastro do que me fez sofrer,
O desrespeito e o erro não têm mais morada em mim.
Aprendi que a minha doçura é, na verdade, poder,
E que o meu valor floresce, enfim, em um novo jardim.
Sou a alma que atravessou o abismo e não se perdeu,
Hoje, o amor que eu dou, é o mesmo que, por fim, é meu.

O amor é gostoso demais! A gente sente lá no peito, mas não consegue guardar só pra si, quer sair gritando por aí. É a nossa festa contra a solidão!
Igual torcida que comemora gol com fogos e cantoria, a gente quer celebrar ter alguém que faz o coração disparar.
Por isso, mesmo quem não curte bagunça, torce pra que todo mundo possa amar à luz do dia. Amar escondido até pode ter graça, mas dividir o amor com o mundo? Ah, isso é alegria pura e em dobro!
Coisa de Gente...
Alexandre Sefardi

Que seja eterno como todo grande amor devia ser. E se não for, que seja ao menos Repleto de afeto. E se não for, que seja ao menos amor! Eu acho que o amor, mesmo que não seja eterno, sempre deixa uma marca terna em nossos corações. Que cada experiência de amor, seja ela breve ou duradoura, nos ensine algo valioso sobre nós mesmos e sobre a vida. O importante é vivenciar o amor com sinceridade e intensidade, independente da sua duração. Ufa! Me deu vontade de namorar.
Coisa de Gente.
Alexandre Sefardi

Se sua empresa para quando você sai, existe uma notícia difícil: Você ainda não possui uma empresa.
Possui um emprego com CNPJ.
Negócios escaláveis são construídos sobre processos, Pessoas,Indicadores e Gestão. O objetivo não é se tornar irrelevante. É deixar de ser indispensável.

A Plantação


O vento sopra baixo, mas não há som de folhas se movendo. Ali, cercado por paredes verdes e douradas que se erguem em direção ao céu, ele parece engolido pelo cenário. O milharal é um labirinto vivo, denso e infinito, isolando-o do resto do mundo. Quem olha de fora não nota sua presença; ele passa completamente despercebido, fundido à imensidão da plantação.
O silêncio no local é absoluto, quase sagrado. A única quebra nessa calmaria é o som rítmico, seco e metálico de sua enxada ao golpear a terra preta. Golpe. Pausa. Golpe.
De olhos fixos no solo, sua expressão é profundamente séria. Não é uma seriedade de cansaço ou amargura, mas sim de reverência. Diante daquela terra que acolhe a semente e faz brotar a vida, ele sente o peso de um mistério maior. É o semblante de alguém que contempla a grandiosidade ao seu redor e se dá conta de que, por mais que tente, jamais conseguirá medir ou mensurar a verdadeira maravilha da natureza

⁠ morte morte
eu não te darei este gostinho de ceifar minha vida
antes que busque em mim o seu prazer
eu abrirei mão desta que só me trouxe noites e tempestades
farei assim
E minha melhor
a minha melhor amiga a solidão
será minha testemunha
o meu último ato como libertação
não morte
não se ira de mim com teu ódio
mas veja minha absolvição como o teu auxílio
eu vivi para conhecer a vida dos vivos e desejo não viver a mais como prisão pois se viver entre os sorrisos pouco duradouro que se encharcam nas lágrimas das Noites e dias
e ver o tempo passar de felicidades que só antecipam a tristeza
então morte
Oh morte
deixe-me partir do meu jeito sem me despedir

Quem vai me julgar?
Quem se tornou meu juiz?
Alguém que não estava ao meu lado quando a dor doía
Alguém que não ouviu meus gritos
Alguém que nunca enxugou minhas lágrimas
Alguém que não conhece a intensidade do meu sofrimento
Essa pessoa me julga?
Essa pessoa se tornou meu juiz?


Marcio H.melo

Há uma poesia em mim que não compus, são versos de mim
Que inversa sem rima
Em monotonia melancólica
Quem sabe uma poesia deprimida que nunca foi escrita...

Sei que o tempo é pouco quando se ama,
Então não peço pra esperar,
Eu quero aproveitar cada segundo
Pra te beijar, te amar.


Porque o tempo é passageiro,
Mas hoje quero te eternizar
Em meus braços e te beijar,
Ignorar o tempo e as coisas
Que não significam nada.


Pois hoje eu tenho tudo,
Eu tenho você pra amar.
Deixe-me eternizar nosso amor
Neste beijo.


A minha deusa
Por Marcio Melo

Às vezes a gente cansa da vida,
não porque ela seja pesada demais,
mas porque parece que ela também cansou da gente.
E a gente senta.
Olha pro horizonte lá longe,
aquele lugar que nunca chega,
e fica esperando.
Sem saber direito o quê.
Sem saber por quê.
É como se a alma tivesse tomado um anestésico:
sente, mas não dói.
Vive, mas não arde.
Respira, mas não desperta.


Anestésico
Por Marcio Melo

A maior dor que um ser humano pode sentir não a dor de sepultar quem amamos por mais que isso dói na alma
Mas, a pior dor que podemos sentir é quando nós sepultamos a nós mesmos...

Por Marcio Melo

O problema não está em ser leão ou burro animais distintos.
O problema está no leão se comportar como burro e no burro acreditar que é leão.


Marcio Melo

Não aceite menos que o amor da vida.
Nem aceite a vida que te oferece menos que o amor.


Afinal, viver é escolha única.
E só se vive de verdade
quando o amor é a razão.


Marcio Melo

"As Paredes e o Vazio"
As paredes das igrejas não só isolam quem está dentro do resto do mundo, mas também isolam a própria família.
Quantos se alegram em dividir sorrisos e ter um bom diálogo dentro do seu próprio grupo isolado?
E quantos irmãos, amigos, companheiros, esposas, esposos, filhas e filhos se perdem lá fora?
Líderes e membros se dividem por posições e cargos, para servir uns aos outros.
Mas em casa, o abandono, a exclusão e a falta de amor dominam e destroem.
Ser crente virou sinônimo de hipocrisia e falsidade.
A individualidade da fé, onde vale a lei da religião e cada um por si, tem destruído lares e afastado filhos dos pais, pais dos filhos.
E quando o pior acontece, e a perda vem de forma irreversível, é tarde demais.
E as lágrimas não são de dor, são de culpa.
Tanto de um lado quanto do outro.
A mensagem do Evangelho, que deveria salvar, virou desculpa pra se afastar e se isolar do resto do mundo.
Paredes e muros de templos cheios de estranhos e vazios de amor e esperança adoram um Deus que não está lá.
O filho pródigo voltou, mas não encontrou seu pai. A porta estava trancada.
Pai contra filho, filho contra pai.


Por Marcio Melo

"Ele está sempre junto"
Não importa se chove ou faz sol.
Não importa o muro, a classe, o silêncio.
Jesus está ali.


É como olhar no espelho e ver o rosto marcado,
o olhar cansado, que não suporta mais.
Você acha que é só você.
Só dor. Só cansaço.


Mas então a ficha cai:
não era o seu reflexo.
Era a imagem e semelhança do seu Criador.


E naquele instante você entende:
o que você vê não é só ruína.
É o mérito de Cristo em você.


E tudo muda.
Porque a dor ganha endereço.
O sofrimento ganha sentido.
E o amor que se entregou por todos,
sem exceção,
se revela onde você menos esperava:
em você mesmo.


Por Marcio Melo

Não tente impedir um romancista e poeta
de acreditar no amor. Será frustrante.


Pois ele acredita que o verdadeiro sentido da vida
é o amor.


Tentar destruir o que nele foi construído
e edificado como uma fortaleza
é uma luta perdida.


Um poeta romântico vê beleza em tudo,
até nas mínimas coisas
que para muitos nem existem.
Mas para ele, na sua profunda sensibilidade,
cada detalhe abre um universo de possibilidades.


É um olhar que nasce com o sol da manhã,
como um renovo cheio de esperança.


Ele sente a vida nos sons da natureza
e se enxerga nas outras espécies
como parte do todo,
onde nada está separado.


Assim é o olhar do romancista e do poeta:
ver além dos objetos
e encontrar o sentido do existir
em sua plena totalidade.


Um só
Marcio Melo

"O Peso dos Pensamentos"


Eu não penso tanto quanto pensava antes.


Com o tempo a gente descobre que pensamento pesa. Pesa nos ombros, pesa no peito, pesa na noite que não dorme. No começo é bonito pensar demais. Parece que se você pensar o suficiente, resolve o mundo. Resolve a vida. Resolve a dor.


Mas chega uma hora que a cabeça cansa de correr em círculo.
Aí você para.


Não é que pare de sentir. É que para de gastar energia tentando entender tudo de novo. O que já doeu, já doeu. O que já entendeu, já entendeu.


E é aí que começa o outro movimento: você para de pensar e começa a lembrar.
Lembra do que pensou há dez anos, há vinte. Lembra das conclusões que já tirou e esqueceu. Lembra das coisas simples que a pressa fez você jogar fora.


Talvez seja isso envelhecer: trocar a busca por respostas novas
pela coragem de olhar de novo pra resposta velha.


Marcio Melo