Poema Nao Ame sem Amar
Dias, dias, esses dias intitulados, já percebeu os resultados?
compre, compre, venha ter amor, gratidão, atenção, perdão,
mas lembre-se, não esqueça de trazer seu cartão.
Sua mãe só tem dois dias no ano?, seu pai também só dois?
se é só nesses que o vêem, quanta ingratidão vós tens.
Professor só dois, amigos? Aprender e ter alguém pra compartilhar sua vida com um só presente demonstrar? já parou pra pensar?
É tão fácil assim?,
Não! é essa hipocrisia e consumismo sem fim!
O dia de demonstrar é hoje,
o dia de agradecer é hoje,
o dia de perdoar é hoje;
não espere pelo dia, faça ser hoje esse dia.
Se presenteia à alguém pensado em recompensa –em qualquer grau-
não doa, e sim compra-a. Onde está sua moral?
O melhor que podemos dar de valor nada vale em papéis numerados,
mas para quem o recebe, sabe, que coisa alguma pode comprar
a palavra gentil a lhe falar, o tempo de estar contigo e, de um
abraço ou beijo, que é único para consigo.
E de repente tudo se vai. Foge, lamenta e nem tenta.
Vive a segurança unida à uma falsa esperança;
quer mudar, acreditar num belo lar,
parece honesto o sonhar,
mas é defesa para não se enfrentar.
Monstros da perseguição, deixando duvidas e confusão,
mas pelo sim ou pelo não
melhor ficar parado,
assim não caio.
Não se machuca, não cria cicatriz,
vivendo uma vida moderninha e feliz(?)
Se me enganei, não sei, acredito que muito mais poderia surgir
se não fosse o medo de prosseguir, de arriscar.
Pode perder tudo ao mesmo tempo em que ganhará tudo,
porém é seu futuro e só você pode molda-lo.
As vezes fico a pensar quão simples é meu gostar,
me agrado com pouco, ou será isso apenas um desejo louco?
Serpente perigosa, esgueirosa, rápida, quando atinge, já é tarde;
abalou-lhe o espírito, e na loucura anuncia em tamanha demasia:
- Não é mais 100!, vi a virgula.
- Menino apressado, até quando aguentará tantos machucados?
Mas é bom aprender sem sofrer?, é só saber ler A, B, C?
isso é crescer? Amadurecer?, não! Isso é esperar acontecer;
e só à você é dado-lhe o privilégio de escolher o futuro que quer ter.
É você que faz acontecer, conseguiu agora perceber?;
é seu dever lutar pelo sonho que quer viver, seja qual for,
se ficar parado está morto sem vida, sem rosto.
Acorda! Saia do querer e comece a fazer,
pare de pensar, comece a realizar; garanto,
podes fracassar, mas se persistir, vida nova verás existir.
Ah, que intensidade!
Ianomâmis, Carajás, Guaranis e Tupis
Tudo antes já prenunciado
em ritos e rituais
E para o desconhecido
apenas a sensação e a percepção
de um olhar
e a espera do tempo mistério.
Tenho plena preferência por pessoas que sorriem sozinhas,
sorriem delas mesmas, gritam, cantam, abraçam de graça,
que tem brilho nos olhos, amor no coração e pureza na alma!
SORRIA PALHAÇO, SÓ RIA!
Viche Palhaço,
a maquiagem borrou num respingo de lágrima.
Hoje a dor transcendeu o banco do camarim,
O que houve, Palhaço?
Viche Palhaço,
As cores vivas que lhe vestem hoje
desaparecem perante a alma mendiga.
Hoje suas tintas dão-lhe outra cor
Que cor é essa, Palhaço, que dor?
Viche Palhaço,
Você, tão feito de sonhos
Parece imerso no avesso do riso.
Que rio é esse, Palhaço, que não lhe riu?
Viche Palhaço,
Seu nariz vermelho tá torto,
sua tinta desbotada quão folha a secar.
Que cara é essa Palhaço, de noite escura?
Que você tem, Palhaço?
E o que não tem?
Suas lágrimas sangram hoje não só por dentro.
Ê, meu Palhaço, o circo lotado não lhe preenche os vazios.
Ô, meu Palhaço, o riso desgastado lhe parece cansar os músculos da face...
Ah, meu querido Palhaço, quem, por trás da cortina entre palco e real roubou se astral?
Foi o dia? Foi a lua?
Ele hoje é seu. Ela hoje é sua.
Se ajeite Palhaço.
Sorria. Só ria!
Daqui a pouco as cortinas se abre e o show recomeça.
Daqui a pouco a pipoca pulada, as tantas risadas, os pais, os filhos, a rua, chegam todos pra lhe ver.
Pra rir de você,
pra rir com você.
Levanta Palhaço, ainda que a dor lhe aborreça,
a esperança adoeça e angústia lhe pare, não esqueça;
a vida ainda continua.
O POVO
O Povo
O Povo,
cego, surdo, mudo,
nada.
Nada aos lás e cás,
aos gozos e ais,
aos fundos e rasos,
aos menos ou mais.
O Povo,
ópio de si,
glória de outrem,
mora imerso no Mar.
Alheio à praia lotada,
perde a festa, o pulo, a luarada.
- O resto dança.
O Povo nada.
Partiram, os Tiranos,
o Povo.
Deram-lhe anéis quantos fossem os seus braços,
e tiraram-lhe a força, (o abraço)
Tiraram-lhe à força pro “regaço”.
Pobre Povo,
dos Pescadores Tiranos da Praia
Partido no Talher da jogada:
eles tirando muito
e o Povo, Tadinho, virando nada.
...
Lá, mundo de muitos mudos,
Mundo de muitos tudo,
mundo de tantos nada.
Cá, pobres obras paradas,
cofres empobrecidos
e uma hierarquia encravada:
Eles com todo o tudo,
E o povo, contudo, nada.
O amor é o juízo perdido dos loucos,
e a loucura encontrada nos sábios.
É um dom que as pessoas perderam,
e o substituído dos fortes que são fracos.
É o sonho que me chama pra dormir,
e a luta que me mantem acordado.
É o calor que esquenta o amante,
e o refrescar que alivia o angustiado.
Uma perfeição acompanhada de confusão,
e a dificuldade que desespera até o mais calmo.
É tudo o que me alivia e também o que me deixa cansado.
Amar se resume em uma grande loucura,
e deve ser algo somente para os loucos,
porém mais louco que os loucos, apenas é quem deixa de amar.
Rasguei-me muitas vezes....
onde consumi-me de mim mesma
Olhei para o infinito esqueci a minha alma
perdi-me no silêncio que há em mim
Hoje recolho a energia que ficou no caminho
espremo tudo que não presta em mim
Expectativas, são que jamais o céu deixe brilhar
que a minha alma estremeça sempre que veja o sol.!
Abro o livro das páginas da vida
espelhos de encontros, desencontros
Chove lá fora, estará a lavar o chão
da rua, o mundo, a alma, o corpo
Palavras deitadas ao vento
poemas desaparecidos no silêncio
Lírios perfumados palidez dos caminhos
noites de sonho entre as páginas gastas
Veneno oculto arrastado nos ossos
angústia escrita sobre a almofada
Escuridão do rosto da morte matada,
morta, esquecida, perdida..!!!
O amor é um só e sempre o mesmo,
O que muda é o ser amado,
Se sofremos no abandono,
É porque amamos errado,
A culpa é só nossa,
O amor não é culpado
"E o colibri percebeu
Que Talvez e apenas Talvez
A Tulipa que tanto namora
Poderá em fim desabrochar"
MÁXIMAS DE UM POETA - 07/04/2014
De nada adiantaria a beleza que há nas flores,
sem o semeador, que depende das sementes sãs.
De nada adiantaria o brilho das estrelas do céu,
sem o breu da noite, que depende do sol se por.
De nada adiantaria a glória que há nas vitórias,
sem ter as lutas, que dependem das adversidades.
De nada adiantaria a fé que remove as montanhas,
sem a luz da esperança, que depende da motivação.
De nada adiantaria a busca da plenitude humana,
sem as vias dolorosas, que dependem da penação.
De nada adiantaria as rezas e orações divinas,
sem a fé em um deus, que depende do imaginário.
De nada adiantaria recitar, as máximas de um poeta,
sem as poesias, que dependem apenas das inspirações.
De nada adiantaria escrever o aprendizado passado,
sem o futuro, que só depende das crianças de hoje.
BORBOLETAS
...São poesias em cores /
Vivacidade em luz /
Delicadeza em encanto /
Assim são as borboletas/
Que não são flores /
São cores que voam /
Adornando a natureza com cores...
Jmal Jamal
Versos Escarpados - Borboletas
Você me diz que sou fogo.
Mas e se eu fogo fosse e
realmente te incendiasse
e você me contasse,
coisas que imaginasse,
e enfim se deixasse
por mim incendiar?
Quem sabe a chama acalmasse,
e a brasa ficasse
para enfim,
o calor do amor ficar.
Ricardo Cabús
ESPERAR
(Estações Partidas)
Quando espero
O que mais me angustia
É a passividade do ato
De fato
Ser passivo me incomoda
Poda
O tempo é meu inimigo
O silêncio é meu inimigo
O pensar é meu inimigo
Amigo é quem chega na hora
Vou-me embora !
Ricardo Cabús
QUATRO ESTAÇÕES
(Estações Partidas)
Cinquenta Invernos
Uns Verão
Cem Outonos
Nem a Prima Vera
UM GRANDE AMOR EU ENCONTREI,
PROFUNDAMENTE ME APAIXONEI
FELIZ E PROTEGIDA ESTOU AGORA
COM ESSE AMOR QUE ME APÓIA A QUALQUER HORA.
ESSE AMOR ME FAZ TÃO BEM
NÃO SEI COMO É POSSÍVEL AMAR TANTO ALGUÉM.
COM ESSE AMOR QUERO PRA SEMPRE FICAR
NÃO IMPORTA SE UM DIA O MUNDO ACABAR.
UM AMOR ASSIM É ETERNO
UM AMOR QUE A MINHA ALMA NUNCA DEIXARÁ DE AMAR.
MULHER MOÇAMBICANA.
Mulher batalhadora.
És tu, mulher trabalhadora.
Tantas guerras vencidas.
Tanto sangue derramado.
Mas tu nunca desistes.
Sempre deste infinidade de chances a quem te magoa.
Mulher moçambicana
Eu te amo, minha amada!
Ricardo Cabús
Outono Vacilante
(Cacos Inconexos)
O Sol continua lutando contra um outono vacilante
Dois dias de Sol
Seguidos
Dizem que amanhã também será
(Será que amanhã também serei?)
O Sol que ilumina as ruas faz curva ao passar por mim
