Poema Nao Ame sem Amar
Deixo aqui escrito
este mistério
para que por
você não seja
mais esquecido,
Nos últimos anos
a relíquia da
Virgem de Coromoto
que foi entregue
nas mãos do cacique
vem se modificando
sempre que ocorre
um distúrbio político.
A Santa Padroeira
vem dando sinais
que não aguenta
mais tanto jogo
com a vida do povo,
Tenham tolerância
com a rebeldia
da juventude,
libertem o José
E se recordem
das palavras de María:
“La virgen ha
perdido todo el color,
el único color que
tiene es el color de
un niño de color rojo,
al final tiene
una calavera,
es el cordero de Dios
que al final
vence a la muerte."
Mesmo que a música
da juventude faça
doer os teus ouvidos,
Recorda-te do teu
jovem que está
no peito esquecido;
É aqui que aumento
o volume para que
o teu coração
me ouça que está
na hora de libertar
a tropa e os generais,
E restabelecer
uma cultura de paz.
Não concordo
com a FIM
que deseja
o rompimento
das relações
com Cuba,
Sei que a Pátria
não é minha:
De antemão
peço perdão
pela ousadia
e intromissão,
Alianças entre
países é algo
corriqueiro,
Embora humanos
sejam passíveis
de individuais
e fortuitos erros,
E não há nada
nessa vida
que não possa
ser corrigido;
Se de fato
tais e tantos
erros aconteceram.
Não é regra,
mas sei
que acontece
e não quero
a todos ofender:
Militar quando
vai para a reserva
vive arrumando
desculpa só
para aparecer;
Não sossega
e muitas vezes
são impossíveis
de entender.
O meu coração
tem compaixão
pelas mulheres
e filhos dos
militares que
estão presos
sejam eles
soldados
ou generais,...
Pois a
justiça
já deveria ter
libertado cada
um deles
e os deixado
viver em paz.
É praticamente
fazer que a justiça
se convença
em libertar
o General que
não deveria
ter sido preso;
Não se sabe
nem quando
a juíza vai voltar
a despachar,
Só sei que isso está
me incomodando,...
Faço um
apelo ao General
dos inabaláveis
olhos de azabache
que não permita
mais que histórias
assim venham
daqui para
frente prosperar.
Aos que a mão
pesada não
conseguiu tocar
peço a Deus
que os proteja
sem parar
a toda hora,
nessas letras
faço também
o meu altar.
É também minha
a campesina causa
'en las orillas del
Río Portuguesa'.
Desalojar pessoas
para deixar
livre a exploração
madeireira,
só saber que
isso se passa me
mata de tristeza.
É também minha
a dor dos pais
que não têm
como comprar
material escolar.
Os que foram
convertidos
em heróis caídos
por obra
dos autoritários,
os nomes estão
escritos na história.
A tropa aprisionada
em sótãos e porões,
uns até em isolamento,
e o General na cela
em abafamento
preso injustamente
sem saber o dia e a hora
e se haverá julgamento.
Chega de pouca
vergonha de quem
diz que não
pode pedir
antecedentes
de quem
pede pedir
para tirar foto,
Quase acreditei
também nisso.
Não se faça
de desentendido:
O povo deve
ser respeitado,
E você sabe
muito bem disso.
As Mães de
Tumeremo
andam com
medo dele,
e não deve
ser à toa;
Uma cidade
está vem
sendo destruída:
deve ser
tudo farinha
do mesmo saco.
Estão levando
o quê há
de melhor para
sempre embora,
Alguém tem
que parar
com isso agora.
Há queixas que
ele anda
intimidando
e tirando o ouro
todos os dias,
A gente está
sofrendo todos
os despojos;
Há quem dê
ouvidos cegos
ao autoproclamado
e os seus
'Los Rastrojos'.
Uma tropa que
deveria estar
em liberdade
e contendo
tudo isso,
Ela segue
um calvário
crescente
e um lento martírio.
O nome do General
que dizem
que o acusaram
injustamente
de rebelião
está sendo usado
para causar
inferno político,
E ele não tem
nada a ver com isso.
As intrigas
ocasionaram
um enorme
prejuízo,
Uma Pátria
não é algo
para virar
um joguete
de meninos.
Tudo será
investigado.
O autoproclamado
colocou
em liquidação
o Esequibo,
se está realmente
confirmado:
ele não deveria
ter feito isso.
Ele não
será perdoado.
Isso foi avisado
há meses
através
dos jornais,
e um 'braço direito'
fugiu para umbrais
de uma embaixada
e foi 'hospedado'. Não vejo nenhum
dele como coitados.
O Esequibo
é venezuelano,
não tenho
dúvida disso;
e sempre que
for preciso
repetir: insisto.
É preciso desfazer
esse nó e outros
tantos enganos.
O General está preso,
o devido processo
legal e vítima
de um fatal plano,
e quem deveria
me ouvir finge que
não está escutando.
Não há mesmo
piores e nem
tampouco melhores,
O quê há é soldados
de dois países
em animosidade,
Nas mãos deles
os indígenas estão
sendo sacrificados,
Uns até ir para
o exílio se obrigaram.
Um dia desses foram
os pemones,
e agora o paladino
da crítica ceifou
a vida de um jovem,
Peço a Deus que
maus hábitos
como estes tenham
fim e não retornem,
O alerta está laranja,
e há a esperança
que entre eles não
seja quebrada a paz.
Os maus hábitos
autoritários pouco
a pouco devem
ser superados,
Há um General
preso inocente,
uma tropa e pessoas
presas sem devido
processo legal,
Ele e todos estão
sem humano conforto
e sem ventilação;
É preciso vencer
o tal monstro
do atraso processual.
Não tenho nada
a ver com isso,
Sou estrofe
do país vizinho,
Eles não me veem,
mas estou presente
em meio ao lamento
de cada amigo,
E não é de hoje
que sigo comentando
repetidamente,
Não há mais como
achar que anda
tudo normal,
a história é comovente.
Prenderam um General
injustificadamente,
e até agora não
houve acesso ao devido
processo legal
e nem direito a ventilação.
Um militar se queixou
na fronteira com
a Colômbia porque
está insatifeito
com a carreira,
E houveram exercícios
sem a presença do Ministro.
É venezuelano o Esequibo,
e não é de hoje que
venho insistindo nisso;
há tempos acabou
o período colonial!...
Não adianta,
não adianta
de jeito nenhum:
reverenciar
qualquer poeta
para se fazer
de bonzinho,
Não adianta,
não adianta
de jeito nenhum:
tomar café com
revolucionários
sem as cartas
e a justiça
ao povo,
ao General
e a tropa
sobre a mesa.
Não adianta,
não adianta
de jeito nenhum:
relembrar
a história sem
ter aprendido
com ela.
Não adianta,
não adianta
de jeito nenhum:
bater continência
aos comandantes
e revolucionários
que se encontram
na eternidade,
quem segue
sendo na vida
uma mentira
de verdade.
Comparações
não ajudarão
a Amazônia,
o Chaco
e a Chiquitanía
do incêndio,...
e nem mesmo
o Arco Minero;
é momento
de trégua
e união para
salvar a vida.
Estas tais
de vendas
nos olhos,
espadas,
balanças
e plumas
pesadas
espalhando
desgraças,
a história
não as fará
perdoadas,
prenderam
injustamente
heróis que
poderiam ajudar
a salvar
as nossas matas;
a justiça divina
não perdoa
quem imola
os patriotas;
A força da vida
deu a amostra:
a Colômbia
teve sacudida
a costa,
não duvide
que não seja
reação colateral.
Debaixo do pomar
de letras laranjas
pedindo pela
libertação de
tanta gente,
da campesina
dos 9 comuneros
e do General,
vou contando
o quê se passa
na América Latina.
Se é verdade ou não,
não importa,
a dor segue a mesma.
De joelhos pedindo
a entrada diante
de uma tropa
estrangeira
com a bandeira
da sua própria
Pátria estendida,
rogando assim
dessa maneira
é porque precisa.
As chagas de um
povo a mim não
me são alheias,
Eu sou do povo,
o meu coração
a ele pertence;
e triste e ardente
está em brasas
amazônicas de
pura inconformação.
A dignidade humana
em virtude
de uma dificuldade
passe o que passe
jamais será diminuída,
acredito nas voltas
que o mundo dá
e no giro do tempo.
Nas preces as súplicas
dos imigrantes
estão presentes,
para que jamais
deixem de ser atendidas;
e da mesma maneira
tem sido pelo General
preso injustamente
e pela tropa sofrida.
O embargo imperial
foi lançado total
contra a Pátria de Bolívar,
não posso concordar
de forma alguma
com essa medida
que atenta contra a vida,
Não vou parar de gritar
mesmo que seja sozinha
e que me digam que é
miúda a esperança
de ser de fato ouvida;
A nacionalidade que foi
outorgada para as crianças
venezuelanas imigrantes,
não passa de uma
bondade cínica da parte
de quem sabemos
que vendeu a alma
pro demônio muito antes;
E não para de aumentar
a quantidade de militares
em prisão por 'discordar'
da ordem vigente,
não minto que sigo
inconformada e descontente:
96 homens do Exército,
20 da Aeronáutica,
24 da Marinha
71 da Guarda Nacional,
No total são 211 homens,
e entre eles está preso
o General que todos
sabem que é inocente,
um verdadeiro absurdo
o quê vem ocorrendo
com toda essa gente,
e seguem corvos
de ferro rondando
sobre a minha cabeça.
Quem conhece a história
sabe como e o quanto
ela vem se repetindo
em nosso tempo,
Não há mais como
esconder de ninguém
o quê caiu na boca
de todo um povo,
cântico de
calabouço: - Marulanda...
Ao Foro de São Paulo
eu peço socorro,
com nome de Santo
Que leva não há como
ocultar o escombro;
o tempo é implacável
tal qual o perito
que correu para
disfarçar o incontestável.
As marcas da tortura
que cometeram
contra o cirurgião,
As máscaras caindo
estão e são tantas
mentiras que ainda
não deu para
recolher do chão.
Um General está
há mais de um ano
preso injustamente,
todos sabem
que ele é inocente;
e o quê foi feito
contra ele não
tem desculpa:
transferi para mim
esse sofrimento,
Pois através da
história dele
venho contando
outras para
que ninguém caia
no esquecimento.
Estes versos
não chegam
nem perto
da beleza
dos tupamaros
semeando
a terra para saciar
a fome do povo
que precisa,
Ninguém vive
de poesia
embora ela viva
para sempre
alimentando
as almas
e dando força
aos inconformados.
Não há mais
mulher nenhuma
desaparecida
até o momento,
uma foi
libertada,
e outras com
alvará de soltura,
mas há mulheres
marcadas por
toda uma vida.
Quero saber dos três
militares e do civil,
que dizem que
ninguém mais
sabe e ninguém
mais viu;
e do General
injustiçado
que nem deveria
ter sido aprisionado.
O tempo do político
não é a emergência
de todo um povo,
O relógio do tempo
dele sempre
marcará diferente,
Por isso nem insisto
em discutir com
esse tipo de gente,
Busco por mim mesma
fazer um mundo novo.
O som da clarinetista
ninguém ouve mais,
A Justiça está foragida,
e é a única verdade que
existe e me faz realista.
Tem gente tão obscura
como deixaram
as águas de Osorno,
Tipo aqueles dois
que foram capturados,
E o interminável
diálogo de Barbados
Sob a lógica de Oslo
e impronunciáveis
bobagens do Inferno
de cinco letras
que me pisoteiam
ofertando uma
sorte desgraçada
para quem
veste ou não farda.
Do General não se
tem uma notícia
de certeza física
desde o dia 28 de abril,
Dele só se sabe que
está em greve de fome
Este fato nos consome
fatalmente aos poucos
E quem tem o dever
de nos responder tem
feito ouvidos aos moucos.
Não importa o quê
de mim estão falando,
as flâmulas perpétuas
tecidas de palavras
poéticas na História
em defesa do Esequibo
pertencem só a mim.
O quê é de direito
de lugar e de se hastear
pertence somente
às oitos estrelas na proa
do Monte Roraima
com todas as virtudes,
homenagens e decência.
A liberdade que foi
arrancada com violência
da tropa estimada
e do General preso
injustamente deve ser
por humanidade restituída:
a História de injustiça
nunca mais deve ser repetida.
A minha voz grita
por quem
não pode gritar,
No meio de uma
escuridão profunda
e cheia de gente
que se deixou
ficar embrutecida.
Toda a mão deveria
estar estendida
para quem nas trevas
não quer mais ficar,
Esse é um dos grandes
princípios da vida,
Mas vejo gente
que não quer mudar.
A irmã foi a #Boleita
e se aproximam
3 meses que ninguém
teve do General
uma prova de vida,
E até a pouco diziam
que ele estava
em #FuerteTiuna,
Onde está ele afinal?
Vejo que a chocante
solidão é de quem
padece pela falta
de memória afetiva
diante da história
de contribuição dele
ao longo da vida.
No próprio corpo
em #GREVEDEFOME
entrega, missão
mística pelo seu
povo para tentar
resgatar o rumo
que a sorte do
triste destino que
o vem consumindo.
Você bem
sabe que
sou tudo
aquilo
que você
não tem
coragem
de ser nesta
existência,
E que nada
é coincidência.
Nas paredes
dos calabouços,
Por cada grito
silenciado,
Em tudo e todo
o pedido de
socorro não
atendido
E nos corpos
dos torturados,
e muito
mais próxima
da tua
consciência:
Não me calo
e nem perco
a paciência.
O General
que foi preso
injustamente
não foi
encontrado,
ele está
desaparecido
E como
ele existem
outros
da mesma
maneira,
E por todos
eles não
me canso
de pedir
pela liberdade
e por consciência.
Com palavras
que não
são minhas,
Escrevendo
poemas
com páginas
de jornais
e com o clamor
de um povo
que vem
sentindo
o peso da mão
e da covardia
todo o santo dia.
Carniceiro
de Artemísia,
Não dá para
crer que
seja realidade,
Charco
de sangre,
Não consigo
crer em tanta
maldade:
um vale
de lágrimas.
Dizem que
los febreristas
estão divididos,
Enquanto
deveriam
estar unidos
para encontrar
o General,
e outros tantos
desaparecidos
que como
ele estão
até hoje
injustamente
detenidos.
(Os meus clamores não estão sendo ouvidos.)
Peço que não
te esqueças:
mataram
o Capitão-de-Corveta,
Lá no Inferno
de cinco letras.
Uma parte de mim
é a que fica
por ser indígena,
E a outra parte
é a que vai
por ser nômade.
Fico naquilo que
me interesso
e largo de mão
aquilo que maltrata
o meu coração,
Trajetória de
quem não
aceita retrocesso,
E não entra em
queda de braço
com ninguém.
Não te esqueças
para não eximir
de quem tem
o dever de
dar conta
dos paradeiros
do General preso
injustamente
e de outros prisioneiros.
(Reféns das circunstâncias)
Não sei
do desfecho
da greve
de fome
dos petroleiros,
Mais dois
deputados
perderam
imunidade
parlamentar,
A sociedade
pela saúde
se colocou
a protestar,
A todos só
peço calma
para dialogar.
Após tanto
fazer
a mesma
pergunta,
eis a resposta:
o General está
preso em
Fuerte Tiuna,
Peço que
alguém diga
como ele está.
Ao menos
é o quê
a imprensa
conta,
Só não sei
como ele
está
ou se
vivo está,
Por ali nem
a defesa
Pode visitar,
e tampouco
a música
e a poesia
são influentes
o suficiente
para pedir
licença
para entrar.
No mesmo
lugar que
ele estão
presos mais
um que teve
a imunidade
parlamentar
ignorada;
É um festival
de absurdos
onde quase
não se sabe
de muita
coisa ou
de quase nada.
