Poema Nao Ame sem Amar
Amar, é querer bem, é querer estar sempre perto de quem amamos, é sofrer juntos, é chorar juntos, é querer compartilhar alegrias, é comer uma coisa gostosa e lembrar...é ter coragem para mostrar o certo, e distorcer do errado, é se preocupar com sua espiritualidade, é agradecer todos os dias por ter a competência de poder amar, amar e amar!
É assim que tudo vai acabar? Depois de toda uma vida roubar? Os muros que construiu quero derrubar. Mas nunca tenho forças para continuar. Tudo o que queria era te ajudar, não precisar te ver chorar. Ultimamente tudo o que tenho feito é pensar. Pensar no tempo que pude te amar, e até as vezes que desisti de lutar.
Todo o tempo que pude desfrutar, será que vale a pena lembrar? Suas palavras eu desejo escutar. Meus segredos pude te contar. E ao esse poema criar, você é o que me fez não hesitar. No teu oceano de amor desejo me deleitar. Então pergunto, é assim que tudo vai acabar?
O medo de amar irracionalmente e perdermos os nossos estritos limites da razão concorrem para uma mais saudável comoda infelicidade em liberdade sem sofrermos os males certos e mais que prováveis, inevitáveis da paixão.
Já imaginou qual o limite do carinho? Um homem, 22h da noite num ônibus lotado, protege o seu buquê de flores de um terrível fim: ser amassado pelo vaivém cotidiano dos engravatados, dos bem-arrumados e dos nem tão bem-arrumados assim. Ele desce da condução e corre loucamente pra casa, esquece o cansaço de um dia inteiro de trabalho, abre a porta e encontra sua namorada arrumando a mesa do jantar.
Ele esquece suas preocupações, seu dia difícil, porque ali, nos braços de quem ama, ele encontrou o seu pedacinho diário do paraíso. As histórias de pessoas comuns, suas vidas simples e sem a mesma emoção de um dublê de cinema, esconde uma beleza muito sutil e calorosa.
Tudo ao seu tempo, e cada segundo ao tempo de Deus cada dia uma uma semente de esperança para que no tempo de amar, os minutos sejam eternos em horas para retroceder o amor que um dia parou no tempo, onde amar está em um futuro distante, desse presente onde o medo de se envolver é maior do que a vontade de amar...
Amar é um ato de coragem, pois quem ama se arrisca, mesmo sabendo que os sacrifícios podem ser em vão e o sofrimento o maior castigo.
Somos seres humanos criados para amar. O ódio, a raiva, o rancor, a vingança e muitos outros sentimentos negativos não fazem parte da nossa essência.
Nós podemos morar num lugar que são seja o ideal, ter as coisas que apenas nos satisfaçam as necessidades básicas ou ter os meios de vida que nos seja possível, e temos que nos conformar com isso. O que não podemos é acreditar, sonhar, ter fé ou amar apenas parcialmente, sob pena de deixarmos de viver a plenitude que merecemos.
"Você pode trabalhar no que gosta mesmo que acabe o dia cansado, pode comer sem culpa, pode apenas transar e não amar ou pode amar e se decepcionar, não são todos os caminhos sem acidentes, relacionamentos sem decepções, mais o que realmente importa são os momentos que você passou e não o que restou no final..."
Quando se ama abundantemente, diante do erro do outro, silenciamos nos mas com o mesmo perfume de rosas cálidas.
Ela vai. Segue seus próprios caminhos, cura a dor dos espinhos, carrega na mala essas e outras memórias. Ela é inteira e, por ser inteira, ela não aceita histórias pequenas ou banais. Ela vai. Coloca em metades seus merecidos pontos finais, empurra pra fora o que não tem o poder de enfeitar sua casa, não se contenta com coisa rasa nem abre um espaço aqui - outro ali - para o que não cabe em seu lar. Pois ela não confunde amor com a necessidade de amar. Ela vai. Vai sem asas, sem saber voar. Mas vai. Enfrenta as suas quimeras, planta suas flores sem a paciência de esperar pelas estações mais certas, ela faz suas primaveras. Sem nunca deixar de ser neblina quando precisa esconder a estrada a frente ou calor para derreter alguns gelos. Ela é mais do que enviar mensagens, cartas, cartões, selos. Ela mesma vai. Vai e rouba a cena quando não sabe o que é interpretar. Ela vai sem medo de se molhar nem de se queimar. Ela vai sem dizer amém pra tudo com o pensamento pequeno de que isso pode mudar o mundo. Ela vai. Até quando desmorona, quando lhe derrubam ou cai. Ela vai. Vai, mas não reconstrói, não refaz o que ficou para trás. Ela simplesmente vai. Vai e constrói o novo com todo esforço que isso requer. Porque ela sempre sabe o que quer... Tem a ver com essa vontade enorme que ela tem de viver.
E que possamos ser felizes, com ou sem um par, dentro ou fora de data, vivendo ou simplesmente reconhecendo à nossa volta que toda forma de amor vale a pena. Amém! *_*
Envergonha me muito quando percebo que meu amor por intensidade se espelhou por uma questão de posse, propriedade e de resposta métrica racional de troca de todo o bem que chegou a mim.
